Justiça dá 10 dias para RedeTV! pagar dívidas da Manchete

Redação – Adnews

A RedeTV! foi responsabilizada pelo pagamento do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) dos funcionários que trabalhavam para a antiga TV Manchete.

A decisão saiu da 28ª Vara Cível de São Paulo e foi publicada na última quarta-feira, 25, de acordo com Lauro Jardim, colunista da Veja.

A emissora de Marcelo de Carvalho e Amilcare Dallevo tem, segundo o despacho, 10 dias para regularizar a situação, "sob pena de bloqueio de contas bancárias ou diretamente junto aos anunciantes". O valor é estimado em cerca de R$ 100 milhões.

Procurada pela Veja, a RedeTV! afirmou que há uma decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça) já transitada que pode reverter qualquer documento que a coloque como devedora em nome da Manchete.

Ancine marca para dias 9 e 13 de fevereiro audiências do SeAC

Redação – Teletime

As audiências públicas da Ancine para discutir a regulamentação do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) e as instruções normativas propostas pela agência acontecerão no Rio de Janeiro e em São Paulo, respectivamente nos dias 9 e 13 de fevereiro. A reunião do Rio acontecerá em auditório na sede da agência. Em São Paulo, a sessão será na  Cinemateca Brasileira.

Comunicação será uma das pautas da 1ª Consocial

Os meios de comunicação serão um dos principais focos de debate da primeira Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial). O papel da mídia no combate à corrupção, o livre acesso à informação e dados públicos e o incentivo ao controle da gestão pública são algumas pautas do evento que acontece entre 18 a 20 de maio, em Brasília.

A Conferência também possui papel pedagógico na medida em que contribui para orientar e qualificar as pessoas sobre os temas debatidos. Para Ana Castro, Coordenadora de Comunicação da Consocial, nesse quesito a comunicação é central, pois é a partir dela que se mobiliza e sensibiliza os cidadãos para o exercício do controle social.

Arthur Massuda, integrante da ONG Artigo 19 e membro da Comissão Organizadora Nacional da Conferência, acredita que a Conferência será um importante momento para debater a implementação da lei de acesso à informação pública, sancionada em novembro de 2011. A lei acaba com o sigilo eterno de documentos oficiais e regulamenta o acesso aos dados públicos.

“Os implementadores da lei precisam da experiência da sociedade para saber quais informações-chave ou processos essenciais poderiam realmente dar condições a essa participação democrática”, entende Massuda.

O uso da internet como ferramenta de transparência e fiscalização da sociedade deve ser enfatizada na Consocial. Para o membro da Transparência Brasil Antonio Augusto é fundamental preparar a população para esse controle virtual e também as organizações para que disponibilizem as informações de forma correta.

“O controle social de dados públicos deve estar aliado à comunicação nos veículos oficiais. É fundamental prezar pela qualidade de informação, análise e classificação para o acompanhamento de questões do legislativo, como a frequência das comissões e deputados”, exemplifica Antonio Augusto.

Histórico

A Conferência foi uma demanda da própria sociedade por políticas de promoção da transparência pública e do controle social do Estado. Após a realização do Seminário Nacional sobre Controle Social em 2009 pela Controladoria-Geral da União (CGU), os participantes entregaram um abaixo-assinado requerendo a convocação de uma conferência nacional. Em dezembro de 2010, o Governo Federal publicou um decreto convocando a Consocial.

“O papel da Conferência é reunir segmentos diversos (governo, sociedade civil e conselhos de políticas públicas) para debater e realizar proposições sobre transparência pública, acesso à informação e dados públicos e controle social, além de diretrizes para prevenção e combate à corrupção”, comenta Ana Castro.

Quase mil etapas estaduais, municipais e livres já foram realizadas ou estão programadas. Mais informações sobre o regulamento e as agendas das conferências no site: http://consocial.cgu.gov.br/ .

Anatel reduz tarifas de chamadas fixo-móvel

O conselho diretor da Anatel publicou, nesta quarta-feira (25), os novos valores das chamadas telefônicas de aparelhos fixo para celulares já com base na resolução 576/2011, que prevê ganhos de 45% aos consumidores até 2014, com aplicação de redutores. A redução média é de 10,78% da tarifa de público,  o que provocará uma queda maior na tarifa de interconexão (a VUM). Neste primeiro ano, a VU-M cairá 13,7%, passando de R$0,427 para R$ 0,369. A redução começa a ser praticada a partir de 24 de fevereiro.

Pelo reajuste, a tarifa entre assinantes da Oi e Vivo, no Rio de Janeiro, cairá de R$ 0,57256 para R$ 0,51082, na tarifa normal, e de R$ 0,40079 para R$ 0,35757 na tarifa reduzida.

A tarifa entre assinantes da Telefônica e Vivo, no setor 31 de São Paulo, será reduzida de R$ 0,51715 para R$ 0,45830 a normal, e de R$ 0,36200 para R$ 0,32081 a reduzida.

Veja aqui as tabelas com os reajustes aprovados, publicadas na edição de hoje do Diário Oficial da União. Os valores não incluem impostos.
 
Segundo o conselheiro Jarbas Valente esta redução aliada ao reajuste positivo de 1,97% nas tarifas da telefonia fixa, autorizado em dezembro do ano passado, irão provocar uma redução na taxa de inflação calculada pelo IPCA de0,05 pontos percentuais.
Com esta resolução, a expectativa é que no próximo ano a tarifa da ligação fixo-móvel caia 13% e em 2014 outros 7%, e a VU-M pode cair ainda mais, até chegar à relação de 70% – 30%, quando passará a cair a margem das concessionárias.

SeAC: must carry, interatividade e multiprogramação são preocupações dos canais públicos

O carregamento dos canais obrigatórios pelas operadoras do Serviço de Acesso Condicionado (SeAC) é a principal preocupação dos representantes das TVs do campo público, externada nesta terça-feira (24), durante a audiência pública na Anatel sobre a proposta de regulamento do novo serviço. O representante da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Eduardo castro, chegou a propor a elaboração pela agência de um regulamento específico para o must carry.

Isso porque a proposta do regulamento prevê o carregamento obrigatório de 10 canais públicos e mais as geradoras de TV aberta nas regiões de abrangência, mas admite dispensa da obrigação, caso seja justiticada tecnicamente. O receio dos dirigentes dos canais públicos é com a politização dessa decisão.

O superintendente de Serviços de Comunicação de Massa da Anatel, Marcone Thomaz Maya, disse que gostaria que o regulamento em consulta pública fosse suficiente para resolver a questão dos canais obrigatórios e prometeu mais rigor no julgamento dos pedidos de suspensão do carregamento. “Nós podemos atrelar essa decisão a uma consulta pública”, sugeriu.

O representante da Associação Brasileira das TVs Universitárias (ABTU), Cláudio Magalhães, reivindicou que a Anatel ao menos estabeleça critérios claros para dispensa do carregamento dos canais obrigatórios. Ele gostou da idéia de que a discussão dos pedidos seja pública, como sugeriu Maya.

Interatividade

Outras preocupações dos canais públicos é com a possibilidade de fazer multiprogramação e interatividade no SeAC. Essas facilidades promovidas pelo sistema de TV digital correm o risco de se perderam no novo serviço de TV paga.

Maya admtiu que a transposição de uma plataforma para outra ainda não é harmônica. “Isso é uma questão que precisa ser respondida, até porque o poder público está dando essa condição”, reconhece. Ele disse que a solução para a questão depende da engenharia. “A Anatel vai garantir a infraestrutura para transmissão da programação”, concluiu.

A consulta pública sobre a proposta de regulamento do SeAC receberá contribuições até o dia 2 de fevereiro.