Público aprova programação da TV Brasil, diz pesquisa Datafolha

Reproduzido do Comunique-se

Uma pesquisa do Instituto Datafolha, encomendada pela Empresa Brasil de Comunicação (EBC), aponta que a programação da TV Brasil é aprovada por 80% de seu público. De acordo com o estudo, 34% conhece a emissora e 10% são telespectadores regulares, destes, 22% classificam a programação como ótima, 58% consideram boa, 20% regular, e ruim ou péssima para 1% do público.

Os entrevistados destacaram entretenimento e jornalismo como as principais atrações de preferência, como o “Programa de cinema”, com 34%; o telejornal “Repórter Brasil-noite”, com 31%, e o programa “Leda Nagle: Sem censura”, com 26%; documentários (24%); “Repórter Brasil-manhã” (20%); programas musicais (19%); e infantis (17%).

Questionados sobre o canal, 15% afirmaram já ter assistido o canal, outros 10% disseram que assistem a programação da TV Brasil com freqüência. Na consulta espontânea, a TV Brasil foi mencionada por 1% dos entrevistados.

O público majoritário da emissora é formado pelas classes B (79%) e C (32%), com o sexo masculino como maior espectador (57%), na idade média de 39 anos, grau de escolaridade médio (46%) e 17% com nível superior.

Com informações de O Globo.

Senado aprova conexão à internet por interurbano a preço de chamada local

As ligações telefônicas interurbanas para acesso à internet em municípios onde não há provedor terão preço de chamada local. É o que determina projeto do Senado, aprovado em caráter terminativo na Comissão de Infraestrutura. O projeto (PLS 317/05) exige a aplicação da menor tarifa cobrada pelas prestadoras de serviços de telecomunicações para ligações locais, quando as chamadas forem efetuadas a partir de terminais fixos e se destinarem a provedores de acesso à rede mundial de computadores.

O projeto deixa claro que o valor pago seja estipulado com base em todos os planos de serviços, básicos ou alternativos, independentemente das condições e requisitos de participação ou das regras do plano e levando em conta ainda quaisquer descontos oferecidos pela operadora. Ainda segundo o projeto, nos municípios que não têm provedores de acesso à internet, as prestadoras de serviços de telecomunicações deverão garantir às ligações para os provedores a mesma qualidade das demais ligações interurbanas.

Quem infringir essas normas poderá ser punido com pena de detenção, de um a quatro anos, ou multa, além de sanções civis e administrativas aplicáveis. O objetivo da proposta, segundo seu autor, senador Romero Jucá (PMDB-RR) é viabilizar a inclusão digital nas pequenas localidades. A matéria será ainda apreciada na Câmara.

Anatel cria novas regras de controle das obrigações das concessionárias

O Conselho Diretor da Anatel aprovou nessa quinta-feira, 8, minutas de resolução e de regulamento para o acompanhamento e controle das obrigações de universalização do STFC. Os documentos estabelecem regras mais claras sobre a apresentação dos dados referentes às metas de universalização e a divulgação, pelas concessionárias, do cumprimento das obrigações estabelecidas nas políticas públicas.

Em linhas gerais, as empresas terão a partir de agora um cronograma de prestação de contas à Anatel sobre as metas. Semestralmente, as concessionárias terão que encaminhar informações sobre as localidades em sua área de prestação. Essas listas devem ser enviadas até 10 de junho e 10 de dezembro. Até mesmo as localidades que não possuam perfil para atendimento por meio de metas de universalização devem ter suas características detalhadas pela concessionária no formulário de dados semestrais.

Nos mesmos prazos, as empresas também terão que apresentar um planejamento de atendimento de metas em sua região, discriminando o tipo de obrigação que será cumprida no local (acesso coletivo, individual ou backhaul). Caso a empresa não cumpra o planejamento apresentado, poderá ser punida pela agência reguladora. A Anatel também quer ser informada de cada nova inclusão ou exclusão de localidade na área da concessionária, que também pode ser alvo de processo administrativo caso não atualize os dados encaminhados à Anatel.

O atendimento das metas de universalização deve ser informado à agência mensalmente, independentemente das demandas específicas que o órgão regulador venha a fazer fora do cronograma. Também passa a ser obrigatória a divulgação na Internet do relatório anual de cumprimento das obrigações do Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU).

Com relação à implantação e fornecimento de acesso ao backhaul, a Anatel exigirá informações mensais sobre a capacidade contratada e utilizada da rede e a relação de contratos firmados com terceiros, incluindo a razão social e o CNPJ dos contratantes de capacidade. Para aumentar a transparência das informações, a agência estabeleceu uma regra de divulgação em emissoras de rádio e televisão e na Internet das informações referentes à universalização do STFC.

Essas campanhas devem ser apresentadas anualmente à Anatel antes de serem veiculadas. A agência poderá definir quais metas devem ser divulgadas prioritariamente pelas concessionárias. As regras sobre as campanhas de divulgação na mídia estão detalhadas no regulamento, que deverá ser publicado em breve no Diário Oficial da União.

Provedores de internet reclamam de falta de acesso ao backhaul

O presidente da associação brasileira de provedores de internet – Abranet -, Eduardo Parajo, está confiante de que o Plano Nacional de Banda Larga a ser lançado pelo governo federal irá estimular a oferta do backhaul para as pequenas empresas. "Não temos acesso ao backhaul que está sendo construído pelas incumbents", afirma Parajo.                   

Segundo ele, a Anatel só regulamento o preço da infraestrutura de dados de até 2 Mbps (a EILD), enquanto a maioria dos provedores já precisa contratar bandas de 100 mbps para atender os seus clientes. Conforme o executivo, as concessionárias não vendem a sua capacidade ou estabelecem preços proibitivos. "Somos obrigados a procurar as redes das operadoras concorrentes, mas os preços também são muito altos", afirma.

Parejo explica que então os provedores de internet acabam optando por construírem o seu próprio backbone, com tecnologias sem-fio. "Enquanto as operadoras tradicionais cobram mais de R$ 10 mil/mês por 100 Mbps, podemos comprar rádios sem-fio a R$ 3 mil/mês pelo cartão BNDES, que tem juros de apenas 1%", complementa. Para o presidente da Abranet,  o melhor seria que as redes de dados instaladas  fossem abertas para os demais prestadores de serviços.

Estão concentrados na Abranet os provedores de internet que também prestam o serviço de telecomunicações com as licenças de SCM (Serviço de Comunicação Multimídia).

Normas brasileiras são reconhecidas na União Internacional de Telecomunicações

As normas brasileiras de TV digital foram reconhecidas pela União Internacional de Telecomunicações (UIT), braço regulador de telecomunicações da ONU. As normas, já publicadas pela ABNT, foram aprovadas por todos os países membros da organização e foram publicadas no portal da UIT nas línguas oficiais do órgão (inglês, árabe, chinês, espanhol, francês e russo). Os aspectos técnicos do Ginga-NCL, que compõe o padrão de middleware adotado no Brasil, podem ser encontrados na recomendação UIT-R BT.1699; enquanto as inovações apresentadas pelo Brasil ao sistema ISDB-T, contidas nas normas brasileiras, estão na recomendação UIT-R BT.1306.