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Projeto de Azeredo sobre crimes na Internet encalha no Senado

Em abril deste ano, o senador Eduardo Azeredo (PSDB-MG) discursou na tribuna do Senado para pedir o empenho dos colegas na aprovação do substitutivo de sua autoria, que tipifica e prevê penas para os crimes cometidos com o uso da informática, os cibercrimes. O senador argumentou, naquela época, que o projeto merecia atenção dos seus pares, sobretudo porque a Casa debatia soluções para combater a violência e a criminalidade.

Mas o apelo de Azeredo até agora não surtiu efeito sobre os colegas, e a matéria está há cinco meses na pauta, esperando para ser votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. A apreciação do tema ainda depende de acordo com o novo presidente da comissão, senador Marco Maciel (DEM-PE). Esse acordo, no entanto, até agora não aconteceu. Mesmo com Azeredo tendo acatado, para dar mais celeridade à tramitação da nova versão do projeto, a emenda do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), que retirava do texto originais as questões relacionadas com a defesa digital.

O substitutivo apresentado por Azeredo aglutinou três projetos de lei que já tramitavam no Senado. O PLC 89/2003, de autoria do ex-deputado Luiz Piauhylino (PTB-PE), o PLS 76/2000, do senador Renan Calheiros (PMDB-AL), e o PLS 137/2000, do senador Leomar Quintanilha (PMDB-TO).

Crimes 

O projeto tipifica como crimes de informática: roubo de senha; falsificação de cartão de crédito, telefone celular ou meio de acesso a sistema; calúnia, difamação e injúria; difusão de código malicioso para causar dano; acesso não autorizado; obtenção não autorizada de informação e manutenção ou fornecimento indevido de informação; divulgação não autorizada de informações disponíveis em banco de dados; furto qualificado por uso de informática; atentado contra a segurança de serviço de utilidade pública, e ataques a redes de computadores.

TV Brasil deve ter canal analógico em São Paulo

"Já foi feito o convite para a presidência do conselho curador da Empresa Brasil de Comunicação. O nome que circula na imprensa é o de Luiz Gonzaga Belluzzo", disse Arnaldo César, assessor do ministro Franklin Martins, no Rio de Janeiro, em seminário no Festival do Rio nesta segunda, 24, sem desmentir a informação. Ele afirmou que a medida provisória que criará a Empresa Brasil de Comunicação deve ser assinada nesta quinta-feira e apresentou algumas novidades sobre a TV Brasil, como a transmissão de sinal não apenas digital, mas também analógico na cidade de São Paulo. Conforme explicou a este noticiário, a Radiobrás tem direito a uma freqüência analógica em São Paulo, da mesma forma que em várias outras cidades. "Todas as freqüências do Governo Federal, o que inclui a da TVE no Rio de Janeiro, são da Radiobrás", explica. Só que em São Paulo, até o momento, a Radiobrás não fez uso deste direito. Segundo o assessor de Franklin Martins, já está resolvida com a Anatel a questão do espaço no espectro na capital paulista. Outra novidade apontada por Arnaldo César a este noticiário é que a TV Brasil já tem sede em São Paulo. "Fechamos o contrato na última sexta-feira (dia 21) para o aluguel do Espaço Bic, na Vila Leopoldina", conta.

Assessorias externas

Arnaldo César disse ainda que o Governo Federal conta com assessoria japonesa na formatação da infra-estrutura técnica da futura TV pública. O Japan International Bank está financiando um estudo, coordenado pela agregadora japonesa Marubeni, com o trabalho de diversos fabricantes de equipamentos e da NHK, para desenvolver uma plataforma para a TV pública nacional. O grupo estuda o universo de 26 educativas brasileiras para definir "um kit" de TV digital. Segundo Arnaldo César, este kit deve conter exibidor, switchers, câmaras, entre outros equipamentos, e será financiado pelo banco japonês. "Aquelas emissoras que optarem por fazer parte da rede nacional da TV Brasil poderão comprar estes equipamentos financiados e a preço de custo", explica.

Há ainda um estudo que está sendo feito pela Fundação Getúlio Vargas, que deve ser entregue em outubro ao Governo Federal. O estudo apontará alternativas de financiamento e gestão da futura empresa. Em relação ao financiamento, segundo César, está em estudo o uso de diversos fundos nacionais, como o Fust.

“TV digital vai estrear para ninguém”, diz diretor da TVA

No dia 2 de dezembro de 2007, quando a TV aberta brasileira estrear oficialmente sua transmissão digital em São Paulo, haverá menos de 1.000 pessoas –numa cidade com cerca de 11 milhões– assistindo aos programas em alta definição. Para Virgílio Amaral, diretor de Estratégia e Tecnologia da TVA, este é o quadro mais otimista para início da TV digital no Brasil.

"Vai ser uma estréia para ninguém", diz Amaral, especialista no setor e responsável pela digitalização da TVA. Para ele, a TV digital deve estrear mesmo no ano que vem, turbinada pela transmissão dos Jogos Olímpicos de Pequim. "Não vejo de forma ruim este começo. Afinal, a TV digital vai depender de um processo de aculturamento", pondera.

Para pegar freqüência digital, o telespectador precisará de um aparelho com set-top box (conversor) avulso ou embutido. Se quiser a imagem mais nítida possível, de 1.080 linhas horizontais, terá de comprar um televisor do tipo Full High Definition. Os preços para este tipo de eletrodoméstico começam na casa dos R$ 7 mil, sem set-top box acoplado.

"Muita gente acha que ter uma TV de plasma ou LCD qualquer com um receptor digital embutido já dá para receber o melhor conteúdo em alta definição, quando, na verdade, você precisa de uma Full HD para ter a alta definição total", explica Amaral.


Tanta resolução foi, segundo o governo, um dos principais aspectos para o Brasil escolher o padrão japonês de TV digital (ISDB-T), em detrimento do europeu (DVB), que daria mais opções de canais e de interatividade.

O set-top box, decodificador que receberá o sinal tanto para TVs analógicas quanto digitais, estará a venda já no mês que vem. Seu preço segue nebuloso – governo e indústria cantam em acordes diferentes, oscilando o custo de prateleira de R$ 200 a R$ 800.

Aparelhos com set-top box embutido também chegam ao mercado em novembro. LG e Samsung já confirmaram a entrada neste setor. Outras empresas, como Panasonic e Aiko apostarão nos conversores. A lógica é de que haverá mais mercado para as caixas receptoras do que para novos televisores.

A chance da imagem em alta definição total se transformar num boto tecnológico é alta. "O consumidor que procura uma TV hoje avalia dois aspectos: quantas polegadas tem o aparelho e qual seu preço. Ao consumidor médio, pouco importa esses aspectos mais técnicos", diz o diretor da TVA.

Assim como o diretor-geral da Globo, Octávio Florisbal, ele aposta que o governo precisará expandir seu cronograma de implantação da TV digital. Segundo o ministério das comunicações, o sinal analógico será cortado até 2016, e daí em diante só haverá transmissão digital. Assim como a estréia da TV digital em dezembro, esta seria uma outra data meramente simbólica.

Eterno retorno

Como quase ninguém assistirá à bela imagem da TV digital em sua estréia, supermercados, shoppings, lojas de eletrônicos e até emissoras já começaram a expor TVs Full HD com programação digital de teste pela cidade.

"Isso lembra a estréia da TV a cores. Naquela época, eu só conseguia ver [a novela] 'Bem-Amado' colorida se fosse numa loja. O problema é que ela começava de noite, quando os estabelecimentos já estavam fechando", brinca Amaral, que assistirá à estréia da TV digital em alta definição de sua casa.

Neste sentido, a digitalização da TV aberta lembra ainda as primeiras transmissões televisionadas no país, que fizeram neste mês aniversário de 57 anos.

Na época, Assis Chateaubriand, dono da TV Tupi, distribuiu 200 aparelhos entre lugares estratégicos e mais abastados da capital paulista. Curiosidade: para cumprir o cronograma, Chatô precisou contrabandeá-los dos EUA.

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São Paulo vai ao STF e reativa debate sobre Telemarketing

O governador de São Paulo, José Serra, ajuizou nesta quinta-feira, 20/09, no Supremo Tribunal Federal (STF), Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI 3959) contra a Lei estadual 12.239/06. A norma determina às empresas telefônicas que criem e mantenham um cadastro de assinantes interessados em receber ofertas de produtos e serviços, que deve ser disponibilizado para as empresas de telemarketing.

Segundo a ação, a norma questionada, de origem parlamentar, foi vetada pelo governador, mas o veto foi rejeitado pelo parlamento estadual, que promulgou a lei. Para José Serra, a criação de um serviço de cadastro pelas companhias operadoras de serviço de telefonia, que posteriormente será usado para que os usuários-assinantes sejam contactados por empresas de telemarketing, constitui matéria sujeita a controle da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), e portanto "insuscetível de normatização pelo estado".

Assim, por considerar que o dispositivo legisla sobre telecomunicações, matéria de competência da União, o governador pede ao Supremo que suspenda liminarmente a norma questionada e, no mérito, que declare a inconstitucionalidade da Lei paulista 12.239/06. A postura do governador José Serra reaviva o debate se telesserviços é ou não serviço de telecomunicações.

Ser ou não ser

Na noite desta segunda-feira, 20/09, durante a cerimônia de entrega do VII Prêmio da ABT – Associação Brasileira de Telesserviços, o presidente da entidade, Jarbas Nogueira, disse ao Convergência Digital que na sua visão, o setor de telesserviços não deve ser considerado um serviço de telecomunicações, e portanto, não deve ser regulado pela Anatel. Para ele, telecom é um meio, e não o fim, do negócio de telesserviços. Nogueira ressaltou ainda que, atualmente, o telemarketing representa cerca de 15% dos negócios realizados na área.

A questão é bastante polêmica. A Anatel, por exemplo, em carta oficial enviada à coluna Capital Digital, do Convergência Digital, pela Assessoria de Imprensa da Agência, deixa clara a sua posição:

"Conforme disposto na Lei 9.472/1997, a Lei Geral de Telecomunicações (LGT), serviço de telecomunicações é o conjunto de atividades que possibilita a oferta de telecomunicação, ou seja, a transmissão, emissão ou recepção, por fio, radioeletricidade, meios ópticos ou qualquer outro processo eletromagnético, de símbolos, caracteres, sinais, escritos, imagens, sons ou informações de qualquer natureza. A competência da Anatel é regular os serviços de telecomunicações. Telemarketing, ou telesserviço, não se enquadra nessa definição".

O presidente da Atento, Agnaldo Colbucci, eleito o executivo do ano de 2007 do setor, também defende a tese que Telesserviços não são telecomunicações. "Não vejo a necessidade de a Anatel nos regular. Temos o caminho da auto-regulamentação", afirmou o executivo.

A proposta do presidente da Atento, endossada pela ABT, é incrementar a adesão ao PROBARE – Programa Brasileiro de Auto-Regulamentação, criado em 2005, e que de acordo com Jarbas Nogueira, já conta com 13 empresas certificadas, o que significa 41 mil Posições de Atendimento Certificadas, e 18 em processo de certificação.

Atualmente,enumerou Nogueira, mais de 100 mil trabalhadores já atuam através da norma do PROBARE, e a expectativa da ABT é que, até o final do ano, esse número dobre. "Muitas instituições, principalmente no segmento financeiro já realizam licitações colocando no edital a exigência do selo do PROBARE", afirmou o presidente da ABT. O setor de Telesserviços deverá empregar, em 2007, 750 mil pessoas, o que significa um crescimento de 10% em relação ao ano passado.

Youtube é bloqueado na Turquia pela segunda vez em seis meses

O governo turco ordenou, naúltima terça-feira (18), que os provedores de acesso à internet do país bloqueassem a entrada dos internautas ao site de vídeos Youtube.

A censura foi determinada depois de serem postados no site alguns vídeos considerados insultantes para o fundador da República Turca, MustafáKemal Ataturk, para o presidente Abdullah Gul, para o primeiro ministro Recep Tayyip Erdogán e para o exército turco.

Segundo a agência nacional de imprensa Anatólia, o tribunal que julgou o caso confiou ao Conselho Turco de Telecomunicações a tarefa de proibir progressivamente oacesso a sítios de vídeos compartilhados.

Segundo a Anatólia, os responsáveis pelo Youtube disseram estar dispostos a cooperar com as autoridades para resolver o problema dos insultos aos governantes.

Em março, o Youtube já havia sido bloqueado por uma decisão judicial. O acesso foi restabelecido depois de serem retirados do site os vídeos que insultavam Mustafá Kemal Atatürk.