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Brasil lidera busca por políticas para as expressões artísticas

A Convenção pela Promoção e Proteção da Diversidade das Expressões Artísticas, adotada em outubro de 2005 na Unesco, foi ratificada em tempo recorde e já conta com a adesão de quase 60 países. Hoje, as culturas locais, excluídas da indústria cultural de massa, contam com um fortíssimo instrumento de luta e defesa dos desejos de suas vidas (“dj's de suas vidas”, como prefere o ministro Gilberto Gil). Mas, entre um documento assinado e a implantação de políticas públicas que garantam esse direito, um longo caminho de debates e práxis há de ser percorrido.

Entre os dias 27 e 29 de junho, Brasília sediou o Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural – Práticas e Perspectivas. Promovido pela Organização dos Estados Americanos com o governo brasileiro, os debates que tiveram início em fóruns públicos virtuais, foram divididos entre diversidade cultural no mundo contemporâneo, diversidade cultural nas Américas, comunicação e convergência digital, economia da cultura e setores estratégicos, e globalização e cultura.

Todos os países do continente, menos Cuba (que não integra a OEA por embargo econômico), tiveram a oportunidade de apresentar seus projetos e políticas. Com as políticas que estão sendo implantadas no Brasil, como o Programa Cultura Viva, o Ministério da Cultura coloca-se como liderança e contraponto na balança da OEA contra a política mercantil e de massa dos Estados Unidos. O país norte-americano que, com Israel, votou contra a aprovação da Convenção, apresentou suas perspectivas no seminário através de uma representante da Discovery.

Democracia Cultural

O sociólogo e editor do periódico francês Le Monde Diplomatique, Ignácio Ramonet, afirma que os EUA preferem fazer concessões em outras áreas, mas não arredam o pé quando a discussão é sobre bens culturais. Ele entende que “soberania política e soberania cultural estão interligadas” e o assunto central da diversidade cultural refere-se à democracia.

Ramonet, na aula inaugural do Seminário, lembrou o caso da China, para explicar como os Estados Unidos tratam as questões culturais. O congresso estadunidense ainda não ratificou um acordo bilateral com a China, pois os chineses permanecem inflexíveis em fazer concessões sobre questões de propriedade intelectual, entre outros pontos que se referem a bens simbólicos.

O pensador francês lembra também que o consenso midiático, controlado pelas indústrias da cultura e do conhecimento, considera qualquer tipo de regulação do setor uma forma de censura. Exemplo claro, diz ele, é o caso da Venezuela, onde leis de responsabilidade para os meios de comunicação de massa exigem ao menos de 50% de músicas venezuelanas nas rádios e mínimo de cinco horas diárias de conteúdo que valorize a cultura nacional.

Recentemente, a não renovação da concessão da emissora RCTV, que participou da articulação do golpe contra o governo bolivariano de Hugo Chávez em 2002, causou rebuliço da mídia e do governo dos EUA e de seus agentes externos, os grandes jornais de todo o mundo. “Os Estados Unidos têm de fazer sua lição de casa antes de falarem qualquer coisa. O modelo de liberalismo financeiro que eles têm como modelo de globalização não garante diversidade”, pontua o escritor. A população do mundo dos sonhos hollywoodianos é dividida em sua grande parte por brancos, negros e latinos. Hoje, apenas 1,9% das concessões de rádio representam os latinos, os negros ficam com 3,2% do bolo midiático e as mulheres estão representadas em 6%.

“Em Quebéc, no Canadá, país decisivo na articulação da Convenção, políticas como a que proíbem qualquer propaganda pública que não seja em francês já estão funcionando e mexendo com a vida das pessoas. Não pode nem ser bilíngue. Essas medidas devem causar grandes impactos nas culturas locais daqui a um tempo”, pontua Ramonet.

Mercantilização da Cultura

Para o pensador francês, as expressões culturais ainda são tratadas como mercadoria e administrada por grandes conglomerados que atuam mundialmente, o que inviabiliza o processo democrático e o direito de comunicação humana. “Os Estados Unidos, assim como outras indústrias de outras matrizes, vendem primeiro a sua cultura liberal e seu american way of life para depois comercializar os seus jeans e outros produtos relacionados.

“Tudo é mercadoria: a escola, a saúde, a natureza, a cultura, o conhecimento. Então, tudo deve ser submetido à lei da oferta e da demanda. A mercantilização da cultura ameaça a criatividade e a identidade de comunidades. É por isso que a questão da diversidade torna-se central, e a batalha pela diversidade cultural é capital na luta contra a globalização liberal”, conclui Ramonet..

O ministro da Cultura Gilberto Gil entende que é impossível falar em modelos políticos prontos para promover e proteger as expressões culturais: “A diversidade exige novas políticas para estancar as feridas de toda a mercantilização predatória e descontrolada dos nossos bens culturais”. Referindo-se à contradição do espaço de debates abrir espaço até mesmo para a exposição da política dos Estados Unidos, que curiosamente foi apresentada por uma representante da megacorporação Discovery Communications.

O auge da apresentação de Mary Pitelli foi a exibição de vídeos educacionais produzidos pela Discovery Atlas que serve de material básico na educação pública estadunidense sobre o mundo. As peças publicitárias destacam as opções turísticas mundializadas, da capoeira em Salvador a um estranho ator pintado de aborígene australiano.

O intelectual espanhol Jesus Matín-Barbero, que abriu a mesa onde foi exposta a proposta, lembrou que a chave da diversidade é preservar a criatividade humana, mas os sistemas educacionais de todo o mundo estão “castrando a criatividade”. “Os jovens estão anos-luz à nossa frente. Eles já nascem com o chipe do compartilhamento do conhecimento (saiba mais sobre Cultura Livre)”, considera.

Barber lembrou como no México a inclusão digital do sistema público de educação segue a cartilha da Macintosh: “Não é possível que a escola pública, que está conectada com as culturas locais e suas necessidades específicas, seja incapaz de pensar seus próprios métodos e políticas. Essas empresas não estão ajudando comunidades locais, elas estão matando aos poucos o jeito das pessoas de serem e interagirem com o mundo”.

O ministro Gilberto Gil, que integrou a mesma discussão, lembrou que outro mundo é possível, citando Revoluções do Capitalismo, do italiano Maurício Lazzaratto. Para Gil, “the culture hotspots (os pontos de cultura, do Cultura Viva) invertem a lógica liberal da cultura”. Lembrando os pensamentos de Milton Santos, o ministro afirma que há necessidade de vivermos a fase popular da História, que está em construção nas periferias globais.

“É preciso recentralizar o que está centralizado nas mãos de poucos. As matrizes da indústria cultural não deixaram nada para as periferias. Por isso, hoje, o papel do Estado brasileiro na formulação de políticas públicas é empoderar as micro manifestações, para que eles se apropriem cada vez mais dos espaços públicos e que sejam protagonistas na proteção e promoção da diversidade”, entende Gil. Além disso, Gil acredita que essas comunidades têm até mesmo a oportunidade de pular o século XX e a sua lógica mercantil e liberal, propondo novos modelos de desenvolvimento.

(*)A reportagem do 100canais acompanhou os três dias do Seminário em Brasília a convite do Ministério da Cultura e amplificará os principais desdobramentos sobre a proteção e promoção da diversidade cultural.

Psicólogos protagonizaram debate sobre mídia

O Seminário Nacional de Mídia e Psicologia: Produção de Subjetividade e Coletividade reuniu especialistas em psicologia e em comunicação, que durante três dias (de 28 a 30 de junho) travaram calorosos debates sobre a relação da mídia com a produção de subjetividades e a necessidade de se promover a democratização da comunicação.

O encontro foi um “sucesso absoluto”, segundo a psicóloga Vera Canabrava, uma das organizadoras do seminário, membro da direção do Conselho Federal de Psicologia (CFP) e também da Executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC). Ela ressalta que o público presente ao encontro se envolveu significativamente com os ideais do Fórum (um dos apoiadores do evento) de democratização da comunicação, e que têm muito a contribuir com essa luta.

Para Vera, o público qualificado e altamente questionador contribuiu significativamente para o desenvolvimento dos temas propostos, abordados por atores diferenciados, que garantiram ainda a multidisciplinaridade necessária ao debate. “Um dos pontos que não saiu da pauta durante todo o seminário, foi a convocação para a Conferência Nacional de Comunicação”, lembra a psicóloga. A Conferência é um dos itens propostos na Carta do Rio de Janeiro, produzida ao final do seminário.

Dentre os diversos painéis do evento, Vera Canabrava destaca, por exemplo, o que abordou o tema "mídia e poder". Segundo ela, os psicólogos fazem o reconhecimento da importância da mídia na produção das subjetividades, mas não atribuem à mídia todo o poder sobre esse campo. “A influência é grande, mas não é completa. Os cidadãos respondem a muitos outros fenômenos e refletem sobre o que vêem”, assegurou Vera, garantindo que o “poder é relativo”.

Debate qualificado

“Todo mundo que chegou ali não foi à toa. Eram estudantes, graduados, pós-graduados, gente que tem estudo e foi lá puxar do conferencista uma reflexão. Eles conseguiram promover desafios muito interessantes”, relatou Roseli Goffman, psicóloga, membro da comissão organizadora do evento. O assunto atrai, segundo a psicóloga, “porque a produção de conhecimento e a comunicação se darão, cada vez mais, em âmbito interdisciplinar. O evento tratou, além da produção de subjetividades no mundo da comunicação, da inclusão digital, internet. A gente quer participar, estimular, realizar trocas importantes para todos”, atesta Roseli.

O jornalista Celso Schröder, coordenador-geral do FNDC, palestrante da última mesa de debates, relatou que o seminário representa o preenchimento do “enorme espaço” pensado desde o início da luta pela democratização da comunicação no Brasil – nos idos anos 1980 – de que essa era uma luta para ser encampada pela sociedade brasileira. “A entrada dos psicólogos, através do CFP, CRPs e Abep, vem firmar essa idéia”, constata Schröder, lembrando que esses profissionais chegam à discussão com seus conceitos elaborados em discursos novos do ponto de vista do profissional da área da comunicação social, “enriquecendo a nossa luta”.

O coordenador-geral do Fórum destaca que, ao entrar na agenda dos psicólogos, “a discussão sobre a mídia nos remete a outro patamar, uma forma de ver a sociedade por outro ângulo”. Schröder observou que o seminário foi muito denso, rico e participativo, trouxe novas perspectivas e um importante olhar – preocupado – com a fragmentação da informação.

O evento foi promovido pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP) em parceria com o Conselho Regional de Psicologia (CRP) do RJ, com o apoio do CRP de SP, da Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (Abep), da Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e do Instituto de Psicologia da UFRJ. O CFP prepara os anais do seminário e deverá imprimir uma publicação com o conteúdo das conferências. O farto material gerado pelo e para o seminário também está sendo organizado para posteriormente ser disponibilizado no site do Conselho: http://www.pol.org.br

A Rede Abraço de radiodifusão comunitária fez cobertura do evento. Ouça as entrevistas realizadas pala Rede em: http://redeabraco.org/rede/index.html

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Sardenberg assume Presidência com pauta de temas polêmicos

O embaixador Ronaldo Sardenberg tomou posse nesta segunda-feira (2/7) do cargo de presidente da Anatel, depois de ter seu nome aprovado pelo Senado no dia 7 de março e o decreto de nomeação publicado no Diário Oficial no dia 27 de junho. Sardenberg aguardava o desfecho, no Supremo Tribunal Federal (STF), de um processo de improbidade administrativa, no qual foi inocentado. Com sua posse, o conselho diretor da agência estará finalmente completo, depois de mais de um ano e meio funcionando com quorum reduzido.

Em seu discurso durante a posse, Sardenberg ressaltou que vai trabalhar pelo diálogo. “Chego pronto a ouvir, dialogar, compartilhar idéias. O momento exige, requer visão e capacidade de mudar.” Ele disse que pretende dar prioridade ao diálogo com os “diversos atores” – executivo, legislativo, judiciário, empresas operadoras, entidades civis, meios de comunicação e “demais parceiros de regulação, fiscalização e universalização”.

Segundo o novo presidente da Anatel, é preciso “criar estratégias de atendimento satisfatório” porque, no ano passado, houve “alta de quase 30% nas reclamações” dos consumidores.

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, presente à cerimônia, disse em entrevista que esse pode ser 'o começo de uma atividade que vai ser importantíssima nas relações da Anatel com o Ministério das Comunicações”. Ele destacou ainda o fato de a agência completar quatro conselheiros cujos mandatos anteriores terminaram dentro do mandato do presidente Lula, 'então é preciso indicar os conselheiros'. O conselho da Anatel tem cinco integrantes.

Na primeira reunião do conselho diretor sob seu comando, Sardenberg já terá de enfrentar uma pauta repleta de temas polêmicos, como a proposta de edital de licitação da terceira geração da telefonia celular (3G) e a compra da operadora de televisão por assinatura TVA pela Telefônica.

Active Image publicação autorizada.

Novas regras para concessões de radiodifusão entram em vigor

Entrou em vigor ontem (1º de julho) o ato normativo elaborado pela Subcomissão Especial da Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informação da Câmara dos Deputados, que estabelece novas regras de renovação e outorga de concessões de emissoras de rádio e televisão. O relatório que define novas regras foi elaborado pela Deputada Maria do Carmo Lara (PT-MG) e entregue na terça-feira, 26, ao Ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Para Luiza Erundina, Presidente da Subcomissão Especial responsável pelo documento, o ato é terminativo e não depende de sanção da Presidência da República. "A medida possibilita racionalizarmos procedimentos e as ações dos vários órgãos que interferem na avaliação das renovações e outorgas de concessões, como o Ministério das Comunicações", explica a deputada. "Com as novas regras, haverá condições de se reduzir os prazos de vigência das outorgas, que muitas vezes são protelados intencionalmente até caducar. Teremos mais transparência sobre esses processos", diz Erundina.

Com as mudanças, a Câmara não tem mais a obrigação de devolver ao Ministério das Comunicações os processos com documentação incompleta. Se, no prazo de 90 dias, as emissoras não entregarem os documentos à Câmara, o presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia vai enviar os documentos para o relator do processo, recomendando a rejeição do pedido de renovação ou outorga. “O que foi aprovado na Câmara certamente muda muita coisa, na medida em que, primeiro, a Câmara atribui-se um poder. A questão não é rapidez, a questão é você ter algum poder sobre o processo e avaliar esse processo”, afirma o jornalista e escritor Dioclécio Luz, autor de duas publicações sobre rádio comunitárias.

Segundo ele, até as mudanças entrarem em vigor, os deputados tinham, na prática, poder de decisão reduzido. “Antes ficava concentrado no Ministério das Comunicações, que manda o processo, e a Câmara podia em tese dizer 'sim' ou 'não', era essa a única coisa que a Câmara poderia fazer. Além disso, a possibilidade de dizer 'não' era muito remota. Agora a Câmara pode sim avaliar.”

O relatório também prevê que as ações de fiscalização dos processos sejam realizadas com o auxílio do Tribunal de Contas da União (TCU), além de estabelecer normas para os que forem encaminhados à apreciação da Comissão a partir do dia 1º de julho. Os trabalhos da Subcomissão se estendem até agosto, quando serão discutidas as propostas de alteração na atual legislação sobre radiodifusão e emendas na própria Constituição.

Luiza Erundina diz que o trabalho inicial da Subcomissão envolveu muitas audiências públicas com diferentes segmentos da sociedade, para cuidar dos processos normativos e dos procedimentos de integração dos vários órgãos envolvidos com a outorga de concessões. Agora, a proposta é trabalhar na revisão dos decretos-lei promulgados sobre o tema e na Constituição de 1988. "Por exemplo, o capítulo 54 da Constituição, que proíbe detentores de cargos públicos de adquirir concessões, ainda não foi regulamentado e até hoje vem sendo burlado, permitindo a ilegalidade", afirma a deputada.

O ato normativo da Subcomissão Especial visa a impedir que deputados e senadores legislem em causa própria. Atualmente, de acordo com um levantamento da Agência Repórter Social, um terço dos senadores e cerca de 10% dos deputados com mandato de 2007 a 2012 controlam emissoras de rádio e televisão. A pesquisa, publicada logo após as eleições de outubro do ano passado, revelou que, dos deputados reeleitos que controlam direta ou indiretamente veículos de comunicação, 12 são integrantes da própria Comissão de Ciência, Tecnologia, Comunicação e Informação da Câmara.

Clique aqui e leia o relatório da Subcomissão.

* Com informações da Agência Brasil e da Associação Brasileira de Imprensa

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Falta espaço para exibição de filmes brasileiros, diz cineclubista

Brasília – Os brasileiros precisam conhecer mais sobre a diversidade cultural do Brasil pelo cinema produzido no país. A afirmação é do secretário geral do Conselho Nacional de Cineclubes, João Baptista Pimentel, que participa do último dia do Seminário Internacional sobre Diversidade Cultural.

Ele lembrou que praticamente todos os filmes produzidos no país são financiados com recursos públicos, devido às leis de Audivisual e Rouanet, que prevêem renúncia fiscal. “É um absurdo o povo brasileiro ficar financiando um cinema que ele próprio não pode ver porque não tem onde passar o filme".

Segundo ele, atualmente existem mais de 150 longas-metragens nacionais inéditos por não terem espaço para serem exibidos. “Hoje, todo cinema alternativo sobrevive pela exibição em festival de cinemas e no circuito de cineclubes”.

Nesse sentido, Pimentel criticou o fato de mais de 80% dos filmes exibidos nas salas de cinemas convencionais serem norte-americanos. Para ele, é preciso mudar a legislação para estimular o cinema nacional.

Ele disse, ainda, que o conselho de cineclubes está analisando um levantamento de todos os filmes e espaços de exibição alternativos, número de expectadores, entre outras informações.

"A partir dessa base de dados, vamos construir propostas alternativas de exibição no país”, afirmou. Até agora,  já se sabe que são 301 pontos de exibição alternativos no país.

Pimentel acrescentou que a legislação que regulamenta a exibição não-comercial de filmes em cineclubes está em desuso por causa da extinção Conselho Nacional de Cinema (Concine), que havia regulamentado as apresentações sem fins lucrativos.

De acordo com ele, na próxima semana haverá uma reunião na Agência Nacional do Cinema (Ancine) para discutir sobre a edição de uma portaria que regulamente esse tipo de exibição.

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