Alana e Ministério do Meio Ambiente lançam cartilha de combate ao consumismo infantil

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

De olho nos problemas causados pela exposição de crianças à programação televisiva, o Instituto Alana e o Ministério do Meio Ambiente produziram e lançaram uma cartilha para orientar pais e educadores. O caderno “Consumismo infantil: na contramão da sustentabilidade” tem por objetivo proteger a população infantil do consumismo promovido pelos meios comerciais de comunicação, especialmente a TV, e incentivar práticas sustentáveis.

Segundo levantamento do Ibope de 2011, crianças brasileiras passam em média mais de cinco horas por dia em frente à televisão, o que as coloca entre as maiores consumidoras de programação televisiva do mundo em sua faixa etária. Este número aponta um fenômeno preocupante, pois tem impacto na saúde e na educação infantil, promovendo o sedentarismo e o consumismo.

A publicação terá 100 mil cópias distribuídas no ano de 2013 e pode ser baixada clicando aqui.

Presidência da República já tem lista para escolha de novos conselheiros da EBC

A presidenta do Conselho Curador da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Ana Luiza Fleck, afirmou esperar que seja feita o mais rapidamente a escolha dos novos conselheiros pela presidenta Dilma Rousseff. A declaração foi dada durante a 40ª reunião ordinária do conselho, ocorrida no dia 12, segunda-feira, em Porto Alegre. Uma lista única com dez nomes resultante da consulta pública realizada junto à sociedade civil foi enviada no último dia 8, para que dois nomes sejam nomeados pela Presidência da República. A decisão definirá o preenchimento das vagas que ficaram disponíveis com a saída de Paulo Sérgio Pinheiro e Lúcia Braga.

O Conselho havia decidido anteriormente encaminhar 8 nomes para o governo, mas como ocorreu um empate entre os 3 últimos colocados, o órgão encaminhou os 10 mais votados. 50 entidades da sociedade civil participaram do processo de consulta pública, indicando 22 nomes para ocupar as novas vagas no colegiado.

Os conselheiros presentes na reunião apresentaram certo descontentamento com o modelo de indicação do Conselho Curador. Segundo Ima Célia Guimarães, a lista chega a presidenta Dilma Rousseff em ordem alfabética, sem expressar os critérios discutidos e a atual composição do órgão. Ana Veloso afirmou que, apesar dos limites da forma como vem sendo feita a indicação, que deve ser revista, “os nomes indicados são altamente representativos dos critérios apresentados no debate entre os conselheiros”. A presidenta do conselho apontou quem em 2013 será realizada uma audiência pública para discutir o modelo de indicação de novos conselheiros.

Os dez nomes indicados pelo Conselho Curador foram: Antônia Melo da Silva, Jorge da Cunha Lima, Josineide Barbosa Malheiros, Lílian Cristina Ribeiro Romão, Marilene Corrêa da Silva Freitas, Nélia Del Bianco, Paulo Victor Purificação Melo, Rita Cássia Freire Rosa, Rosane Maria Bertotti e Tonico Benites.

Conselho debate parcerias

Durante a reunião do Conselho Curador também foram discutidas as formas como devem ser firmadas as parcerias entre a Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) e produtoras de conteúdo e informação. Entre as questões levantadas encontram-se a relação com agências internacionais de informação, a política de integração com a América Latina e de co-produção entre países, além do posicionamento relativo a empresas privadas com e sem fins lucrativos.

Os conselheiros se comprometeram a enviar sugestões de diretrizes e critérios para a elaboração de uma política de parcerias a ser analisada posteriomente pelo órgão. A presidente do conselho, Ana Luiza Fleck, solicitou o levantamento dos acordos já existentes. Conforme informado durante as discussões, haveriam alguns vigentes ainda do tempo de funcionamento da Radiobrás.

Marco Civil da Internet: entre o lobby e a liberdade

Há cerca de dois meses, escrevemos que o Marco Civil da Internet, a principal proposta de estabelecimento de direitos civis na rede, estava na marca do pênalti (“Marco Civil na marca do pênalti”, 05/09/12), pronto para ser cobrado. Prestes a ser tento comemorado pela sociedade brasileira. No entanto, dois lobbies econômicos muito poderosos conseguiram, além de alterar o ótimo texto do projeto de lei, impedir sua votação: o lobby da indústria autoral e o das empresas de telecomunicações. Na última quarta-feira (7/11), mesmo com a bola no pés, Governo e deputados não cobraram o pênalti. E, se tivessem cobrado, seria um chutão pra lua.

O Marco Civil da Internet – que tramita agora através do PL 5.403/2001 – estabelece os princípios, objetivos, direitos, obrigações e responsabilidades na rede. É a base legal para a cidadania virtual, para o tratamento isonômico dos usuários, para a não discriminação de sua navegação e para a concretização de uma Internet efetivamente livre: para a expressão, para a troca, para a criação, para a inovação, enfim, para o desenvolvimento. É por isso que a proposta elenca, como um de seus princípios, a neutralidade da rede, para evitar que interesses econômicos injustificados se sobreponham ao direito de todos se manifestarem e usarem a rede como quiserem. E é por isso também que o projeto estabelecia, no seu artigo 15, a retirada de conteúdos do ar apenas com decisão judicial, após realizado o contraditório e a ampla defesa, em plena consonância com os pilares do Estado democrático de direito. Trata-se de priorizar a liberdade de expressão e o direito de acesso e afastar a censura privada na Internet.

Retirada de conteúdo sem ordem judicial

Grifamos, aqui, “estabelecia”, pois o último substitutivo apresentado trouxe uma exceção para a remoção de conteúdos que traz grande insegurança jurídica para a Internet e sérios danos aos usuários. O Marco Civil estabelece, como regra, que os provedores de aplicações na Internet (plataformas, redes sociais, portais) somente serão responsabilizados civilmente se não retirarem um conteúdo após receberem um ordem judicial. Com isso, a tendência é que os conteúdos sejam mantidos, respeitando a liberdade de quem postou e o direito de acesso dos internautas a eles. Sistema equilibrado, na perspectiva de uma Internet livre e democrática. Contudo, o novo texto traz uma exceção para conteúdos protegidos por direitos autorais, aos quais não valerá essa regra. Isso pode permitir a interpretação de que não é necessária a avaliação judicial para remoção. Dessa forma, há o risco de esses conteúdos prescindirem da decisão de um juiz para serem removidos, ainda que a Justiça tenha que ser soberana. Cria, assim, um mecanismo que induz os provedores a excluírem o conteúdo, a partir de uma simples notificação, para evitar serem responsabilizados. Ou seja, mesmo que não haja comprovação de que determinado conteúdo (vídeo, foto, música) viola direito autoral, uma simples notificação do eventual titular é suficiente para que o provedor, num julgamento privado, retire esse conteúdo do ar, com medo de ser penalizado. Caberá depois ao usuário prejudicado, geralmente com menos condições para isso, o ônus de procurar a Justiça para reaver seu conteúdo suprimido.

Nesse momento, é importante questionar: como e por que se deu essa alteração, de última hora, e com que finalidade?

A resposta é: lobby. A indústria do copyright que, diferentemente do que se pensa, é composta menos por autores e mais por intermediários da indústria cultural – dentre os quais a ABDR (Associação Brasileira de Direitos Reprográficos), a ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Discos) e a  MPAA (Motion Picture Association of America), ou seja, a indústria de Hollywood, além de Globo e outros barões do entretenimento -, tem se empenhado energicamente, e nos bastidores, para incluir no substitutivo uma dinâmica própria para os direitos autorais. Essa tentativa, entretanto, já foi abolida na discussão pública do Marco Civil e nem cabe nessa seara legislativa. A discussão dos direitos autorais tem local certo: é a reforma da Lei 9.610/98 (Lei de direitos autorais – LDA), pública e aberta, conduzida desde 2007 pelo MinC (Ministério da Cultura). Tanto que a própria Ministra da Cultura, Marta Suplicy, corretamente, chamou a responsabilidade desse debate ao MinC e à LDA, respondendo inclusive à carta de representantes desse setor.

Os intermediários do direito autoral querem incluir o sistema de retirada de conteúdos sem ordem judicial no Marco Civil, pois sabem que os setores artísticos e culturais, especialmente aqueles que conhecem e se utilizam do potencial da Internet para a produção, a circulação e o consumo da cultura, não querem esse tipo de censura na rede, e também não vão permiti-la na LDA, por ferir a liberdade de expressão cultural. Incluir esse sistema é legalizar algo que esses intermediários já realizam massivamente na prática: a indústria da notificação. Se a premissa da remoção de conteúdo apenas com ordem judicial não valer para conteúdos de direitos autorais, a decisão vai se dar em âmbito privado das relações entre os provedores e os titulares empresariais, a partir da notificação privada de representantes de titulares, que não precisarão nem comprovar a sua legalidade – afinal, provedor não é tribunal para julgar se algo é legal ou não. Em suma: institucionaliza-se a injusta máquina de notificações e censura prévia (inconstitucional, por sinal) e se invalida a regra geral de retirada apenas com o devido processo legal.

Caso se mantenha no texto essa descabida exceção para os direitos autorais, haverá uma avalanche institucionalizada de notificações extrajudiciais, que se servirão dessa imprecisão jurídica para remover indiscriminadamente os conteúdos postados na rede, independentemente se protegidos ou não. Como lei responsável por estabelecer o quadro regulatório geral da Internet, o Marco Civil não deve tratar de questões específicas de direitos autorais, tampouco através de um dispositivo complicador como este. Deve deixar este assunto para a reforma da Lei 9.610/98, em curso. Assim, é imprescindível suprimir o parágrafo segundo do artigo 15.

O lobby das teles

O segundo ponto problemático diz respeito ao princípio da neutralidade. Ela é a garantia da não discriminação de tráfego na rede. Sua importância é indiscutível e tamanha, a ponto de sua regulamentação ter que se dar pela mais alta instância do Executivo: a Presidência da República. O instrumento cabível seria um decreto, ouvido o CGI (Comitê Gestor da Internet), a entidade tecnicamente mais apta a detalhar esse princípio, era o que previa o texto do Marco Civil. Até o último texto, do qual o CGI foi excluído, atendendo a um outro lobby, fortíssimo, das empresas de telecomunicações. O atendimento a esse pedido foi tão solícito que coube a um ministro de Estado levá-lo a cabo. Paulo Bernardo, Ministro das Comunicações, teria declarado publicamente, antes mesmo da (não) aprovação pelo plenário, que seria melhor, de fato, a neutralidade ser regulamentada pela Anatel. Exatamente como querem as teles. Estranho, pois o substitutivo do PL nunca se referiu à Anatel, mas dava esses poderes ao Executivo – posteriormente, quiçá, ao Ministério das Comunicações, num eventual decreto.

O fato é que, agora, escancarou-se a união das teles e do Governo no mesmo desejo: a regulação da neutralidade pela Agência. Motivo mais que suficiente para que se reforce a regulação por Decreto, com essa previsão literalmente expressa no próximo texto a ser votado. Parece ser a vontade do relator do PL, deputado Alessandro Molon, que tem se empenhado em manter uma lei equilibrada e coerente.

Caso isso não ocorra, mais uma vez vencerá a pressão das empresas sobre o interesse público. A mesma pressão realizada contra os parâmetros de qualidade para a banda larga, serviço que elas mesmas prestam. A pressão que impediu o CGI de fiscalizar tais parâmetros, transferindo essa competência para uma consultoria ligada às teles. A pressão que faz com que não avancemos na obrigação das empresas de entregarem efetivamente a velocidade que anunciam na publicidade – e não apenas 20% dela, como é hoje. Enfim, a pressão que não quer a neutralidade da rede no Brasil, pois se ganha dinheiro controlando indevidamente o tráfego dos usuários.

Por isso, é essencial que o substitutivo do Marco Civil da Internet que vai ao plenário da Câmara na próxima terça-feira (13/11), não ceda às pressões econômicas. É preciso que os deputados e deputadas olhem para construção coletiva da sociedade e para o que a Internet significa para ela. O Projeto de Lei do Marco Civil é positivo, avançado, a melhor proposta para regulamentação da Internet no mundo. Não é hora de maculá-lo com abjetos interesses privados. Assim, é essencial que se exclua o parágrafo segundo do artigo 15, removendo qualquer exceção para o direito autoral, por justiça e cabimento – já que isso é papel da reforma da lei de direitos autorais. E, além disso, que a neutralidade seja de fato regulamentada por decreto da Presidenta da República, por ser algo da mais alta importância para a Internet brasileira. Sem atravessamentos e sem jogos de interesses escusos. É preciso aprovar o Marco Civil. E ter uma Internet com menos lobby e mais liberdade.
 

PT quer nova Lei de Mídia em 2013 e deve pautar tema em reunião do Diretório Nacional

Na semana passada, Rui Falcão, presidente do partido, defendeu a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da comunicação social.

Na semana passada, Rui Falcão, presidente do partido, defendeu a regulamentação dos artigos da Constituição que tratam da comunicação social.

O presidente do Partido dos Trabalhadores, Rui Falcão, já declarou que a sigla tem pelo menos duas prioridades para 2013: o novo marco regulatório da comunicação e a reforma política. Para começar a desenhar a estratégia para pressionar o governo a mandar ao Congresso um projeto de lei para regulamentar as comunicações, o partido deve colocar em pauta o tema no próximo dia 8 de dezembro, durante a reunião do Diretório nacional, informou uma fonte próxima ao assunto.

Na semana passada, Falcão declarou à imprensa internacional que espera que o governo envie um projeto de marco regulatório das comunicações do país. "Quem pode regulamentar os artigos da Constituição não é o partido, é o congresso nacional. E nós esperamos que o nosso governo envie um projeto de constituição de um marco regulatório no país que amplie a liberdade de expressão e elimine qualquer possibilidade de censura a todos os meios de comunicação e regule os artigos que desde 1988 não foram regulamentados e, portanto, seguem no papel", declarou complementando, o PT continuará levantando esta bandeira".

Para Falcão, os Artigos 220 e 221 da Constituição Federal que tratam da liberdade de expressão, monopólio e princípios para concessão de rádio e televisão. "Acho incompatível quem concede se beneficiar da concessão. Há no Brasil proprietários de meios de comunicação que são detentores de mandato parlamentar, e é o parlamento que concede autorização para o funcionamento", declarou.

O presidente do PT salientou que as mudanças propostas devem ter implementação gradual. "Naturalmente, isso seria feito por meio de transição. Não pensamos expropriar ninguém, tudo seria feito de acordo com a lei e com o objetivo único de ampliar as possibilidades de liberdade de expressão e não para restringir".

André Vargas, secretário de comunicação do PT, lembrou que a regulação dos meios de comunicação é uma bandeira histórica do partido, mas deixou claro que a mobilização para pressionar o governo a mandar um projeto para o congresso deve partir também de outras entidades, como o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC).

Em agosto, diversas entidades, entre elas o FNDC, iniciaram uma campanha chamada Para Expressar a Liberdade, que apresenta 20 pontos a serem contemplados na nova lei. Rosane Bertotti, coordenadora geral do FNDC, lembrou que a criação de um novo marco para as comunicações no Brasil já foi uma proposta de campanha do governo Lula e é proposta de campanha do governo de Dilma Rousseff também.

Lei Comunicação Digital

O Ministério das Comunicações tem trabalhado na construção do novo marco regulatório da comunicação eletrônica. A consulta pública do texto, que estava prevista para o primeiro semestre, foi adiada para depois das eleições, mas a pasta ainda não tem uma posição de quando isso acontecerá.

Segundo a assessoria de imprensa do Ministério das Comunicações, ainda não foi decidido se o governo apresentará um ou mais projetos de lei sobre o tema, mas a iniciativa certamente sairá do Executivo. A assessoria da pasta garante que antes da proposta final ser encaminhada ao Congresso Nacional serão realizadas audiências públicas.
 

Teles aceitaram plano de metas, diz governo

O governo disse acreditar que o plano de estímulo à competição aprovado na semana passada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi "bem-aceito" pelas operadoras do setor. A constatação, segundo o ministro Paulo Bernardo, se baseia na ausência, quase absoluta, de queixas das empresas, desde o anúncio da aprovação das novas regras. Para o ministro, esse "silêncio" foi a forma de comemoração escolhida pelas operadoras, já que elas esperavam uma "pancada maior" com a imposição de exigências mais severas no Plano Geral de Metas de Competição (PGMC).

Instantes após as declarações do ministro, o diretor de assuntos regulatórios da TIM, Mario Girasole, reconheceu que as medidas são importantes para o estímulo à competição no mercado brasileiro e representam o principal marco regulatório desde a Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Ainda assim, a TIM teria ressalvas a fazer sobre o plano, segundo o diretor.

Uma das ponderações feitas por ele está relacionada ao tratamento dado à Nextel, que será beneficiada em sua classificação de empresa de pequeno porte. Tal enquadramento não caberia, segundo o executivo, pelo fato de a prestadora contar com uma receita importante no segmento.

"A Nextel será favorecida por uma vantagem competitiva muito robusta", disse Girasole em entrevista concedida durante o 3º Simpósio Internacional da Cullen. Com o PGMC, a Anatel submete as prestadoras de maior porte a regras mais rígidas para garantir o aumento da competição no setor. Na telefonia celular, foram enquadradas as quatro principais operadoras (Vivo, TIM, Claro e Oi).

O plano, por outro lado, exime as pequenas prestadoras de cumprirem as mesmas obrigações das grandes empresas. As teles de menor porte contarão, por exemplo, com uma cobrança reduzida da taxa de interconexão e o direito de acesso às redes das grandes operadoras. Além da Nextel, outras empresas integram esse grupo, como CTBC e Sercomtel.

Girasole também esperava que a redução escalonada da taxa de interconexão nos próximos anos fosse "mais suave". Na avaliação do governo, a taxa de interconexão cobrada a cada minuto deve cair do patamar de R$ 0,48 para R$ 0,10, em quatro anos.

Embora a taxa represente boa parte da receita das operadoras de celular, o governo considera que a cobrança elevada provoca uma distorção no setor com a formação de "clubes exclusivos". Isso ocorre quando os clientes realizam ligações somente para celulares da mesma operadora devido ao alto custo da ligação para usuários de empresas diferentes. Outro reflexo é observado quando as pessoas começam a usar chips de diferentes operadoras para falar mais barato intrarrede.

Entre os novos mecanismos destacados pelo ministro está aquele que obriga o compartilhamento de redes antigas com as concorrentes. Para as novas redes de fibras ópticas será aplicado um prazo de exclusividade na operação pelos primeiros nove anos.