Reclamações contra serviços de telecom têm alta em agosto

Redação – Tele.Síntese

As reclamações contra os serviços de telecomunicações na Anatel deram um salto no mês de agosto. As queixas registradas alcançaram 159,8 mil contra 146 mil anotadas no mês de julho. É o pior resultado dos últimos 12 meses, superando as 159,5 mil reclamações registradas em maio, até então o pior resultado, segundo dados da agência.

Os serviços móveis, com maior base de dados, foram reclamados por 81,4 mil usuários ante as 74,4 mil queixas de julho. A telefonia fixa foi responsável por 48,4 mil reclamações contra 44 mil do mês anterior. Os acessos à internet responderam por 19,2 mil queixas, resultado superior ao registrado em julho, quando anotou 17,8 mil. Já as reclamações contra operadoras de TV por assinatura cresceram de 7,3 mil, em julho, para 7,7 mil, em agosto. Os outros serviços ficaram com 2,8 mil reclamações contra 2,4 mil de agosto.

Os principais motivos de reclamações foram cobrança indevidas, serviços adicionais e atendimento, nos serviços móveis; reparo, cobrança indevida, reparo e instalação, na telefonia fixa; reparo, cobrança indevida e instalação, nos acessos à internet; e cobrança indevida, reparo e cancelamento, nos serviços de TV por assinatura.(Da )

Fundo Setorial do Audiovisual vai investir R$ 25 milhões em 16 filmes brasileiros

Dezesseis filmes de longa-metragem de nove empresas distribuidoras independentes brasileiras e 14 produtoras foram contemplados com R$ 25 milhões da Linha C do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA). Esta é a primeira chamada pública do FSA deste ano anunciado hoje (10) pela Agência Nacional do Cinema (Ancine) e pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

O FSA objetiva promover o desenvolvimento de toda a cadeia produtiva audiovisual no Brasil. Este ano, o total disponibilizado pelo fundo ao mercado audiovisual alcança R$ 84 milhões.

A chamada pública recebeu 25 propostas de investimento. A Linha C do FSA funciona por meio de operações de investimento em aquisição de direitos de distribuição de filmes de longa-metragem de produção independente. Os recursos são aplicados na produção do projeto.

O presidente da Ancine, Manoel Rangel, ressaltou a importância desse apoio governamental para o setor audiovisual nacional. “São R$ 25 milhões, do qual vão resultar 16 filmes brasileiros, que estarão em mãos de nove distribuidoras brasileiras. Com isso, elas terão as condições para fazer chegar ao conjunto da sociedade brasileira o melhor da produção cultural, da capacidade dos nossos talentos, da invenção dos nossos artistas, com histórias da realidade brasileira que vão fazer rir, que vão permitir conhecer melhor aspectos da vida nacional”.

Rangel enfatizou que os filmes selecionados irão contribuir para uma maior ocupação do mercado com produtos e empresas brasileiros. “E se incorporam ao patrimônio cultural do país”. Ele antecipou que ao longo dos próximos 30 dias, a Ancine estará divulgando o resultado de outras chamadas públicas no âmbito do FSA. Serão anunciados os resultados das linhas que investem na produção de filmes diretamente e em produção independente de filmes para televisão, além da linha de comercialização, que apoia o lançamento dos filmes.

“É bastante provável que, no final do processo de seleção, o Fundo Setorial do Audiovisual apoie algo em torno de 60 filmes e obras para televisão, constituindo, portanto, um apoio indispensável para o fortalecimento do mercado brasileiro”, disse o presidente da Ancine. O Brasil tem lançado, em média, 85 filmes por ano. “O FSA vai estar presente, pelo menos, em 40 a 45 filmes a cada ano”, declarou.

As distribuidoras independentes selecionadas nessa primeira chamada pública são a Ciclorama Filmes, Downtown Filmes, Film Connection, Imagem Filmes,  Pandora Filmes, Paris Filmes, RioFilme, Vinny Filmes e Vitrine Filmes. Dentre os projetos contemplados, o investimento de maior valor da Linha C do FSA (R$ 3 milhões) será feito no longa-metragem Muita Calma Nessa Hora 2”, da distribuidora Downtown Filmes, enquanto o de menor valor (R$ 342 mil) se destina à obra Aspirantes, da Ciclorama Filmes.

 

Marco Maia vai sugerir votação da flexibilização da Voz do Brasil

O presidente da Câmara, Marco Maia, disse há pouco que vai sugerir aos líderes a votação, nesta semana, do projeto que torna mais flexível o horário de transmissão do programa "Voz do Brasil" pelas emissoras de rádio (PL 595/03). A Câmara precisa analisar as emendas do Senado ao projeto. “É um projeto interessante que atende a uma demanda antiga da sociedade, que pedia uma condição diferente para a transmissão da Voz do Brasil nas rádios do País. Havendo quórum e acordo entre os líderes, nós poderemos votar esta matéria nesta semana”, disse Maia.

Atualmente, o programa é transmitido em cadeia nacional às 19 horas. Pelo projeto, a “Voz do Brasil” poderá ser veiculada por emissoras comerciais em horários entre 19h e 22h; enquanto as rádios educativas continuam obrigadas a transmitir o programa às 19h, exceto quando houver autorizações especiais do Congresso Nacional.

O presidente informou que a definição da pauta de hoje e de amanhã ainda vai depender de acordo entre os líderes, e que há várias propostas que poderão ser analisadas. “Temos aí o Código Brasileiro da Aeronáutica, os projetos que tratam da internet, como o Fust; os projetos ligados à Cultura e vários outros”, disse o presidente da Câmara.

MPs

Marco Maia disse ainda que a Medida Provisória 540/11 não será votada nesta semana. A medida faz parte do plano do governo de incentivo à indústria – o Brasil Maior. O presidente explicou que foi feito um acordo com os senadores para que a Câmara deixe de votar MPs e mantenha a pauta do Senado destrancada, para permitir a aprovação do projeto sobre divisão dos royalties que tramita naquela Casa. “Eu tenho um acordo com o presidente do Senado, José Sarney, de não enviarmos nenhuma medida provisória enquanto não resolver o tema dos royalties. A minha intenção e a dos líderes é manter esse acordo”, disse Marco Maia.

 

Ministra Iriny Lopes reafirma disposição de diálogo com a mídia

Iriny Lopes é a ministra do governo Dilma que mais vem enfrentando críticas na mídia nas últimas semanas por conta de suas iniciativas à frente da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), ao se posicionar diante de casos recentes de sexismo na mídia – campanha “Hope ensina”, violência doméstica na novela “Fina Estampa” e assédio sexual no quadro “Metrô Zorra Brasil”, ambos da Rede Globo.

Mas, mesmo diante das reações negativas e das duras críticas a essas iniciativas, que incluíram até ofensas pessoais, a ministra Iriny Lopes manteve a disposição de debater ideias, propostas e posicionamentos nas entrevistas a vários veículos de imprensa. Em todas respondeu aos mesmos questionamentos: houve censura? tentativa de interferência? falta de humor?

Uma mudança de perspectiva dos jornais?

Após as primeiras reações negativas à ministra e à SPM, nos últimos dias a imprensa tem aberto espaço para uma nova abordagem da polêmica, desta vez a partir de uma perspectiva de fato jornalística.

Será que o comportamento vexatório de alguns colunistas e repórteres teria provocado reflexão nas redações? As referências desrespeitosas à ministra Iriny Lopes e as ofensas pessoais expuseram as vísceras do sexismo ainda reinante nas redações?

Na cobertura da polêmica sobre a publicidade da Hope entraram também em discussão os limites éticos do jornalismo.

 

Caixa corrige propaganda em que Machado de Assis é retratado por ator branco

Redação – Portal Imprensa

A Caixa corrigiu a peça publicitária comemorativa ao aniversário de 150 anos, em que o escritor Machado de Assis fora representado por um ator branco, informa a Folha de S.Paulo. O escritor, que era  mulato na vida real, foi escolhido como personagem da propaganda, pois teria sido correntista do banco.

Desde a última segunda-feira (10), a peça corrigida traz o escritor representado por um ator negro. O comercial, veiculado em meados de setembro, gerou crítica do público e do Governo quando foi divulgado pela primeira vez.

A Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) redigiu um comunicado oficial, pedindo a retificação à Caixa, quando soube do equívoco. De acordo com o banco, a nova peça publicitária foi encomendada, sem a necessidade de custo extra, assim que se constatou o erro.