Abertas as inscrições para audiência pública do Conselho Curador da EBC em Belo Horizonte

O Conselho Curador da EBC está recebendo inscrições para a segunda Audiência Pública que acontecerá dia 7 de dezembro em Belo Horizonte (MG). A audiência pública, realizada semestralmente pelo órgão (no primeiro semestre a atividade ocorreu no Rio de Janeiro), tem como objetivo recolher críticas e sugestões da sociedade em relação à programação veiculada pela TV Brasil, cuja programação é recebida pelos telespectadores da capital mineira por meio da Rede Minas, emissora que compõe a Rede Pública de Televisão.

 

Para se inscrever é necessário enviar até o dia 06 de dezembro, às 14h, nome completo, RG e a entidade que o inscrito representará na audiência, se for o caso, para o e-mail conselho.curador@ebc.com.br. Informando também se pretende fazer uso da palavra no momento da audiência.

 

Contribuições por escrito poderão ser enviadas com antecedência para o mesmo endereço eletrônico e serão remetidas a todos os membros do Conselho Curador.

 

A audiência ocorrerá no Conservatório de Música da UFMG, no Centro de Belo Horizonte, das 13h30 às 17h30. Haverá transmissão pela Internet e os internautas também poderão enviar suas considerações por meio do chat, que serão, na medida do possível, lidas presencialmente.

“Empresas de telecom têm influência e poder entre políticos e reguladores”

A recente venda de parte do controle acionário da operadora Oi para a Portugal Telecom e a compra da Vivo pela Telefônica evidenciaram ainda mais a tendência de oligopolização que passa esse setor. Seguindo a tendência do capitalismo, grupos econômicos fortes estão ficando cada vez maiores.

 

Nesta entrevista, o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Brígido Ramos, faz uma análise crítica dessa recente movimentação e de seu impacto na vida dos cidadãos.

Você acredita que há uma contradição no discurso do governo em aceitar a venda da Oi para a Portugal Telecom sendo que na compra da Brasil Telecom o argumento usado era do fortalecimento de uma tele nacional para competir com as outras? Na sua avaliação, porque houve essa mudança do Executivo?

Mais do que isso. Além de contraditório, o discurso do governo foi enganoso. Não sei se foi ato premeditado da parte do governo, com o intuito de desmobilizar a sociedade organizada e os trabalhadores da Brasil Telecom, mas o fato é que o discurso nacionalista não foi sincero, foi propaganda. Quanto à mudança de postura do governo, não é de hoje que denunciamos a promiscuidade entre as autoridades e as operadoras de telefonia. Essas empresas tem influência e poder entre políticos e autoridades reguladoras. Isso começou já na privatização (o último presidente da Telebrás foi o primeiro presidente da Telefônica) e se transformou em um padrão de relacionamento. A propósito: você já verificou no TSE , qual o montante doado por empresas de telecomunicação aos candidatos do governo e da oposição nesta eleição? Pode verificar que você vai entender o que eu estou dizendo. As empresas possuem um “portfólio” de políticos.
 
Acredita que com esse movimento a Oi vai mudar o rumo de seus negócios no país? A sua internacionalização causa alguma consequencia negativa para o Brasil?

Não acredito que esta fusão vai mudar o panorama do mercado. Permanecerá a reserva de mercado informal, materializada na divisão territorial entre a Telefônica e a Oi, pois isso é a base do sistema de telecomunicações implantado pelo governo FHC. A Oi não vai competir com a Telefônica em São Paulo e a Telefônica também não vai ameaçar a Oi no resto do país. Os Tucanos abdicaram da formulação de uma política nacional de telecomunicações e deixaram que as operadoras privadas se encarregassem desta tarefa. O resultado é que elas organizassem uma política à sua imagem e semelhança.  O Governo Lula não mudou esse estado de coisas.

 

Na sua opinião, a movimentação recente das empresas Oi, PT, Vivo e Telefónica pode aumentar o oligopólio do setor?

Como disse anteriormente, o oligopólio é a base que sustenta o sistema. A política de telecomunicações em vigor só tem uma preocupação: a saúde financeira da concessão. A competição entre operadoras é vista na Anatel como um inconveniente maior, capaz de colocar em risco o objetivo principal. Sendo assim, todo o resto é acessório, inclusive o direito que todo o cidadão tem ao acesso aos serviços de telecomunicações. Para verificar na prática o que estou dizendo, basta ir a São Sebastião, periferia de Brasília, para constatar que a 15 KM da Anatel e do Ministério das Comunicações nenhuma empresa oferece banda larga.

 

O que essa fusão pode significar para os consumidores/cidadãos? Haverá expansão e barateamento dos serviços?

O país está crescendo muito e haverá certamente expansão e um certo barateamento dos serviços, advindo dos ganhos de escala. Mas a questão não é essa. O fato é que os brasileiros pagam muito mais por um serviço do que a maioria dos habitantes do planeta. Pesquisa da UIT/ONU feita no ano passado revela que o país é o 114º colocado entre 150, no que diz respeito ao comprometimento da renda com serviços de telecomunicações. No índice de Desenvolvimento de Tecnologia da Informação e Comunicação somos o 60º, atrás de potências como Costa Rica ou Sri Lanka. Para se ter uma idéia do disparate, enquanto o brasileiro consumiu em 2009, 7,5% da sua renda com o pagamento da conta do celular, consumidores de Hong Kong, Dinamarca ou Cingapura, gastaram 0,1% ( 75 vezes menos !!). O celular é mais caro aqui do que na Faixa de Gaza onde, vez por outra, a aviação israelense derruba torres das operadoras locais.

 

Será que o fato de a Oi vender parte de seu capital para um investidor externo tem algo a ver com a negativa do governo de que ela participasse mais ativamente no PNBL?

As empresas tiveram 12 anos para oferecer banda larga para a população e não fizeram nada. Não sei se a autorização para a compra da BrT faz parte de alguma negociação envolvendo o PNBL e a Telebrás. Isso seria terrível, uma vez que ficaria comprovado que o governo colocou na mesa de negociação o interesse da população brasileira. De qualquer maneira, apóio sem reservas a retomada da Telebrás. Como já te disse, tem escola pública a 15 Km do Palácio do Planalto que não tem acesso à banda larga. Isso é uma vergonha nacional que vai manchar a imagem desse governo e a biografia de todos aqueles que compactuaram com essa situação.

 

Você acredita que a liberação para a entrada das teles no mercado de TV por assinatura e também a permissão para entrada de capital estrangeiro no setor de cabo previstos pelo PLC 116/2010 (antigo PL 29) serão positivos para o país?

Tem mais assinante de TV por assinatura em Buenos Aires do que em todo o país. Esse serviço é outra caixa preta que ninguém no Governo ou na Anatel quer abrir. As empresas de TV por assinatura cobram os olhos da cara e empurram um lixo cultural que os consumidores não querem, não pediram, mas tem que pagar por ele. Você compra o campeonato brasileiro, mas tem que levar junto mais de 50 canais, até aqueles que fazem proselitismo religioso. Parece que as operadoras de TV a cabo tem um salvo conduto para descumprir o Código do Consumidor e fazer venda casada. Não é a toa que TV a cabo pirata é um dos principais ramos de negócio da bandidagem nas favelas. A população dessas comunidades pagam menos de 1/3 do preço e esta receita engorda bastante o faturamento da venda de drogas e do tráfico de armas desse pessoal. Se a permissão do capital estrangeiro ou das teles neste negócio vai mudar a situação? Duvido muito. Empresas de telecomunicações não competem entre si, elas se acertam e dividem o mercado. Trata-se de um mercado naturalmente oiligopolista, especialmente no que se refere a telefonia fixa. Nenhuma operadora monta uma rede de cabos de telefonia paralela à sua concorrente. Além do mais, as empresas de TV a Cabo pertencem, em sua maioria, aos mesmos grupos que controlam as operadoras de telefonia. Como o povo diz: tá tudo dominado.

 

Você acredita que o Cade deve aprovar a transação no mercado das teles?

CADE aprovou a fusão entre Brahma e Antártica, entre Sadia e Perdigão. Porque faria diferente dessa vez ?

 

O que a fusão da Brasil Telecom com a Oi gerou de positivo para a população brasileira?

Até agora nada. Não houve, e certamente não haverá, geração de empregos, barateamento dos serviços ou universalização. Também não vimos aumento dos investimentos na pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, muito menos no apoio e fomento a indústria nacional. Para nós, representantes dos trabalhadores em telecomunicações são esses os parâmetros para verificar se houve ou não melhora para a população brasileira.

 

Essa movimentação das teles pode afetar negativamente os trabalhadores das empresas envolvidas?

Já afetou. Muitos já foram demitidos e outros ainda o serão. Sem falar no aprofundamento da terceirização que é uma praga do nosso setor e de todos os outros setores, diga-se de passagem. As operadoras se transformaram em cartórios e transferiram a operação, manutenção e instalação para empresas terceirizadas. Um instalador/reparador da Telebrasília, por exemplo, ganhava, há 12 anos atrás, o dobro do que ganha atualmente os profissionais que realizam a mesma atividade. Também pioraram as condições de segurança e salubridade.

*Brígido Ramos é engenheiro e presidente da Fittel.

Concentração cresce nas telecomunicações do país

Em compasso com o que ocorre no resto do mundo, o mercado de telecomunicações no Brasil está cada vez mais oligopolizado. Movimentos recentes das empresas do setor comprovam a tendência. Este ano a Portugal Telecom (PT), de Portugal, comprou parte da Oi. Em contrapartida, a PT vendeu sua participação na Vivo para a Telefônica.

 

A transação foi anunciada pela Portugal Telecom em 28 de julho deste ano. A empresa afirmou que pretende adquirir até 22,4% das ações da Oi – a um custo de cerca de R$ 8 bilhões -, o que a deixaria na posição de maior acionista da Oi. A PT tem metade de suas receitas no mercado internacional, basicamente nos países de língua portuguesa.

 

O presidente da Oi, Luiz Eduardo Falco, acredita que a união entre as operadoras vai gerar ganhos para ambas. Ele prevê, por exemplo, a possibilidade de compras conjuntas de equipamentos de rede.

 

Essa operação foi condição para que a a PT vendesse sua parte na Vivo à Telefônica. Ao assumir o controle da Vivo, a Telefónica passa a ser a maior empresa de telecomunicações do país, tanto em receita quanto em número de assinantes. Segundo reportagem da revista CartaCapital, o faturamento da empresa espanhola deve ser da ordem de R$ 32 bilhões anuais, ante R$ 29,9 bilhões da Oi/Portugal Telecom. A nova companhia ainda terá 68,4 milhões de clientes, ante 62,3 milhões da “supertele”, agora luso-brasileira.

 

No entanto, o impacto desse tipo de acordo comercial no mercado dificilmente é motivo para desfazer uma operação. A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), por exemplo, emitiu em 29 de outubro deste ano sua anuência para entrada da Portugal Telecom no bloco de controle da Oi. O Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) ainda não emitiu parecer sobre o assunto.

 

Falta controle

 

A permissão que a Anatel vem dando a esses processos de mudanças societárias é outro porém. O Tribunal de Contas da União (TCU) tem questionado os acordos feitos entre a Anatel e as concessionárias. Neste último caso, envolvendo PT e Oi, o TCU avaliou que as condicionantes impostas pela agência não avaliaram corretamente os impactos anticoncorrenciais que a fusão deve gerar.

 

O parecer do TCU sobre a fusão da Brasil Telecom com a Oi também criticou a atuação da Anatel. O Tribunal afirmou que as condicionantes feitas pela agência reguladora foram todas sugeridas pela própria beneficiada. Além disso, parte delas eram obrigações legais ou regulamentares já existentes, demonstrando falta de um controle mais rígido por parte do órgão regulador.

 

“O capitalismo hoje é global e, se o países fazem esforços enormes para atraírem capital estrangeiro, a essas agências cabe mais é referendar esses movimentos, consumando fatos já criados”, comenta o professor da Unisinos Valério Brittos.

 

Dessa forma, as fusões seguem acontecendo sem entraves e imposição de condicionantes mais agressivas por parte do poder público. “A competição entre operadoras é vista na Anatel como um inconveniente maior, capaz de colocar em risco o objetivo principal. Sendo assim, todo o resto é acessório, inclusive o direito que todo o cidadão tem ao acesso aos serviços de telecomunicações. Para verificar na prática o que estou dizendo, basta ir a São Sebastião, periferia de Brasília, para constatar que a 15 KM da Anatel e do Ministério das Comunicações nenhuma empresa oferece banda larga”, critica o presidente da Federação Interestadual dos Trabalhadores em Telecomunicações (Fittel), Brígido Ramos.

 

Depois da movimentação entre PT e Oi, Telefônica e Vivo, se cogita outra grande fusão. Segundo o jornal O Estado de S. Paulo existe um processo de unificação entre três gigantes ligadas ao grupo América Movilles, do mexicano Carlos Slim: a operadora de celular Claro, a operadora de telefonia fixa Embratel e a Net, que oferece TV paga e banda larga. No entanto, esse negócio ainda não foi oficializado.

 

Assim como em outros setores da economia, a oligopolização das telecomunicações pode trazer grandes prejuízos aos cidadãos. Não é à toa que a falta de concorrência é apontada por especialistas como um fator determinante para termos serviços de telefonia e internet entre os piores do mundo. E por isso também que um dos eixos do Programa Nacional de Banda Larga é o estímulo à concorrência.

 

O presidente da Fittel até acredita que a fusão entre Oi e PT pode gerar certos barateamentos de serviços, advindos dos ganhos de escala que serão gerados. “Mas a questão não é essa. O fato é que os brasileiros pagam muito mais por um serviço do que a maioria dos habitantes do planeta. Pesquisa da UIT/ONU feita no ano passado revela que o país é o 114º colocado entre 150, no que diz respeito ao comprometimento da renda com serviços de telecomunicações”, avalia Brígido Ramos.

 

Internacionalização

 

Outro risco previsto na operação da Oi é de sua desnacionalização. Apesar de o presidente Lula ter afirmado que a empresa continuará “brasileira da silva”, a transferência do controle da Oi não parece ser apenas uma alteração societária. Ela também pode significar mudanças de atuação no mercado, já que a PT pretende ter força nas definições estratégicas da Oi. “Não estamos investindo para ser mais um minoritário”, disse o presidente executivo da PT, Zeinal Bava, em teleconferência com analistas.

 

De certa forma, fica no ar um suposta contradição com o discurso anterior do governo no momento da fusão da Brasil Telecom com a Oi (BrOi), em que pretendia-se criar uma “supertele” nacional para competir com as operadoras internacionais. Agora, enquanto o Cade ainda nem emitiu um parecer favorável a essa transação da BrOi, ele próprio terá que se debruçar sobre outra mudança societária na Oi, envolvendo um grupo estrangeiro.  “Além de contraditório, o discurso do governo foi enganoso. Não sei se foi ato premeditado da parte do governo, com o intuito de desmobilizar a sociedade organizada e os trabalhadores da Brasil Telecom, mas o fato é que o discurso nacionalista não foi sincero, foi propaganda”, opina Brígido Ramos.

 

Livro problematiza uso da TV pública digital

Ontem em Fortaleza foi lançado o livro Comunicação Pública e TV Digital, do jornalista e professor universitário Alberto Perdigão. A obra é o primeiro resultado da pesquisa que o jornalista realiza sobre a utilização das novas tecnologias da informação e comunicação aplicáveis à televisão, para o fortalecimento da gestão pública e da democracia.

Publicado pela Editora da Universidade Estadual do Ceará – EdUece- tem 260 páginas e está divido em cinco capítulos. O primeiro trata da comunicação como direito, o segundo sobre comunicação na gestão pública, o terceiro aborda o conceito de comunicação pública – que se fundamenta da Teoria do Discurso, do alemão Jürgen Habermas, e se instrumentaliza com o teórico francês Pierre Zémor. Um quarto capítulo trata da TV pública no advento da TV digital interativa. E, finalmente, o sexto capítulo analisa as condições tecnológicas e políticas da TV Ceará (a primeira emissora estatal estadual a transmitir em digital) para que se transforme em canal de interatividade e a serviço do diálogo entre governo e cidadãos.  
Outros lançamentos do livro de Alberto Perdigão estão programados para o Rio de Janeiro (2 e 6/12), Teresina (7/12), Brasília (9/12).

Contato: (85.9909.8639), aperdigao@terra.com.br.

Liberdade de Imprensa não corre risco no Brasil, afirma ministro Franklin Martins

O ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Franklin Martins, afirmou no Seminário Cultura de Liberdade de Imprensa que o Brasil vive um momento excelente nesse tema. “A liberdade de imprensa é algo com o qual não se pode transigir", disse. "O nosso governo garantiu a liberdade de imprensa mesmo apanhando o tempo todo”, completou.

 

Segundo Franklin Martins, a imprensa brasileira teve uma postura de crítica durante os oitos anos de governo do presidente Lula e afirmou que liberdade de imprensa quer dizer que a imprensa é livre, mas não é boa. Para Martins, existem os erros de boa-fé, cometido no afã de informar e os erros cometido no processo de apuração com intuição de manipular a informação, movidos por interesses econômicos e políticos. “Quando os interesses privados que fazem a mediação prevalecem sobre o interesse público o leitor percebe a diferença e fará a crítica dele”, afirmou.

 

O ministro acredita que a imprensa não está acima da crítica. Ele lembrou o episódio em que o presidente Lula reclamou da atuação da imprensa durantes as últimas eleições e também do posicionamento da Justiça, que vem cerceando em alguns casos a liberdade de expressão e de imprensa, a qual se diz contra.

 

“A crítica é normal na democracia e não afeta em nada a liberdade de imprensa. Para nós jornalistas, nosso trabalho é submetido à crítica de forma quase instantânea”. A solução para ele é mudar o modelo do jornalismo atualmente produzido, lembrando a velocidade e qualidade de informação com o advento da internet. “O leitor mais informado terá mais filtros e o jornalista terá que apurar melhor”, alerta o ministro.

 

Franklin Martins afirmou que o processo de digitalização vai baratear os custos de produção jornalística e acredita que isso vai impulsionar o jornalismo e as novas mídias. Ele lembrou que o Brasil ficou quatro décadas sem discutir a comunicação e que um exemplo disso é que o código de conduta da profissão é de 1962. O ministro disse que o Governo tem atuado como um grande mobilizador e condutor do processo do debate. “A discussão da legislação deve melhorar a qualidade de discussão da indústria de informação”. Lembrou também a ação do Estado e sociedade civil na regulamentação da mídia outros países, especialmente os europeus, o que favoreceu a democracia a fortaleceu a imprensa.