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EMI retira bloqueios digitais de suas músicas

A gravadora americana EMI está retirando os bloqueios digitais – programas antipirataria – para baixar suas músicas pela internet em páginas como iTunes.  A empresa, que é o terceiro maior selo da indústria fonográfica mundial, declarou que cada música de seu catálogo online será disponibilizado no formato "premium". Segundo a gravadora, o custo será maior e a qualidade será melhor do que nas faixas disponíveis atualmente e serão vendidas a partir de maio através da página iTunes da Apple.   

No programa da Apple, as faixas da EMI que não têm o programa de gerenciamento de direitos digitais (DRM) serão vendidas com o dobro da qualidade de áudio por US$ 1,29 (cerca de R$ 2,66).   

"Consumidores nos falam que estão preparados para pagar um preço mais alto por uma música que pode ser tocada em qualquer aparelho", declarou Eric Nicoli, diretor da gravadora, em uma entrevista concedida em Londres.   O diretor acredita ainda que a medida irá reduzir a luta da EMI contra a pirataria. "Temos que confiar em nossos consumidores. Sempre argumentamos que a melhor maneira de combater o tráfico ilegal é disponibilizar conteúdo legal a um custo decente e conveniente", afirmou.  

Para Jobs, muito em breve outras companhias seguirão o exemplo da EMI. "A coisa certa a fazer é derrubar muros que obstruíam a capacidade de atividade conjunta (entre o DRM e a música online livre do programa), retirando o DRM, e isto começa aqui, hoje", disse o presidente da Apple, Steve Jobs, que participou da entrevista em Londres.

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Medida Provisória altera destinação de recursos

Nem toda Medida Provisória (MP) é do bem. Ou melhor: numa democracia, nem toda MP é do bem para todos. Promulgada no último dia 16, a MP 358 alterou a destinação de recursos regrados pela lei 11.345 (que criou uma recente loteria esportiva, para alegria dos clubes), inclusive na forma como os clubes deveriam remeter recursos à segurança social (alterando artigos da lei 8.212). Alterou também algumas regras das leis 8.685 (audiovisual) e 8.313 (do Programa Nacional de Apoio à Cultura, Pronac). 

Embora esporte seja cultura, também vamos nos preocupar nesta matéria com os impactos dos artigos 3° e 4° da 358, ligados ao financiamento do audiovisual. 

Do bem, para os produtores 

É certo que alguns produtores de cinema devem ter aplaudido a MP, assinada por Lula e, no Ministério da Cultura, por Orlando Silva, responsável pela Secretaria do Audiovisual, a quem está subordinada a Ancine. Para quem não sabe, a Ancine é a agência responsável pela chave do cofre da receita federal, ou ao menos por definir quem poderá receber o dinheiro quando o cofre for aberto. Explicando: a agência, criada ainda sob a gestão FHC, é a responsável pela seleção dos filmes nacionais que poderão receber recursos destinados ao imposto de renda por meio de, principalmente, cotas de patrocínio das pessoas físicas e jurídicas interessadas em dar um fim mais “claro” à parte do que devem ao Leão. 

O artigo 3° da MP altera algumas regras do jogo: os longa metragens aprovados pela Ancine para patrocínio por meio do Pronac ou da Lei do Audiovisual até 28 de dezembro de 2006 passam a poder exceder os limites previstos para investimentos através do imposto de renda, tanto por parte das pessoas jurídicas capazes de aportes milionários, excedendo os quatro milhões de reais, quanto pelas empresas distribuidoras de filmes ou das TVs que quiserem investir mais de três milhões de reais. Na prática, foram abolidos os limites para os projetos já aprovados na agência, permitindo que os longas ultrapassem a margem de investimentos comum até o momento na indústria cinematográfica nacional, entre um e cinco milhões. Yes, nós teremos superproduções. 

Esta medida aumenta, portanto, o poder de fogo dos investidores na co-produção. É um bom momento para as produções nacionais, que ganham novo fôlego e podem atingir um novo patamar de investimentos, a depender da “boa-vontade” da Ancine; e para as empresas de distribuição do ramo, que, como a Paramount declarou em reportagem para o Cultura e Mercado, pretendem investir recursos de imposto de renda na co-produção com estúdios nacionais, contando com a módica contrapartida dos direitos de distribuição. Lucro que chama lucro, e que para o pesquisador e professor de cinema André Piero Gatti é uma abertura no mínimo perigosa.

"O artigo 3° da Lei do Audiovisual é um verdadeiro presente dos céus para estas empresas [distribuidoras], e uma das maiores fraquezas do nosso regime contemporâneo de produção, para não dizer que se trata de um verdadeiro crime de lesa pátria, embora constitucional. Somente recentemente tenho visto alguns produtores se posicionarem contra o artigo. A Paramount ‘demorou’ para fazer o que todas as outras grandes distribuidoras já fazem há algum tempo, com a finalidade de controlar a produção mundial de cinema também fora das suas hostes”, completa o acadêmico. 

Retroativamente, mediante a Lei 8.313 e de um patrocínio que também pode ser entendido como apoio, também serão facilitados os investimentos em projetos de TVs e rádios que não previam lucro, para felicidade das emissoras públicas, estatais e comunitárias. Resta saber como estes veículos se portaram no ano passado, quais os projetos que a Ancine já aprovou e se TVs comerciais não aproveitaram a brecha para viabilizar produtos competitivos destinados a cumprir com as funções educativas e informativas que a Constituição prevê em contrapartida às suas concessões. E, claro, se a brecha será tão específica como a CPMF foi um dia. O artigo prevê ainda a regulamentação, pela Ancine, dos recursos advindos do imposto de renda sem contrapartida lucrativa da produção, por meio do artigo 1° A da Lei do Audiovisual. Ganha a Ancine, que regerá estes recursos de forma ainda mais direta, inclusive agora com o controle normativo que regulamenta as políticas de fomento do setor. As políticas de fomento ganham agora nova musculatura, menos dependentes de medidas provisórias e do Poder Legislativo.  

Novas linhas de fomento. Ou de investimento? 

Para completar a estrutura dessa “nova Ancine”, o artigo 4° altera a Lei do Audiovisual, introduzindo a possibilidade de “programas especiais de fomento” que deverão ser regidos pela agência, a quem fica facultado definir como serão regulamentados os investimentos previstos com recursos provenientes do imposto de renda, para “viabilizar projetos de distribuição, exibição, difusão e produção independente de obras audiovisuais brasileiras, escolhidos por meio de seleção pública, conforme normas expedidas pela Ancine”. Na prática, a agência pode agora criar linhas para simplesmente qualquer projeto de fomento ao cinema nacional, do investimento em filmes a campanhas publicitárias ou salas especiais destinadas a exibir somente filmes nacionais, por exemplo. 

O artigo chega num momento positivo para a indústria cinematográfica nacional. Após o frio na barriga no final de 2006, com a dificuldade no Legislativo e no Executivo para estender o prazo da Lei Rouanet e demais leis de fomento, tão caras ao setor, o “empoderamento” da Ancine facilitará também a briga com os filmes estrangeiros por espaço publicitário e para a multiplicação das cópias, inclusive para filmes não ligados aos grandes grupos de mídia nacionais. Ou ao menos é o que se espera. Começa a se fechar, agora, um ciclo que inclui os fundos previstos no BNDES, com empréstimos públicos ou que contam com recursos privados.  

Como o artigo da Lei do Audiovisual alterado prevê ainda aporte de recursos “nas áreas de produção audiovisual, cinematográfica de difusão, preservação, exibição, distribuição e infra-estrutura técnica”, desde que apresentados por empresas nacionais, não seria demais esperar, para breve, que a agência atue também em linhas de investimento para projetos como a digitalização do acervo da TV Cultura, e talvez de TVs comerciais, ou a já prevista e dispendiosa digitalização da cadeia cinematográfica, da produção nacional à estrutura de salas de exibição, que terá de adaptar projetores às produções americanas que entrarão na próxima década com os rolos de filmes em quantidade bem reduzida. Não seria intriga supor que ao menos as grandes redes exibidoras do país pressionarão o governo por novas linhas de crédito para o processo. 

Não bastasse a existência dos programas especiais de fomento, muito próximos de um investimento, seja para marketing ou para garantir direitos de exibição, os recursos possíveis já tinham, na lei, a possibilidade de serem reembolsáveis. Ou seja: você, meu caro empresário, coloca parte do seu imposto de renda na co-produção de um filme, e lucra com isso. É tudo o que o mítico “mercado” pediu a Deus.

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Transmissões comerciais começam no dia 2 de dezembro

As transmissões da TV digital comercial começam no Brasil no dia 2 de dezembro deste ano de 2007, na cidade de São Paulo. Conforme afirmou Roberto Franco, presidente da SET (associação dos engenheiros de televisão) e do ISDTV Fórum, responsável pelas especificações do padrão brasileiro de TV digital, o prazo dado pelo governo "é mais elástico, mas queremos estrear no primeiro domingo de dezembro". As declarações foram dadas no evento SET apresenta TV digital no Brasil, realizado pela associação em São Paulo para mostrar ao setor as normas já definidas para o padrão brasileiro.

André Barbosa, assessor especial da Casa Civil, deu uma alerta em sua apresentação: "não podemos nos ater aos modelos de negócios existentes hoje. Temos que pensar no futuro".

Continuidade dos estudos

Além da apresentação das normas, o evento contou com representantes do governo, expondo algumas novidades em relação à TV digital. Roberto Pinto Martins, secretário de telecomunicações do Ministério das Comunicações, afirmou que haverá, na próxima semana, uma missão brasileira ao Japão para dar continuidade a negociações que já aconteceram em outro encontro, realizado aqui no Brasil. A reunião, segundo o secretário, tratará de questões de direitos industriais. Augusto César Gadelha, secretário de Política de Informática do Ministério de Ciência e Tecnologia, diz que deve aproveitar para buscar junto aos japoneses um investimento de R$ 80 milhões para pesquisa na Brasil. Seria uma contrapartida ao montante, de mesmo valor, que o país pretende investir, criando assim um fundo para financiar novas pesquisas e "manter viva a mobilização nas universidades", que começou com as pesquisas do padrão brasileiro. Gadelha diz que R$ 40 milhões virão do FNDCT (Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) e outros R$ 40 milhões virão do Funtel (Fundo Nacional de Telecomunicações). Além disso, o MCT está criando um centro para coordenar os trabalhos dos consórcios de pesquisa.

Roberto Franco aprovou a idéia de Gadelha, "que em dez minutos de conversa levantou R$ 160 milhões para pesquisas", afirmando que o sistema de TV digital "tem que ser como um organismo vivo, evoluindo constantemente"

Exportação

O Ministério das Relações Exteriores segue uma estratégia de divulgação do padrão brasileiro em âmbito regional, na América do Sul. Segundo Rodrigo Alexandre Oliveira de Carvalho, do Itamaraty, foram feitas várias visitas, em uma espécie de road show, aos países do continente para expor o padrão brasileiro. Segundo ele, Chile e Argentina aceitaram postergar suas decisões para analisar o padrão brasileiro. Equador foi o que se mostrou mais favorável, já que o padrão se adequaria a todas as necessidades levantadas pelo país. Além disso, no Peru haverá um seminário para discutir o padrão brasileiro, enquanto a Colômbia se mostrou interessadas em questões sociais abordadas ISDTV.

Fernando Lauterjung – TELA VIVA News

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Saem normas do “padrão brasileiro” de TV digital, o ISDTV

Para Fernando Bittencourt, diretor de engenharia da TV Globo, o Brasil foi corajoso ao adotar, isoladamente, um padrão de TV digital que só estava em funcionamento no Japão. E ainda se propor a melhorar tal padrão. Embora não tenha ouvido alguns sussurros na platéia de evento organizado nesta sexta, 30, pela SET (Sociedade de Engenharia de Televisão), dizendo que "com o Pal-M também foi assim", Bittencourt completou sua declaração dizendo que "ceticismo é uma coisa normal em todas as inovações", e complementando que o Brasil terá a "melhor TV digital do mundo". O evento aconteceu para que a área técnica da radiodifusão brasileira pudesse ter acesso às normas do ISDTV (o padrão brasileiro), já definidas pelo Fórum ISDTV.

Paulo Henrique Castro, engenheiro da Globo e coordenador do grupo que estabeleceu as normas no ISDTV Fórum (associação que já conta com 85 membros), apresentou as inovações do padrão, baseado no padrão japonês ISDB-T. Segundo ele, o Fórum trabalhou com a premissa de especificar apenas o necessário, aproveitando-se do que já estava especificado pelo padrão japonês. Outra premissa importante foi o de não deixar legado, ou seja, garantir que os equipamentos lançados agora sejam compatíveis com o padrão mesmo que este continue evoluindo (um televisor vendido no início das transmissões de TV no Brasil, na década de 50, ainda é capaz de receber os sinais transmitidos hoje, embora não exiba cores e o som seja mono).

O Forum definiu sete normas, das quais algumas sofreram nenhuma ou pouca alteração em relação às normas do padrão japonês, como é o caso da modulação e uso do espectro, que tiveram apenas que ser adequados às premissas do decreto que implantou a TV digital no Brasil.

Inovações

A codificação de áudio e de vídeo é totalmente nova no padrão brasileiro, usando o padrão H.264 em diferentes níveis e perfis. Para a transmissão fixa, será usado o H.264 – HP@L4.0 nos formatos 480i, 480p, 720p e 1080i e na taxas de quadros 25, 30, 50 e 60 Hz. Paulo Henrique Castro explica que as taxas 25 e 50 Hz foram adotadas apenas para que o padrão possa ser usado em diferentes países, e no Brasil não serão usadas. Já a compressão de áudio será MPEG-4 AACa 48 kHz, nos perfis e níveis AAC@L4 e HE-AAC@L4, sendo que a primeiro é para som estéreo e a segunda para som 5.1. O engenheiro explicou que o uso do padrão Dolby no sistema brasileiro dependeria de um desenvolvimento de seis meses, extrapolando o prazo para a publicação das normas e acarretando em investimentos maiores.

Requisitos

Para os receptores, foram definidos alguns requisitos mínimos e outros opcionais. Será mandatório, por exemplo, suportar o formato de vídeo especificado para o padrão nacional. Mas questões como a possibilidade de upgrade do software ou a existência de controle remoto com suporte a interatividade para os receptores móveis são opcionais.

Na questão segurança, foram definidas três normas: uma com encriptação do conteúdo transmitido, que só será adotada caso haja uma legislação específica; outra para interfaces, permitindo que as pessoas assistam ao conteúdo ao vivo com reolução máxima, mas que só possam gravar com 480 linhas; e outra para ferramentas adicionais, como cartões de segurança, mas que ainda não foi aprovada.
O canal de retorno poderá se dar por qualquer plataforma existente. Os set-top boxes poderão ter portas de rede, modem, ou ainda wi-fi, GPRS, conforme a opção do fabricante. Também foram contempladas infra-estruturas ainda por vir, já que as caixas contarão com uma porta USB que poderá receber um dispositivo de comunicação.

Ginga

Outra novidade é o middleware Ginga. Segundo Luiz Fernando Gomes Soares, da PUC-Rio, responsável pela especificação desta norma, o middleware nacional será compatível com softwares desenvolvidos para os middlewares dos padrões internacionais, assim como os softwares desenvolvidos para o Ginga também rodarão nos internacionais. A grande diferença é no uso memória e de processamento do sistema brasileiro, muito mais racional que os modelos internacionais. Segundo explicou o acadêmico, os middlewares adotados nos três sistemas internacionais são mais pesados, pois agregaram diferentes linguagens de programação, muitas vezes duplicando funções.

Fernando Lauterjung – TELA VIVA News

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Cineclubes reorganizam a Federação Paulista de Cineclubes

Com a re-fundação da Federação Paulista de Cineclubes e eleição da Diretoria, Conselho Fiscal e Conselho de Representantes do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros que coordenarão a entidade pelos próximos dois anos, terminou ontem o Encontro Estadual de Cineclubes Paulistas realizado em Atibaia.

 

O evento contou com a participação de 31 cineclubes que realizam atividades em  vinte e cinco cidades do estado de São Paulo, de representantes da SAV – Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultuira, da ANCINE – Agência Nacional de Cinema, da Programadora Brasil e de inúmeras entidades do setor audiovisual.

Durante os três dias do encontro, além da reorganização da entidade estadual representativa dos cineclubes paulistas foram discutidos temas de interesse do movimento cineclubista estadual e nacional e ainda, a ampliação da realização de atividades conjuntas entre os cineclubes do estado de São Paulo. 

Promovido pela Associação de Difusão Cultural de Atibaia em parceria com o CNC – Conselho Nacional de Cineclubes Brasileiros, o encontro

contou com o apoio da Prefeitura da Estância Turística de Atibaia e do Ministério da Cultura, através do Fundo Nacional de Cultura.

 

Veja abaixo a composição da diretoria da Federação Paulista de Cineclubes:

Presidente
João Baptista Pimentel Neto – Difusão Cineclube Atibaia
1º Vice-Presidente
André Piego Gatti – Cineclube Anhembi/Morumbi – São Paulo
2º Vice-Presidente
José Augusto Ribeiro Vinagre – Cineclube Aldire Pereira Guedes – Bauru
1º Secretário
Matheus B. T. Vasconcelos – Cineclube Zero Milimetros – Santo André
2º Secretário
Luis Eduardo Tavares – Cineclube Polis – São Paulo
1º Tesoureiro
João Ferando Tobgyal da Silva Santos – Cineclube ECAC – Jaú
2º Tesoureiro
Diomédio Ártemis Piskator – Cineclube Corujão – São Paulo 

Conselho Fiscal

Benedito Silva – Cineclube Embu das Artes – Embu das Artes
Diaulas Ullysses – Cineclube Digital – Diadema
Luis Armando Tavares de Lacerda – Cineclube Paratodos – Botucatu
Paulo Eduardo Vianna – Cineclube Sem Compromisso – Olímpia
Gislaine  Camila Duarte– Cineclube Pilar de Mauá – Mauá
Leonardo Barbosa Rossato – Cine UFSCAR – São Carlos

Conselho de Representantes do CNC – Conselho Nacional de Cineclubes
Felipe Macedo – CPCine – São Paulo
Calebe Augusto Pimentel – CREC – Rio Claro
Fernando Antonio Teixeira de Sousa – Cineclube Cauim – Ribeirão Preto

 

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