Governo quer empresa multinacional sulamericana até o fim do ano

No próximo dia 29/10, em uma prévia da reunião da Unasul, ministros das Comunicações dos países sulamericanos sentam para afinar a interligação das redes e, especialmente, a consequente implantação das duas novas saídas internacionais a serem feitas em investimentos conjuntos. O projeto prevê a criação de uma empresa multinacional, com alguma participação privada mas controle estatal, em tese com fatias proporcionais à demanda de cada país.

Até aqui, porém, apenas Brasil e Argentina já garantem que serão efetivamente sócios nessa empresa – no momento, cada um teria fatia de 30%. Conversas nesse sentido foram feitas com diversos vizinhos em encontros paralelos à reunião da Cepal na semana passada. O anfitrião Chile, porém, já sinalizou que não deve participar diretamente, mas vai garantir demanda para o tráfego de dados.

“Aproveitamos a reunião para conversar com vários países. Nosso objetivo é criar essa empresa até o fim do ano para começarmos os investimentos em 2012”, afirma o secretário executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez, que foi ao Chile na semana passada, acompanhado de representantes da Telebras.

A participação da estatal é crucial. É a partir dela que se darão os investimentos brasileiros. O nó a ser desatado até o fim do ano é a configuração dessa empresa multinacional – ou seja, quanto cada país vai contribuir. O Uruguai, por exemplo, tem interesse, mas ainda não sabe se fará aportes diretos. O Paraguai também, embora se vislumbre algum mecanismo que faça uso dos royalties de Itaipu.

Há outros desafios a serem superados. O projeto prevê dois novos cabos submarinos, um para os Estados Unidos, outro em direção à Europa. No caso dos EUA, a legislação americana restringe a empresas daquele país a implantação das redes em seu mar territorial. A saída é, ou a Telebras, ou a empresa multinacional, abrir uma subsidiária nos EUA.

 

Governo prepara MP com pacote de isenção para telecomunicações

Redação – Folha de S.Paulo

O governo vai enviar ao Congresso Nacional nos próximos 15 dias uma MP (medida provisória) prevendo um pacote de isenção tributária para o setor de telecomunicações. O ministro Paulo Bernardo, (Comunicações) disse ontem que serão reduzidos IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados), PIS e Cofins. O objetivo, segundo ele, é elevar o investimento no setor.

O ministro calculou que o corte poderá chegar a 25% em alguns produtos. Entre os itens beneficiados com a queda do PIS e Cofins estarão rádios, modens, construção de torres, dutos e fibra ótica. Já a isenção de IPI valeria para a construção de redes, estações e subestações. Bernardo disse que com o pacote fiscal os investimentos do setor poderão voltar ao patamar atingido logo após a privatização, no fim dos anos 1990. Hoje, segundo ele, as empresas aplicam perto de R$ 17 bilhões e a meta é atingir R$ 25 bilhões ao ano. "O faturamento no primeiro semestre das empresas foi de mais de R$ 100 bilhões e elas devem fechar o ano com um a arrecadação recorde", disse o ministro.

Segundo o ministro, para uma empresa se beneficiar da isenção fiscal, porém, ela terá que se comprometer a investir em regiões menos favorecidas e com cobertura de serviço menor. Bernardo explicou que ainda faltam alguns ajustes na MP. O documento estava sob análise no Ministério da Fazenda e chegou a sua pasta ontem.

Folha recusa convite da Câmara Federal para discutir ‘censura’ contra blog

Os diretores editoriais do jornal Folha de S.Paulo, Otávio Frias Filho, Sérgio Dávila e Vinícius Mota e a advogada Taís Gasparian declinaram o convite da Câmara dos Deputados para comparecer à audiência "O silêncio da mídia no caso de censura imposto pelo jornal Folha de S.Paulo ao site www.falhadespaulo.com.br ", em que o processo do veículo de comunicação contra o blog "Falha de S.Paulo" seria discutido.

Em carta enviada ao presidente da Câmara, Vitor Paulo (PRB-RJ), a Folha afirma que não comparecerá à sessão, marcada para a próxima quarta-feira (26), em Brasília, pois discorda de "seus pressupostos, da temática sugerida e do enfoque adotado". Segundo o documento, a proposta, feita pelo deputado Paulo Pimenta (PT-RS) decorre da "desinformação" do político e já é "matéria superada" para seus diretores.

O jornal acusa os donos do blog, Lino e Mario Ito Bocchini, de não serem "independentes" e alinhados com o PT. Aponta que não reconhece "verdadeira intenção satírica" no conteúdo do blog. O processo movido na Justiça, alegando uso indevido do logotipo comercial da Folha, foi julgado parcialmente procedente e determinou o congelamento do domínio falhadespaulo.com.br. Segundo a decisão, a retirada do endereço do ar não se deu por danos morais contra o veículo, mas sim por conteúdo comercial contido na página, o que caracteriza concorrência ilegal.

No blog "Falha de S.Paulo", os irmãos Bocchini criticaram a postura da Folha e negaram ter qualquer conexão com partidos políticos e de que o blog não continha conteúdo humorístico. Eles mantêm sua posição e defendem que o veículo os processou por motivos de "censura", tendo inclusive negligenciado o mesmo uso do logotipo pela MTV em um esquete humorístico.

A audiência acontece nesta quarta-feira, às 14h, no Congresso Nacional e contará com a presença de parlamentares, dos irmãos Bocchini e das entidades Fenaj e OAB.

“A imprensa comete atentado à liberdade de imprensa”

[título original: Juiz critica monopólios na mídia e aponta manipulação em cobertura da RBS]

O presidente da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris), João Ricardo dos Santos Costa, criticou a cobertura que o jornal Zero Hora fez de um seminário sobre liberdade de imprensa e Poder Judiciário, em Porto Alegre. A matéria sobre o evento omitiu a parte do debate relacionada aos monopólios de comunicação. “Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento", diz o juiz em entrevista à Carta Maior.

No dia 21 outubro, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ) e a Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul (Ajuris) promoveram, em Porto Alegre, um seminário para discutir liberdade de imprensa e Poder Judiciário. O convite para o encontro partiu da ANJ que já promoveu um debate similar junto ao Supremo Tribunal Federal (Ver artigo de Venício Lima, Direito à comunicação: o “Fórum” e a “Ciranda” ). Os interesses temáticos envolvidos no debate não eram exatamente os mesmos. Enquanto que a ANJ e as suas empresas afiliadas estavam mais interessadas em debater a liberdade de imprensa contra ideias de regulação e limite, a Ajuris queria debater também outros temas, como a ameaça que os monopólios de comunicação representam para a liberdade de imprensa e de expressão.

O jornal Zero Hora, do Grupo RBS (e filiado a ANJ) publicou no sábado (24/10/2011) uma matéria de uma página sobre o encontro. Intitulada “A defesa do direito de informar”, a matéria destacou as falas favoráveis à agenda da ANJ – como as da presidente da associação, Judith Brito, e do vice-presidente Institucional e Jurídico da RBS, Paulo Tonet – e omitiu a parte do debate que tratou do tema dos monopólios de comunicação. Na mesma edição, o jornal publicou um editorial furioso contra o governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro, acusando-o de querer censurar o jornalismo investigativo (Ver matéria: Tarso rechaça editorial da RBS e diz que empresa manipulou conteúdo de conferência). No mesmo editorial, o jornal Zero Hora apresentou-se como porta-voz da “imprensa livre e independente” e afirmou que “a credibilidade é a sua principal credencial”.

Agora, dois dias depois de o governador gaúcho acusar a RBS de ter manipulado o conteúdo de uma conferência que proferiu no Ministério Público do RS, omitindo uma parte que não interessava à construção da tese sobre a “censura ao jornalismo investigativo”, mais uma autoridade, desta vez o presidente da Ajuris, João Ricardo dos Santos Costa, vem a público criticar uma cobertura da RBS, neste caso, sobre o evento promovido em conjunto com a ANJ. A omissão da parte do debate relacionada ao tema do monopólio incomodou o presidente da Associação de Juízes.

“Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação”, disse João Ricardo dos Santos Costa em entrevista à Carta Maior.

Na entrevista, o presidente da Ajuris defende, citando Chomsky, que “o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação”. A “credibilidade” reivindicada pela RBS no editorial citado não suporta, aparentemente, apresentar a voz de quem pensa diferente dela. “O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo”, destaca o magistrado.

Qual foi o objetivo do seminário sobre Liberdade de Imprensa e Poder Judiciário e quais foram os principais temas debatidos no encontro realizado dia 21 de outubro em Porto Alegre?
A Ajuris foi procurada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) para promover um evento com o objetivo de debater liberdade de imprensa e o Poder Judiciário. A relação se justifica pelo grande número de questões que chegam ao Judiciário envolvendo a atividade jornalística. Essas questões envolvem, muitas vezes, decisões que limitam a divulgação de certas matérias. Pois bem, fomos procurados para fazer esse debate que gira em torno de dois valores constitucionais: a liberdade de expressão e a independência do Judiciário. Para alguns haveria um aparente conflito entre esses dois princípios. Nós nos dispomos, então, a construir por meio do debate o que significa a convivência desses dois valores em sociedade democrática. Esse foi o grande desafio que esse evento pretendia enfrentar.

Há duas posições veementes neste debate. De um lado há aqueles que não admitem nenhum tipo de cerceamento à informação; de outro, há aqueles que não admitem qualquer tipo de restrição ao trabalho do Judiciário. Do ponto de vista constitucional, cabe ao Judiciário solucionar todos os conflitos, inclusive os que envolvem a imprensa. A imprensa não está fora das regulações judiciais. Há um embate muito forte entre essas duas posições. Se, de um lado, a ANJ buscou explorar o tema da liberdade de imprensa sob a ótica da atividade judicial, nós buscamos fazer um debate sobre a questão constitucional da liberdade de imprensa, no que diz respeito à distribuição de concessões aos veículos de comunicação.

Por que a Ajuris decidiu abordar o tema da liberdade de imprensa sob essa ótica?
Chomsky tem dito que o maior obstáculo à liberdade de imprensa e de expressão são os monopólios das empresas de comunicação. Não só ele, aliás. Vários pensadores contemporâneos dizem a mesma coisa. Para nós, esse é o cerne da questão. Hoje não há pluralidade, não há apropriação social da informação. O que existe é o interesse econômico que prepondera. Os editoriais são muito mais voltados aos negócios. Hoje mesmo, o editorial de um jornal local [Zero Hora/RBS] expressa preocupação com a vitória de Cristina Kirchner na Argentina dizendo que seria um governo populista que teria explorado o luto [pela morte de Néstor Kirchner] para se reeleger.

Há toda uma preocupação sobre o que representa esse governo para os negócios das empresas de comunicação, em especial no que diz respeito ao conflito entre o governo argentino e o grupo Clarín. A sociedade brasileira só tem conhecimento do lado da empresa de comunicação. A visão do governo argentino sobre esse tema nunca foi exposta aqui no Brasil.

E aí vem uma questão fundamental relacionada à liberdade de imprensa. O problema não é o que os meios de comunicação veiculam, mas sim o que omitem. Esse é o grande problema a ser superado.

E esse tema foi debatido no seminário?
No nosso evento, eu lembro de uma fala do deputado Miro Teixeira. Ele disse que a história da censura envolve o cerceamento de grandes pensadores da humanidade, como Descartes, Locke, Maquiavel, Montesquieu, entre outros. Citou isso para exemplificar os danos sociais dessa censura. Mas hoje o que nós observamos é que os grandes pensadores contemporâneos são cerceados não pelos censores que existiam antigamente, mas pelos próprios detentores dos meios de comunicação. Os grandes meios de comunicação não veiculam, não debatem hoje os grandes pensadores da humanidade. Nomes como Amartya Sen, Noam Chomsky, Hobsbwan, entre outros, não têm suas ideias discutidas na mídia, não são procurados para se manifestar sobre as grandes questões sociais. Não são chamados pela grande mídia para dar sua opinião e o que acaba prevalecendo é o interesse do capital financeiro, que é aquele que não vai pagar a conta da crise.

Eu dou esse exemplo para demonstrar a gravidade do problema representado por esse monopólio, esse interesse econômico preponderante sobre o direito à informação. Esse interesse diz incessantemente para a sociedade que a única saída para superar a crise atual é por meio do sacrifício dos mais pobres e dos setores médios da população. Não se toca na questão do sacrifício do setor financeiro. Este setor não pode ter prejuízo. Quem vai ter prejuízo é a sociedade como um todo, mesmo que isso atinja direitos fundamentais das pessoas.

Então, esse debate sobre a democratização dos meios de comunicação é extremamente importante e deve começar a ser feito de forma transparente para que a sociedade se aproprie do que realmente está acontecendo e que possa ter autonomia em suas decisões e mesmo influenciar a classe política que hoje está entregue aos grandes financiadores de campanha que são os mesmos que fornecem a informação enlatada que estamos recebendo. Nós, da Associação dos Juízes do Rio Grande do Sul, estamos propondo esse debate para a sociedade.

Esse debate que o senhor relatou não apareceu na cobertura midiática do encontro pelo grupo RBS, que participou do mesmo. O jornal Zero Hora dedicou uma página ao encontro, com uma matéria intitulada “A defesa do direito de informar”, sem fazer nenhuma menção a essa parte do debate envolvendo os temas do monopólio e da democratização dos meios de comunicação. Como é que a Ajuris, que propôs esse debate, recebe esse tipo de cobertura?
O comportamento do jornal em questão ao veicular a notícia suprimindo um dos temas mais importantes do debate, que é a questão dos monopólios, mostra justamente a necessidade daquilo que estamos defendendo. É como eu disse antes: o problema maior é aquilo que é omitido, aquilo que não é revelado. Esse é um caso paradigmático: em um evento promovido para discutir a liberdade de imprensa, a própria imprensa comete um atentado à liberdade de imprensa ao omitir um dos principais temas do evento que era a discussão sobre os monopólios de comunicação. Nós não vamos nos omitir em tratar desse assunto por mais dolorido que ele possa ser. É evidente que não é um assunto que deva ser banalizado. Ele é o mais importante de todos. Estamos tratando de pluralidade de pensamento.

No debate, o deputado federal Miro Teixeira defendeu que a liberdade de imprensa é um direito absoluto. Qual sua opinião sobre isso?
Eu compartilho a ideia de que não há nenhum direito absoluto, não pode haver. Neste contexto de monopólio, menos ainda. Liberdade absoluta de imprensa em um contexto onde sequer a Constituição Federal é cumprida. no sentido de proibir a existência de monopólios. É algo completamente daninho à democracia. Outra coisa com a qual eu também não concordo , envolvendo esse debate, é a afirmação do ministro Marco Aurélio Buzzi (do Superior Tribunal de Justiça) de que nós temos liberdade até para matar. Nós não temos liberdade para matar. Não vejo, dentro da nossa organização jurídica e de sociedade, que tenhamos liberdade para matar. Do fato de, no Código Penal brasileiro, “matar alguém…pena de tanto a tanto” aparecer como uma expressão afirmativa, não se segue o direito de matar. Nós não podemos matar e não podemos violar o Direito. Não temos essa liberdade. Não temos a liberdade de tirar a liberdade das outras pessoas. O direito individual não chega a esse radicalismo que se pretende com essa afirmação de que a liberdade de imprensa é um direito absoluto.

A ANJ realizou recentemente, no Supremo Tribunal Federal (STF), um seminário semelhante a este realizado no Rio Grande do Sul. Há, portanto, uma óbvia preocupação com a posição do Poder Judiciário neste debate. Qual é, na sua avaliação, o papel do Judiciário neste contexto?
O fato de se debater, em primeiro lugar, é um grande caminho para amadurecer esses institutos que, aparentemente, estão colidindo, na sociedade. É lógico que o Judiciário, nesta e em outras grandes questões da sociedade brasileira, tem sido provocado a se pronunciar. Muito pela ineficiência do Poder Legislativo. O STF tem decidido sobre questões que o Legislativo se mostra incapaz de resolver: união homoafetiva, aborto, demarcação de terras indígenas, células-tronco, entre outros. A pressão envolvendo esses temas está vindo para cima do Judiciário. E o Judiciário, por sua formatação de autonomia e independência, ele se mostra menos vulnerável a pressões. Decidir é da essência do Poder Judiciário, desagradando um dos lados em litígio.

Quando esse lado é muito poderoso, os danos à instituição podem ser pesados. Numa decisão, por exemplo, que contraria os interesses de um monopólio de comunicação, esse monopólio joga todo esse seu poder para atingir a credibilidade do Judiciário como instituição. Creio que aí aparece um outro grande debate que deve ser feito sobre até que ponto esse tipo de postura não corrói a nossa democracia.

MiniCom atualiza lista com dados de outorgas

O Ministério das Comunicações atualizou as informações disponíveis sobre emissoras educativas, comerciais e comunitárias em todo o país. A nova lista entrou no ar na última sexta-feira e mostra que, em todo o Brasil, existem 9.973 licenciados a executar os serviços de radiodifusão nas áreas educativa e comercial. Além disso, há 4.377 rádios comunitárias outorgadas.

Desde maio, o MiniCom publica os dados na internet. Além de números sobre as emissoras, as informações incluem também nomes de sócios e dirigentes de cada veículo. A composição acionária passou a ser divulgada para que tanto a sociedade como o setor produtivo possam acompanhar o quadro da radiodifusão no país. “Isso significa mais transparência. Com essa divulgação, qualquer pessoa pode verificar dados sobre o setor. As informações são públicas, já que trata-se de concessões, autorizações e permissões abertas a toda entidade interessada que tenha o perfil para explorar o serviço”, diz o diretor-substituto do Departamento de Outorgas do MiniCom, Octavio Pieranti.

O levantamento é elaborado pela Secretaria de Comunicação Eletrônica do MiniCom. As listas mostram, ainda, detalhes sobre a distribuição de rádios e TVs por Estado e especificam números de emissoras por serviço realizado. É um raio-x que revela, por exemplo, que há 1.501 rádios FM, 66 rádios operando em ondas curtas, 1.583 em ondas médias e 72 em ondas tropicais. Entre as TVs comerciais, há 6.197 retransmissoras, 272 geradoras e 39 que transmitem o sinal digital. As emissoras educativas somam 243 estações: 164 rádios e 79 TVs.

Para facilitar a consulta em cada Estado, o MiniCom elaborou, ainda, um mapa que permite verificar o número de emissoras licenciadas por município. Basta clicar na unidade da federação desejada que o usuário é direcionado a três relações diferentes, com rádios e TVs educativas, comerciais e comunitárias. Para acessar os dados, clique aqui.