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Embratel lançará WiMax em 12 cidades do Rio de Janeiro até o fim do ano

A Embratel anunciou nesta segunda-feira, 19, o lançamento de sua operação WiMax no Rio de Janeiro. 15 ERBs já foram instaladas na capital fluminense e esse número subirá para 60 até julho, atingindo uma capacidade para atender até 20 mil clientes corporativos. A cobertura na cidade inclui os bairros de Botafogo, Tijuca, Barra, Taquara, Tanque, Méier e Centro. Até o final do ano, outras 12 cidades do estado do Rio de Janeiro terão cobertura WiMax da Embratel: Macaé, Rio das Ostras, Volta Redonda, Barra Mansa, Campos, Cabo Frio, Resende, Angra dos Reis, São João de Meriti, Petrópolis, Itaperuna e Friburgo.

A capital fluminense faz parte da lista de 12 cidades que compõem a primeira fase da construção da rede WiMax da Embratel, cujo investimento alcança a cifra de R$ 175 milhões. Até o final do ano, a lista será expandida para 61 cidades em todo o Brasil.

O foco da operadora é atender ao mercado de pequenas e médias empresas (PMEs), com uma oferta de voz e banda larga. O pacote com acesso à internet de 1 Mbps e 1,7 mil minutos de ligações locais custarão R$ 189 ao mês – o custo do CPE está incluso.

Mercado residencial

Não há planos a médio prazo de se utilizar a rede WiMax para oferta de serviços a clientes residenciais, informou o diretor de rede da Embratel, Ivan Campagnolli. "Do ponto de vista de custo e de escala faz mais sentido usarmos a rede CDMA para atender a este segmento", explicou o executivo.

Jornalismo da EBC quer ampliar interação com internautas

Brasília – Para ampliar e dinamizar o acesso dos internautas ao conteúdo jornalístico produzido, a  Empresa Brasil de Comunicação (EBC) está desenvolvendo mudanças e trazendo novas possibilidades de interação na área de internet.

Uma das novidades é o uso da ferramenta Twitter, uma rede social que permite o envio de notas curtas entre as pessoas que possuem perfis e se associam para "seguir" as informações entre si.

Com um perfil Twitter, os usuários podem ter acesso às atualizações online, acompanhando as notícias da Agência Brasil pela rede. Outro veículo da EBC que utiliza a ferramenta é a TV Brasil. Agora, o telejornal Repórter Brasil adianta, na internet, as principais matérias que vão ao ar à noite. A idéia é permitir o acesso mais rápido às notícias e aproximar o internauta da redação.

Para isso, a equipe de tecnologia da EBC em Brasília desenvolveu uma ferramenta livre, em código aberto, que busca automaticamente as notícias na Agência Brasil e alimenta o perfil do Twitter. A ferramenta está livre pela Licença Pública Geral ou General Public License (GPL) e pode ser usada por técnicos e desenvolvedores em outros sites.

Os leitores da Agência Brasil contam também com mais um endereço na internet para localizar o conteúdo. É o domínio www.agenciabrasil.inf.br, que funcionará em conjunto com o atual endereço, apresentando o mesmo conteúdo de texto, áudio, vídeo e infografia produzidos na redação.

O novo endereço foi criado para aumentar a presença da Agência Brasil na internet, utilizando outras designações previstas pelo RegistroBr, órgão ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil que organiza e distribui os domínios na internet. O domínio .INF., que atualmente possui 3217 registros, é destinado a meios de informação e pode ser utilizado por rádios, jornais e agências de notícias.

Oi confirma notificação à Anatel e ao Cade

A assessoria de imprensa da Oi informou que a empresa entregou hoje a notificação da compra da Brasil Telecom à Anatel e ao Cade, cumprindo assim o prazo de 15 dias úteis para comunicação oficial do negócio aos dois órgãos. A assinatura do primeiro documento vinculando as duas empresas ocorreu no dia 28 de abril.

Com a notificação, a Anatel pode iniciar a tramitação do processo de anuência prévia para a compra, com o sorteio do relator e o envio da notificação às áreas técnicas e jurídica. Porém, a autorização para concluir o negócio só poderá ser dada após a aprovação da mudança do PGO e da publicação do decreto com o novo texto.

No Cade, o processo também receberá um relator, que deverá ser sorteado na próxima quarta-feira (21), e que poderá adotar medidas cautelares para prevenir a irreversibilidade do negócio, se provocado. O processo em si, no entanto, será instruído pela Anatel, que o enviará ao Cade. A agência tem um prazo de 60 dias para encaminhar a instrução, descontando os dias em que solicitar informações às empresas em questão.

Postura do governo faz AOC repensar produção local de conversor

No momento que anuncia a sua entrada no mercado de TVS LCD nos tamanhos de 19 a 47 polegadas no país, a AOC Brasil, empresa de origem taiwanesa, admite que a pressão do governo para ter um setup-box a R$ 300,00 fez a companhia rever o plano de ingressar neste mercado no segundo semestre.

"O governo confundiu ainda mais o consumidor ao pedir: Não compre. O preço vai baixar, quando os fabricantes dizem que não há volume para isso. O governo gerou incerteza",criticou o vice-presidente de vendas e marketing da AOC Brasil, Maurizio Laniado.

A entrada da AOC – que completa 10 anos no Brasil – no mercado de TVs é considerada uma nova etapa e absolutamente necessária na era da revolução digital. Os valores investidos pela companhia no mercado de TVs não foram revelados pelo executivo responsável pelos negócios no país, mas a fábrica de Manaus será dedicada à manufatura dos televisores LCD.

A unidade da Zona Franca de Manaus também terá produção de monitores para Informática, mas tão somente para a demanda das regiões Norte e Nordeste. A maior parte dos monitores será produzida na fábrica instalada em Jundiaí, no interior de São Paulo.

Em 2007, a AOC produziu 2,1 milhões de monitores LCD ( a empresa não produz mais monitor de tubo desde o primeiro trimestre de 2007). Para este ano, a expectativa é de um crescimento em torno de 10% – chegando a 2,31 milhões, dentro do esperado pelo segmento.

Laniado garantiu que a decisão da AOC de vir para São Paulo com a fábrica de monitores foi tomada antes da guerra fiscal estabelecida entre os estados de São Paulo e do Amazonas – os produtos da Zona Franca pagam cerca de 7% de imposto a mais do que os equipamentos manufaturados no solo paulista.

"Foi uma questão de logística. Tínhamos que estar mais próximos dos nossos clientes da região Sul e Sudeste. A fábrica de Manaus atenderá à produção de TVs. Questionado se a AOC, ao entrar no mercado de TVs não iria "bater de frente" com os gigantes LG, Samsung e outros, o vice-presidente de vendas e marketing da AOC Brasil frisou que "não vamos enfrentar ninguém".

Laniado, no entanto, em função de as TVs – nos modelos de 19, 22 e 32 polegadas estarem chegando ao mercado varejista nesta semana – não quis adiantar os preços a serem fixados. "Prefiro não dar preços porque essa é uma negociação que ainda está em curso. Posso garantir que seremos competitivos o suficiente para ampliar ainda mais a disputa nesse segmento e fazer o consumidor brasileiro pensar em comprar uma TV LCD", destacou Laniado.

"Precisamos entender que a TV vive um momento diferenciado por causa da convergência digital. Ela que tinha saído da sala e ido para os quartos, com a evolução da tecnologia, voltou para a sala e, agora, faz parte da decoração. É um estilo de vida. A TV ganhou um papel diferente", completou o vice-presidente da AOC Brasil.

Até julho, toda a linha de TVs da AOC – batizada de Toriba, que em tupi-guarani significa Sorriso, estará disponível para o consumidor. No segundo semestre, os modelos de 42 e 47 polegadas vão incluir também receptor/conversor de TV Digital de alta definição.

Segundo Laniado, a espera da AOC não está relacionada à questão do Ginga, middleware de interatividade escolhido pelo governo Lula para a TV digital brasileira, mas sim, a própria necessidade da companhia de adequar o produto ao seu modelo de TV.

Mas o executivo garante que esse terminal embutido será preparado para incluir o Ginga de forma simples e automática, assegurando que o usuário não terá que comprar uma nova TV ou um conversor com Ginga para conseguir a interatividade, como acontecerá com os atuais modelos disponíveis no mercado.

Apesar da grande aposta da AOC no mercado de TVs LCD, a companhia, assegura Laniado, tem os monitores como a "alma" dos negócios. O lançamento da linha de TVs da AOC aconteceu nesta quinta-feira, 15/05, na capital paulista. A produção da unidade de Manaus também será dedicada ao mercado latino-americano, mas a empresa não revela a expectativa de volume para a exportação.

Sardenberg prevê votação do PGO e do PGR nesta quarta

O conselho diretor da Anatel deverá votar nesta quarta-feira (21) as propostas de modificação do PGO (Plano Geral de Outorgas) e do PGR (Plano Geral para Atualização da Regulamentação das Telecomunicações). Esta é a expectativa do presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, que disse ter recebido notícias positivas sobre a possibilidade de avanço das duas matérias.

Caso sejam aprovadas, as duas propostas serão submetidas à consulta pública por um prazo de 30 dias, quando receberão contribuições da sociedade. A alteração do PGO é imprescindível para concretizar a compra da Brasil Telecom pela Oi, anunciada desde o dia 25 de abril.

Na reunião da semana passada do conselho diretor, a proposta do PGR, que estava na pauta, deixou de ser votada em decorrência do pedido de vista pelo conselheiro Plínio de Aguiar Júnior. Segundo Sardenberg, o regulamento da Anatel permite o pedido de vista dos conselheiros, mas espera que as consultas que as assessorias técnicas estão fazendo desde sexta-feira sejam suficientes para sanar as dúvidas dos conselheiros sobre as duas matérias.

O presidente da Anatel não quis adiantar nenhum ponto das propostas do PGO e do PGR, afirmando que prefere manter a sua posição  de não antecipar votos “para não levar o mercado à loucura”.

Anuência

O presidente da Anatel disse que, até hoje de manhã, não tinha notícia do pedido de anuência prévia das duas empresas – Oi e Brasil Telecom – para que a agência se manifeste oficialmente sobre a fusão. Hoje, termina o prazo de 15 dias úteis desde a assinatura do primeiro documento que vincula as duas empresas para que esse pedido seja feito. Além do pedido de anuência à Anatel, a Oi é obrigada a notificar oficialmente o negócio ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência), o que ainda não havia feito até esta manhã.

Sardenberg explicou que a anuência prévia somente será dada após a consulta pública da modificação do PGO, que terá nova apreciação pelo conselho diretor já com as sugestões incorporadas e da publicação do decreto do novo plano. Enquanto isso, o pedido de anuência prévia pode tramitar pelas áreas técnica e jurídica da agência, após a escolha, por sorteio, do conselheiro que relatará a matéria.

Vaga

Ronaldo Sardenberg disse ainda que está preocupado com a demora para a indicação, pelo presidente da República, do quarto conselheiro da Anatel. Ele acha que com apenas três conselheiros é grande a probabilidade de haver influência no resultado das votações.

A administradora Emília Ribeiro, que pertence ao conselho consultivo da Anatel, foi indicada pelo ministro das Comunicações, Hélio Costa, no mês passado para a vaga, mas seu nome ainda não foi confirmado pelo presidente Lula.

Emília Ribeiro é assessora do Senado e sua indicação tem o apoio do PMDB e, principalmente, do senador José Sarney (PMDB-AP). Se a indicação for aprovada pelo Senado, ela assumirá a vaga aberta, em novembro do ano passado, com a saída de José Leite Pereira Filho.