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Animadores criam núcleo Norte/Nordeste

Os animadores Lula Gonzaga e Caó Cruz Alves aproveitaram o 30º Festival Guarnicê de Cinema, realizado de 11 a 17 de junho em São Luís (MA), para dar vida a uma idéia que vinha amadurecendo há um ano – a criação do Núcleo de Animação Norte e Nordeste (NANN). "A produção de animação no Norte e Nordeste está crescendo muito em quantidade e em qualidade e o objetivo do núcleo é tentar reunir e organizar os animadores espalhados pela região e que só se encontram em festivais", conta o cineasta pernambucano Lula Gonçalves.

A idéia é buscar uma produção conjunta dos animadores da região, promover oficinas e tentar uma maior representatividade no cenário nacional. "Estamos prevendo uma mostra fixa de animação em Olinda (PE) e a proposta é que isso seja feito em cada Estado. Não queremos ser diferentes ou concorrer com outros festivais de animação, apenas queremos mostrar nosso trabalho", ressalta o baiano Cão Cruz Alves.

Resultado

O primeiro resultado prático da criação do NANN é a participação do Núcleo no 3º encontro de animadores no Festival de Cinema, Vídeo e DCine de Curitiba, que acontecerá de 22 a 28 de outubro. "Faremos uma mostra temática das animações nordestinas e a idéia é criar um núcleo de animadores semelhante ao NANN no Paraná", conta a organizadora do Festival de Curitiba, Cloris de Souza Ferreira. A animação é o tema principal do Festival paranaense deste ano, e terá seis oficinas de diferentes técnicas de animação e seis mostras temáticas.

Produtores independentes pedem participação nas discussões no Senado

A indústria independente de produção de cinema e TV não gostou da forma como as audiências públicas em torno do projeto de lei 280/2007, do Senador Flexa Ribeiro (PSDB/PA), foram montadas. O PLS propõe que todas as empresas de produção, programação ou provimento de conteúdo (incluindo a TV por assinatura) sigam as mesmas regras da TV aberta, incluindo aí o limite ao capital estrangeiro.

Os produtores perguntam por que não foram convidados para as audiências públicas que contaram com o ex-presidente da Ancine, Gustavo Dahl, e o cineasta Carlos Diegues. Estes, no entanto, segundo o CBC (Congresso Brasileiro de Cinema), não estão diretamente ligados ao corpo diretivo de nenhuma das entidades representativas dos produtores de conteúdo.

O CBC, que reúne diversas associações do setor audiovisual e do cinema, enviou carta aos senadores Cristovam Buarque, presidente da Comissão de Educação, Cultura e Esporte; Demóstenes Torres, presidente da Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social; e Júlio Linhares, secretário da Comissão de Educação, Cultura e Esporte, pedindo a participação das entidades de produtores nas audiências públicas.

Veja íntegra da carta, enviada na última sexta-feira, 15: 

Prezados Senhores,

Causa profundo mal-estar a ausência de representantes das entidades e associações vinculadas a produtores de conteúdo nas convocações feitas pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte, em conjunto com a Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social do Senado Federal para a realização de Audiências Públicas com o propósito de instruir o Projeto de Lei nº 280/2007 que "Dispõe sobre a produção, programação e provimento de conteúdo brasileiro para distribuição por meio eletrônico e dá outras providências".

Ainda que tenham sido convocados profissionais de notório saber e experiência na área de produção cinematográfica, como os Srs. Gustavo Dahl e Carlos Diegues, os mesmos não estão diretamente ligados ao corpo diretivo de nenhuma das entidades representativas dos produtores de conteúdo. Portanto, não nos parece que tenham sido seguidos os mesmos critérios na convocação dos representantes das demais categorias, sempre vinculados às organizações associativas de seus respectivos segmentos.

A convocação do Senado Federal feita desta maneira indica uma postura da Casa em relação à produção independente de conteúdo que compromete a qualidade da discussão de tema de tamanha importância para a soberania nacional, ferindo os preceitos da representatividade democrática.

Sendo assim, solicitamos que a omissão seja corrigida com a máxima urgência, através da inclusão de representantes das entidades legalmente constituídas vinculadas aos produtores de conteúdo em uma ou mais das três audiências públicas convocadas.

Atenciosamente,

Paulo Boccato
Presidente do Congresso Brasileiro de Cinema Da Redação

 

 

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Universidades abrem código do Ginga e promovem oficinas

O Ginga, software desenvolvido pela Universidade Federal da Paraíba e pela PUC do Rio de Janeiro para ser incorporado no set top boxes da TV digital brasileira, será licenciado em GPL e publicado no Portal do Software Público Brasileiro. Estão programados eventos e oficinas fomentar a produção de conteúdos interativos e aplicativos para a nova plataforma. As atividades serão iniciadas durante o Congresso anual da SBC (Sociedade Brasileira de Computação) que acontece dia 3 de julho, no Rio de Janeiro. O objetivo é apresentar e transmitir às comunidades conhecimentos e desenvolvimentos feitos pelo Laboratório TeleMídia do Departamento de Informática da PUC-Rio, co-autor do Ginga, junto com a UFPB.

Toda a ação de disseminação da tecnologia foi batizada de Ginga Brasil, iniciativa da Associação de Software Livre (ASL), da Rits, do Comitê para Democratização da Informática de Pernambuco (CDI-PE), da Tangolomango e da PUC-Rio. O objetivo, segundo os organizadores, é trazer para o público em geral, a possibilidade de apropriação do conhecimento gerado nos laboratórios, em pesquisas em sistemas hipermídia e TV digital.

A liberação do Ginga em código aberto sob licença GNU/GPL  permitirá o desenvolvimento de aplicações e conteúdos interativos para TV digital brasileira, usando as linguagens NCL e Lua, e  também que programadores contribuam com o desenvolvimento e evolução da própria linguagem NCL e do middleware. Além do ambiente “declarativo” Ginga, também será liberado o código da ferramenta Composer, para a criação de aplicações e conteúdos interativos, de forma gráfica, mesmo por usuários sem conhecimento prévio de programação.

 

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Telecom Italia pede anuência à Anatel para o ingresso da Telefónica

Já está em poder da Anatel o pedido de anuência prévia feito pela Telecom Italia para a mudança de controle anunciada no início de maio, quando a Telefónica e outros quatro sócios italianos arremataram, por 4,1 bilhões de euros (US$ 5,58 bilhões), a holding Olimpia, que controlava a operadora italiana com 18% das ações.

Embora houvesse entendimento de alguns advogados de que não seria necessária a formalização do pedido na agência, porque as operações celulares brasileiras – Vivo e TIM – não seriam afetadas com o negócio, prevaleceu a interpretação do órgão regulador,de que qualquer ato de troca de ações – mesmo feito no exterior – se envolver empresas brasileiras, terá que ter, primeiro, a sua aprovação prévia.

No dia 19 de maio a Telefônica já tinha ingressado na Anatel com o pedido de análise do ato de concentração, que deve ser julgado pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), do Ministério da Justiça. Cabe à Anatel instruir o processo para o julgamento do Cade toda a vez que as empresas envolvidas no negócio faturem mais do que R$ 400 milhões.

O negócio, fechado na noite de 30 de abril, permitiu que aTelefónica de Espanha, os bancos italianos Mediobanca e Intesa SanPaolo, a seguradora Generale e a empresa Sintonia, da família Benetton, comprasse, da Pirelli, a Olimpia, holding que controlava a Telecom Italia. Conforme comunicado dos compradores à época, a Telefónica passou a deter 42,3% danova empresa, a Newco, que por sua vez, detém 23,6% das ações ordinárias da operadora italiana e 18% do capital total. Nesse desencadeamento de empresas, a Telefónica passa a possuir, então, 6,9% do capital total da operadora italiana.

A empresa espanhola comunicou também que o foco principaldessa aquisição é o mercado europeu e que não teria qualquer ingerência na TIM brasileira. Segundo os novos donos, o acordo de acionistas prevê que a Telefóónica se retire da sociedade se não concordar que a Telecom Italia faça “desinvestimentos no exterior superiores a quatro bilhõesde euros ou fechar alianças estratégicas com empresas de telecomunicações.”

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Secretaria da Segurança de SP privilegia Globo durante perícia em bingo

A Secretaria da Segurança Pública privilegiou a Rede Globo ontem e não permitiu que vários veículos de comunicação (entre eles a Rádio Jovem Pan, TV Record, TV Bandeirantes e a Folha) acompanhassem os trabalhos de peritos do IC (Instituto de Criminalística) no Bingo Jardins, na rua Augusta, fechado em 25 de maio.

Por determinação de Ênio Lucciola Lopes Gonçalves, um dos assessores do secretário da Segurança Pública Ronaldo Marzagão, só a equipe da Globo entrou no bingo e acompanhou, por mais de quatro horas, as perícias do IC nos caça-níqueis que estavam no local. Um funcionário do IC, que se identificou como Eli na porta do bingo, confirmou que a proibição para acesso dos outros meios de comunicação partiu do assessor Gonçalves.

Ao ser questionado sobre os motivos da proibição da entrada dos demais órgãos e o que os peritos faziam dentro do bingo, Gonçalves, que, a princípio, até negou à Folha saber da operação, deu a seguinte resposta: 'Melhor assistir no Jornal Nacional hoje [ontem] à noite'. Procurada, a Rede Globo informou que não exigiu exclusividade ontem durante a perícia no bingo. O secretário Marzagão foi questionado por e-mail sobre a ação de Gonçalves, mas não se pronunciou.