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Anatel aprova Ato de Concentração da Oi/WayTV

A Anatel aprovou, nesta quinta-feira, 17, a instrução favorável ao Ato de Concentração sobre a compra da WayTV pela Oi. O aval ainda não foi confirmado oficialmente pela agência reguladora, mas fontes da Oi confirmam que a tramitação do processo teve fim na manhã de hoje. O documento aprovado desta vez é a instrução da agência que será encaminhado ao Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade). Assim, a operação passará agora pelo crivo do sistema da concorrência, que ainda poderá impor restrições, independentemente da análise da Anatel, caso entenda que a compra prejudica o mercado.

Em princípio, o maior percalço para a efetivação da compra seria a parte regulatória, que acaba de ser superada totalmente com a aprovação do Ato de Concentração e o fechamento do processo na Anatel. Importante lembrar que o aval à compra em si, do ponto de vista regulatório, foi dado em 23 de outubro de 2007, após a agência reavaliar o caso. Sete meses antes, no dia 19 de março, a Anatel havia vetado a compra no valor de R$ 132 milhões.

A mudança de opinião veio de uma nova interpretação jurídica da Lei do Cabo. Apesar de o documento proibir a aquisição de empresas de cabo por outras concessionárias, a mesma lei derruba a restrição caso não exista outro interessado na empresa à venda. Este seria o caso da WayTV, uma vez que a Oi arrematou a operadora de cabo em uma disputa pública na Bolsa de Valores onde não surgiram concorrentes.

Governo cogita nova licitação para laptops educacionais

O pregão eletrônico para a compra de 150 mil laptops educacionais para 300 escolas públicas do país, realizado dia 19 de dezembro de 2007, ainda segue em aberto. O pregão foi encerrado após a Postivo Informática ter apresentado proposta de R$ 98,2 milhões, avaliada como acima das expectativas pelo órgão que comanda a concorrência, o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), órgão ligado ao Ministério da Educação (MEC).

O governo negocia com a fabricante uma redução substancial no custo dos equipamentos, em torno de R$ 654 por unidade. Em fato relevante publicado na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) no último dia 16, a Positivo afirmou que  reduzirá os preços para atender às expectativas do Governo Federal, mas “é fundamental que o projeto seja economicamente viável para a companhia”.

De acordo com assessoria do MEC, ainda não foi decidido o destino do leilão. Caso a opção escolhida seja o cancelamento do atual leilão, fontes do governo afirmam que está acertado o lançamento de um novo pregão para a compra dos laptops educacionais.

Acesso a internet em escolas poderá se tornar obrigatório

A Câmara analisa o Projeto de Lei 1481/07, do senador Aloizio Mercadante (PT-SP), que torna obrigatória, até 2013, a universalização do acesso a redes digitais de informação, inclusive à internet, em estabelecimentos de ensino de todo o País. A medida deve alcançar tanto instituições públicas quanto particulares, do ensino básico até o superior. A proposta obriga ainda a oferta de um computador com acesso à Internet, em cada turno da escola, para cada dez alunos.

A exigência passa a constar da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a Lei 9.394/96. O projeto altera ainda a lei que instituiu o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust), para estipular que 75% dos recursos arrecadados pelo Fundo, de 2008 a 2013, sejam aplicados no acesso a redes digitais.

Beneficiados

A reserva de recursos para implementação das redes beneficia também instituições de saúde e bibliotecas públicas. O atendimento já era previsto na legislação do Fust (Lei 9998, de 2000), porém não havia a previsão de aplicação de recursos mínimos.

Na mesma margem de 75% se enquadra outra finalidade do fundo: a redução do valor das contas de serviços de telecomunicações dos estabelecimentos de ensino e das bibliotecas, especialmente dos freqüentados pela população carente.

O projeto será analisado por uma comissão especial. Se aprovado, segue para a votação do Plenário.

Contratos em fevereiro levarão telefonia móvel a mais 1,8 mil municípios

Brasília – Em fevereiro, depois do Carnaval, serão assinados os contratos das faixas de freqüência de telefonia móvel licitadas em dezembro do ano passado, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

A partir das assinaturas dos contratos, as empresas terão prazo de dois anos para levar cobertura de celular a 1.836 municípios que ainda não possuem o serviço. São cidades com menos de 30 mil habitantes, onde vivem cerca de 17 milhões de pessoas.

Na sexta-feira passada (11), a Anatel realizou a distribuição desses municípios entre as prestadoras do serviço vencedoras da licitação. Para amanhã (18) está prevista a distribuição para cobertura de terceira geração (que permite o uso do serviço de  banda larga móvel) das 2.740 cidades que correspondem a 60% dos municípios com menos de 30 mil habitantes. O serviço deverá estar implantado em oito anos.

O gerente de regulamentações da Anatel, Bruno Ramos, explicou que para essa cobertura serão atendidas primeiro as capitais e as cidades com maior número de habitantes. “No primeiro ano, a operadora que venceu a licitação tem que atender 50% da capitais e das cidades acima de 500 mil habitantes. Até o quinto ano, ela cobre todas as cidades acima de 100 mil habitantes. Do sexto ao oitavo ano, ela terá que cobrir as cidades com 30 mil a 100 mil habitantes,” explicou.

Os preços dos serviços, segundo o gerente, não deverão ser aumentados: "É impossível subir tarifa com o nível de competição que temos hoje no Brasil. A Anatel conseguiu colocar quatro competidores por área geográfica. E o valor cobrado deve ser igual em cada cidade, independentemente do tamanho."

Amorim cobra de japoneses instalação de fábrica de semicondutores no Brasil

Brasília – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, cobrou do Japão a instalação de uma fábrica de semicondutores no país para atender à demanda de produtos da TV digital no país, que segue o modelo japonês. Amorim fez o apelo na abertura das comemorações do centenário da imigração japonesa no Brasil, hoje (17), no Itamaraty.

“Confiamos que uma fábrica de semicondutores pode ser instalada no Brasil”, disse Amorim, falando em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apenas acompanhou o evento.

Em novembro passado, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, disse que um grupo formado por engenheiros das duas nações debate a instalação da indústria. O custo mínimo está estimado em US$ 500 milhões.

Já o vice-ministro de Negócios Estrangeiros do Japão, Hitoshi Kimura, destacou a ajuda dos 300 mil brasileiros que vivem no Japão na revitalização da economia de seu país. Logo depois, Amorim disse que é bom ouvir que a comunidade brasileira “contará com as mesmas oportunidades de inserção social”.

O presidente da Associação para Comemoração do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, Kokei Uehara, agradeceu o acolhimento dado à comunidade japonesa, que soma 1,5 milhão de pessoas. “Graças a esse país tive os melhores professores da minha vida. Fico bravo quando alguém diz que o Brasil não tem professor de qualidade”, contou Uehara, que chegou ao país com nove anos de idade.

O ministro Amorim lembrou que o Japão já foi o segundo maior parceiro comercial do Brasil, mas perdeu posições por causa da estagnação de sua economia há alguns anos e da instabilidade e inflação alta no mercado brasileiro. Porém, continuou, as duas nações já superaram esses problemas e podem retomar as negociações para impulsionar o comércio bilateral.

De acordo com informações divulgadas pela Presidência da República, os investimentos japoneses no Brasil passaram de US$ 648 milhões, em 2006, para US$ 800 milhões, no ano passado. A agência japonesa de promoção comercial prevê investimento da ordem de US$ 1 bilhão em 2008.