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Falta de concorrência na transmissão de TV prejudica torcedores

Na semana passada, a Secretaria do Direito Econômico (SDE) do governo federal condenou o atual modelo de venda dos direitos de transmissão dos campeonatos administrados pela CBF – Confederação Brasileira de Futebol, que permite que uma emissora possua exclusividade na transmissão dos campeonatos. Analisados os contratos de venda dos direitos de televisão e outras mídias, foi divulgado um relatório que recomenda a superação do atual modelo. Afirma a SDE que a responsabilidade última pela ausência de concorrência é dos clubes, que não intervêm no processo. Afinal, diz o órgão, as emissoras somente apresentam suas propostas a partir das regras estabelecidas.

A história dos direitos de transmissão dos campeonatos, entretanto, é pouco conhecida dos principais interessados, os torcedores de futebol. E, entre algumas evidências e umas e outras suposições, não há como negar a estranha ligação entre a Rede Globo, a CBF e o Clube dos 13, que garante à primeira o direito de exclusividade nas transmissões dos principais campeonatos de futebol pelo Brasil. A história é recheada de fatos, mas o resultado é sempre o mesmo: o descaso com o torcedor, que é refém dos horários da televisão quando vai aos estádios e, ao decidir assistir aos jogos em sua casa, não pode optar onde assisti-la e tem que esperar até 21.40 para, enfim, acompanhar a partida, sem saber se conseguirá ver o seu final, haja visto o horário de seu encerramento.

Segundo o clube dos 13, entidade composta pelos principais clubes do país e que representa os seus interesses, o contrato que garante exclusividade na transmissão do Campeonato Brasileiro dura 3 anos, e o que está em vigor encerra-se com o campeonato deste ano. Por isso, na sexta-feira, 14 de março, a entidade enviou uma carta às emissoras, com as regras para a concorrerem aos direitos de transmissão dos próximos campeonatos. Obtido os direitos, a emissora vencedora poderá repassá-los à outra televisão, mediante um contrato, que este ano deverá  ter a anuência do Clube dos 13.

Em 2006, a Record, que havia reformulado sua equipe esportiva, ao trazer da Bandeirantes o narrador Éder Luís e o comentarista Neto, desistiu de negociar com a Globo (dona dos direitos) por não aceitar a principal imposição da emissora do Jardim Botânico, que era de que a Record transmitisse as mesmas partidas que a Globo, quando sua vontade era a de transmitir jogos diferenciados e possibilitar que torcedores de outras equipes pudessem assistir às partidas de suas equipes, atraindo assim a audiência de outro núcleo de torcedores.

Cláusula de preferência

A Record não se interessou em concorrer pelos direitos com a Globo, alegando que há uma cláusula que permite à atual transmissora cobrir qualquer oferta dentro de período de um mês, informação confirmada pelo Clube dos 13. Segundo informou a assessoria da Record, a emissora disputaria os direitos com a Globo caso valesse a maior oferta, como acontece  nas disputas pelos direitos de transmissão de eventos esportivos em todo o mundo. Dessa forma, a Record abandonou a luta antes mesmo de iniciá-la, deixando o caminho aberto para a emissora carioca.

Mesmo assim, a emissora de Edir Macedo não se considera desfalcada no ramo esportivo, pois conquistou recentemente a exclusividade na transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres, 2012, e dos Jogos Olímpicos de Inverno de Vancouver, em 2010. Além disso, a Record transmite o principal campeonato europeu de futebol, a Champions League (que nunca interessou à Globo), e a Eurocopa.

Mas não é apenas a disputa na TV aberta que está em jogo. A televisão por assinatura e os direitos denominados de Pay-Per-View atraem os esforços da Globosat (empresa das Organizações para a produção de conteúdo na TV paga), que deseja comprá-los para exibir as partidas tanto no canal Sportv quanto no Premiere Futebol Clube. No Pay-Per-View, A Globosat foi a única a apresentar proposta, mas para a transmissão por assinatura a Globo enfrenta a concorrência da ESPN Brasil.

Carlos Maluf, gerente de aquisições da ESPN Brasil, afirma que, ao contrário do que foi divulgado, a ESPN Brasil não almeja direitos exclusivos. “Não estamos buscando exclusividade do campeonato para TV por assinatura, mas sim exclusividade de dois jogos por rodada para o canal”, informou. Questionado se as exigências que afastaram a Record atrapalhariam a relação com a Globosat, Maluf afirma que está disposto a dialogar.

Torcedor refém

Ecoam nos estádios reclamações sobre os horários das partidas noturnas. Afinal, todos sabem que o motivo da espera não está ligado ao espetáculo, mas sim ao final das novelas globais. Dessa forma, soado o apito do juiz indicando o fim da partida, inicia a jornada de retorno ao lar para muitos torcedores, que costuma terminar madrugada adentro. Uma partida iniciada após a novela acaba praticamente meia-noite, horário em que os transportes coletivos vivem suas últimas atividades do dia. Ou seja, ônibus escassos, metrô fechado, e a falta de segurança são algumas das dificuldades que o torcedor haverá de enfrentar.

As tabelas dos campeonatos são elaboradas pela CBF, a Confederação Brasileira de Futebol. Porém, a emissora que detiver os direitos de transmissão certamente colocará os dedos na tabela e decidirá os horários das partidas como a convir. O Observatório do Direito à Comunicação questionou o gerente de aquisições da ESPN Brasil sobre o fato. “A ESPN entende as dificuldades e se preocupa com isso. Cada emissora busca o melhor para sua grade de exibição, pois está no seu direito pedir, mas cabe negociar com as autoridades, confederações, etc, a melhor opção para todas as partes”, explicou Carlos Maluf.

Regras passam a valer em todo país a partir do dia 8

Faltando uma semana para encerrar o prazo prolongado concedido pelo Ministério da Justiça para que as emissoras de TV adaptassem suas transmissões aos diferentes fusos horários vigentes no país em função da classificação indicativa dos programas, declarações de ambos os lados dão conta de que no dia 8 de abril a Portaria 1.220/07 entrará plenamente em vigor. O ministério garante que não haverá novas prorrogações, uma vez que entende ter sido suficiente o tempo que as emissoras tiveram para eventuais ajustes técnicos. Já a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) afirma que não pedirá outro adiamento, mas segue questionando o mérito da portaria no que diz respeito à vinculação da classificação ao horário de exibição.

A saga da classificação indicativa conta com uma portaria promulgada em fevereiro de 2007 e suspensa logo em seguida por decisão do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) em favor de ação movida pela Abert. Na ação, os empresários afirmavam que os artigos da portaria que vinculavam o horário de um programa à idade recomendada equivaleria a uma proibição de exibição, ou seja, ao invés de "indicativa" a classificação passava a ser "proibitiva".

Após nova rodada de negociações frustrada com os empresários, o MJ publicou a versão definitiva das regras da CI em julho do ano passado, mantendo a previsão da vinculação entre a classificação e a hora de exibição, respeitados os fusos horários. Ou seja, um programa classificado para maiores de 12 anos só pode ir ao ar após as 20h; para maiores de 14, só depois das 21h; para maiores de 16, às 22h e na faixa de 18 anos, somente depois das 23h, sempre de acordo com o horário local.

No novo texto, as emissoras ganharam 180 dias para adaptar a grade de programação à nova regra. Passados os seis meses, em janeiro, o ministério concedeu mais 90 dias às TVs, prazo que termina no próximo domingo, dia 7. No dia 8, todas as emissoras dos estados do Norte (à exceção da porção leste do Pará), do Mato Grosso e do Mato Grosso do Sul deverão ter adaptado suas transmissões ao horário local.

"Não trabalhamos com outra data", afirma o secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior. Segundo o secretário, quando a prorrogação foi concedida, levou-se em consideração as solicitações de parlamentares da região e dos empresários, que alegaram dificuldades técnicas. O prazo de agora, ainda segundo Tuma, é considerado suficiente para superá-las.

De acordo com Flávio Cavalcanti Júnior, diretor-geral da Abert, as emissoras compreenderam que o debate sobre a vinculação está esgotado neste momento e que, portanto, as adaptações eram inevitáveis. "Seguimos não concordando, mas estamos prontos", disse Cavalcanti. "Não desistimos de convencer as pessoas de que a portaria é inócua, porque as pessoas vão migrar para a antena parabólica para continuar recebendo a programação no mesmo horário de antes. Se é que isso (a classificação) resolve e melhora alguma coisa, vai proteger só uma parte das crianças do Norte."

O argumento da migração diz respeito especificamente às regiões com fuso horário diverso do de Brasília. Embora esta tenha sido a briga comprada pelas emissoras desde julho, as declarações de Cavalcanti deixam claro que a Abert não concorda com a discussão de fundo da classificação indicativa. "O argumento a favor da portaria diz que ela está baseada no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Nós estamos amparados na Constituição, que diz que a classificação é meramente indicativa", comentou.

O secretário Tuma Júnior é categórico ao afirmar que não há nenhuma indicação do Ministério da Justiça para rever a portaria. "Retroceder, jamais. A classificação indicativa é uma previsão da Constituição e do ECA", disse. Tuma Júnior defendeu inclusive o aprimoramento do dispositivo de vinculação do horário à classificação. "Temos de passar a dizer que o que vale é o horário local, para dar conta também do horário de verão."

Fusos e grades

O Observatório do Direito à Comunicação entrou em contato com as cinco grandes redes nacionais de TV – Globo, Record, SBT, Bandeirantes e Rede TV! – para averiguar o estágio das adaptações das programações aos fusos horários do Norte e Centro-Oeste. Record e Rede TV! não deram retorno à reportagem até o fechamento desta matéria. No SBT e na Bandeirantes, os ajustes serão poucos.

Segundo Murilo Fraga, diretor de programação da Band, a programação da emissora praticamente não enfrenta limitações de horário por conta do seu conteúdo. “No caso da nossa sessão de cinema às quintas-feiras, quando for programado um filme classificado para as 22h, por exemplo, exibiremos um outro título nas regiões com diferença de horário.”

No SBT, a programação será toda gravada e transmitida uma hora depois, inclusive os telejornais. Além disso, haverá uma inversão entre a novela Lalola, classificada para 12 anos, e a série “Eu, a patroa e as crianças”. No Acre, onde a diferença em relação à Brasília é de duas horas, a grade de programação terá uma hora a mais de programação local, para que o estado possa receber o mesmo sinal de Manaus. As mudanças passam a ser testadas a partir de hoje (31).

A TV Globo respondeu que ainda estuda as possibilidades de ajuste. A maior empresa de comunicação do país enfrenta um dilema. Para manter intacta a sua grade de programação no horário nobre (novelas e Jornal Nacional), a Globo precisaria gravar os jogos de futebol e transmiti-los uma ou duas horas depois.

A idéia de que os estados com fuso horário diferente sairiam perdendo em informação e simultaneidade é um dos argumentos mais usados pelas emissoras e pela Abert contra a Portaria 1.220. Porém, o secretário Romeu Tuma Júnior reforça que esta é uma escolha a ser feita pelas próprias emissoras. “Dizer que os estados com fuso horário diferente só vão poder assistir programa gravado é uma distorção. O futebol não tem classificação e telejornal não tem classificação, portanto podem passar na mesma hora para todo o Brasil.”

Ministério Público quer agilizar autorização de rádios comunitárias

Nos últimos dois anos o Ministério Público Federal (MPF) investigou a situação dos processos administrativos de autorização do serviço de radiodifusão comunitária no Estado. Nesta investigação, ficou constatado que a União, mais precisamente a Secretaria de Serviços de Comunicação Eletrônica do Ministério das Comunicações, emperra sem razão o andamento de milhares de pedidos de autorização de funcionamento de rádios comunitárias em todo o Brasil.

Para se ter uma idéia, em 07 de abril de 2006, dos 17.280 pedidos que tinha dado entrada no Ministério das Comunicações, 5.440 (31,5% do total) estavam ainda na primeira etapa do procedimento de outorga do serviço – no chamado "Cadastro de Demonstração de Interesse – CDI", ainda aguardando a publicação do aviso de habilitação. Dessas, apenas 1.877 rádios comunitárias (10,9%) haviam recebido a autorização definitiva de funcionamento.

Essa investigação resultou em uma Ação Civil Pública do MPF, com pedido de liminar, impetrada pelo procurador da Procuradoria da República no Piauí, Kelston Lages, contra a União e a Agência Nacional de Telecomunicações. O objetivo da Ação é fazer com que a União, em observância ao devido procedimento de autorização para exploração de radiodifusão responda em tempo verdadeiramente razoável os pedidos de autorizações dos interessados ao uso do sistema de radiodifusão comunitário.

No pedido, o MPF requereu a concessão de tutela antecipatória para o fim de ordenar a União e a Anatel que apreciem no prazo não superior a 30 dias, os processos de pedidos de autorização feitos pelas entidades comunitárias do Estado do Piauí há mais de 18 meses. Pediu também a procedência da Ação na sua totalidade, com a imposição na obrigação de fazer à União e a Anatel para que estas apreciem os processos de outorga de serviço de radiodifusão no Piauí dentro do prazo máximo de 18 meses, conforme dispõe a Lei que regulamenta todo o rito do processo, obedecendo esse prazo em relação aos pedidos que ainda não completaram tal duração, assim como as novas petições de autorizações que forem propostas.

Para Kelston Pinheiro Lages, essa morosidade da União acaba por gerar descrença nas instituições e, inegavelmente, fomenta as práticas clandestinas de radiodifusão comunitária. "Não é de se admirar que existam tantos e tantos procedimentos administrativos que tramitaram ou ainda estão em trâmite na Procuradoria da República no Estado do Piauí", frisou.

De acordo com o Sistema de Acompanhamento de Procedimento Administrativo da Procuradoria da República no Piauí, a instituição já instaurou 202 procedimentos administrativos envolvendo rádios comunitárias irregulares; desses, alguns foram arquivados e outros encaminhados à Policia Federal para abertura de inquérito policial com o objetivo de apurar a existência de crime contra as telecomunicações. Atualmente, 11 ainda estão em tramitação no Ministério Público Federal, só no Piauí.

"Sabemos que o procedimento para a outorga do serviço de radiodifusão comunitária é burocrático e relativamente longo, mas não a ponto de justificar a demora excessiva do Poder Público em dar-lhe desfecho, o que inexplicavelmente vem acontecendo em todo o Brasil", disse o procurador da República.

Consulta processual realizada no banco de dados da Seção Judiciária do Piauí disponível em seu sítio virtual revelou a existência de diversos processos judiciais envolvendo associações de radiodifusão comunitárias em funcionamento indevido por falta de autorização do poder concedente.

Kelston Lages acredita que a demora excessiva no processo de apreciação dos pedidos de outorga causa insegurança jurídica, provocando inconformismo social e descrédito nas instituições, o que acaba por incentivar e estimular o funcionamento clandestino das rádios comunitárias. Esse fato, segundo o procurador, gera um ciclo de gastos, conflitos e inconvenientes, tais como diligências para fechamento de rádios, inquéritos policiais, processos judiciais, sem falar em riscos para a segurança das comunicações e do espaço aéreo.

"Todos esses fatores só tendem a se agravar com a chegada da processo eleitoral, nas eleições municipais deste ano, com a utilização das rádios 'clandestinas' para fazer propaganda eleitoral, quebrando assim a isonomia do pleito. Isso vem mais uma vez a exigir das instituições maiores ações com alto custo para toda a sociedade", argumentou Kelston Lages.

O procurador da República explica que é dever da União zelar pela realização de um procedimento célere, público e impessoal de outorga de rádios comunitárias, a fim de proporcionar a plena realização do direito fundamental à comunicação assegurado na Constituição Federal. Ele também não entende por quê em determinadas localidades onde não existe o interesse em disponibilizar o sinal para radiodifusão, a União, ao invés de arquivar os processos e dar uma resposta aos cidadãos, deixa-os esperando desnecessariamente.

Governo quer retomar licitação dos notebooks em três meses

O Ministério da Educação está elaborando um novo termo de referência para que  governo possa retomar a licitação dos 150 mil notebooks dentro de no máximo três meses, informou hoje o coordenador de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, durante o 13º Encontro Tele.Síntese, promovido pela Momento Editorial.

Segundo ele, o governo já se convenceu que não será possível chegar ao preço de US$ 100, conforme havia sido prometido pelo professor  Nicholas Negroponte, mas irá modificar algumas  exigências estabelecidas no edital do ano passado, que acabou cancelado, visando a redução do preço a ser praticado.

Entre as mudanças, o MEC deverá reduzir o prazo da garantia (estava-se pedindo garantia de três anos) e modificar as exigências  de  entrega dos equipamentos. No primeiro edital, a empresa vencedora teria que entregar os equipamentos em todo o território brasileiro, e agora ela deverá entregar em um único ponto e o governo irá  se encarregar de distribuir as máquinas.

Backhaul é a espinha dorsal para o Plano Nacional de Banda Larga, diz Alvarez

No próximo dia 8 de abril, o presidente Lula deverá assinar o decreto com as novas metas de universalização das concessionárias de telefonia fixa, e lançar o programa de banda larga para as 55 mil escolas públicas do país. Segundo o coordenador de inclusão digital do governo, Cezar Alvarez, essa iniciativa é o primeiro passo para a construção do Plano Nacional de Banda Larga. “O backhaul é a espinha dorsal do Plano Nacional de Banda Larga”, afirmou ele, lembrando que as escolas contarão com 1 megabit de acesso contratado até o ano de 2025.

Alvarez, que participa do 13º Encontro Tele.Síntese, para discutir as “alternativas para massificar a oferta de banda larga no país”, conclamou os representantes do setor – operadores de telefonia fixa e móvel, prestadores de serviço e indústria – a formularem um projeto , juntamente com o poder público, com vistas à ampliação da  infra-esrutura nacional de telecomunicações. “As empresas têm que ir para além dos 100 municípios ricos brasileiros”,  provocou.  Ele entende que a redução do preço é uma das condições para a massificação da banda larga no país.

“Se a banda larga vai chegar nas escolas, porque não pode chegar na prefeitura, na oficina mecânica, na pequena empresa de cada município brasileiro?” indagou. Para ele é importante, então, que se crie um plano estratégico com metas de curto,médio e longo prazos.  Nesse plano, ele entende que algumas questões terão que ser respondidas, como se o país deve promover separação entre a infra-estrutura e a prestação do serviço; acelerar o unbundling ; ou mesmo transformar a oferta de banda larga em um serviço público. “É importante lembrar que, recentemente, e Europa reduziu de 25 para oito os mercados de telecomunicações que devem  ser mantidos sob controle das agências reguladoras , e a banda larga continua a ser um deles”, concluiu.