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Greve geral na Espanha afeta emissoras de TV e os principais jornais do país

A greve geral na Espanha contra reforma de leis trabalhistas atingiu os meios de comunicação de todo o país. A transmissão das principais emissoras de TV e a  produção e distribuição dos maiores jornais foram drasticamente afetadas.

Televisões regionais como a Telemadrid suspenderam o seu sinal logo depois da meia-noite da última terça-feira (28) e outras como a TV3, que transmite para a região da Catalunha, e a Cana Sul, que cobre Andaluzia, sofreram cortes em sua programação. Durante a greve, segundo anunciaram outras emissoras, a grade deve ser alterada.

Todos os jornais editados na capital Madrid foram às bancas com um número de páginas reduzido, como nos casos do El País e La Razón, que só apresentaram 32 de suas tradicionais quarenta páginas.

Não bastando a paralisação propriamente dita, os piquetes em frente aos jornais afetaram a distribuição. Em Madrid, uma mulher que integrava uma manifestação dos grevistas foi atropelada nas primeiras horas da noite, na saída de uma distribuidora de jornais, segundo informa a agência AFP.

Convocada pelos sindicatos Comissões Obreiras (CCOO) e a União Geral dos Trabalhadores (UGT), a greve geral espanhola é a sétima que ocorre no país desde a retomada do regime democrático, em 1977.        

EBC realiza cobertura integrada das Eleições 2010

Neste domingo, após o encerramento da votação, às 17hs, a TV Brasil dará início à sua programação especial de acompanhamento e análise da apuração oficial das eleições 2010 pelo TSE. O cientista político Marcos Coimbra, diretor do Instituto Vox Populi, participará do estúdio da TV Minas,emissora da Rede Pública de Televisão, em Belo Horizonte. Em Brasília, o apresentador Lincoln Macário receberá os cientistas políticos Luciano Dias, do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos- IBEP, Leonardo Barreto, da Universidade de Brasilia, Fabiano Santos, da Associação Brasileira de Ciência Política, de Antonio Carlos de Queirós, diretor do DIAP. Participam ainda os jornalistas Luiz Carlos Azedo, do Correio Braziliense e Tereza Cruvinel, da TV Brasil.

Em São Paulo, Florestan Fernandes terá no estúdio o cientista político Fernando Abrúcio (USP) e a historiadora Maria Aparecida Aquino (USP). No Rio de Janeiro, a apresentadora Luciana Barreto terá a companhia dos jornalistas Ancelmo Gois, de O Globo, e Mauricio Dias, da revista Carta Capital, e também a participação do cientista político Marcos Figueiredo, do Iuperj.

Um exclusivo sistema de processamento da apuração a partir dos números do TSE foi desenvolvido pela área de tecnologia da Empresa Brasil de Comunicação – EBC e permitirá que todos os canais públicos geridos pela empresa ofereçam informações seguras ao cidadão, no menor tempo possível. Os números fornecidos por este sistema é que serão comentados e analisados ao vivo, durante o painel ao vivo que terá início a partir das 17 horas, quando serão fechadas as urnas e divulgados os resultados das pesquisas de boca de urna.

Cobertura integrada das mídias públicas EBC

O mesmo sistema de processamento da apuração será utilizado pela cobertura da Agência Brasil, que tem seus conteúdos de livre acesso utilizados por dezenas de publicações regionais e nacionais, e pelas oito emissoras de rádio da EBC.

A diretora de Jornalismo, Nereide Beirão, destaca o trabalho realizado para a produção de uma cobertura integrada, em que a TV Pública, a agência e as rádios somarão esforços para multiplicar a produção e a difusão das informações. Repórteres de todas estas mídias públicas da EBC cobrirão as eleições na maioria das capitais brasileiras, entrando com flashes e matérias ao vivo a partir de sábado. As 22 emissoras da Rede Pública de Televisão retransmitirão a cobertura e dela participarão com matérias de seus estados para a cobertura nacional. Os movimentos dos candidatos a presidente terão cobertura especial e permanente. As rádios EBC oferecerão 15 horas de cobertura e acompanhamento do pleito, transmitindo, a cada hora, 40 minutos de noticiário especial.

Uma rede será formada pela Rádio MEC do Rio de Janeiro, com a Rádio Nacional de Brasília e as Rádios Nacional da Amazônia e do Alto Solimões.

O canal NBR e a TV Brasil Internacional também se juntarão à Rede Pública de Televisão, transmitindo a programação especial da TV Brasil para acompanhamento da apuração.

Como acessar ou sintonizar os canais EBC:

 

TV Brasil – (www.tvbrasil.org.br/webtv).

Sinal aberto:

Brasília – canal analógico 2, canal digital 15

Rio de Janeiro – canal analógico 2, digital 41

São Paulo – canal analógico 62, digital 63

São Luiz do Maranhão – canal analógico 2

TV por assinatura – Net 16, Sky 116.

Antena Parabólica:

Analógica-Freq.3750 – Banda L – 1.400 -Polarização: Horizontal

Digital-Freq.3656-Polarização Vertical – Symbol Rate: 3930 – FEC: ¾

TV Brasil Internacional

África – Canais Multichoice

Web – www.tvbrasil.org.br/internacional

TV NBR

Todas as operadoras de TV por assinatura ou pela parabólica.

Agência Brasil

www.agenciabrasil.ebc.com.br

 

O material jornalístico da Agência Brasil, das rádios e da Radioagência Nacional (www.radioagencianacional.ebc.com.br) é de livre acesso e reprodução, desde que citada a fonte. Estará disponível em espanhol, francês, inglês e tikuna, língua indígena.

Frequências das Rádios EBC: Nacional AM/Brasília 980 kHz e FM Brasília 96,1 MHz, Nacional da Amazônia OC 11.780 kHz e 6.180 kHz, Nacional do Alto Solimões AM 670kHz e FM 96,1 MHz.

Governador do MS pode ser cassado por usar a mídia a seu favor

A coligação "A Força do Povo", que apoia a candidatura de Zeca do PT ao governo do Mato Grosso do Sul, requisitou, na última sexta-feira (24), ao Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-MS), a cassação do registro da candidatura do governador André Puccinelli (PMDB) – que concorre à reeleição – por suposto uso indevido dos meios de comunicação e abuso de poder político.

 

A ação tem finalidade dupla: caso seja julgada antes da eleição, a coligação requisita que a candidatura seja cassada; se for eleito, que seja afastado do governo.

A coligação, representada pelo advogado Valeriano Fontoura, argumenta que 18 veículos do MS, supostamente beneficiados por financiamento do governo do estado, promovem campanha contra o candidato petista e enaltecem Puccinelli.

Além da impugnação da candidatura e, eventualmente, do governo de Puccinelli, a coligação requisita sua inelegibilidade por oito anos e também de sua vice, Simone Tebet.

A ação questiona os jornais impressos A Crítica, Folha do Povo, Diário MS, Boca do Povo, Tribuna Livre Paranaíba, Folha do Norte, O Progresso, Jornal de Domingo, Imagem Nova Andradina, Notícias do Estado, O Pantaneiro, O Porta Voz, O Estado e MS Notícias e os sites noticiosos MS Notícias News – RBB Comunicação, Aquidauana News, Portal Jornal do Povo Três Lagoas e Campo Grande News.

"O 'apoio' que vem sendo dado pelos jornais mencionados à candidatura dos investigados transcende os limites da crítica jornalística e mera manifestação de opinião, descambando para a propaganda eleitoral subliminar, e isso é constatável por qualquer cidadão de inteligência mediana que se dedicar à leitura dos jornais", acusa coligação "A Força do Povo". Além dos 18 veículos, a ação questiona a postura do programa "Tá na Rua", comandado pelo vereador Vanderley Cabeludo (PMDB).

O advogado da coligação pede, ainda, que o governo do MS apresente cópias dos contratos estabelecidos com os veículos de comunicação citados na ação.

Em entrevista ao Portal IMPRENSA, Fontoura afirma que a escassez de aporte publicitário no MS acaba minando a isonomia dos veículos, uma vez que dependem da verba estatal.

"A economia gira em torno do serviço do governo, o estado se torna, então, o grande fomentador de mídia", explicou o advogado.

O assessor de imprensa de Puccinelli, Guilhermo Filho, declarou à reportagem que o governador entregou o caso aos seus advogados e que responderá as acusações na Justiça. "São alegações absurdas", comentou Filho.

Ex-prefeito tenta apreender exemplares de jornal do ABC que apontava irregularidades

 

Na última terça-feira (28), a Justiça Eleitoral rejeitou pedido de apreensão dos 35 mil exemplares da edição 249 do jornal ABCD Maior impetrado pelo candidato a deputado federal William Dib (PSDB), ex-prefeito de São Bernardo do Campo (SP). 

O candidato requisitou ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) a apreensão de todas as cópias da publicação bisemanal em razão de uma matéria sobre o pedido da Prefeitura de São Bernardo para que Dib, e dois de seus auxiliares, Wilson Narita Gonçalves e Walter Cordoni, devolvam R$ 160 milhões. O ex-prefeito exigiu, ainda, direito de resposta à matéria. 

A reportagem apresentava pedido de ressarcimento do Ministério da Saúde baseado em parecer do Departamento Nacional de Auditoria/SUS (Denasus), que apontou irregularidades na contratação da empresa Home Care Medical Ltda durante a gestão de Dib, que teve Narita e Cordoni como secretários de Saúde. 

No entendimento do juiz auxiliar Mário Deviene Ferraz, a "matéria considerada ofensiva [por Dib] implica em exame amplo de fatos e documentos, inviável de ser feito neste juízo de cognição sumária". Para o magistrado, a reportagem utilizou-se dos preceitos de liberdade de expressão e direito de crítica característicos da imprensa. 

 

Visita do delegado à redação 

 

 

No dia anterior à publicação da matéria – segunda-feira (27) – o delegado do 1º Distrito Policial de São Bernardo do Campo, Dr. Victor Lutti, fez contato por telefone com a redação do ABCD Maior indagando sobre as informações a respeito de Dib.

Walter Venturini, diretor de redação do ABCD Maior, relatou ao Portal IMPRENSA que o delegado se apresentou como amigo de Dib e ofereceu-se como mediador. "Mais tarde, ele [o delegado] veio até a redação e, na condição de cidadão, queria facilitar o contato com o Dib", contou Walter. 

Lutti estava acompanhado da advogada Elizabeth Sibinelli Spolidoro, que apresentou a versão do ex-prefeito ao ABCD. No outro dia, porém, a mesma advogada assina o pedido de apreensão dos exemplares do jornal, que incluíam na matéria o relato de Dib.

Ao Portal IMPRENSA, Dr.Victor Lutti negou ter se apresentado como amigo do ex-prefeito e frisou que sequer o conhecia pessoalmente, bem como à sua advogada. "Não conhecia nem ela e nem o cliente dela", afirmou. "O vínculo que eu tinha com ele era o de um delegado que trabalhou na cidade enquanto o Dib era prefeito e só", acrescentou. 

O delegado relatou que acompanhou a advogada à redação à pedido dela, que suspeitava de um crime eleitoral contra seu cliente. E que a ligação relatada por Walter foi, na verdade, um pedido de autorização para ir à sede do jornal. "Uma vez feitas as exposições de ambas as partes, deixei o local por achar que, efetivamente não tinha crime nenhum a ser esclarecido", conta. 

Questionado se era padrão o procedimento adotado por ele, Lutti sublinhou "não ser fora do normal". Por fim, afirmou não ter nada contra o ABCD Maior, "inclusive", ressaltou, "tratasse de um veículo sério, que eu acompanho, de um trabalho correto; não é imprensa marrom".  

Parceria da Sky com governo do Rio é ilegal, diz Anatel

O governo do Estado do Rio Janeiro e a empresa Sky lançaram uma parceria no último dia 14 de setembro que inclui a disponibilização de TV por assinatura a preços mais baixos para moradores das comunidades atendidas pelas Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). No entanto, mesmo usando a justificativa de ser uma política social, o serviço da Sky é considerado ilegal pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) por praticar preços discriminatórios.

O programa das UPP's é carro-chefe da gestão do governador Sérgio Cabral (PMDB) e deve contribuir para sua reeleição. Já foram selecionadas dez comunidades cariocas, que totalizam cerca de 200 mil habitantes. A maioria delas é próxima aos bairros glamourosos ou com algum reconhecimento midiático, a exemplo da Cidade de Deus, primeira UPP atendida com a parceria com a Sky. 

As UPP's foram inseridas em áreas sob forte presença do crime organizado e a maior presença da polícia foi acompanhada pela retirada do "gatonet" (instalações clandestinas de TV paga). Devido aos altos preços, para a maioria dos moradores dos bairros populares nas grandes cidades brasileiras essa é a única opção para se ter o serviço. Na Cidade de Deus, o "gatonet" custava no máximo R$ 25. O governo diz que irá viabilizar o pacote da Sky por R$ 44,90, cerca de 80% mais caro que o pirata.

 

A secretaria de Assistência Social e Diretos Humanos confirmou que a cooperação, apenas com a Sky, não envolve contrapartidas.O Observatório do Direito à Comunicação não obteve informações sobre a forma como se deu a parceria, que aumentou o oligopólio na área de TV paga. A Net e a Sky juntas detém 82% do mercado brasileiro.

Por meio de sua assessoria, a Sky explicou que vai expandir a promoção apenas às comunidades onde existam as UPP's e confirmou que o pacote promocional trará retorno financeiro. Serão disponibilizados a população da Cidade de Deus 89 canais, 13 opções a menos que o pacote mais barato no site da empresa, que fica por R$ 69,90, sem equipamento. A assessoria também negou que a falta de segurança seja o principal motivo para não disponibilizar sua equipe técnica em bairros de baixa renda, mas admitiu que a questão influencia sua atitude.

Ilegalidade

A Anatel alega que não foi notificada oficialmente pela Sky, mas já avisou que a legislação tem de ser cumprida. Nesse caso, os Artigos 3º e 5º do Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes destacam ser dever da prestadora não praticar discriminação de qualquer tipo aos consumidores localizados na Área de Prestação do Serviço. 

A menos que haja alguma justificativa de ordem técnica, a agência reguladora ressalta que os diferentes planos de serviços disponibilizados pela prestadora devem ser oferecidos nas mesmas condições em todo território nacional onde ela chega.

Já o Plano Geral de Metas e Qualidade (PGMQ) de 2005 focaliza os argumentos do Regulamento de Proteção e Defesa dos Assinantes para locais específicos com infraestrutura urbanas deficiente, como as comunidades UPP's. No Art 6º do PGMQ consta como aspecto discriminatório não oferecer o serviço para todos aqueles que tenham interesse na TV por assinatura, mesmo em áreas urbanas deficientes sob parâmetro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Outros argumentos legais que enfraquecem a parceria do governo do Rio de Janeiro com a Sky são a Lei do Cabo e a Lei Geral de Telecomunicações (LGT). Ambas não consideram a TV por assinatura como serviço passível de universalização, o que significa a não adoção de subsídios dos governos para ser incorporado a maiores parcelas da população como justificativa de política social. As últimas ações do governo federal para as teles também não incluem o segmento nas metas de massificação, a exemplo da banda larga.

Especulação

O lançamento do pacote contou com a presença do diretor-executivo do Flamengo, Zico, a apresentadora Hebe Camargo e o cantor Mv Bill. A sede da UPP na Cidade de Deus foi bancada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e custou mais de R$ 1,5 milhão. A escolha do local via que o programa se consolide como ícone para diminuição da violência carioca para a Copa do Mundo de 2014 e, por tabela, as Olimpíadas de 2016.

Enquanto a parceria da Sky com o governo era anunciada com festa, o Conselho Regional de Corretores de Imóveis do Estado do Rio (Creci/RJ) promovia debate sobre a importância das UPPs no mercado imobiliário. O setor da construção civil constatou valorização imediata nas áreas no entorno de UPP's, como Botafogo e Tijuca.

TV Vidigal

A dificuldade no acesso à televisão também atinge os canais abertos no Rio de Janeiro. Na comunidade do Vidigal, a população não é atendida pelo serviço e estimulou o crescimento dos antenistas, que instalaram redes de cabos por toda comunidade e ofertam TV aberta e até canais fechados a preços populares (Sem cobertura legal, antenistas têm de buscar acordos com as operadoras). 

O presidente da Associação Brasileira das Empresas de Telecomunicações, Melhoramentos de Imagens e Atividades Afins (Abetelmim), Givander Silveira, ainda espera a legalização do serviço pela Anatel: "Tem que abrir o mercado para as pequenas competirem também. Só as grandes podem fazer tudo e nós não podemos fazer nada". Silveira entende que enquanto a Anatel não abrir o mercado, a pirataria irá continuar a se perpetuar pelo país.

Em resposta, a Anatel confirmou não haver legislação específica para os antenistas, o que torna a regulamentação do serviço inviável, e, com base na Lei do Cabo de 1995, citou: "V – Como consequência da lei de criação do serviço de TV a Cabo, novos sistemas de … DISTV, independentemente do tipo de comunidade a ser servida, não poderão ser instalados."