Oi TV estará no Brasil inteiro em menos de um ano

A Oi já iniciou o recrutamento de pessoas para vender seu serviço de DTH em outros estados além do Rio de Janeiro e espera oferecer o Oi TV no Brasil inteiro em menos de um ano, informou o diretor de novos negócios e estratégia da operadora, Pedro Ripper. "Vamos azeitar os processos e avançar de forma gradual a partir do Rio de Janeiro", complementou.

O executivo preferiu não abrir as metas da empresa para o serviço. Entretanto, Ripper disse acreditar que o mercado de TV por assinatura no Brasil deve dobrar dentro de cinco anos. Hoje, existem aproximadamente 6,5 milhões de usuários de TV paga no País. Para que esse forte crescimento acontecesse faltava uma boa relação custo/benefício nos pacotes vendidos, explica o executivo. "Já foram feitas algumas ofertas competitivas, mas eram muito localizadas", comenta. Um dos diferenciais da Oi é a oferta de um pacote básico com muitos canais por uma mensalidade baixa: 26 canais por R$ 29,90 (no valor promocional, até o final de agosto). Outros canais são vendidos em pacotes modulares, que se encaixam ao plano básico mediante o pagamento de taxas adicionais à assinatura.

Globosat e pré-pago

As negociações com a Globosat e com outros programadores prosseguem. Questionado se a mensalidade do pacote básico aumentaria com a entrada de novos canais, Ripper disse que dificilmente a Oi mudará sua estratégia de ter um plano básico com muitos canais a um preço baixo. O mais provável, portanto, é que sejam criados novos módulos. "Ou novos modelos de negócios com os programadores", acrescentou o executivo. A respeito disso, o diretor informou que a Oi estuda a possibilidade de oferecer TV por assinatura pré-paga.

Ripper confirmou que haverá oferta de combos incluindo Oi TV e outros serviços da companhia em um futuro próximo. "É natural que o cliente fiel da Oi terá condições melhores para assinar o Oi TV", disse.

Lei francesa contra downloads será votada novamente em setembro

A controvertida e polêmica lei contra downloads ilegais na internet será votada novamente em setembro na Assembleia Nacional francesa, para onde o texto voltou hoje depois do voto favorável do Senado no começo de julho.

Trata-se da versão modificada, após a revisão forçada pelo Conselho Constitucional francês, mas a votação, que o Governo desejava realizar ainda esta semana, será adiada, anunciou hoje o presidente da Assembleia, Bernard Accoyer.

O projeto de lei contra os downloads ilegais conta com o apoio pessoal do presidente francês, Nicolas Sarkozy, que mostrou sua insatisfação quando o texto sofreu uma primeira rejeição, em abril, na Assembleia, por causa da ausência de deputados da maioria governamental.

O novo texto chega à Assembleia sem as disposições que o Conselho Constitucional rejeitou por entrar em choque com a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão de 1789.  A Assembleia criticou o fato de o projeto original limitar a liberdade de comunicação e expressão, por causa da possibilidade de uma autoridade decidir cortar o acesso à internet de "piratas" reincidentes. Além disso, não respeitava o princípio de presunção de inocência, e o Conselho Constitucional opinou que apenas um juiz poderia tomar a decisão de cortar o acesso à web enquanto não fosse provado um download ilegal. ( Fonte: agências internacionais).

Juiz aceita pedido para investigar fusão BrT-Oi

Reproduzido do TeleTime News

O juiz Fausto Martin De Sanctis aceitou na última quinta, dia 16, a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal contra Daniel Dantas e mais 13 pessoas ligadas ao grupo Opportunity. E, conforme pedido do MPF, determinou a abertura de mais três inquéritos policiais para apurar delitos cuja denúncia não pôde ser oferecida desta vez. Um desses inquéritos será para investigar eventuais delitos cometidos no processo de alienação do controle da Brasil Telecom para a Oi.

O grupo Opportunity, de Daniel Dantas, fazia parte do bloco de controle da Brasil Telecom e da cadeia societária da Oi. Para que o negócio pudesse ser fechado, os compradores negociaram com o Opportunity o fim dos litígios e das investigações por gestão fraudulenta na administração das companhias. São exatamente os pontos levantados pelo Ministério Público para pedir a abertura dos processos. O Opportunity Fund, que era controlador da Brasil Telecom e acionista da Oi, e que teve suas ações adquiridas no processo de fusão, também está sendo investigado em decorrência de crimes contra o sistema financeiro. Durante a Operação Satiagraha, deflagrada contra o Opportunity há pouco mais de um ano, as interceptações telefônicas realizadas com ordem do juiz De Sanctis apontaram para possíveis crimes financeiros na estruturação da operação de fusão no que dizia respeito ao Opportunity. A sede do Angra Partners, gestora das participações dos fundos de pensão nas teles e responsável direta pelas negociações com a Oi, também foi alvo de operação de busca e apreensão.

Seae e SDE desaprovam compra da Chinaglia pela Dinap

Praticamente dois anos após o anúncio de compra da distribuidora Fernando Chinaglia pela Distribuidora Nacional de Publicação (Dinap), do Grupo Abril, a Secretaria de Direito Econômico do Ministério da Justiça (SDE) e a Secretaria de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda (Seae) posicionaram-se contra a fusão das duas maiores distribuidoras de impressos do país. Tanto o parecer da Seae quando o da SDE recomendam ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) a não aprovação da operação de compra que, se efetivada, representará a concentração de quase 100% do mercado editorial, podendo gerar um desequilíbrio maléfico principalmente para as pequenas publicações.

Em seu parecer, a Seae afirma que “os benefícios oriundos da unificação da operação não justificam os prejuízos potenciais decorrentes da ausência de rivalidade no mercado editorial brasileiro”. O órgão do Ministério da Justiça recomenda ao Cade que a operação não seja aprovada na forma como foi apresentada.

Tanto a Seae quanto a SDE compõem, junto com Cade, o Sistema Brasileiro de Defesa da Concorrência (SBDC) e são responsáveis por garantir que operações de fusão e aquisição como esta não representem prejuízos nem para os consumidores nem para os concorrentes de menor porte. Os pareceres dos dois órgãos foram encaminhados para julgamento do Cade, que é o órgão responsável pela decisão final. Não há previsão, entretanto, de publicação da decisão do conselho, mas será difícil que o conselho tome decisão contrária às opiniões expressas pela Seae e SDE, visto que os pareceres são sempre levados em consideração.

A Dinap representa 70% do mercado de distribuição de publicações no Brasil e é uma empresa do Grupo Abril, que por sua vez é também uma das maiores editoras do país responsável. Por sua vez, a Fernando Chinaglia é responsável pela distribuição de publicações que concorrem diretamente com os produtos da Abril, comono caso das revistas semanais Época, da Editora Globo, e da revista Carta Capital.

Outras tantas pequenas publicações são distribuídas pela Fernando Chinaglia, que é responsável por praticamente os outros 30% do mercado de distribuição de publicações.

No final de 2008, o Cade editou uma medida cautela para preservar as condições de reversibilidade da operação de compra, que ainda se encontrava em análise pelo órgão. Com isso, o conselho vetou a realização de qualquer operação de natureza societária que envolvesse as empresas, bem como indicou manter independente os gestores para administração tanto da Fernando Chinaglia quanto da Treelog S.A., empresa que foi criada para representar a unificação.

A medida cautelar por sua vez corroborou pedido feito pelo Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) e pelo Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social de impugnação do Ato de Concentração encaminhando pelo Grupo Abril ao Cade.

Em matéria publicada neste Observatório por ocasião da adoção da medida cautelar por parte do Cade, o então advogado do Idec, Luiz Moncau, disse que o monopólio na distribuição poderia diminuir os conteúdos disponíveis ao cidadão. “Tão importante quanto a questão dos preços é a possibilidade de que haja redução no número de publicações, já que a única distribuidora, agora de controle do Grupo Abril, pode não ter interesse no conteúdo veiculado por outra editora e passa a contar com os instrumentos para interferir de maneira a lesar concorrentes. Com isso, perde o consumidor, que não terá acesso à toda diversidade de conteúdos que estaria disponível caso houvesse concorrência.”

Relator tenta acordo para votar projeto das agências reguladoras

Ficou para agosto a votação do Projeto de Lei 3337/04, que estabelece novas regras para as agências reguladoras. A pauta trancada por medidas provisórias impediu que a proposta fosse analisada antes do recesso parlamentar, como queria o relator, deputado Ricardo Barros (PP-PR).

Barros busca um acordo de líderes para garantir a votação da matéria. Ele avalia que o único ponto de desacordo será a transferência do poder de outorga de serviços como os de telefonia, energia elétrica e transportes das agências para os ministérios de cada área. O deputado acredita que esse artigo será disputado no voto.

Ele afirma, entretanto, que está aberto a negociar com a oposição quais os tipos de serviços serão outorgados pelos ministérios e quais pelas agências. "Nós decidiremos isso na reunião de líderes que será feita para discutir o texto na véspera da votação", acrescenta.

Concessões

A legislação define quais serviços são considerados públicos. No caso das telecomunicações, por exemplo, só a telefonia fixa é pública. Celular, internet em banda larga e TV por assinatura são serviços privados. Os públicos, no entanto, podem ser explorados pela inciativa privada por meio de uma concessão, após licitação.

Segundo o projeto em debate na Câmara, a definição dos critérios das licitações será dos ministérios e a operacionalização das agências. Barros disse ainda que incluiu em seu substitutivo a possibilidade de um ministério delegar o poder de outorga dos serviços que desejar às agências reguladoras.

O projeto, de 2004, tramita em regime de urgência e está pronto para votação em Plenário.