Ato marca o lançamento da Campanha Para Expressar e Liberdade entre capixabas

O estado do Espírito Santo também deu sua parcela de contribuição no lançamento da campanha "Para Expressar a Liberdade – Uma nova lei para um novo tempo". Na tarde da segunda-feira (27/8) houve panfletagem em frente à Assembleia Legislativa e ao maior shopping Center da capital, Vitória. Integrantes do Intervozes ( Coletivo Brasil de Comunicação Social ) no Estado entregaram uma versão sintetizada da carta de apresentação da campanha, informando sobre a data e o propósito da campanha.

Para Wanderson Mansur, integrante do Coletivo Intervozes, o diálogo com a população é fundamental na luta pela democratização das comunicações. “ É preciso falar sobre a importância do debate de uma nova lei das comunicações no Brasil, que de fato garanta a democratização das comunicações no país. Esse é um debate que parece distante, mas na verdade não é, pois as comunicações atingem a todos nós, reforçam valores, reproduzem modos de vida, assinalam determinadas regiões e pessoas e invisibilizam outras. Portanto, a democratização da comunicação é um passo fundamental para o aprofundamento da democracia no Brasil e nada melhor que a apropriação desse tema pela sociedade, para que isso possa de fato ser traduzido na realidade, seja em forma de lei, seja numa visão crítica dessa mesma sociedade em relação a sua mídia", afirmou.

O ato teve o apoio do mandato do deputado Claudio Vereza (PT). Em entrevista à TV Assembleia no mesmo dia, o deputado, que é vice-presidente da Comissão de Cultura e Comunicação Social da Casa, reforçou a importância de atualizar a legislação diante dos avanços tecnológicos e da emergência de democratizar o setor das comunicações. “Nossa legislação é obsoleta e não atende às demandas da população em tempos de convergência, e sobretudo, em tempos de aperfeiçoamento democrático a comunicação deve ser pensada como um direito humano. Isso demanda maior acompanhamento e implementação de políticas pelo poder público, responsabilidade e obrigações por parte das empresas que prestam o serviço por concessão”, frisou.

Na entrevista, Vereza destacou alguns dos 20 pontos para democratizar as comunicações no Brasil, entre estes o Conselho de Comunicação. “A democratização da comunicação passa necessariamente pela ampliação da participação da população e a criação de um Conselho de Comunicação é um dos mecanismos para isso. Não dá para pensar democracia sem liberdade de expressão para a totalidade da população, e esse espaço deve se conceber como uma caixa de ressonância neste sentido”.

Em 2010 o deputado protocolou proposta sugerindo ao Executivo Estadual a criação de um Conselho Estadual de Comunicação e foi duramente criticado pela mídia local. Na ocasião, como de costume, a mídia se valeu do discurso da censura e publicou, por semanas, editoriais acusando o parlamentar de querer censurar os meios de comunicação, inclusive com matéria principal de capa.

PGMC: Sobra monopólio no mercado “competitivo” brasileiro

Já dizia o pai da teoria econômica moderna, o escocês Adam Smith, que a competição livre entre os diversos fornecedores leva não só à queda dos preço como às constantes inovações. O duro é adotá-la na prática. Quinze anos depois da privatização do setor de Telecom, o diagnóstico na área não parece promissor. A concentração vem aumentando, não caindo. E qualquer relação com as queixas sobre qualidade e preço dos serviços não é mera coincidência.

O diagnóstico é da Anatel, que acredita ter o instrumento para injetar capitalismo em um território que substituiu o monopólio estatal pelo privado: metas de competição. A ferramenta essencial é simples, dar maior transparência às práticas daqueles que dominam o mercado. A premissa básica também – quem controla a infraestrutura, controla o negócio.

O uso da palavra monopólio não é exercício retórico. Ela aparece 36 vezes na análise que embasa o regulamento e que pode ser resumida nesse trecho: “As falhas de mercado identificadas são fruto do poder de mercado decorrente do monopólio da rede de acesso e da inviabilidade econômica de duplicação dessa rede. Esse poder de mercado permite que os preços cobrados ao usuário final sejam significantemente superiores aos custos de prestação do serviço.

Não por menos, a proposta de Plano Geral de Metas de Competição tem foco nas ofertas de atacado. O alvo principal são as redes legadas às concessionárias de telefonia na privatização, os pares trançados de fios de cobre que, como se verá, dão larga vantagem às suas detentoras. Sob a justificativa de não interferir nos investimentos, as fibras ópticas ficarão de fora das medidas.

Números da agência indicam que os pares trançados ainda são a principal infraestrutura na prestação de serviços, inclusive naqueles relacionados ao acesso à Internet. O xDSL está presente em 96% dos municípios do país, sendo responsável por 61% dos acessos daquilo que a Anatel chama de Serviço de Comunicação Multimídia.

“Apesar de ter se observado um crescimento acelerado do mercado de SCM por meio de tecnologias xDSL nos últimos quatro anos, temos que esse crescimento se deu por meio da expansão do serviço prestado em monopólio. Em 2007 o SCM por meio de tecnologias xDSL era prestado por meio de monopólio em 1.302 municípios. Já em 2011, observou-se situação de monopólio em 4.553 municípios.”

Como indica o estudo, há uma considerável concentração nas ofertas de atacado entre os grupos Oi (35,28%), Telefônica (22,04%) e Telmex (25,54%). Vale dizer que, juntos, apenas esses três grupos econômicos são responsáveis por 82,86% das ofertas. O principal concorrente, a GVT, aparece em um distante quarto lugar, com 8,53% do mercado.

O controle das ofertas de atacado implica em predominância no varejo. Assim, a Oi detém 62,37% da oferta final de SCM na Região 1 do PGO. Na Região 2, agregada com a compra da Brasil Telecom, é onde a briga com a GVT é mais explícita e, como resultado, a fatia da Oi é de “apenas” 50,46%. No varejo de São Paulo, a Telefônica, efetivamente monopolista no atacado (HHI de 0,99), fica com 56,44% do varejo.

Apesar de se tratar de um mercado livre, o poder de fogo das donas das redes é imbatível. Pelo menos desde 2004 a Anatel possui regras que obrigam compartilhamento de infraestrutura, mas como se vê, sem sucesso. Isso porque é a dona da rede quem deve informar qual a capacidade pode “alugar” a terceiros, assim como define em que condições isso se dará.

“A regulamentação vigente não atua de forma eficaz a reduzir a assimetria informacional, com vistas a criar um ambiente transparente de negociações de ofertas de atacados. Possibilita à empresa dominante usufruir de sua posição para influenciar de forma significativa o mercado, resultando em efeitos anticompetitivos com vistas a fechar o mercado, tais como: monopólio, recusa ao acesso, discriminação preço e não preço.”

A conclusão, se não surpreende, é no mínimo desanimadora. “A ausência de medidas regulatórias assimétricas claras e objetivas poderá, de forma inexorável, conduzir o mercado de acesso fixo em banda larga a um cenário marcado pela intensa concentração, com a presença de monopólio em diversas áreas, e caracterizado pela acentuada discrepância entre os preços praticados em áreas competitivas e aqueles verificados em localidades com menor disputa competitiva, com efeitos ainda mais perversos sobre a qualidade do serviço ofertado.”

Comissão aprova fim de brinquedos em lanches

Redação – Agência de Notícias dos Direitos da Infância/portal-epcom-001

As redes de lanchonetes, restaurantes ou quaisquer outros estabelecimentos que vendem refeições não poderão distribuir brindes, brinquedos ou objeto de apelo infantil relacionados ao consumo do alimento que vende. A proibição se estende aos brindes gratuitos e aos pagos. É o que determina o projeto de lei do senador Eduardo Amorim (PSC-SE) aprovado ontem (28) na Comissão do Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA). O texto ainda terá de ser examinado nas comissões de Assuntos Econômicos (CAE) e Assuntos Sociais (CAS), na última em caráter terminativo, antes de ser encaminhado à Câmara dos Deputados.

Incentivo ao consumo – Amorim chama de "marketing agressivo" a iniciativa de ligar o consumo de alimentos a brindes. Ele entende que a prática "incute nos pequenos consumidores uma necessidade desenfreada de ter e de consumir". "Utiliza-se, dessa forma, um processo subliminar associado à incapacidade de julgamento e à inexperiência da criança", constata o senador.

Ancine adia aplicação da Lei da TV Paga

Redação – Meio & Mensagem

As empacotadoras de canais pagos ganharam mias um fôlego para se adequarem à nova legislação da TV por assinatura no Brasil. A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Cinema (Ancine) decidiu adiar o prazo para que as empresas cumpram a obrigatoriedade da cota mínima de conteúdo nacional em suas grades de programação.

Prevista, originalmente, para entrar em vigor no próximo dia 2 de setembro, a regulamentação foi prorrogada para o dia 1º de Novembro. As empacotadoras passam, então, a ter até essa data para cumprir as exigências da Ancine: um percentual mínimo de programas produzidos no Brasil, em todos os canais e, também, um mínimo de canais essencialmente nacionais em seu cardápio.

O prazo estipulado pela Ancine para a entrada em vigor efetiva da regulamentação era uma das principais reclamações das programadoras e empacotadoras de canais pagos. Na edição de 2012 da Feira da Associação Brasileira de TV Por Assinatura (ABTA), os representadores das diversas cadeias do setor questionaram os prazos e as burocracias da Ancine na implementação da nova Lei.

Argentina lança Ginga 2.0

Redação – Tele Síntese

A Universidade de La Plata, através do laboratório Lifia, anunciou o lançamento, na primeira semana de setembro, do Ginga.ar 2.0, o middleware para a TV digital aberta.

A nova versão tem como novidade uma arquitetura orientada à mobilidade e suporta futuras versões de aparelhos com múltiplas janelas. A nova versão oferece ainda suporte para os padrões de texto e imagem NCL e permite o uso de recursos para a internet audiovisual, além de já vir com o HTML5. (Next Tv LaTam).