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Governo britânico busca proibir downloads ilegais

Com a nova legislação que está sendo esboçada pelo governo britânico, os internautas que costumam baixar musicas e filmes ilegalmente pela internet poderão perder o acesso à internet.

O Departamento de Mídia, Cultura e Esportes trabalha com propostas para fazer as provedoras de acesso à internet, tal como BT e Virgin Media, agirem contra os usuários que acessam material pirateado. Confome anunciado pelo BrandRepublic, as propostas serão reveladas dentro de algumas semanas.

De acordo com a proposta, os usuários suspeitos de fazerem downloads ilegais receberão primeiramente um e-mail como aviso. Se continuarem a baixar material ilegal, receberão uma suspensão do serviço e qualquer infração que se seguir resultará no término de seu contrato de internet.

As provedoras que falharem na aplicação das regras poderão enfrentar um processo. Um sistema similar já opera na França e nos Estados Unidos e o governo acredita que funcionará com sucesso no Reino Unido.

Portabilidade numérica valerá a partir de agosto, diz Anatel

A partir de agosto, os usuários de telefone fixo ou móvel que mudarem de operadora dentro de seu código de área poderão manter o número, conforme anunciou nesta terça-feira (12/2) o presidente da Anatel, Ronaldo Sardenberg. Segundo ele, a portabilidade numérica será implantada gradualmente até março de 2009.

Sardenberg aconselhou a todos que mantenham os números de seus aparelhos. 'Guarde o número, porque perder o número, trocar o número é um prejuízo pessoal para o relacionamento com família e amigos. Se for de empresa o prejuízo é maior ainda', disse. Segundo ele, a manutenção do número é de interesse tanto para o indivíduo quanto para a coletividade.

O presidente da Anatel disse ainda que o sistema de telefonia celular começa um quarto ciclo. Na primeira fase, de 1996 a 1998, foi implementado o serviço móvel, com a criação da infra-estrutura em regime de duopólio (com duas empresas por área). Na segunda fase, de 1999 a 2006, houve a introdução da competição plena e de novas tecnologias.

'Foi o período em que já havia quatro operadoras nacionais e melhoria da qualidade dos serviços prestados', afirmou. Os anos de 2007 a 2010 compreendem o terceiro ciclo, em que gradativamente estão sendo ratificados os modelos de competição. No final do período, 100% dos municípios brasileiros deverão estar cobertos com os serviços telefônicos e a introdução da banda larga móvel (3G) em pelo menos 3,6 mil cidades.

'Apartir de amanhã, quando será ampliado o atendimento aos direitos dos usuários, estará sendo iniciado o quarto período para a telefonia no país', anunciou Sardenberg. Entre esses estão pagar somente valores devidos, obter nova conta se encontrar erro de cobrança e receber em dobro os valorespagos indevidamente.

As novas regras prevêem também a possibilidade de mudar de plano a qualquer momento, o recebimento do contrato de assinatura com seus direitos e deveres, o cancelamento do contrato em até 24 horas, e o cancelamento de benefícios e promoções.

Em relação ao atendimento, o novo regulamento obriga o registro das reclamações e ordens de serviço, além do recebimento imediato do protocolo para acompanhar os pedidos. Pelas novas regras, os usuários de telefones pré-pagos passam a ter o direito de inserir créditos e somá-los aos existentes. O prazo de validade dos créditos foi ampliado de 90 para 180 dias.

Todas as mudanças, que garantem os direitos dos usuários, deverão estar afixadas nas lojas de telefonia. Reclamações podem ser feitas pelo telefone 0800-33-2001.

Serra questiona lei paulista que obriga detalhamento de contas telefônicas

O governador de São Paulo, José Serra, ajuizou no Supremo Tribunal Federal (STF) uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) para pedir a suspensão da Lei 12.155/05, do estado de São Paulo, que trata da obrigação de discriminação detalhada das ligações locais nas contas telefônicas.

Na ação, Serra relata que ordenou o veto ao projeto de lei 674/02, que resultou na lei em questão. No entanto, a suspensão foi rejeitada pela Assembléia Legislativa de São Paulo. Na Adin, o governador afirma que a competência para legislar sobre o setor de telecomunicações é exclusiva da União, conforme a Constituição Federal.

Em 1997 foi promulgada a Lei federal 9.472, que além de criar a Anatel como órgão regulador do setor, confirmou a competência da União para legislar sobre esse tipo de serviço.

'O quadro legal constitucional descrito determina a necessária conclusão de que a Assembléia Legislativa de São Paulo, ainda que movida por propósito aceitável, perpetuou flagrante inconstitucionalidade', concluiu o governador.

Teles querem aproveitar fusão Oi/BrT para entrar na TV a cabo

As empresas de telefonia fixa querem aproveitar as mudanças nas leis que terão de ser feitas para permitir a fusão da Oi e da Brasil Telecom para fazer uma revisão maior em leis do setor.

Na sexta-feira, a Abrafix (Associação das Empresas de Telefonia Fixa) enviou uma carta à Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) pedindo que sejam feitas modificações na legislação. A associação incluiu no pedido a sugestão de que sejam realizadas alterações para permitir que as teles possam oferecer serviços de televisão a cabo, o que hoje é proibido.

'Os grupos econômicos querem ter a possibilidade de fazer uma oferta integrada dos serviços fixa, banda larga e TV por assinatura. Queremos poder ofertar os serviços de TV por assinatura com qualquer tecnologia', declarou o presidente da José Fernandes Pauletti.

Segundo Pauletti, o objetivo principal da carta é pedir a revisão do PGO (Plano Geral de Outorgas), que proíbe que uma mesma empresa de telefonia fixa atue em duas áreas diferentes. É o PGO que impede atualmente a compra da Brasil Telecom pela Oi.

'Propomos que o PGO seja flexibilizado na questão da regionalização. É uma tendência mundial. Estamos solicitando a possibilidade, depois se as empresas forem se juntar é outra coisa', disse.

Ontem, o deputado Arnaldo Jardim (PPS-SP) informou, após participar de reunião com o presidente Ronaldo Sardenberg, que a Anatel consultará o Ministério das Comunicações sobre as mudanças. O ministério confirmou o recebimento da carta. Se o ministério disser que deverão ser feitas alterações, a agência então dá início ao processo. O trâmite, porém, é apenas protocolar, já que o governo já declarou apoio à operação.

De acordo com Pauletti, todas as associadasda Abrafix concordam com o pleito. A associação representa a Oi, Brasil Telecom, Telefônica, CTBC e Sercomtel. Apesar disso, ele nega que esteja negociando com a Anatel ou que as teles estejam fechando um acordo para dividir os benefícios da modificação da lei. 'Que eu saiba, não existe nenhum acordo', declarou.

Governo quer votar MP da TV Brasil nesta quarta

Cumprindo a promessa que fez quando assumiu a relatoria da MP 398/2007, que cria a Empresa Brasil de Comunicação e a TV Brasil, o deputado federal Walter Pinheiro (PT/BA) fez diversas mudanças no texto encaminhado pelo governo. Seu relatório, que já está pronto, altera o sistema de financiamento da nova estatal, proíbe totalmente a TV Brasil de veicular propagandas comerciais e mexe com o sistema de nomeação do conselho curador da EBC.

O sistema de financiamento é um dos destaques. O deputado sugere criar uma contribuição específica para financiar a nova estatal, cujo recolhimento será feito entre os usuários de telecomunicações. Para evitar o aumento da carga tributária, está sendo proposta a redução da arrecadação do Fistel proporcional ao volume de recursos do novo tributo. A idéia é criar um caixa de R$ 300 milhões, aproximadamente, para a nova empresa.

Outra mudança importante está relacionada com os quadros profissionais da TV Brasil. A proposta do governo previa a absorção plena dos profissionais da Acerp (TVE) por tempo indeterminado. O relator sugere que exista um período de transição de três anos onde esses profissionais poderão pertencer aos quadros da TV Brasil sem serem funcionários públicos. Vencido esse prazo, a estatal terá que realizar concursos públicos para efetivar sua equipe.

Publicidade

Em entrevista a este noticiário, o relator afirmou que acredita ter apaziguado as polêmicas em torno da proposta, ao incluir alterações que surgiram no processo de apresentação de emendas à MP. O item de maior crítica da oposição era a possibilidade de veiculação de peças comerciais na programação da TV Brasil, uma vez que o texto original não era específico o bastante sobre o aspecto da publicidade. Esse ponto foi alterado por Pinheiro, que colocou em seu relatório uma restrição clara à veiculação de publicidade de comércio e serviços, e ainda limitou o tempo de propaganda a 15% da programação total da TV Brasil.

Votação no Plenário

Mas a alteração parece não ter afastado as polêmicas em torno da MP. Agora é o governo quem estaria "atrapalhando", na visão do relator, o andamento correto da matéria. Segundo Pinheiro, a liderança do governo na Câmara dos Deputados pretende colocar a medida provisória em votação nessa quarta-feira, 13. Caso isso ocorra, a matéria será votada sem a presença do relator, que está em licença médica até a próxima segunda-feira, 18.

Pinheiro disse que tentará estar em Brasília amanhã para acompanhar a decisão do governo, mas não dá certeza se conseguirá comparecer a tempo de uma eventual votação. A pressa do governo em colocar a análise da MP no Plenário não teria relação com o conteúdo em si da proposta. A jogada seria política, com a liderança do governo tentando desobstruir a pauta de votações da Câmara rapidamente.

Dúvidas

O relator não teme que a medida possa "mangabeirar" – jargão usado no Congresso para MPs que são vetadas desde que a criação da Secretaria de Ações de Longo Prazo, chefiada por Mangabeira Unger, foi derrubada em Plenário. A pressa teria efeito negativo apenas no sentido de cortar rapidamente a discussão sobre uma matéria com forte impacto na sociedade. "O único problema é aprovar sem ter discutido uma coisa muito importante como a criação de uma TV pública", pondera Pinheiro.

A aposta do relator é que, se o governo insistir na estratégia de levar a matéria a Plenário nesta quarta, a oposição obstruirá a votação. Do ponto de vista regimental, não há problemas em apresentar o relatório mesmo sem o titular da tarefa estar presente: bastaria eleger um "relator de Plenário" para ler o trabalho escrito por Pinheiro.

O texto completo do relatório não foi divulgado pela liderança do PT, onde encontra-se o material. Apenas as principais mudanças no texto do governo foram apresentadas ao público. Seguem abaixo os destaques do relatório do deputado Walter Pinheiro:

* Garante que a programação veicule, no mínimo, 10% de conteúdo regional e 5% de conteúdo independente entre as 6h e 24h;

* Estabelece que os convênios para formação da Rede Nacional de Comunicação Pública sejam celebrados em igualdade de condições com entidades públicas ou privadas, devendo a programação respeitar os princípios da Lei;

* Define as formas de apoio cultural como fonte de receitas da EBC, sendo permitida a citação da entidade apoiadora bem como de ação institucional, sendo impedido o tratamento publicitário;

* Impede que na publicidade institucional seja feita a veiculação de produtos e serviços;

* Especifica como limite para propaganda 15% do tempo total da programação;

* Cria uma contribuição para o fomento da radiodifusão pública, composta de recursos das telecomunicações. Para compensar a entrada do novo encargo, será reduzida a arrecadação do Fistel;

* Adiciona um representante da Câmara dos Deputados e um do Senado Federal no Conselho Curador da EBC;

* Estabelece que, na representação da sociedade civil, exista ao menos um conselheiro por região do País;

* Define que a indicação dos conselheiros deve passar por consulta pública;

* Cria uma ouvidoria na EBC, permitindo ainda que o ouvidor tenha um espaço reservado na programação da TV Brasil para tornar pública suas considerações;

* Impõe que as decisões da EBC passem pelo crivo do Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional;

* Cria um período de três anos para a manutenção dos quadros da TVE na TV Brasil. Após esse prazo, a estatal terá que preencher as vagas por meio de concursos públicos.