Globo deve crescer de 5% a 6% em 2009

Reproduzido do TelaViva News

O crescimento da Rede Globo em 2009 deve ser de 5% a 6% em relação a 2008, projeção um pouco abaixo dos 7% previstos anteriormente, segundo o diretor geral da Central Globo de Comercialização, Willy Haas Filho. “A crise não foi tão grande no Brasil como em outros países. É claro que todo o mercado publicitário sofre, é como um ecossistema, mas a TV sofre menos”, afirma.

Para o último quadrimestre do ano e para 2010 as expectativas são positivas. “Para este ano, há sinais de recuperação da economia. Ano que vem será um ano auspicioso. Acreditamos que vamos conseguir crescer mais do que em 2009”, diz Haas, lembrando que em 2010 acontece a Copa do Mundo de Futebol. (Daniele Frederico)

Jornalistas são agredidos e ameaçados em evento político no Amazonas

Os repórteres Paula Litaiff e Arlesson Sicsú, do Diário do Amazonas, foram ameaçados e agredidos com empurrões e palavrões enquanto cobriam convenção da coalizão “Unidos por Coari”, na cidade de mesmo nome, neste domingo (23/05).

Segundo matéria publicada pelo próprio jornal, um grupo de pessoas tentou impedir os jornalistas de acompanhar o discurso do candidato a prefeito Vicente Lira. Coari terá eleição municipal no dia 22/09 porque o ex-prefeito Rodrigo Alves foi cassado pela Justiça Eleitoral em junho, após ter sido condenado por compra de votos.

De acordo com o relato de Paula, um homem que se identificou como segurança do ex-prefeito ameaçou “esmurrar a equipe de reportagem” caso os jornalistas não saíssem do ginásio municipal, onde a convenção aconteceu. O homem empurrou Paula, além de ameaçar destruir os equipamentos.

Uma mulher, que estava com o suposto segurança, ameaçou chamar outras pessoas para agredir os jornalistas. “Eles são contra o Rodrigo e têm que apanhar”, teria dito, segundo relato de Paula.

“Se vocês ficarem mais um minuto aqui vão apanhar de todo mundo”, teria dito um outro homem.

Seis agentes da Guarda Metropolitana que estava no local só intervieram após o chefe da Casa Civil, Daniel Maciel, pedir auxílio. Um guarda pediu para que os agressores se afastassem. Mesmo assim, as ameaças continuaram.

Relatório da Ouvidoria critica ‘informe das multas’ e falhas no Speedy

O relatório anual da Ouvidoria da Anatel dedica um capítulo inteiro ao informe sobre a razoabilidade das multas aplicadas face a capacidade econômica das concessionárias, elaborado pela SPB (Superintendência de serviços Públicos), anexados a 180 Pados e que gerou enorme polêmica na agência. Sem poupar críticas à ação da superintendência, o ouvidor ressalta que o documento fragiliza a metodologia da agência e serve de argumento para que as prestadoras questione os valores das multas, tanto na esfera administrativa como judiciária, com prejuízos para os cofres públicos.

Além de enviar memorando à presidência sugerindo ações para defender o interesse público e pedir a apuração de responsabilidades pelo vazamento, o ouvidor contesta o teor do informe, defendendo que o valor das multas aplicadas pela Anatel nos últimos 11 anos, sequer atingiu a cifra de R$ 700 milhões, e aí incluindo as prestadoras de todos os serviços, o que equivale a 0,14% da receita bruta anual das concessionárias, avaliada em R$ 480 bilhões. “Afinal, o que seria uma sanção razoável para que as prestadoras modificassem o seu comportamento com vistas ao cumprimento das
obrigações”, questiona Miranda.

O relatório chega a defender que as superintendências devam ficar sob a direção dos conselheiros, evitando, assim, conflitos e dando segurança regulatória necessária à sociedade e ao setor regulado. Segundo Miranda, esta possibilidade está prevista no artigo 29 da LGT (Lei Geral de Telecomunicações) e no decreto 2338/97.

Speedy

O relatório da Ouvidoria da Anatel avalia ainda os transtornos causados à sociedade pelas repetidas panes do serviço de banda larga Speedy, que é comercializado pela empresa Telefônica em São Paulo. De acordo com o documento, as panes refletem a voracidade com que os prestadores de serviços querem o retorno do capital investido e entende que casos semelhantes têm ocorrido em outras regiões do país, ainda que em menor escala.

“A ouvidoria tem se manifestado no sentido de que o combate a tais falhas por parte do Órgão Regulador deve começar pelo estabelecimento de regras qualitativas e quantitativas rígidas, passando pela constante fiscalização preventiva, finalizando com sanções céleres e pedagógicas”, diz o relatório.

O documento apoia a decisão tomada pela agência, de suspensão da comercialização do serviço e da exigência a apresentação, pela Telefônica, de um plano para garantir “a fruição e a disponibilidade normal do serviço”. Mas recomenda, também, que as medidas corretivas do órgão regulador, especialmente quando se tratarem de infração a direitos do consumidor e de interesse coletivo, sejam mais céleres e efetivas.

Senadores querem definir critérios para licenças de comunitárias e educativas

[Título original: Comissão do senado debate rádio comunitária na quarta]

A Comissão de Ciência, Tecnologia do Senado vai realizar audiência pública, na próxima quarta-feira (26), para tratar da situação das rádios comunitárias e TVs educativas. O objetivo é definir critérios para aprovação das licenças para o funcionamento dessas emissoras.

A decisão foi tomada pelo presidente da comissão, senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), diante da posição do senador Lobão Filho (PMDB-MA), que informou a apresentação de voto para impedir que a mesma entidade seja proprietária de rádios comunitárias em localidades diferentes.

O senador Gerson Camata (PMDB-ES), por sua vez, considera inconstitucional a proibição sugerida por Lobão Filho. Em sua opinião, não se pode limitar para as comunidades o que é permitido para o setor privado. É necessário, para ele, democratizar a comunicação no país.

O senador Roberto Cavalcanti (PRB-PB) também disse apoiar a democratização da propriedade dos veículos, mas alertou para o fato de que, diferentemente das concessões para a iniciativa privada, as das rádios comunitárias são gratuitas.

Flexa Ribeiro quer a contribuição do Ministério das Comunicações na definição dos critérios e determinou à secretaria da CCT para que não coloque em pauta qualquer projeto que faça referência ao exercício de outras atividades pelas rádios comunitárias enquanto não se tenha uma definição oficial sobre a questão.

Europa contesta projeto do Google de digitalizar publicações

A intenção do Google de digitalizar milhões de livros e colocá-los na internet – atualmente em análise pela justiça norte-americana – encontra resistência por parte do setor editorial europeu. Associações de editores da Alemanha, Áustria e Espanha planejam enviar ao judiciário dos EUA argumentos contrários ao projeto da empresa de buscas. A Justiça norte-americana deve conceder o parecer final sobre o caso em 07/09.

Na mesma linha das associações, a editora francesa Editis também se opõe ao projeto do Google. Na avaliação do diretor-executivo da companhia europeia, Alain Kouck, não é viável o acordo entre a multinacional de buscas e a associação de escritores das editoras dos EUA, parceria esta que permite ao Google digitalizar milhões de livros para a internet.

Até o momento, o Google já digitalizou mais de 1,5 milhão de livros nos Estados Unidos. Na mesma linha, Amazon, Microsoft e Yahoo! também se opõem publicamente ao projeto de digitalização de livros.

O Google já é alvo de um processo movido em 2006 na França, em que a editora La Martiniére alega que o projeto da empresa multinacional infringe as leis de direitos autorais. O resultado da ação deve sair em 24 de setembro deste ano.