Audiência do “Jornal da Globo” cai 30% nos últimos 10 anos

Redação – Portal Imprensa

O "Jornal da Globo", um dos telejornais mais importantes do canal, teve queda de 30% da audiência na última década, noticia a coluna "Outro Canal", da Folha de S.Paulo.

Estima-se que, desde 2000, o jornalístico perdeu um em cada três telespectadores, e apresentou quedas no ibope a cada ano. Segundo a coluna, a maior queda coincidiu com a saída da apresentadora Ana Paula Padrão, em 2004, que foi para o SBT e agora apresenta o "Jornal da Record".

Em 2011, o "Jornal da Globo" atinge, em média, 11,3 pontos de audiência – o que representa uma diminuição de também 30% em relação à média de 2004, quando Ana Paula ancorava o programa, que ficava em torno de 15,6 pontos.

Apesar da queda, este ano está acima da média do ano passado, que foi um dos piores em termos de audiência para o programa, com 11,2 pontos. Cada ponto representa 58 mil domicílios na Grande São Paulo.

Rede de cinemas promete boicote a filme nos EUA

Redação – Cultura e Mercado

O site Hollywood Reporter informou que a rede Cinemark avisou à Universal que não exibirá o filme “Roubo nas Alturas”, caso o estúdio mantenha um teste que deixará o filme disponível para locação digital após três semanas de sua estreia. O longa, que tem Ben Stiller, Eddie Murphy e Matthew Broderick no elenco, chega aos cinemas norte-americanos no dia 4 de novembro.

A Universal definiu que fará o teste com “Roubo nas Alturas” em parceria com a empresa de comunicação Comcast, que vai oferecer a comédia através do sistema VoD (vídeo sob demanda). A iniciativa será relativamente pequena: o filme estará disponível para cerca de 500 mil assinantes da Comcast nas cidades de Atlanta e Portland, apenas, ao preço de US$ 59,99.

Para pais, publicidade infantil influencia só o filho dos outros

Pais e mães acreditam que seus filhos são menos influenciados por publicidade infantil do que os filhos de amigos e conhecidos. É o que mostra uma pesquisa inédita feita entre fevereiro e março por pesquisadores da Universidade de Brasília.

O levantamento traz informações sobre quase 700 pais e mães, em 19 capitais e no DF.

Eles tiveram de responder à seguinte pergunta: "Quanto a publicidade influencia no que o seu filho consome?". Numa escala que vai da nota 1 (não influencia) até a nota 10 (influencia totalmente), os pais deram notas entre 5 e 6 para seus filhos, em média.

Quando a pergunta se referiu aos filhos de amigos, atribuíram pontuação entre 7 e 8. Considerando as crianças em geral, entre 8 e 9. A pesquisa foi feita como trabalho de conclusão de curso pelo psicólogo Lucas Caldas, que teve bolsa da Andi (Agência de Notícias dos Direitos da Infância).

Para o coordenador da pesquisa e professor do departamento de psicologia da UnB, Fabio Iglesias, o dado preocupa. "Quanto mais um indivíduo se considera imune, mais risco ele pode estar correndo."

Ele diz que há evidências do chamado efeito da terceira pessoa. "É quando o indivíduo acha que os outros são influenciados, enquanto ele se considera mais crítico."

A empresária Fabiola Lacerda Abdala, 30, conta que tenta reduzir o tempo que Luísa, 5, fica na frente da TV. "Quando ela vê mais TV, acaba pedindo mais brinquedos."

O pai de Luísa, Ricardo Abdala, discorda. "Ela não liga tanto para as propagandas como outras crianças", diz.

A pesquisa também analisou comerciais do programa TV Globinho, da Rede Globo, durante 15 dias antes do Dia das Crianças em 2010. A análise mostrou que 73% recorriam ao "consenso social" –ao mostrar crianças com um produto, cria-se a impressão de que todos já o têm.

Iglesias diz que só uma peça apelou para a tática do medo –mostra criança que não tem o produto sendo excluída. Nos últimos meses, o Congresso discute o projeto que objetiva proibir a publicidade infantil.

Defensores da medida alegam que a propaganda estimula o consumismo; quem é contra, que já há controle.

 

SBT é multado em R$ 1 milhão por “merchandising” em programa infantil

O Ministério da Justiça vai multar o SBT em R$ 1 milhão por publicidade infantil disfarçada. Segundo o Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor, programas infantis, como “Bom Dia & Companhia” e “Carossel Animado”, fazem o chamado merchandising durante a exibição de jogos. Isso acontece quando os apresentadores anunciam a marca dos prêmios em vez dos nomes dos produtos.

A multa administrativa é inédita. Será publicada nesta terça-feira, véspera do Dia das Crianças, no “Diário Oficial”. Baseia-se nos artigos 36 e 37 do Código de Defesa do Consumidor. O primeiro diz que “a publicidade deve ser veiculada de tal forma que o consumidor, fácil e imediatamente, a identifique como tal”. O segundo observa que “é proibida toda publicidade enganosa ou abusiva”, incluindo nestes casos o anúncio que “se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança”.

Circulam no Congresso vários projetos que pretendem proibir ou limitar a publicidade dirigida a crianças. Hoje, ela é permitida no Brasil, mas sujeita a algumas regras. A menção a produtos no meio dos programas, o “merchandising”, também é autorizado, desde que “a técnica seja facilmente percebida como publicitária, o que não ocorre nos programas infantis multados”, segundo o Ministério da Justiça.

Em junho, o Grupo de Trabalho de Comunicação Social da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão do Ministério Público Federal (MPF), depois de avaliar programas infantis exibidos pelo SBT, nos quais os apresentadores anunciavam produtos voltados para o público infantil, classificou a prática como “ilegal”.

Segundo o MPF, “o abuso contra a criança fica mais explícito, pois a apresentadora infantil avaliza os produtos que o anunciante lhe paga para endossar, confundindo-as, enganando-as e traindo sua confiança”.

Começa nesta quinta (13) o I Fórum da Internet no Brasil

O I Fórum da Internet no Brasil, que acontece nesta quinta e sexta (13 e 14), já conta com 1,5 mil inscritos. O encontro será realizado em São Paulo e vai debater vários temas importantes, do acesso e infraestrutura da rede às questões sobre conteúdos e usos da internet. A organização é do Fórum é do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e ainda há vagas para os interessados. As inscrições são gratuitas e devem ser feitas no site do evento.

 

A ideia do Fórum é democratizar o debate sobre temas que são fundamentais na definição do uso que se faz da internet no país e no mundo. “Queremos mostrar à sociedade que a internet está sob ataque”, explica Sérgio Amadeu, conselheiro do CGI.br e um dos organizadores do evento.

Segundo Amadeu, são três os principais focos dos ataques. O primeiro é a neutralidade da rede, que garante que o controlador da infraestrutura não interfira no tráfego das informações. O segundo é a possibilidade de navegar na rede sem vigilância, garantindo que o anonimato não seja criminalizado. “Ninguém anda na rua identificado”, compara Amadeu, que também é professor da Universidade Federal do ABC. Por último, está a universalidade do acesso, que permite que as aplicações e produtos criados para internet sejam usados por todos.

Todas essas questões estão em debate pelo mundo e também no Brasil. Na proposta de marco civil da internet que o governo enviou para a Câmara dos Deputados em agosto é garantido o princípio da neutralidade de rede. “No geral, a proposta é uma das mais avançadas do mundo”, classifica Sérgio Amadeu. Ao mesmo tempo, para o professor, a sociedade precisa lutar contra a aprovação do Projeto de Lei 84/1999 (conhecido como Lei Azeredo), que criminaliza várias práticas feitas na internet a fim de coibir crimes na rede. Mesmo com as mudanças anunciadas pelo deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB/MG), Amadeu entende que não é possível aproveitar nenhum artigo do projeto.

O problema do acesso também deve ser um dos destaques na programação do evento. Nesse ponto, o foco do debate será o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), que está em processo de implementação pelo Governo Federal. Para tratar do tema, entidades da campanha Banda Larga é um direito seu! estão agendando uma reunião fora da programação oficial do Fórum. Ela deve acontecer na quinta, no horário do almoço.

O Fórum é uma das ações previstas na plataforma que os quatro representantes da sociedade civil eleitos para o CGI.br em fevereiro deste ano compromissaram-se a efetivar. Veridiana Alimonti (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor), Carlos Alberto Afonso (Cadesc e Instituto de Estudos Socioeconômicos) e Percival Henriques de Souza Neto (Anid) são os outros três membros do Comitê pela sociedade. No total, são onze integrantes titulares, que também representam a academia, o governo e o setor empresarial.

 

 

 

Serviço:

I Fórum da Internet no Brasil – CGI.br

Data: 13 e 14/10 (quinta e sexta-feira)

Local: Centro de Convenções – Expo Center Norte

End. Rua José Bernardo Pinto, 333 – 2º andar. Vila Guilherme, São Paulo/SP

Mais informações: http://forumdainternet.cgi.br/