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Minicom promete para fevereiro 800 pontos terrestres do Gesac

O Ministério das Comunicações espera realizar a licitação para contratar serviços de conectividade para o Programa Gesac (Governo Eletrônico – Serviço de Atendimento ao Cidadão), em novembro deste ano. O cronograma com a estimativa foi divulgado essa semana pelo diretor do Departamento de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, Heliomar Lima.

Lima participou da Conferência Nacional Preparatória de Comunicações e durante o evento disse que a expectativa do Minicom é publicar o edital em outubro e assinar os primeiros contratos já em dezembro. O cronograma ainda prevê que em fevereiro de 2008 sejam instalados os primeiros 870 pontos de presença dos lotes terrestres.

O Gesac opera hoje em 3.450 pontos de presença, com abrangência em 2.210 municípios e atende 2.400 escolas por satélite. De acordo com o Minicom, a idéia é expandir o Gesac para 20 mil pontos de presença, tendo como meta atender todos os municípios do país com tecnologias terrestres na grandes cidades e com satélite em localidades mais distantes.

WiMAX: Sem acordo, quem perde é o consumidor

Governo, operadoras e a Anatel não conseguem negociar um acordo para viabilizar investimentos e ampliar a oferta de banda larga no Brasil. Cada lado mantém a sua posição e o consenso não acontece. O maior derrotado dessa disputa sem fim é o consumidor brasileiro, impedido de dispor de mais uma alternativa para a contratação de serviços. A indústria também sofre com a estagnação dos investimentos.

Não há vencedores nesse embate. Ao formular o edital da venda de licenças do WiMAX há mais de um ano, a Anatel impediu, sob a justificativa de garantir uma maior competitividade, que as concessionárias de telefonia fixa participassem da disputa nas suas áreas de concessão.

As operadoras rejeitaram a tese e foram à Justiça pleitear o direito de participar também nas suas localidades, uma vez que são serviço público apenas na parte de voz. A tese encontrou eco na Justiça e várias liminares foram concedidas às operadoras.

O governo também não consegue se entender. Ministério das Comunicações e Anatel não chegaram a um consenso, apesar de, reiteradamente, as partes afirmarem que "política pública é com o Minicom, e implementação é com a Anatel". O problema é que nenhuma das partes cedeu e o impasse está mantido.

A crise é grave. A Indústria está à espera da venda das licenças para iniciar novas produções. Muitos pequenos provedores de acesso à Internet apostaram na oportunidade para ampliar os seus serviços nas suas localidades de atuação.

Vale lembrar que estudo do IBGE, divulgado nesta segunda-feira, 17/09, aponta que de 1999 a 2006, os ISPs foram, sim, instrumento de inclusão digital no Brasil. Isso porque eles cresceram 178% e estão presentes em mais de 45% dos municípios do País.

As próprias entidades que representam o setor não se sentendem. Abrafix, por parte das concessionárias, e Telcomp, por parte dos provedores de menor porte, não conseguem sentar à mesa e apresentar uma proposta conciliadora à Anatel. A Agência, por sua vez, diz que só aceita mudar o edital se houver um consenso entre todas as partes envolvidas.

Por fim, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, dispara suas críticas. Segundo ele, a demora na venda das licenças de 3,5GHz e 10,5GHz prejudica o Brasil. "É outra oportunidade que temos com a venda das frequências. Devemos estimular a competição, mesmo utilizando mecanismos de assimetria temporária", destacou.

"Esta é uma proposta que precisa ser considerada. O que não podemos é excluir competidores do acesso às novas tecnologias e, ao mesmo tempo, devemos assegurar a utilização de forma ampla em seu poder competitivo", completou Costa.

O ministro defendeu a sua posição durante participação no evento "Políticas de Comunicação no Ambiente de Convergência Tecnológica" – na Conferência Preparatória de Comunicações, realizada na Câmara dos Deputados.

A cada ano, um terço do conselho da rede deve ser renovado

Um dos principais pilares da TV pública que está sendo criada será o seu conselho gestor. Serão cerca de 22 conselheiros (há ainda alguma discussão sobre o número exato), sendo a maior parte da sociedade civil, com mandato de três anos. Mas os conselheiros não representarão entidades setoriais. Serão pessoas, escolhidas pelo presidente da República, com base em critérios de equilíbrio de forças, mas subjetivos, naturalmente. "A representação por entidade é complicada porque sempre haverá um interesse por trás a ser defendido pelo conselheiro, e não é isso que queremos. O que buscamos é que as pessoas estejam comprometidas com o projeto", ouviu este noticiário de um dos responsáveis pelo projeto da TV pública.

O mandato de três anos não valerá inicialmente para todos os conselheiros. Haverá um escalonamento, com mandatos variando de um a três anos. A idéia é que a cada ano um terço do conselho seja renovado.

O conselho não terá o poder de demissão do presidente da TV. Poderá enviar ao presidente da República um voto de reprovação, e também fará a recomendação de nomes para a indicação do cargo. Mas será o conselho quem definirá as diretrizes da linha editorial e da programação aos diretores da TV, aprovará o orçamento etc.

Ainda não há nenhuma linha editorial definida, nem grade de programação. Mas sabe-se que a programação terá, sim, boa parte do conteúdo produzido por produtores independentes. O jornalismo buscará a cobertura de assuntos não tratados pela grande imprensa, mas não deixará de cobrir temas que o governo não goste. "Os desafios do jornalismo na TV pública será semelhante ao desafio do jornalismo em qualquer empresa privada, onde também há temas incômodos para serem tratados", diz a fonte.

A nova TV pública nascerá inchada, e o governo tem consciência deste fato. Isso decorre do fato de que os funcionários da Acerp (TVE) e da Radiobrás estarão, inicialmente, mantidos na nova estrutura. Caberá à nova diretoria fazer ajustes e cortes necessários.

Rede nacional e simultânea

A TV pública virá com um orçamento de R$ 350 milhões, todos de dotação orçamentária, sendo que destes, R$ 200 milhões já correspondem aos orçamentos de TVE e Radiobrás. O governo reconhece que o dinheiro é justo para os investimentos necessários. Sobretudo para os iniciais, e para a migração para a TV digital. Principalmente porque uma das estratégias do governo para criar uma rede, atraindo educativas em todo o Brasil, será ajudar no processo de transição. Não necessariamente com recursos. Ainda não está desenhado o formato final do contrato entre a rede e as eventuais afiliadas, mas um princípio básico da TV comercial será mantido: o conceito de grade nacional e simultânea, com os espaços para programação regional. Não será um modelo rigoroso como o das emissoras comerciais, mas também não será um modelo do tipo prateleira, em que as afiliadas escolhem apenas os programas que querem ter indiscriminadamente.

O nome do presidente da TV pública já está escolhido. O convite foi feito e aceito, mas só será divulgado após a edição da Medida Provisória criando a nova TV, que sai nos próximos dias.

Ratinho é proibido de exibir cenas de agressão em seu programa

O apresentador Carlos Roberto Massa, o 'Ratinho', foi proibido,pelo Superior Tribunal de Justiça, de exibir, em seu programa 'Jornal da Massa', exibido pelo SBT, cenas de agressões físicas e deficiências físicas com propósito sensacionalista. Apesar da decisão, a Justiça rejeitou o pedido de indenização de R$ 35 mil, por danos morais, que o Ministério Público teria solicitado para punir o apresentador e o SBT.

Em sua defesa, Ratinho alegou não possuir qualquer tipo de influência na produção dos programas que apresenta, já que o faz na condição de simples funcionário do SBT. Argumentou, ainda, que o MP estava tentando uma forma oblíqua de censura, formalmente proibida pela Constituição Federal. Para a Justiça não ocorreu, no caso, qualquer ato de censura, mas sim de atendimento ao princípio da dignidade da pessoa humana.

O apresentador recorreu ao STJ, mas o recurso acabou rejeitado na origem. Para o ministro Pádua Ribeiro, relator do caso, na decisão não existe nenhum vício a ser sanado nem mesmo omissão, contradição ou obscuridade, como afirmou o apresentador. Segundo o ministro, o TJ paulista se manifestou acerca de todas as questões relevantes que importavam para a solução da questão.

Ancine pede mais espaço para filmes nacionais em TVs pagas

O diretor da Agência Nacional do Cinema (Ancine) Leopoldo Nunes afirmou há pouco que é preciso regulamentar um mercado para filmes brasileiros na TV por assinatura. Nunes, que participa de conferência sobre a convergência das comunicações, reclamou do fato de hoje as TVs pagas no Brasil destinarem apenas 2% de sua programação à produção cinematográfica nacional.

O presidente da Associação Brasileira de TV por Assinatura (ABTA), Alexandre Annenberg, rebateu a crítica dizendo que essa forma de medir conteúdo é inadequada. Ele argumentou que a maior parte do conteúdo dos canais esportivos pagos é nacional. Annenberg disse ainda que as operadoras de TV por assinatura também disponibilizam canais locais.

Assinantes e preços

Segundo dados informados por Leopoldo Nunes, o Brasil tem hoje 4,6 milhões de assinantes de TV, o que representa 8,1% da população. No mundo, esse índice é de 43,6%.

O diretor da Ancine também criticou o preço da assinatura cobrado no Brasil, que varia entre R$ 1,92 a R$ 6,84 por canal. Segundo ele, na Argentina, o custo de um canal varia de R$ 0,63 a R$ 0,80. Em Portugal, o preço médio é R$ 1,07 e, na Espanha, R$ 1,51.

A conferência ocorre no auditório Petrônio Portela, no Senado, e é promovida pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática da Câmara; e de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática do Senado; pelo Ministério das Comunicações; e pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).