TVs Comunitárias comemoram suspensão de proibição de publicidade

Redação – Fenaj

Ativistas do movimento de canais comunitárias comemoraram, na semana passada, a suspensão de um item da Norma 13/97 da Anatel, que proíbe a publicidade nos canais básicos de utilização gratuita. A Associação dos Canais Comunitários de São Paulo conseguiu na Justiça o efeito suspensivo em caráter liminar da aplicação de tal proibição, mas a Anatel pode recorrer junto ao Tribunal Regional Federal (TRF) em Brasília. Por isso o segmento mantém-se vigilante. A extinção de tal proibição é uma das medidas aprovadas na 1ª Confecom.

Número de internautas ativos no Brasil chega a 41,7 milhões em outubro

O número de usuários ativos de internet no Brasil chegou a 41,7 milhões de pessoas em outubro deste ano, um aumento de 13,2% em comparação ao mesmo mês de 2009, segundo pesquisa divulgada nesta sexta-feira (3) pelo instituto Ibope Nielsen Online.

 

O total de brasileiros que tem acesso à web em casa e no ambiente de trabalho alcançou 51,6 milhões em outubro, segundo informações da Reuters.

 

Entre as categorias de sites mais acessados no período, "Eventos Correntes e Notícias Globais" atingiu 27,5 milhões de internautas, cerca de 66% do público total no mês, devido à "procura por informações sobre a eleição", afirmou o instituto em nota.

 

Com maior crescimento sobre o mês anterior aparecem as categorias "Automotivo" (9,8%), "Viagens e Turismo" (7,5%) e "Governo e Entidades sem Fins Lucrativos" (6,5%).

 

Em relação a outubro do ano passado, "Viagens e Turismo" e "Automotivo" também são líderes em expansão de acessos únicos, 24% e 18%, respectivamente.

 

Abert nega monopólio na comunicação, mas admite debater regulação

O representante das emissoras de rádio e TV disse que a Abert está disposta a debater a regulamentação da comunicação, mas não haverá qualquer consentimento no que se refira à restrição da liberdade de imprensa. E explica o porquê de terem abandonado as discussões da Conferência de Comunicação (Confecom), em dezembro de 2009. “A Abert se retirou da Conferência porque percebeu que seria coadjuvante. Parecia que só servia para questionar a organização da comunicação no país”, defende.

 

Segundo Moura, há uma necessidade de atualizar a legislação que rege o setor, principalmente no que envolve a internet. A Abert entende, por tratar-se de "terra sem lei", ser preciso uma legislação efetiva no controle das empresas, como a obrigatoriedade de não poderem ser controladas por grupos estrangeiros. No entanto, a mudança não seria para uma forma de regulação.

 

No mesmo discurso, o representante afirma que não vê no Brasil a existência de monopólios de empresas midiáticas. Na opinião da Abert, a legislação atual já impede rigidamente a formação de grupos que controlam distintos setores da comunicação. Ele explica em números: "Das 8 mil emissoras de rádio e TV no Brasil, o número de proprietários supera os 20 mil. Porque inclusive a maioria das emissoras tem mais de um proprietário", afirmou Moura.

 

"A Rede Globo não é um monopólio", completou o representante da Abert.

 

A Abert acredita que a regulação deverá atingir também a atuação do próprio governo e do Congresso Nacional. No entendimento dos empresário de rádio e TV, há uma lentidão por parte do Ministério das Comunicações com a tramitação dos processos. Já com os senadores e deputados a reclamação é na dificuldade com as renovações de outorgas.

 

Moura relata ainda que a Associação Brasileira das Empresas de Rádio e Televisão não tem conhecimento do que se tem discutido sobre o marco regulatório no âmbito do governo federal. Ele reconhece o fato de haver uma comissão interministerial responsável na condução do projeto, mas afirma não saber até que o ponto as decisões estão maturadas. E ressalta: "Gostaríamos de conhecer um pouco mais da proposta que o governo vai fazer".

Minicom convoca entidades a indicar nomes para conselho da Anatel

O Ministério das Comunicações publica edital de convocação para que entidades representativas dos usuários, das entidades de classe das prestadoras de serviços de telecomunicações e da sociedade para apresentação de lista de três nomes para escolha de integrantes do Conselho Consultivo da Anatel, com mandato até 16 de fevereiro de 2014. Os indicados vão substituir os conselheiros cujos mandatos se encerram em fevereiro de 2011.

 

A lista deve ser acompanhada de informações sobre as características da entidade e da qualificação dos indicados e enviadas para o gabinete do ministro José Artur Filardi. A escolha, entretanto, será feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ou pela presidente eleita, Dilma Rousseff, caso seja adiada para o próximo ano.

 

Os conselheiros que terão o mandato extinto em fevereiro de 2011 são: José Zunga, representante da sociedade; Luiz Francisco Perrone, representante das entidades de classe das prestadoras; Walter Faiad, representante dos usuários; e Israel Bayma, representante de Câmara. A substituição deste último se dará por indicação do presidente da Câmara e confirmada pelo Presidente da República.

 

O Conselho Consultivo da Anatel está previsto na Lei Geral de Telecomunicações (LGT). É formado por 12 integrantes e tem a atribuição de opinar, antes de seu encaminhamento ao Ministério das Comunicações, sobre o Plano Geral de Outorgas (PGO) e o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU) de serviços prestados no regime público, assim como sobre as demais políticas governamentais de telecomunicações, como de tarifas e de aplicação dos fundos setoriais.

 

O mandato de cada conselheiro é de três anos, sendo vedada a recondução. A participação no conselho não é remunerada. Os editais de convocação foram publicados na edição desta segunda-feira (6) do Diário Oficial da União.

Receita bruta do setor de telecom cresceu 5,7% até setembro; taxa de investimento é de 6,6%

Reproduzido do TeleTime News

 

Segundo cálculos do SindiTelebrasil, sindicato que representa as empresas de telecomunicações, a receita bruta do setor foi de R$ 139,8 bilhões entre janeiro e setembro de 2010, ou 5,7% a mais do que no mesmo período do ano passado. Trata-se de um crescimento inferior aos 13% registrados na base de clientes. Em impostos, o setor de telecomunicações recolheu nos nove primeiros meses do ano R$ 32 bilhões.

Já os investimentos totalizaram R$ 9,2 bilhões nos primeiros nove meses do ano, o que significa 6,6% da receita bruta ou 12,9% da receita líquida. Mantida a tendência até o final do ano, 2010 deve ser o pior ano de investimentos em valores percentuais relativos às receitas desde a privatização. (Samuel Possebon)