Ministério da Cultura assina convênio para investimentos em site indígena

O site Índios Online receberá mais investimentos do governo federal para a ampliação do projeto. Foi assinado hoje (11) convênio entre coordenadores do portal e Ministério da Cultura, que vai destinar mais recursos ao atual ponto de cultura no município de Oliveira, no sul da Bahia. O portal permite a conexão entre comunidades indígenas via rede digital, produzido por índios da Região Nordeste,

No local, são capacitados comunicadores para a produção de materiais audiovisuais nas sete nações indígenas que participam do projeto: Kiriri, Tupinambá, Pataxó-Hãhãhãe, Tumbalalá na Bahia, Xucuru-Kariri, Kariri-Xocó em Alagoas e os Pankararu em Pernambuco.

“O Índios Online tenta solucionar os problemas de interligação das aldeias indígenas. Com a instalação do Pontão de Cultura, capacitamos os índios como repórteres. Eles fazem matérias, filmes para os sites e ainda ganham prêmios com isso”, conta o secretário de Cidadania Cultural do Ministério da Cultura, Célio Turino.

O site surgiu em 2004 na tentativa de difundir a diversidade cultural dos povos indígenas que vivem na região Nordeste do país. "O site nos ajudou muito na divulgação de nossa cultura que agora alcança todo o país e o mundo através da internet”, diz Isaías, da etnia Tupinambá, um dos coordenadores do portal.

Justiça indicia fundador da Igreja Universal por lavagem de dinheiro em compra de TVs

Na última segunda-feira (10), a 6ª Vara Criminal de São Paulo decidiu aceitar denúncia do Ministério Público contra o bispo Edir Macedo e outras nove pessoas ligadas a Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Eles são indiciados por desvio de recursos da instituição religiosa para a compra de empresas de comunicação e outros bens. De acordo com a denúncia, a TV Record do Rio de Janeiro e a TV Record de Rio Preto teriam sido adquiridas de forma irregular.

Na ação – impetrada pelos promotores Roberto Porto, Everton Zanella, Luiz Henrique Cardoso Dal Poz e Fernanda Pimentel Rosa, do GAECO – os réus são acusados de desviar recursos da Universal para duas empresas controladas por Edir Macedo: a Cremo Empreendimentos S/A e a Unimetro Empreendimentos. As irregularidades incluem falsificações de documentos na aquisição de emissoras ligadas à Rede Record de Televisão.

De acordo com os autos, as duas empresas juntas, receberam mais de R$ 71,3 milhões entre janeiro de 2004 a dezembro de 2005. Cremo e Unimetro são acusadas de terem feito repasses a duas outras instituições, localizadas em paraísos fiscais, que devolviam os recursos ao país sob a forma de contratos mútuos, realizados por laranjas. Os procuradores apuraram que não há indícios de atividade nas sedes das empresas.

As empresas no exterior -InvestHolding e CableInvest Ltda – são representadas por dois dos réus: Alba Maria da Costa e Osvaldo Sciorilli, executivos da Igreja Universal. Ainda segundo a denúncia, o bispo Edir Macedo já foi indiciado pela 1ª Vara de Itajaí, por falsidade ideológica e uso de documento falso. O mantenedor da Universal teria comprado ações da TV Itajaí com empréstimo da Cremo. Na aquisição, consta adulteração de dados na procuração repassada por Marcelo Nascimento Pires a Macedo.

A denúncia da 6ª Vara inclui ainda cópia de contrato particular de cessão de direitos celebrado por Odenir Laprovita Vieira e Edir Macedo. No documento, com data em branco, Laprovita repassa todas as ações da Rádio e TV Record S/A, TV Record de Franca e TV Record de Rio Preto a Edir Macedo.

Segundo noticiou a Folha de S.Paulo, o advogado Arthur Lavigne – representante dos dez líderes da Universal – disse que as empresas citadas pelo Ministério Público como laranjas para repasse irregular de recursos do dízimo teriam contas aprovadas pela Receita Federal.

Relatório aponta oito empresas de comunicação entre beneficiadas com recursos da Universal

Um relatório divulgado pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que oito empresas de comunicação estão na lista das dez instituições mais beneficiadas por transferências eletrônicas vindas da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd). Na última terça-feira (11), a justiça decidiu acatar denúncia do Ministério Público de São Paulo (MP-SP) contra o bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da Universal, por lavagem de dinheiro.

As emissoras Record (2º), a Rede Mulher (4º), Editora Gráfica Universal (5º) e Rede Família de Comunicação (6º) são algumas das empresas listadas entre as dez mais beneficiadas com recursos da Igreja Universal.De acordo com os promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaeco), o esquema de transferência seria sustentado com recursos do dízimo pago por fiéis, dinheiro não tributado, mas que deve ser aplicado em obras assistenciais. Valores recolhidos nos templos seriam enviados ao exterior por jatinhos, aplicados em paraísos fiscais e voltariam ao Brasil para ser investidos pelos réus.

Na investigação, os promotores baseiam-se em dados, como a aquisição de TV Record do Rio de Janeiro. A emissora foi comprada em nome de seis integrantes da Universal, que creditavam os recursos a empréstimos oriundos das empresas InvestHolding e Cableinvest. Essas instituições, localizadas em paraísos fiscais, recebiam dinheiro repassado a duas empresas de propriedade de membros da Igreja.

Em defesa, o advogado da Universal disse que as denúncias de movimentação irregular são recorrentes e, desde 1992, arquivadas. Segundo ele, os réus apresentarão documentos da Receita, que comprovam legalidade nas operações. A informação é do jornal O Estado de S.Paulo.

Justiça recebe denúncia contra Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal

A Justiça paulista acatou denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado de São Paulo com base em investigação feita pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) contra o bispo Edir Macedo e mais nove integrantes da Igreja Universal do Reino de Deus, acusados dos crimes de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Além de Edir Macedo, foi instaurada ação criminal contra os bispos Alba Maria da Costa, Edilson da Conceição Gonzales, Honorilton Gonçalves da Costa, Jerônimo Alves Ferreira, João Batista Ramos da Silva, João Luís Dutra Leite, Maurício Albuquerque e Silva, Osvaldo Scriollli e Veríssimo de Jesus.

Segundo o levantamento feito pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, as fraudes vinham sendo praticadas há pelo menos dez anos. Os acusados usavam dinheiro de doações dos fiéis para benefício próprio. A investigação constatou que a movimentação chega a R$ 1,4 bilhão por ano em dízimos coletados em 4,5 mil templos em 1,5 mil cidades do país. Só no período de 2003 a 2008, os depósitos para a Igreja Universal do Reino de Deus alcançaram R$ 3,9 bilhões.

Segundo explicação do Ministério Público, os líderes religiosos consumiam grande parte das pregações com a defesa da coleta dos dízimos, argumentando que os recursos seriam necessários para a compra de óleos santos de Israel, para o financiamento de novos templos e para custeio das transmissões de cultos e mensagens religiosas em emissoras de rádio e televisão.

Para facilitar a arrecadação, eram recebidos valores por meio de cheques, além de doações de bens como carros. Entre as irregularidades constatadas na investigação estão a abertura de empresas de fachada e o envio ilegal de dinheiro para o exterior. Os acusados também procuraram se favorecer da imunidade tributária concedida pela Constituição Federal aos templos religiosos. Eles investiam os valores destinados à Igreja Universal, sobre o qual não incidia a cobrança tributária, na aquisição de bens particulares entre os quais imóveis, veículos e joias.

Os recursos obtidos por meio de doações eram aplicados em duas empresas de fachada: a  Unimetro Empreendimentos S/A e a Cremo Empreendimentos S/A., ambas encarregadas do esquema de envio de dinheiro para o exterior. As remessas iam para contas nos chamados paraísos fiscais, em que os favorecidos têm vantagens como sigilo e baixo custo de movimentação.

Depois esses valores retornavam ao país na forma de contratos que permitiam a legalização do  uso do dinheiro na compra de empresas de comunicação. Em 2004 e 2005, essas empresas movimentaram em torno de R$ 71 milhões.

De acordo com a assessoria de imprensa da Igreja Universal, por enquanto, os dirigentes da instituição não vão se pronunciar sobre o recebimento da denúncia pela Justiça de São Paulo. Procurada pela Agência Brasil, a assessoria jurídica dos acusados informou que os advogados estavam em uma reunião.

Jornalistas fazem assembléia para decidir sobre greve

[Título original: Jornalistas da TV Cultura farão assembleia para decidir se entram em greve]

Os jornalistas da TV Cultura farão assembleia, na terça-feira (11/08), para discutirem se entram ou não em greve. Na tarde desta segunda-feira (10/08), 80% dos jornalistas da emissora ficaram sem trabalhar até por volta das 16h, aguardando uma posição sobre o acordo de reajuste e abono salarial, informou o presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado de São Paulo, José Augusto de Oliveira Camargo.

Nesta segunda-feira os profissionais radialistas, representados pelo Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão e Televisão no Estado de São Paulo, entraram em greve reivindicando o cumprimento dos 5,83% de reajuste e 35% de abono salarial.

A assessoria de imprensa da Fundação Padre Anchieta já informou que um reajuste de 6,05% foi oferecido, após liberação do governo do Estado, mas o abono salarial ainda não foi confirmado, o que os profissionais protestam.

“Amanhã já teremos uma resposta do pleito dos radialistas, então poderemos discutir melhor a questão. Ainda não sabemos se os jornalistas irão entrar em greve, tudo será definido na assembleia”, afirmou Camargo.