Governo editará decreto determinando acesso público aos contratos de concessão

O governo federal deverá editar decreto determinando que todos os contratos de concessão celebrados pelo poder público devam ser publicados na íntegra na rede mundial de computadores. A medida irá atender à determinação contida no Projeto de Lei nº 23 do senador Osmar Dias, que foi vetado integralmente pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O projeto previa a alteração da Lei no 8.987, de 13 de fevereiro de 1995, que dispõe sobre o regime de concessão e permissão da prestação de serviços públicos previsto no art. 175 da Constituição Federal, e dá outras providências, estabelecendo critérios de transparência para a exploração de concessões públicas".

O argumento do governo é que a medida, se sancionada da forma como foi aprovada pelo Congresso Nacional, seria onerosa aos cofres públicos, em vista o alto custo da publicação de contratos volumosos também na Imprensa Nacional, contrariando o princípio da eficiência. No parecer dos ministérios das Comunicações, dos Transportes e do Planejamento , é destacado  que o uso da Tecnologia da Informação para dar maior publicidade aos atos governamentais se consolida cada vez mais como prática do Estado moderno e ágil.

O projeto vetado estabelecia que os contratos fossem publicados na imprensa oficial e na Internet. E assegurava o acesso público aos termos aditivos e à avaliação mensal do cumprimento desses contratos, ficando o poder público obrigado a divulgar um demonstrativo das receitas obtidas com as concessões e a indicação precisa do destino desses recursos.

No caso das concessões para a exploração de rodovias, ficaria obrigatória ainda a publicação das planilhas com a demonstração de custos e receitas. A mensagem do veto foi publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.

Definidos editais para seleção de projetos que receberão apoio do Funttel

[Título original: Costa apresenta editais para selecionar projetos que receberão apoio do Funttel]

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, abriu hoje a reunião com representantes de empresas do setor de telecomunicações, universidades, instituições de pesquisa e órgãos de controle para divulgação de dois editais de chamada pública para a seleção de projetos que receberão recursos do Funttel (Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações). “A única forma de manter seu posicionamento no competitivo mercado global é apostar no futuro”, destacou.

Os projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação tecnológica selecionados receberão apoio financeiro no valor total de R$ 110 milhões em três anos. Os editais contemplam quatro áreas prioritárias: sistemas de comunicações sem fio em banda larga; plataformas de serviços de telecomunicações baseados no protocolo IP (Internet Protocol); sistemas de comunicações óticas; e software para telecomunicações.

As propostas devem ser enviadas à Finep (Financiadora de Estudos e Pesquisas) por meio eletrônico, até as 18 horas do dia 26 de agosto, e em papel, até 28 de agosto. Os editais e os formulários para apresentação das propostas estão disponíveis na página da Finep na internet (www.finep.gov.br). O resultado da seleção está previsto para ser divulgado a partir de 14 de outubro.

Segundo Costa, estudo realizado a pedido do Minicom sobre os projetos financiados pelo Funttel entre 2001 e 2007 apontam que 127 deles apresentaram resultados considerados inovadores e que os R$ 287 milhões investidos resultarão em faturamento de R$ 1 bilhão em 2010 para as empresas. E ainda que de cada um real investido, o fundo recuperou 1,2 real. “No próximo ano, esta relação será de 1 para 2,60 reais”, disse.

O secretário de Telecomunicações do Minicom, Roberto Pinto Martins; o secretário de Política de Informática do Ministério da Ciência e Tecnologia, Augusto Gadelha; o representante da Finep, Manoel Louzada; e o diretor do Departamento de Ciência e Tecnologia do Minicom, Laerte Davi, participarama reunião.

Em reunião no Rio, ministro da Cultura diz que Lei Rouanet é perversa e pouco democrática

O ministro da Cultura, Juca Ferreira, afirmou hoje (28), durante reunião com representantes de setores culturais, que considera a Lei Rouanet “imperfeita, perversa e pouco democrática”, por privilegiar grupos e artistas do eixo Rio-São Paulo, em detrimento de artistas menores da própria região e do resto do país.

Em mais um encontro com representantes do setor cultural das prefeituras de áreas periféricas, dessa vez na cidade de Mesquita, na Baixada Fluminense, o ministro apresentou as propostas da sua pasta para reformular a Lei Rouanet, de incentivos fiscais à produção cultural.

A ideia do ministro é simplificar a burocracia e democratizar o acesso aos recursos do Ministério da Cultura. Além de representantes da prefeitura de Mesquita, participaram do encontro promotores culturais e agentes oficiais de cultura de Belford Roxo, Duque de Caxias, Guapimirim, Itaguaí, Japeri, Magé, Nilópolis, Nova Iguaçu, Paracambi, Queimados, São João de Meriti e Seropédica.

Desde meados do ano passado, em diversos encontros pelo país, o ministro da Cultura vem questionando a Lei Rouanet. Seu público-alvo tem sido preferencialmente as áreas de difícil acesso aos mecanismos de financiamento cultural. Esta foi a segunda reunião no Rio de Janeiro.

Nos debates, o Ministério da Cultura procura recolher sugestões para aperfeiçoar a legislação e ampliar mecanismos de arrecadação por meio do Programa Brasileiro de Financiamento e Fomento da Cultura.

Plano prevê banda larga em todo Brasil rural

O Ministério das Comunicações exibiu um plano que propõe expandir o acesso à banda larga para todas as áreas rurais do Brasil até 2015.

A proposta do Ministério, encaminhada à Anatel, é realizar um leilão de freqüências para que operadoras de telefonia móvel explorem novas faixas em áreas rurais do país. A ideia do Ministério é que as faixas sejam cedidas já a partir de 2010 e em até cinco anos todas as áreas não urbanas do país estejam cobertas por ao menos um serviço de banda larga móvel.

O projeto exige que, em contrapartida pela concessão da freqüência, as teles que receberem a faixa em cada região responsabilize-se por fornecer um link mínimo para as escolas públicas rurais em sua área geográfica de atuação. Em todo o Brasil, existem 20 mil escolas rurais.

Um dos obstáculos para o avanço do projeto é que, em algumas regiões, não há incentivo econômico para atrair as empresas de telefonia. Se em determinada área não há uma perspectiva de obter clientes o suficiente para justificar o investimento em infra-estrutura, muitas teles podem simplesmente não se interessar pelas faixas oferecidas pela Anatel.

No caso da telefonia móvel, por exemplo, a agência reguladora condicionou a concessão de faixas nos principais mercados do país – como São Paulo e Rio de Janeiro – ao compromisso das teles garantirem também infra-estrutura em cidades com menor potencial econômico, como municípios do interior da região Norte e Nordeste.

Anatel assegura que está comprometida com os direitos dos consumidores

Tendo em vista a série de críticas recebidas por ocasião da divulgação de relatório do Sistema Nacional de Defesa do Consumidor, a Anatel divulgou um comunicado na tentativa de mostrar que está comprometida com os direitos dos consumidores de serviços de telecom. A agência enumera uma série de ações e práticas voltadas à melhoria contínua do atendimento por parte das operadoras, a começar pela oferta de canais por meio dos quais os assinantes podem encaminhar reclamações.

Na terça-feira, 28, a Anatel foi chamada de ineficiente pelo Diretor do Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC), Ricardo Morishita, ao anunciar a abertura de ação contra as operadoras Claro e Oi/BrT por mau atendimento. Morishita chegou a ser aplaudido pelos diretores de Procons presentes ao evento do Ministério da Justiça. Nas palavras de Morishita, “a eficácia regulatória com relação ao consumidor é precária, é ineficaz”.

A Anatel pondera que no período consolidado no relatório do Sindec, resolveu 99,24%, (3,87 milhões) das 3,9 milhões de reclamações recebidas – sendo 2,83 milhões (72%) solucionadas em até cinco dias úteis. O órgão regulador destaca que vem realizando reuniões periódicas com as prestadoras e que criou o Índice de Desempenho de Atendimento das Prestadoras (IDA) para medir a resposta das operadoras às reclamações. Entre as ações enumeradas pela Anatel consta ainda a investigação de falhas nos serviços e no atendimento dispensado aos usuários, instauração de processos e, quando necessário, aplicação de sanções às prestadoras.