Demanda por TVs conectadas deve gerar US$ 80 bilhões até 2017

Redação – Tele Time News

O mercado global de TVs conectadas está previsto para chegar a US$ 81,2 bilhões até o ano 2017, de acordo com uma pesquisa da Companiesandmarkets. A análise aponta que há diversos fatores que levam a este aumento, principalmente a demanda cada vez maior por aplicativos para a TV, maior clareza e resolução e um espectro de canais com opções de entretenimento virtualmente ilimitados.

A "Internetização", de um número cada vez maior de dispositivos eletrônicos de consumo (incluindo DVD players, TVs, iPjosdireitoaco, gadgets portáteis, tablets e consoles de jogos) deve levar à redução da dependência de computadores para levar o conteúdo da Internet à TV.

O relatório acrescenta que os avanços na tecnologia multimídia, em um futuro próximo, resultarão em uma maior convergência de diversas plataformas tecnológicas, redes, conteúdo e dispositivos para manter a concorrência e atender às necessidades do consumidor dinâmico.

Em nível global, a análise aponta a Ásia-Pacífico como "carro-chefe", com crescimento anual da penetração dos equipamentos de 59% até 2017. Em termos de receitas, os EUA e a Europa devem ter maior destaque no mercado de TVs conectadas.

No futuro, aponta o estudo, a fusão de hardware, software e conteúdo multimídia será a estratégia de diferenciação para os fabricantes de televisores. A Companiesandmarkets prevê que os consumidores, à medida que se desfaçam de seus aparelhos de TV tradicionais, acabarão endossando a ideia de ver o conteúdo em vídeo online, fazendo com que as TVs conectadas façam parte do mercado de massa.

Professora Regina Lima assume Ouvidoria da EBC

A professora Regina Lima assumiu hoje (11) a Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) ,  em substituição ao também professor Laurindo Leal Filho, o primeiro ouvidor da empresa.

A nova ouvidora disse que pretende trabalhar para que a sociedade veja os assuntos de seu interesse contemplados nos conteúdos produzidos pela EBC. Outro foco da professora é dar respostas e buscar soluções, em parceria com os veículos da empresa, para as manifestações do público. “Se não soluções, pelo menos respostas fundamentadas em que o receptor se sinta satisfeito porque, senão, a demanda só tende a crescer”, disse, após tomar posse pela diretora-presidenta da EBC, Tereza Cruvinel.

Doutora em Comunicação e Cultura, Regina Lima leciona comunicação pública na Universidade Federal do Pará (UFPA). De 2007 a 2010, presidiu a Fundação Paraense de Radiodifusão (Funtelpa). Foi também presidenta da Associação Brasileira das Emissoras Públicas, Educativas e Culturais (Abepec), de julho de 2009 a dezembro de 2010.

A ouvidoria tem o papel de receber e providenciar respostas para as críticas, reclamações, sugestões e manifestações do público sobre o material produzido pelos canais da EBC. O ouvidor tem garantia legal para trabalhar de forma independente e autônoma. O mandato da nova ouvidora é de dois anos.

Votação do PLC 116 deve ficar para agosto, diz Walter Pinheiro

Redação – Pay-TV

A votação do PLC 116/2010 no Plenário do Senado deve ficar para agosto. O relator do projeto, senador Walter Pinheiro (PT/BA), publicou em seu Twitter nesta sexta, 8, que a votação deve acontecer na primeira semana do mês, alegando que na próxima semana a casa deve se dedicar às medidas provisórias e à Lei de Diretrizes Orçamentárias.

O parecer para votação mantém, na íntegra, o texto vindo da Câmara dos Deputados. Na última quarta, o presidente do senado José Sarney (PMDB/AM) adiou a votação para o dia 12 por conta das medidas provisórias, mas os comentários entre parlamentares do governo eram de que a manifestação dos radiodifusores insatisfeito com o projeto estaria pesando.

Conselheiro da Anatel brinda ‘aprovação’ de projeto com tele

O Senado só votará o projeto de lei que autoriza a entrada das teles na TV a cabo na próxima semana, mas o conselheiro da Anatel João Rezende já comemorou a aprovação com representantes da Net e da Globo.

O encontro ocorreu na terça-feira no restaurante A Bela Sintra, em Brasília. Além do conselheiro, participaram do jantar André Borges, diretor jurídico da Net, e José Francisco de Araújo Lima, diretor de relações institucionais da Globo.

Ambos são representantes da ABTA, associação das empresas de TV por assinatura. Também estava presente o consultor Fabio Andrade. O encontro foi registrado por câmera de celular. Por volta das 23h30, Rezende brindou a aprovação do projeto (PLC 116), cuja votação estava prevista para a quarta, mas que foi adiada para a próxima terça.

Entenda o caso

projeto libera a entrada das teles na TV a cabo e põe fim às restrições ao capital estrangeiro no controle de empresas do setor. Para que as novas regras entrem em vigor, a Anatel precisa aprovar uma regulamentação específica que já estava em andamento antes mesmo da entrada do PLC 116 na pauta de votação do Senado.

Segundo o regulamento, a Net -líder no cabo- teria desvantagem na competição com Oi e Telefônica, que já têm cabos instalados no país.

Isso porque a regulamentação prevê que empresas com poder de mercado (caso da Net no cabo) tenham de cumprir metas de expansão, favorecendo os concorrentes.

A situação é considerada uma distorção de mercado pela Net, cujo controlador passará a ser o bilionário mexicano Carlos Slim assim que o PLC 116 passar no Senado. Slim comprará a participação da Globo, dona da Net.

Promessas

A Folha apurou que, no jantar, Rezende disse que será o relator final do regulamento. Prometeu que seria revista a questão do poder de mercado e que, uma vez aprovado o projeto, o regulamento vigoraria em até 40 dias.

O problema é que, pelas regras da Anatel, os regulamentos devem ser sorteados entre os conselheiros. O código de conduta da União também não permite que encontros dessa natureza ocorram. A Net é regulada pela Anatel. A Folha apurou que a empresa pagou integralmente a conta, de R$ 200 por pessoa.

Inaugurado recentemente em Brasília, o restaurante é uma filial do estabelecimento homônimo da capital paulista -um dos preferidos de João Rezende, que, nos bastidores, trabalha para ser o próximo presidente da agência reguladora.

A Folha pediu entrevistas à Net e ao conselheiro, detalhando o teor da reportagem. Ambos só enviaram respostas por e-mail.

Oi começará oferta por cidades de baixo IDH

As equipes de redes, de planejamento e da área financeira da Oi já estão trabalhando para definir por quais cidades começará a sua oferta de banda larga popular, dentro do termo de adesão do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) assinado no dia 30 de junho. A definição será feita com base em uma lista de novos critérios, mas fontes da empresa asseguram que o foco serão as cidades de mais baixo IDH e que estejam em estados que isentem o serviço do ICMS.

Na área de atuação da Oi, 12 estados já aderiram ao convênio do Confaz (Conselho de Política Fazendária), que permite a isenção do ICMS para o serviço de banda larga até R$ 30 mensais. No entanto, desses estados apenas seis já publicaram o decreto que autoriza da isenção do imposto.  Em Pernambuco, no Paraná, no Pará e em Goiás, a Oi já vinha oferecendo o serviço por R$ 29,90, mas em velocidades abaixo de 1 Mbps no caso dos três primeiros. Rio de Janeiro e Espírito Santo também publicaram decreto, nos últimos 15 dias, isentando a banda larga popular.

A oferta da Oi é de banda larga de 1 Mbps a R$ 29,90, sem ICMS, ou de R$ 35 com impostos e franquia de download de 600 kbps por mês. Ela será oferecida tanto pela rede fixa quanto pela rede móvel, mas esta deverá ser usada apenas nas cidades maiores e de maior IDH. A maioria das cidades – cerca de 4 mil – deverá mesmo ser atendida pela rede fixa.

Pelo cronograma apresentado ao governo, a Oi vai oferecer o serviço a 1.200 municípios no primeiro ano, atingindo a totalidade de suas áreas de concessão em 2014. Pelas expectativas da empresa, o banda larga popular deverá atingir pelo menos 5 milhões de usuários nesse período, número que poderá dobrar dependendo de políticas ainda mais fortes de financiamento de microcomputadores e da oferta de serviços de governo pela internet.