Projeto torna obrigatória a exibição de filmes nacionais em escolas

A exibição de filmes nacionais poderá se tornar obrigatória em escolas de nível básico. Isso acontecerá se for aprovado pela Câmara dos Deputados o Projeto de Lei nº 185, de 2008, do senador Cristovam Buarque (PDT-DF). O projeto determina que os alunos deverão assistir mensalmente a pelo menos duas horas de produção audiovisual brasileira.

De acordo com o próprio senador, o cinema foi escolhido por ser de fácil assimilação e por ser um recurso atraente. Além disso, a medida ajudará  a ampliar a indústria cinematográfica do país, que hoje depende de financiamento público.

O projeto já foi aprovado pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado Federal e segue para avaliação na Câmara dos Deputados.  

Telebrás vai voltar a operar em 60 dias, afirma Rogério Santanna

A Telebrás deverá voltar a funcionar dentro de 60 dias. Esse foi o prazo divulgado pelo presidente da estatal, Rogério Santanna. Os próximos passos serão a recontratação de antigos funcionários, que atualmente trabalham na Anatel, e a realização de edital para a compra de equipamentos que irão colocar em marcha o Programa Nacional de Banda Larga (PNBL).

Até  agora não foram definidas todas as localidades onde a empresa fornecerá acesso à internet. O objetivo é que o serviço chegue a consumidores de municípios onde as prestadoras não atendem a um “padrão de qualidade”, como afirmou o presidente Santanna. O PNBL visa, até 2014, triplicar o acesso domiciliar à rede e torná-lo mais barato do que o disponível hoje no mercado.  

 

Projeto do Fust é adiado novamente

É adiada mais uma vez a votação do Projeto de Lei 1481, de 2007, que altera o uso do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust). A urgência da votação foi aprovada neste mês, e o processo já deveria ter ocorrido. Nesta semana, no entanto, o PL não entrou na pauta da Câmara, onde deve ser avaliado em Plenário, pois a pauta está trancada por nove medidas provisórias. Segundo o portal da Casa, a votação poderá ocorrer em sessão extraordinária. Mas, até agora, não houve nenhuma convocação.

A previsão divulgada também no site da Câmara é de que tanto as medidas provisórias quanto o PL 1481/07 sejam votados até o dia 12 de junho deste ano.

Se aprovada, a Lei do Fust permitirá que os recursos do fundo sejam utilizados para programas de massificação da banda larga, como por exemplo, o projeto que visa a implementação do serviço em escolas públicas até 2013.  

Veja também: Nove MPs trancam a pauta do Plenário e Mesmo com urgência, projeto do Fust não é votado por falta de quórum

Associação critica trâmite de projeto sobre TV por assinatura

A Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão (ABPITV) divulgou nesta segunda (24) um comunicado criticando o trâmite que está sendo dado ao Projeto de Lei nº 29, de 2007. Para a ABPITV, o PL 29 não precisaria ir a votação em plenário na Câmara dos Deputados, pois isso se configuraria apenas em manobra protelatória. Veja a íntegra do comunicado:

NÃO ÀS MANOBRAS CONTRA O PL 29

 

 

A ABPITV (Associação Brasileira de Produtoras Independentes de Televisão) vem a publico manifestar sua indignação diante da ameaça de postergação da tramitação do PL 29/2007 – que trata da regulamentação do serviço de TV por assinatura – da Câmara dos Deputados para o Senado Federal, através de manobras regimentais como o recolhimento de assinaturas necessárias ao envio do PL 29 para votação em plenário da Câmara.

Esse projeto de lei, que vem sendo debatido e aperfeiçoado há três anos, tramitou por quatro comissões permanentes da Câmara dos Deputados, tendo sido objeto de diversas audiências públicas, é terminativo nas comissões e normalmente deve seguir ao Senado. Nesse sentido, o requerimento para discussão e votação no plenário da Câmara se constitui apenas em manobra protelatória.

Se tal fato for efetivado, o projeto de lei será postergado tornando-se inviável a sua aprovação final neste ano.

Aos deputados que eventualmente assinaram o requerimento para votação em plenário, gostaríamos de chamar atenção para o fato que esse simples gesto, acreditamos de boa fé, significará um profundo retrocesso e uma grande frustração para todos os agentes da atividade audiovisual e prestadores de serviço envolvidos, que depositavam a esperança de um ambiente de prosperidade para o desenvolvimento do setor. Além, é claro, do público consumidor de TV por assinatura que se beneficiará de um ambiente de maior oferta e competição no setor e mais conteúdo audiovisual brasileiro.

Sabe-se que a base atual de assinantes desse serviço, cerca de 7 milhões e meio, está muito aquém do potencial brasileiro. Nos Estados Unidos são 70 milhões de assinaturas e na Argentina 40 milhões. O PL 29 da forma que foi concebido e votado na comissão de mérito – CCTI e na CCJ, possibilitará o real crescimento deste segmento hoje estagnado.

O adiamento de sua tramitação normal fará que mais uma vez percamos o bonde da história, provocado por minorias ocultas que insistem em condenar o setor ao atraso.

Assuntos de redes sociais são diferentes dos abordados por mídia tradicional, diz estudo

Reproduzido do Portal Imprensa

 

Um estudo divulgado pelo centro de Pesquisa Pew, dos Estados Unidos, aponta que os assuntos debatidos em redes sociais são diferentes daqueles abordados pela maioria das mídias tradicionais.

De acordo com a Folha de S.Paulo, o estudo, feito ao longo de um ano, demonstrou que os blog compartilharam a mesma temática com as mídias tradicionais em apenas 13 das 49 semanas avaliadas. No twitter essa diferença é ainda mais acentuada e das 29 semanas pesquisadas, apenas 4 contavam com o mesmo tema na imprensa. Já no YouTube, os assuntos principais foram similares em 8 das 49 semanas.

A disparidade também ocorre quando blogs, Twitter e Youtube são comparados entre si. Das 29 semanas pesquisadas, as três plataformas compartilharam a mesma história principal em apenas uma ocasião, entre os dias 15 e 19 de junho, quando o tema central era os protestos das eleições iranianas.

O Pew também chegou à conclusão que o Twitter é a rede mais descolada da mídia tradicional. 50% dos links vieram de jornais ou emissoras, enquanto 40% eram de fontes da internet e 10% eram de fontes não-noticiosas, como o "Green Briefs".