Arquivo da categoria: Notícias

Juca Ferreira diz que vale-cultura deve sair depois do carnaval

O vale-cultura, benefício proposto pelo governo federal para ampliar o acesso da população às opções culturais, deve ser anunciado logo depois do carnaval. A informação foi divulgada hoje (11) pelo ministro da Cultura, Juca Ferreira, durante o Encontro Nacional com Novos Prefeitos e Prefeitas, em Brasília.

O valor definido para o benefício é de R$ 50 e será válido para assistir a peças de teatro e para a compra de livros. Segundo o ministro, apenas empresas que pagam impostos com base no lucro real poderão disponibilizar o vale-cultura aos trabalhadores.

“É muito parecido com o vale-refeição mas, no lugar de alimentar o estômago, vai alimentar o espírito. Estamos formatando a proposta, já há um grau de entendimento grande. O presidente Lula é um entusiasta porque você, no lugar de apenas fomentar a produção cultural, vai fomentar o acesso. Precisamos garantir que a cultura chegue ao povo brasileiro e o vale-cultura é um instrumento de acessibilidade", disse Ferreira.

Ele adiantou que o processo de negociação está “em fase final”. Apesar de admitir que a próxima e última etapa é “difícil”, o ministro está confiante de que o projeto será provado no Ministério da Fazenda.

“Está quase no finalmente. Aceitamos uma série de ponderações, queríamos um quantitativo maior, chegamos a R$ 50 que já é uma grande contribuição. Depois do carnaval, já começo a me preparar para lançar junto com o presidente”, completou.

No Carnaval, anúncios explicarão diferença entre TV digital e TV paga

Uma nova campanha de divulgação dos benefícios da TV Digital estará no ar, em pleno Carnaval, em todo o país. Com o título "Democracia Digital", a iniciativa quer, principalmente, explicar ao telespectador que qualidade digital não é exclusividade dos assinantes da TV por assinatura.

"As pessoas estavam entendendo que para ter TV digital precisava ter assinatura de TV paga. A campanha vai mostrar para a população que ela pode ter a TV com qualidade, sem pagar nada mais, além da compra do conversor", explica Frederico Nogueira, presidente do Fórum SBTVD e vice-presidente do Grupo Bandeirantes.

A campanha vai lembrar que ao defender que a TV digital fosse livre, aberta e gratuita, as emissoras de TV criaram, na verdade, um forte diferencial para o sistema brasileiro: a gratuidade. Também vai enfatizar que "Democracia digital" é também mobilidade, alta definição e interatividade.

"Costumo dizer que a TV digital brasileira tem um tripé que a sustenta: mobilidade e/ou portabilidade; alta definição e interatividade. Sem qualquer um deles, o SBTVD não consegue se equilibrar. Vamos vender mais conversores, na medida que tivermos a interatividade. Vai vender mais televisores quando conseguirmos mostrar para as pessoas o que é assistir TV em alta definição", observa Frederico Nogueira.

"E vender mais terminais portáteis quando a população entender que é melhor levar o celular com TV para o estádio, em vez do radinho de pilha, porquê nele é possível ver o replay do lance", afirma Frederico. "Tudo é uma questão cultural. Algo que a gente não faz da noite para o dia", completa.

Conversores com Ginga estarão à venda no segundo semestre, diz presidente do Fórum SBTVD

"Em abril a gente fecha o assunto interatividade, seja para o bem ou seja para o mal, por unanimidade, ou não", afirmou nesta terça-feira (10), ao Convergência Digital, o presidente do fórum SBTVD e vice-presidente do Grupo Bandeirantes, Frederico Nogueira. "Não tenho dúvida ao afirmar que teremos conversores com Ginga à venda no mercado já no segundo semestre deste ano", garantiu.

Oferecer interatividade ao telespectador brasileiro em 2009 é uma das prioridades do Fórum SBTVD. O módulo técnico que, hoje, trabalha nas especificações da API 'royalties free' do Java-DTV, tem prazo para encerrar o trabalho.

Os integrantes desse módulo têm até o dia 23 de março para entregar ao conselho deliberativo do Fórum SBTVD todas as alternativas possíveis para interatividade (Ginga com GEM, com Java DTV, só com NCL e Lua, etc), para tomada de decisão no decorrer de abril. "Não vou enrolar com esse assunto. Vou botar para votar", afirmou Nogueira.

Indagado se manteria essa posição ciente que ela poderia vir a representar uma divisão no Fórum, até aqui famoso por ter tomado todas as suas decisões por consenso, o executivo não titubeou.

"Mesmo que esse assunto venha do módulo rachado, a gente já sabe como virar e sabe o que tem que enfrentar", disse Nogueira, lembrando que lá atrás, no início dos trabalhos do Fórum, a votação pela obrigatoriedade do DRM na saída não foi consensual.

"O governo foi lá e derrubou. A gente pode decidir rachado e o governo tomar uma decisão no sentido contrário. O que é ruim para todos. Mas vamos decidir", completou. Frederico Nogueira assegura, no entanto, que o conselho não vai tomar uma decisão levando em conta apenas os aspectos técnicos, abandonando o custo a ponto de torná-lo inviável. Também não decidirá só pelo custo, comprometendo a qualidade do produto.

"A decisão será um mix das duas coisas. No Fórum, temos um equilíbrio de forças. Não conheço nenhum outro setor tão reunido para deliberar o caminho a seguir. Tomada a decisão, todo mundo vai naquele caminho. É democrático, é correto", assinalou.

Outras prioridades

Entre as outras prioridades do Fórum SBTV para 2009 estão a consolidação da implantação da transmissão no país e o aumento da produção HD por parte das emissoras.

"Fechamos o ano de 2008 com 11 cidades com transmissão digital: 10 capitais e uma no interior. A meta é fechar 2009 com as 26 capitais com sinal digital e boa parte das cidades de maior porte, com mais de 1 milhão de habitantes, também. Vamos trabalhar nesse sentido", disse.

Quanto ao aumento da produção HD (High Definition), já em abril, com o lançamento da programação 2009, Frederico assegura que duas grandes redes terão 100% das sua programação em HD e as outras três redes, no mínimo 50%. Hoje, apenas uma emissora tem 100% da sua produção HD. As outras oscilam entre entre 50% e 25%.

Lei de TV paga deve ser aprovada até junho, diz presidente da CDC

O presidente da Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) da Câmara, o deputado federal Vital do Rego Filho (PMDB-PB), prevê para até junho de 2009 a criação da lei de TV paga no país. Segundo informou o DCI, a medida é pauta de discussão no governo desde junho de 2007. A expectativa é de que com a aprovação do Projeto de Lei 29 (PL-29), o setor aumente o número de assinaturas, melhore a qualidade e diminua o preço cobrado pelo serviço.

O político, que deve entregar o mandato na CDC em março, acredita que o PL deverá ser retomada assim que os novos presidentes das comissões da Câmara forem eleitos. "O projeto é muito importante e ganhou uma dimensão muito grande com a discussão do conteúdo atrelado à convergência tecnológica", ressaltou o deputado.

A expectativa da aprovação do PL para o fim do semestre está vinculada à pressão das grandes empresas de telefonia, como Telefónica, Embratel e Oi, que querem adentrar no mercado de TV paga, ação ainda não permitida fora de suas áreas de concessão.

O deputado ainda espera que o PL seja encaminhado novamente à Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) da Câmara, local em que o projeto já foi pauta de discussão durante um ano e meio.

Ministério congela indicações para Conselho Consultivo

Até o início da semana passada parecia estar tudo pronto para as novas indicações ao Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), evitando assim que o grupo delibere com cinco cadeiras vagas. Mas tão logo os nomes sugeridos começaram a ser divulgados, o Ministério das Comunicações resolveu recuar em duas indicações e pode mudar o cenário projetado para o grupo de acompanhamento das atividades da Anatel. As duas vagas colocadas em xeque são destinadas à representação de entidades de defesa do consumidor e da sociedade civil.

O primeiro "problema" seria uma constatação tardia de que a indicação de Karin Veloso Mazorca para a vaga das entidades de defesa dos usuários funcionaria como uma continuidade do trabalho da também advogada Flávia Lefèvre. Ambas advogam em nome da Pro Teste, apesar de Flávia ter tido seu nome encaminhado oficialmente para a vaga pelo instituto Indec (Instituto Nacional de Defesa dos Consumidores de Telecomunicações). Como Flávia se opôs à reforma regulatória feita pela Anatel em 2008, a pedido do governo, o nome de Karin estaria enfrentando problemas neste momento.

Ironicamente, é possível que mesmo que seu nome seja confirmado a advogada da Pro Teste não chegue a assumir o Conselho Consultivo. Isso porque Karin deixará o grupo de advogados da Pro Teste para assumir em cargo no funcionalismo público. O que se tem até o momento é que a indicação que foi encaminhada à Casa Civil está tacitamente suspensa desde o início desta semana.

Um outro problema é a indicação para a segunda vaga representativa da sociedade. O nome escolhido havia sido o do presidente do conselho da empresa NEC, Paulo Gomes Castelo Branco. O temor é que repita-se com Castelo Branco o que aconteceu com o ocupante da primeira vaga para este segmento, José Zunga. Com carreira no movimento sindical, Zunga é funcionário licenciado da Brasil Telecom e teve sua indicação questionada pelo Ministério Público Federal (MPF).

Para os procuradores, Zunga não teria legitimidade para representar a sociedade já que ainda é funcionário de uma concessionária de telefonia fixa. O fato de que Zunga ainda é funcionário por conta da Lei Sindical – que obriga os sindicalistas a terem vínculo empregatício com empresas do setor do qual representam os trabalhadores – teria apaziguado a situação. Além do mais, a indicação teria sido feita em nome do Instituto Observatório Social de Telecomunicações (Iost), do qual Zunga é sócio.

A mesma saída a um eventual questionamento do MPF não poderia ser usada por Castelo Branco. Assim, para evitar futuros constrangimentos, o Minicom estaria repensando esta indicação. Não há certeza nem de que os dois nomes serão descartados, nem se serão confirmados. Por praxe, o Minicom encaminha três nomes para cada uma das vagas à Casa Civil. No entanto, é sabido que os nomes desejados pelo ministério são apresentados com destaque ao Planalto. Seria o caso de Karin e de Castelo Branco.

Com o novo cenário, o caminho poderá ser a escolha de um dos outros dois nomes encaminhados para essas vagas. Ou refazer a lista com outros nomes encaminhados ao Minicom durante o chamamento público para o preenchimento dessas cadeiras. Quanto tempo isso irá levar é uma incógnita.

Duas indicações que devem permanecer intactas na nova composição são as feitas pela Câmara e pelo Senado, que têm autonomia na escolha de seus representantes. Para a Câmara, foi indicado o economista e engenheiro Bernardo Estellita Lins, e pelo Senado, o consultor legislativo Leonardo José Rolim Guimarães. Outro nome confirmado é o representante do Executivo que será Roberto Pinto Martins, secretário de Telecomunicações do Minicom.

A última reunião do Conselho Consultivo com a atual composição está marcada para esta sexta-feira (13).