Associação Mundial de Rádios Comunitárias se pronuncia sobre nova lei do setor audiovisual

[Título original: AMARC Argentina se pronuncia sobre nova lei]

Representantes da Associação Mundial de Rádios Comunitárias na Argentina estão participando das audiências públicas sobre a nova lei de comunicação do país.
Na primeira sessão ocorrida no Congresso argentino esta semana, Santiago Marino, que é especialista em legislações de comunicação, afirmou que a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual respeita os princípios defendidos pela sociedade civil.

“Na AMARC nós elaboramos os princípios para um marco regulatório democrático sobre rádio e TV comunitária, que é fruto de uma pesquisa realizada em 29 países nos cinco continentes para identificar os marcos legais e políticas públicas dirigidas a reconhecer e promover a rádio e TV comunitárias”, disse ele.

Em seguida, Marino avaliou que muitas das contribuições da AMARC e de outros representantes da sociedade argentina estão contempladas no projeto de lei.

Mas ressalvou que a aprovação de uma lei que garanta o direito a uma comunicação democrática, embora seja fundamental, não garante sozinha a democratização do sistema de meios de comunicação.

 

Frente Parlamentar em Defesa do Diploma será lançada dia 16

Na semana passada, a deputada Rebecca Garcia (PP/AM) encaminhou à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados requerimento com número de assinaturas superior ao necessário para a constituição da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma. A instalação da Frente está prevista para o dia 16 de setembro. Atividades em apoio a restituição da obrigatoriedade do diploma para o exercício profissional do Jornalismo estão sendo programadas para o Dia Nacional de Luta, 17 de setembro.

Coordenadora dos trabalhos para a constituição oficial da Frente Parlamentar em Defesa do Diploma, Rebecca Garcia anunciou, no dia 2 de setembro, o encaminhamento de requerimento à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados para a constituição desta Frente suprapartidária. Durante os meses de julho e agosto foi desenvolvido o esforço de coleta das 198 assinaturas de parlamentares necessárias para sua formalização. Até o dia 2, já haviam sido coletadas 203 assinaturas.

A Frente tem por objetivo ampliar o debate sobre a questão do diploma e de outros temas relacionados à profissão de jornalista, como uma nova legislação, de caráter democrático, para regular as relações entre os veículos de comunicação, os profissionais e a sociedade, após a derrubada pelo Supremo Tribunal Federal, em junho, da Lei de Imprensa e da exigência da obrigatoriedade de diploma em curso superior para o exercício do jornalismo.

Os trabalhos de sensibilização dos parlamentares, no entanto, não param. “Temos certeza de que outros parlamentares podem e devem aderir a esta Frente, como também apoiar a tramitação das PECs na Câmara e Senado”, diz Valci Zuculoto, diretora da Fenaj e membro da Coordenação da Campanha em Defesa do Diploma. “Mas para isso é preciso que o esforço de sensibilização dos parlamentares e de cada vez mais setores da sociedade prossiga”, observa. Ela recomenda contatos com os parlamentares integrantes das Comissões de Constituição, Justiça e Cidadania da Câmara e do Senado, bem como com deputados que ainda não aderiram à Frente Parlamentar.

Além do ato de instalação da Frente Parlamentar na Câmara dos Deputados, Valci lembra que em reunião ampliada da direção da Fenaj com representantes dos Sindicatos de Jornalistas, em julho, ficou definido que o dia 17 de cada mês é Dia Nacional de Luta, em alusão à data da decisão do STF que derrubou a exigência do diploma (17 de junho). O Sindicato dos Jornalistas do Piauí já programou para 17 de setembro uma grande manifestação em Teresina, com a participação de estudantes, professores e jornalistas em defesa do diploma.

No Rio de Janeiro, nesta quinta-feira (10/9), às 10 horas, na Assembleia Legislativa (Rua Dom Manuel, Praça 15), haverá o lançamento da Frente Parlamentar Estadual e audiência pública sobre o diploma.

Pane na Telefônica foi causada por falha no sistema de sinalização

A interrupção no serviço de voz da Telefônica, ocorrida na terça-feira, dia 8, na região metropolitana da capital de São Paulo, foi causada por uma falha no sistema de sinalização, segundo informações da Trópico, fornecedora dos equipamentos na central afetada. "Devido à tempestade atípica, com excessivas descargas elétricas, ocorrida na manhã do dia 8 de setembro, três equipamentos de sinalização Trópico, instalados na rede de telefonia da Telefônica, tiveram seu funcionamento seriamente afetado. Estas ocorrências causaram perturbações na prestação dos serviços de telefonia, dificultando o completamento de chamadas, conforme informado pela concessionária e noticiado pela imprensa", informa a Trópico, em comunicado.

Na nota, a Trópico, empresa nacional com trajetória de sucesso e pioneirismo no desenvolvimento de soluções em tecnologia de telecomunicações, lamenta os transtornos causados à população afetada e se coloca à disposição da Telefônica e das autoridades competentes para prestar os esclarecimentos adicionais que se tornem necessários.

Para a Anatel, a admissão de culpa da Trópico no caso da pane da Telefônica não paralisa as ações de fiscalização deflagradas. A agência está apurando o tempo de paralisação do serviço, o número de assinantes afetados, se a operadora comunicou aos usuários sobre a paralisação e os planos de ressarcimento aos clientes.

Segundo a agência, a Telefônica é quem detém a concessão do serviço e terá que ser responsabilizada, mesmo que a fornecedora assuma a culpa pela pane. Uma eventual punição à Trópico somente seria possível se o equipamento que apresentou o defeito não fosse homologado pela Anatel. (Com assessoria de imprensa)

Oi e Telefônica devem compensar consumidores

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) vai pedir que as operadoras Oi e Telefônica compensem seus clientes pelas falhas nos serviços de telefonia fixa registrados ontem, terça-feira.

De acordo com a agência, linhas fixas da Telefônica ficaram mudas na cidade de São Paulo entre às 10h30min e 14 horas de ontem.

A interrupção afetou, inclusive, serviços essenciais como os telefones da polícia e do corpo de bombeiros. A Telefônica admite a falha, mas diz que ela durou bem menos, entre 11h e 12h10min.

No caso da Oi, a interrupção no serviço afetou as linhas fixas da companhia em Belo Horizonte. A rede fixa falhou entre às 10h10min e 12h50min, de acordo com relatório da agência reguladora.

Em nota, a Anatel explica que fiscais analisam os motivos da falha em ambas capitais e avaliam as consequências destas interrupções. Se entender que as teles falharam ao não prover alternativa para conexões das linhas fixas, poderá multar as operadoras.

Ainda de acordo com a agência, as regras de concessão para serviços de telefonia fixa exigem que as operadoras avisem os usuários afetados por falhas de forma pública, expliquem os motivos da interrupção e apresentem as providências encaminhadas.

Além disso, afirma a Anatel, “a prestadora deve conceder crédito aos assinantes prejudicados”. O crédito deve ser proporcional ao valor da tarifa ou preço de assinatura e ao período da interrupção, diz a agência reguladora.

No caso da falha que afetou São Paulo, é possível que a rede da Telefônica tenha sido afetada pelas fortes chuvas que castigaram a cidade ao longo da terça-feira. A companhia, no entanto, diz que segue investigando as causas da interrupção e até às 13 horas de hoje não sabia informar a razão da pane.

Após denúncia da AET, CVM abre processo contra Telefônica

A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) irá investigar a divulgação e execução dos investimentos pela Telefônica. A entidade abriu o processo CVM nº RJ2009/8460 após o recebimento de uma carta da Associação dos Engenheiros de Telecomunicações (AET) que levanta suspeitas sobre os anúncios feitos pela concessionária de investimentos em 2008 e 2009. O material também foi encaminhado à Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática (CCTCI) da Câmara dos Deputados, questionando se, de fato, a companhia aplicou os recursos conforme vem divulgando.

A AET tentou checar com os fornecedores tradicionais da Telefônica se efetivamente os investimentos foram feitos, mas não obteve sucesso. Uma das dúvidas da associação é se a divulgação dos aportes, que podem não ter sido completamente realizados, não teriam como alvo influenciar positivamente nas cotações das ações da empresa movimentadas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Daí a denúncia à CVM.

"Solicitamos à Vossa Senhoria um posicionamento especificamente sobre os volumes de recursos da Telefônica alocados para CAPEX (Capital Expenditure) nos últimos anos no Brasil, incluindo 2009, bem como comprovação dos contratos firmados com todos os respectivos fornecedores, de forma transparente, de modo a validar as informações publicadas na imprensa nos últimos meses", pede o presidente da AET, Ruy Bottesi na carta encaminhada ao comando da CVM. Os dados divulgados até o momento pela empresa indicam investimentos de R$ 2 bilhões em 2008 e de R$ 2,4 bilhões em 2009, sendo R$ 750 milhões deste último montante voltados apenas para a ampliação da rede de dados.