MinC recebe carta de apoio de cineastas à modernização da Lei de Direitos Autorais

[Título original: Apoio de cineastas]

O ministro Juca Ferreira recebeu carta de entidades representantes de diretores e roteiristas de filmes de longa-metragem, como a Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Associação Brasileira de Cineastas (Abraci) e Autores de Cinema (AC), onde explicitam seu apoio à modernização da atual Lei de Direitos Autorais (Lei 9.610/98), bem como solicitam seu encaminhamento ao Congresso Nacional assim que possível.

No documento, é destacada a participação dos realizadores cinematográficos de todo o país e de outras entidades envolvidas com a área do direito autoral, junto ao Ministério da Cultura, na elaboração da proposta de revisão da lei. Eles lembram que o anteprojeto recebeu elogios dos representantes de escritores e diretores audiovisuais de sete países latino-americanos reunidos recentemente no Rio de Janeiro.

Para o representante da Associação Paulista de Cineastas, André Klotzel, a reformulação da lei vai organizar uma área que está completamente dispersa e contraditória, além de “acabar com certos abusos e viabilizar a arrecadação dos direitos para autores cinematográficos e roteiristas”, categorias não contempladas no modelo atual da legislação.

Segundo ele, a consulta pública é uma boa oportunidade para trazer mais alguns aperfeiçoamentos no texto, como, por exemplo, acerca dos direitos morais dos autores em suas obras e do questionamento da participação dos músicos como co-autores audiovisuais.

Consulta Pública

Na segunda-feira, 14 de junho, o Governo Federal, via Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura (DDI/MinC), lançou consulta pública para a revisão da Lei de Direitos Autorais no Brasil. As mudanças visam harmonizar o direito dos produtores culturais com o direito do público de acesso à Cultura, além de adequar a legislação à realidade das novas mídias.

A proposta, que será encaminhada à apreciação do Congresso Nacional, vem sendo elaborada pelo MinC desde 2007, quando teve início a série de oito seminários do Fórum Nacional de Direito Autoral e a realização de mais de 80 reuniões com segmentos sociais envolvidos com o tema, na busca de subsídios para a elaboração do anteprojeto de lei.

Agora acontece a segunda etapa da discussão pública, que deve estender-se até 28 de julho, quando as sugestões colhidas serão incorporadas à proposta final do ministério e enviadas ao Legislativo. A população poderá participar da discussão pelo site.

TV Globo agora sofre no Twitter com o ‘Cala boca, Tadeu Schmidt’

O tiro da TV Globo contra o técnico da seleção brasileira, Dunga, saiu pela culatra. Sites como o Twitter revelaram a desaprovação dos internautas ao editorial anti-Dunga lido neste domingo (20), no Fantástico, pelo jornalista Tadeu Schmidt.

Tudo ocorreu após a vitória do Brasil contra a Costa do Marfim, por 3 a 1, que classificou a seleção para segunda fase da Copa do Mundo. Na coletiva de imprensa, Dunga ironizou e falou palavrões para o jornalista Alex Escobar, da Globo — e a emissora, antes privilegiada pela seleção, saiu furiosa contra Dunga.

"O técnico Dunga, no comando da seleção há quase quatro anos, não apresenta nas entrevistas comportamento compatível com a imagem de alguém tão vitorioso no esporte. Com frequência, usa frases grosseiras e irônicas. Hoje, depois de uma vitória incontestável, mais uma vez foi assim", disse um entediante Schmidt. O discurso foi repetido por apresentadores da Globo News e da SporTV.

Foi o estopim para uma nova onda de protestos e brincadeiras no Twitter. Dentre os assuntos mais comentados do mundo no serviço de microblogs nesta segunda (21), a frase "Cala boca, Tadeu Schmidt" era líder absoluta. Superou até a antecessora "Cala Boca, Galvão", que liderou por dias seguidos os Trending Topics.

Novamente, a frase confundiu usuários internacionais. “Now, who is cala boca tadeu schmidt? Is a new project to save animals?” ("Agora, quem é cala boca tadeu schmidt? É um novo projeto para salvar animais?"), indagou um usuário norte-americano, em alusão à brincadeira propagada sobre o "Cala boca Galvão".

“Xingou o técnico, é jornalismo; xingou os jornalistas, é crime contra a liberdade de imprensa. Cala boca Tadeu Schmidt”, disse um usuário brasileiro, bastante retuitado. “Por ter levado mais de 300 000 000 ‘Cala Boca Tadeu Schmidt’ você tem o direito de pedir uma música, @tadeuschmidt?”, perguntou uma outra usuária.

“Dunga não faz média com ninguém. A Globo é que não tá acostumada a ser tratada como as outras emissoras. Bem feito! Cala boca Tadeu Schmidt”, sentenciou outro. Houve usuários que aproveitavam para fazer protestos de natureza política. "Meu povo do Cala boca Tadeu Schmidt! Senado aprovou aumento de 18% durante a Copa", disse um tuiteiro.

Parecia que o locutor Galvão Bueno e seu “Cala Boca Galvão” não seriam mais desbancados. Mas Tadeu Schmidt, em tom igualmente arrogante, chegou para tomar seu lugar na primeira posição dos Trending Topics mundial do Twitter.

*com agências.

Usuários do Twitter tentam emplacar ‘Dia Sem Globo’

Reproduzido do Portal Imprensa

Depois da polêmica que envolveu o técnico da seleção brasileira Dunga e a Rede Globo no último domingo (20), usuários do Twitter resolveram se manifestar e fazer uma campanha para boicotar a emissora na próxima sexta-feira (25).

Segundo o jornal O Dia, os internautas tentam uma mobilização para que a audiência da emissora caia, durante a transmissão do jogo entre Brasil e Portugal, válido pela terceira rodada da Copa do Mundo. A intenção dos organizadores é a de protestar contra a "manipulação" do canal. A campanha "Dia Sem Globo" sugere aos seguidores que vejam a partida pela Band ou pela ESPN.

A ideia do boicote surge após a expressão "Cala Boca Tadeu Schmidt" alcançar o topo dos assuntos mais comentados na rede social na última segunda (21), por ter lido uma declaração no "Fantástico" sobre o comportamento de Dunga ao falar com a imprensa, e em especial, ao repórter da TV Globo, Alex Escobar.

Velocidade da banda larga deve ser meta de política pública?

As políticas de massificação da banda larga devem estabelecer metas de velocidade de dados a serem alcançadas? Esta foi uma das perguntas que dividiu os reguladores e governantes presentes ao seminário sobre banda larga organizado pela Ahciet, que ocorre em São Paulo.

Para Mindel de La Torre, chefe do birô internacional da agência reguladora norte-americana, a FCC, é importante que os governos estabeleçam metas númericas de velocidade de dados, para poderem avaliar os efeitos da política e seus resultados. Nos Estados Unidos o governo definiu, entre outras metas, que até 2015 todas as residências terão acesso à conexão banda larga de pelo menos 100  Mbps."Sabemos que é uma meta difícil de se atingir, e iremos reavaliá-la dentro de dois ou três anos", afirmou.

O representante da União Europeia, Paulo Lopes, por sua vez, afirmou que também a Europa preferiu estabelecer metas numéricas de conexão à banda larga, para sinalizar aos países integrantes do bloco os desafios a serem enfrentados. A Europa prevê acesso à banda larga a 30 Mbps para toda a população; e 50% dos lares com acesso a 100 Mbps até 2020.

Já para o coordenador de inclusão digital, Cezar Alvarez,o governo brasileiro não acha imprescindível estabelecer metas de velocidade, visto que a velocidade a ser entregue é aquela "socialmente demandada". Já o professor Raul Katz, da universidade de Columbia, defende que pelo menos nas grandes cidades latino-americanas, como São Paulo, Bogotá ou Caracas as redes tenham capacidade mínima de 5 Mbps, para conseguirem manter  o mesmo nível de produtividade a dos países industrializados.

Integração de tecnologias fixas e móveis é essencial para o desenvolvimento da banda larga

No que depender da indústria, a expansão e a evolução dos serviços de banda larga passam pela integração das tecnologias fixas e móveis. Em debate realizado na tarde de hoje, no Fórum Íbero-americano para o desenvolvimento da banda larga, representantes dos diversos fabricantes praticamente foram unânimes em apontar essa convergência para que as redes possam expandir e os provedores ampliem a oferta de serviços aos usuários.

Para o presidente da Padtec, Jorge Salomão, o caminho está na integração das redes de fibra óptica e wireless. “A integração das duas reúne dois pontos: uma é a banda e outra é a mobilidade”, disse Salomão, para quem a tendência é a substituição do cobre nas redes fixas de acesso pela fibra e, na ponta, um acesso com mobilidade, o que levará “a uma medida efetiva de banda larga.”

O diretor de tecnologia da Nokia Siemens para América Latina, Wilson Cardoso, também apontou como tendência a “harmonização dos acessos em uma rede única”, com a evolução das redes para uma rede em pacote, com possibilidade de virtualização da rede e o compartilhamento de serviços, numa combinação de redes fixas e móveis.

Igualmente, Marcelo Motta, diretor da Huawei, apontou como tendência o acesso a todos os serviços por meio de um único provedor, com a rede única baseada em IP. “A rede vai evoluir para a oferta de serviços convergentes e fazer com que o usuário se conecte aos mais diversos conteúdos”, destacou.

O gerente da Motorola, Joeval Martins, também acredita na combinação das tecnologias, com o uso da rede de fibras já construídas e o acesso a última milha com tecnologia sem-fio como meio para a expansão de projetos de banda larga e de cobertura de cidades digitais.

Já Edvado Santos, gerente de assuntos corporativos da Ericsson, aposta mais na mobilidade. Estudos da Ericsson mostram que em 2014, o mundo terá 3,4 bilhões usuários de banda larga, sendo 80% desses acessos baseados em tecnologia  móvel. “Para a Ericsson o futuro se dará na móvel”, afirmou.