Comissão do Congresso discute Conselho de Comunicação Social no dia 20

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática realiza audiência pública com o tema “Debate sobre o Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional”. O evento, impulsionado pela Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular, acontece no dia 20 de novembro, às 14h30, no Plenário 13, Anexo II da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Requerido pela Deputada Luiza Erundina e pelo Deputado Milton Monti, a reunião contará com a participação de Dom Orani João Tempesta, Presidente do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, da Deputada Jandira Feghali, Presidente da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Cultura, de Rosane Bertotti, Coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), do Deputado Milton Monti, Coordenador da Frente Parlamentar da Comunicação Social (FreCom), e de um representante da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e o Direito à Comunicação com Participação Popular.

Pesquisador disponibiliza livro sobre a criação da TV Brasil

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

O professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Itamar Aguiar lança livro “TV Brasill – Algo novo no ar”. A publicação busca analisar a política de comunicação dos governos Lula,  apresentando os bastidores da implantação da TV Brasil e comparar os sistemas de comunicação pública brasileiro e europeu.

Doutor em Sociologia Política, Itamar se empenha em buscar um modelo de comunicação que equacione o déficit da qualidade informativa da mídia privada e que também contemple o papel ativo do Estado no setor. O livro está disponível gratuitamente para download.

Deputados adiam novamente votação do Marco Civil da Internet

A  pressão do lobby das empresas de telecomunicações e dos direitos autorais levou ao quarto adiamento da votação do  projeto de lei do Marco Civil da Internet (PL 2.126/2011) na Câmara dos Deputados. Elaborado a partir de consultas públicas realizadas nos últimos três anos, o texto original foi modificado pelo relator Alessandro Molon (PT-RJ) na última hora para atender interesses do ministro das comunicações e de lobbistas, o que gerou divergências  no parlamento e descontentamento da parte da sociedade civil que participou das discussões que formularam a proposta anterior.

Cada adiamento da votação tem representado um passo atrás nos avanços que o projeto de lei original representava. De acordo com  Paulo Rená, integrante do grupo de pesquisa Cultura Digital e Democracia da Universidade de Brasília (UnB), “é um absurdo o que vem sendo feito com o conteúdo do texto. A gente tem visto o enfraquecimento da proposta que tem respaldo da sociedade e fortalecimento do jeito tradicional de se fazer política: o das discussões de gabinete”.

Entidades  da sociedade civil lançaram nota defendendo a importância do Marco Civil da Internet, como lei garantidora dos direitos e liberdades na rede. De acordo com o expresso no documento, o PL 2.126/2011 teria inclusive sido construído dentro dos pressupostos exigidos por essas entidades, com ampla participação, por meio das consultas públicas e discussões realizadas por todo o país, acessíveis a todos e todas pela internet . Entretanto, grupos de interesse prioritariamente comercial, ausentes durante todo o processo participativo anterior, teriam se mobilizado no último momento pressionando e influenciando a Câmara do Deputados, o que resultou em modificações no ponto referente à “neutralidade da rede” e na inserção de um novo parágrafo que permite a remoção de conteúdos denunciados como violação dos direitos autorais ainda que não haja decisão judicial prévia sobre o tema.

Além dos retrocessos em relação ao documento do Marco Civil da Internet, as manobras de parlamentares, governo e lobbistas ameaçam o significado dos avanços que têm representado a criação de mecanismos de participação social. “Como vamos acreditar em futuras consultas públicas feitas por órgãos governamentais se, no último minuto do jogo, o lobby das comunicações e do direito autoral fez com que tudo que foi discutido até agora fosse jogado no lixo?”, questiona Marcelo Branco, representante da Associação SoftwareLivre.org, em entrevista ao Instituto Humanitas Unisinos (IHU).

Em nota pública, as entidades da sociedade civil defendem que no documento do Marco Civil da Internet esteja escrito de forma bastante clara que cabe à Presidência da República regulamentar a neutralidade da rede por meio de decreto. “O princípio da neutralidade é a garantia da não discriminação de tráfego na rede. À neutralidade se devem a igualdade de condições na Internet e o respeito à privacidade na navegação dos usuários”, afirmam. A Associação de Software Livre.Org também lançou nota defendendo o ponto, pois para ela “sem Neutralidade de Rede, teremos o caminho aberto no Brasil para que se crie a segregação econômica do acesso à Internet”.

A sociedade civil solicita ainda a retirada do segundo parágrafo do artigo 15º, incluído às vésperas da votação do Projeto de Lei no último dia 8, que traz o risco de dispensar a decisão de um juiz para autorizar a remoção por provedores de conteúdos que sejam acusados de violação de direitos autorais. Teme-se que se abra o precedente para que “o julgamento não seja feito pela Justiça, mas pelo próprio provedor, em âmbito privado, configurando censura prévia, que é inconstitucional”, conforme expresso no documento citado.

Trabalhadores da EBC em estado de greve reforçam mobilização

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

Trabalhadores da Empresa Brasileira de Comunicação (EBC) estão em estado de greve e promovem nesta quarta (14) ações nas redes sociais com a hashtag #estadodegrevenaEBC para reforçar a mobilização. Em assembléia no último dia 9 (sexta-feira), foi rejeitada a proposta de reajuste referenciada apenas no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que não atende a reivindicação de 5% de aumento real para todos os salários.

Outro ponto de interesse dos empregados da EBC diz respeito à revisão do Plano de Empregos, Carreiras e Salários (PECS) da empresa. Os trabalhadores propõe que a empresa conclua o processo dentro de um prazo de seis meses, garantindo a  participação dos empregados em todas as fases de elaboração do novo plano.

AMARC promove seminário de lançamento de Programa Mundial de Legislações e Direito à Comunicação

Redação – Observatório do Direito à Comunicação

A Associação Mundial de Rádios Comunitárias (AMARC) realiza no próximo dia 22 de novembro, quinta, na Câmara do Deputados, em Brasília, o Seminário Internacional “Direito à Comunicação, Democracia e Convergência Tecnológica”. O evento visa promover um debate sobre os desafios do movimento mundial de rádios comunitárias e marcará o lançamento do Programa Mundial de Legislações e Direito à Comunicação da AMARC.

Participarão do evento representações da Unesco, Repórteres Sem Fronteiras, União Sul-americana de Correspondentes Internacionais, pesquisadores, como Martin Becerra (Universidade de Quilmes), representantes dos Poderes Executivo e Legislativo, comunicadores populares, dentre outros. Os interessados poderão fazer sua inscrição clicando aqui.