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Conversor feito em Manaus custará R$ 300, diz fabricante

A Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus) e o governo do Amazonas anunciaram a fabricação em larga escala de um conversor para a TV o digital que chegará ao consumidor por R$ 299. Produzido pela Proview Eletrônica do Brasil, ele funciona com o software Ginga, que permite a interatividade.  

Em dezembro, a Suframa disse que o aparelho custaria R$ 120 para o comércio. Mas, segundo Tseng Ling Yun, presidente da Proview, os R$ 299 vieram com sacrifício da margem de lucro. "Foi reduzida a margem de lucro de um produto mais básico para no futuro, com as novas gerações de conversores, retomarmos a margem de lucro." Ele disse que a indústria investiu US$ 3 milhões em pesquisa e serão investidos mais US$ 2 milhões em equipamentos.

Os aparelhos chegam ao mercado no dia 15 de março. A fabrica produzirá 100 mil aparelhos por mês.

As informações são da Agência Folha.

Prefeitura de São Paulo corta ISS e faz fundo para telecentros

A criação de um fundo destinado a receber este ano 1% do Imposto Sobre Serviços (ISS) pago pelas empresas de informática vai garantir à gestão Gilberto Kassab, em ano de eleições, os R$ 7 milhões necessários à criação de mais 80 Telecentros, uma das bandeiras do atual governo. A lei também reduz de 5% para 3% o ISS pago pelas empresas de manutenção e suporte técnico em informática. Outras empresas do setor já têm esse benefício desde julho de 2007.

“A verba para o programa vai permitir que o governo chegue a 300 telecentros no fim do ano”, afirma o líder de governo na Câmara, José Police Neto (PSDB), autor do projeto. Hoje, a cidade tem 226 telecentros
No total, a estimativa de renúncia fiscal do Município com a redução do imposto é de R$ 21 milhões. Previsto na Lei Municipal 14.668, o Fundo Municipal de Inclusão Digital foi sancionado pelo Executivo em 14 de janeiro. Um decreto que vai regulamentar a destinação do tributo ao programa deve ser publicado no sábado. Serão mais de 500 empresas beneficiadas, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software.

Nos 226 Telecentros, 1,5 milhão de usuários de baixa renda cadastrados podem fazer cursos de informática e ter acesso gratuito à internet. Desde o início de 2005 foram inauguradas 81 unidades e outras 30 receberam reformas.

A criação de um telecentro, em parceria com associações de bairros ou entidades sem fins lucrativos, custa para a Prefeitura, em média, R$ 70 mil. Outros R$ 7 mil mensais são aplicados na manutenção.

“Antes, o telecentro era um presente para políticos de determinadas regiões. Com a criação do fundo, o telecentro independe de quem está no comando do Executivo. E a criação do fundo não tem nada a ver com as eleições”, argumenta Police Neto. “É um programa de inclusão digital que permite formação em informática para a população menos assistida.”

Leoni Avelino Soares, gerente de tecnologia dos telecentros, também ressalta que a verba do programa deve garantir a meta de 300 telecentros divulgada por Kassab como uma das prioridades do seu governo. “Além de garantir novas unidades, o dinheiro do fundo permite a manutenção do programa, com o incremento de novas oficinas e cursos de informática”, aponta o gerente.

A Prefeitura nega caráter eleitoral na criação do fundo. Kassab tenta ser candidato à reeleição na chapa PSDB-DEM, vaga pleiteada pelo ex-governador tucano Geraldo Alckmin. “A redução do ISS quer evitar a fuga de empresas de informática para cidades vizinhas, como Barueri e Santana de Parnaíba. Não tem nada a ver com as eleições”, diz o diretor do Departamento de Arrecadação da Secretaria de Finanças, Ronilson Bezerra Rodrigues.

Entidade questiona gratuidade do acesso à internet proposta pelo governo do RJ

A decisão do governo do estado do Rio de Janeiro de suspender a parceria iniciada com as entidades representativas da sociedade civil e dos provedores de internet para a criação do projeto Rio Digital, que levaria conexão à internet em banda larga a todos os 92 municípios fluminenses, está sendo questionada pela Rede Global Info, entidade que reúne mais de 650 provedores de banda larga de todo o país.

A entidade se diz surpresa com a extinção do projeto pela Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio, divulgada recentemente pela imprensa. Segundo a entidade representativa dos provedores de internet, o governo do Rio de Janeiro “teria aceitado uma oferta da instalação de pontos de acesso 'gratuito' à internet em vários pontos do estado, sem deixar claro quais seriam as obrigações de cada parte envolvida”.

Para a Rede Global Info, a suspensão do projeto pode trazer prejuízos à universalização do acesso à internet e à informação. Para a entidade, se a gratuidade do acesso proposta pelo governo fluminense for aplicada sem regras claras poderá gerar custos elevados para o poder público e sair do controle da sociedade.

O projeto Rio Digital foi anunciado durante o 4° Fórum Seprorj, no ano passado e planejava atender todos os municípios fluminenses com acesso à internet banda larga num prazo de três anos. A Rede Global Info foi apresentada ao projeto por representantes do Sebrae/RJ, e para conquistar a oportunidade de apoio na implantação das ações da chamada última milha (a conexão entre os backhauls, que chegam até a entrada da cidade, e as casas e edifícios), deu início a elaboração de um plano de ação para estabelecer um acordo de intenções com o governo fluminense, representado pela Proderj (Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do Rio de Janeiro).

Para construir o Rio Digital o governo do estado previa o estabelecimento de uma Parceria Público-Privada (PPP) e o projeto seria coordenado pela Secretaria da Casa Civil, em conjunto com a Proderj e a Secretaria de Planejamento e Gestão. “O objetivo inicialmente anunciado era o de não apenas criar redes digitais, mas também o de gerar desenvolvimento sustentável e oferecer conteúdo para capacitação de mão-de-obra em todo o Rio de Janeiro”, lembra Jorge de La Rocque, presidente da Rede Global Info. “Com o anúncio do término da parceria por parte do governo, tudo isso vai por água abaixo”, afirma o executivo.

La Rocque lembra que a própria presidente do Proderj, Tereza Porto, reconheceu que envolver os indivíduos no projeto seria o mais difícil. Na ocasião, ela destacou que o grande desafio seria conseguir a participação da coletividade e fazer com que as pessoas realmente se apropriassem das novas tecnologias oferecidas para criarem seus próprios negócios, buscarem aprimoramento profissional e interagirem mais com o governo.

O presidente da rede nacional de provedores lembrou ainda que a proposta havia surgido porque verificou-se grande dificuldade de sustentabilidade da rede de compartilhamento de acesso sem a participação da iniciativa privada, por isso a idéia das PPPs.

Para garantir a sustentabilidade, o Proderj estudava criar um fundo que receberia os recursos correspondentes ao que atualmente são gastos pelo governo fluminense com a Infovia RJ, que atende aos seus órgãos públicos e a sua própria rede de telecomunicações. A operação da infra-estrutura poderia ser mantida pela receita do estado e pela receita oriunda da exploração comercial da rede para as municipalidades e os cidadãos.

A Proderj seria o órgão jurídico responsável pela gerência do projeto e o financiamento ficaria por conta da iniciativa privada, incluindo recursos resultantes da oferta dos serviços, sendo uma parte com a compra garantida pelo governo do estado do Rio de Janeiro e a outra pela exploração comercial aos usuários finais.

Para obter mais detalhes pelos quais o governo do Rio de Janeiro optou pela anulação de sua participação no projeto, a Rede Global Info solicitou uma audiência ao secretário de Ciência e Tecnologia do estado do Rio, Alexandre Cardoso, intermediada pelo deputado Alcebíades Sabino dos Santos (PSC-RJ). “Esperamos esclarecer o Secretário sobre a importância da manutenção da parceria com a iniciativa privada e a sociedade civil para a construção do Rio Digital, para que se torne um modelo para a inclusão digital em todo o Brasil”, afirma La Rocque.

Notícias Inauguração da Campus Party tem samba, vaias e performance de Gil

O evento de tecnologia Campus Party estreou oficialmente na noite desta segunda-feira (11) no parque Ibirapuera (zona sul de SP). Bateria de escola de samba, passista, instrumentos de música eletrônica e um robô foram as atrações oferecidas na cerimônia de inauguração.

O ministro Gilberto Gil (Cultura), e o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), marcaram presença após as 23h. Gil improvisou uma performance com o instrumento eletrônico reactable (utilizado, entre outros, pela cantora Björk) e com a percussão da Nenê de Vila Matilde.

Tentou inserir na brincadeira a letra da música 'Baião' (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira), sem sucesso, mas agradou aos presentes. Discursou defendendo o software live e a politização das novas tecnologias.

Fora do palco, foi interpelado por jovens sobre a proibição da venda do jogo Counter Strike pela Justiça. Pediu para que os presentes reclamassem . Para o juiz responsável pela medida, os jogos 'trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social'.

Já Kassab teve uma recepção que começou entre a frieza e as vaias. Só no fim da cerimônia recebeu algumas palmas. Nas duas primeiras vezes em que foi anunciado, alguns jovens –e até mesmo a organização da Campus Party, que é patrocinada pela Prefeitura– agiram com hostilidade.

Após anunciar seu nome, Sérgio Amadeu, diretor de conteúdo da Campus Party, admitiu no alto-falante: 'Falei exatamente para ele ser vaiado.' Quem também ficou entre as vaias e as palmas foi Antônio Carlos Valente, presidente da maior patrocinadora da empreitada de cerca de R$ 10 milhões, a Telefônica.

Quando foi convidado ao microfone, Kassab evitou se estender e apenas elogiou a festa. À Folha Online, o prefeito não quis comentar uma hipotética candidatura nas eleições municipais deste ano. 'Vamos definir isso até junho', afirmou.

Kassab também demonstrou pouca intimidade com o tema do evento. Em tom de pilhéria, alguém perguntou se ele tinha Geraldo Alckmin em seu Orkut. 'Não', disse o prefeito, rindo, mas com cara de que não sabia do que se tratava. Questionado sobre o que faz na internet, arriscou: 'Uso o Speedy.'

Discurso infeliz mesmo foi o do alardeado robozinho Quasi. Ele foi o responsável pela contagem regressiva para a inauguração oficial da Campus Party, à meia-noite. Sua primeira frase: 'Ouvi dizer que há meninas bonitas no Brasil e vim ver se é verdade.'

Enquanto a festa acontecia num palco instalado dentro do prédio da Bienal, alguns jovens não se desgrudavam de seus PCs na 'arena'. O Counter Strike, que a essa altura deveria estar no limbo dos games da década passada, rolou solto.

Até o começo da madrugada desta terça-feira, cerca de 2.800 pessoas já tinham passado pelo prédio da Bienal. Destas, 64 foram parar no posto médico com dores de cabeça e enjôos.

UE dá prazo para operadoras baixarem tarifas na Europa

A União Européia (UE) está empenhada em reduzir substancialmente as tarifas de roaming entre seus países-mebro para SMS e conexões à internet móvel. "As tarifas de SMS e dados móveis na UE para usuários que precisam viajar a negócios ou a turismo não devem ser tão mais caras do que o custo nos países em que residem", afirmou a comissária da Sociedade da Informação e Meios de Comunicação, Viviane Reding. Segundo ela, as tarifas devem ser estabelecidas como se todos os países da UE fossem apenas um, contabilizando a mais apenas o custo efetivo de operação das teles no roaming internacional na região.

A comissária revelou ter se reunido na manhã desta segunda-feira, 11, em Barcelona, com representantes das operadoras europérias através da GSM Association e estabeleceu o dia 1º de julho deste ano como prazo final para que as teles apresentem claramente um plano para redução das tarifas de roaming de dados. Depois de apresentar o planejamento para queda de preços das tarifas, a Comissão deverá estabelecer ainda um cronograma com tempo suficiente para as teles se adaptarem.

Abordagens diferentes

Na visão da comissária, o mercado de SMS já está maduro o suficiente para que as tarifas de roaming entre os países contemplem apenas o acréscimo dos custos efetivos de operação das teles. Por outro lado, a conexão de dados móveis ainda é um mercado em desenvolvimento e que só não é maior em volume por conta das tarifas de roaming. "Achamos que os órgão reguladores ainda não devem intervir muito, mas há três melhorias que as operadorem devem implementar até 1º de julho: colocar em sites da internet de forma clara as tarifas de roaming de dados para que os usuários não tomem mais sustos quando a fatura chegar; estabelecer pelo menos um pacote de roaming de dados com tarifa única para todos os países da UE; e, o mais importante, a redução de tarifas é imperativa.

Voto de confiança

O prazo dado para as teles foi definido por Viviane como um voto de confiança. "Já indicamos o caminho, agora é com a indústria dar os passos necessários para quebrar essa barreira que impede que o roaming de dados cresça. Estamos confiantes, mas se o movimento não ocorrer espontaneamente, a Comissão poderá impor uma regulamentação para que isso aconteça".