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Oi-BrT demite 400, apesar de acordo com Anatel de manter postos de trabalho

A Oi anunciou nesta quinta-feira (12) que fará um corte de, aproximadamente, 400 postos de trabalho de nível gerencial. As demissões são, de acordo com a companhia, reflexo da sobreposição de cargos ocorrida após a aquisição da Brasil Telecom, concluído no início de janeiro deste ano. A empresa de telefonia também informou que será posto em prática um programa de aposentadoria incentivada.

As demissões tiveram como parâmetro levantamento feito pela empresa junto a 1,3 mil executivos das duas empresas. Este processo consistiu em um censo curricular e pessoal, seguido de entrevistas individuais com consultores em todo o Brasil. "Através desse mapeamento, a Oi identificou os talentos que mais se alinham às necessidades do novo desenho organizacional, considerando formação, perfil, experiência e interesses de carreira", afirmou a empresa.

A manutenção do número de postos de trabalho por três anos foi um dos compromissos firmados pela Oi na ocasião do anúncio do início das negociações entre as empresas, em abril do ano passado. A base de referência são os empregos em vigor em fevereiro do ano passado. "A companhia reitera este compromisso e estima permanecer como importante geradora líquida de empregos no país", acrescentou a empresa, afirmando que hoje tem em seus quadros mais de cem mil empregos diretos.

Aposentadoria

No que diz respeito ao incentivo à aposentadoria, a empresa informou que o plano é aberto a todos os níveis hierárquicos da companhia. A Oi oferece, além dos direitos trabalhistas e os previstos nos acordos sindicais, indenização de 0,4 salário para cada ano na empresa, no limite de doze salários. O recurso pode ser destinado ao plano de previdência ou revertido, parcialmente em dinheiro.

Já os gerentes que estão deixando a companhia receberão indenização de 0,3 salário para cada ano trabalho, com piso de um salário e meio e máximo de seis salários.

Primeiro embate da nova Oi envolve gestores e fundos

Surge o primeiro embate depois da criação da nova Oi. Os fundos de pensão Funcef, Previ e Petros, sócios e participantes da articulação para a criação da operadora, estão estranhando alguns critérios ligados à governança corporativa adotados pela nova gestão.

Entre outras coisas, os fundos reclamam de cancelamentos arbitrários de contratos e de ações relevantes tomadas sem que o conselho da operadora, do qual fazem parte, seja consultado.

A visão dos fundos é que parece haver pressa além do necessário para formar, na prática, a operadora originada da compra da Brasil Telecom pela Oi. O negócio foi concretizado no mês passado, após um ano e meio de negociações, por R$ 5,3 bilhões e criou a maior operadora do país, com receita anual de R$ 40 bilhões. A previsão de investimentos é de R$ 30 bilhões, até 2014.

O andamento apressado, dizem pessoas próximas aos fundos, poderá prejudicar a empresa futuramente.

Na operadora, o ritmo anda realmente acelerado. Com resultados agressivos prometidos ao mercado e aos acionistas, o objetivo é cortar custos com ganhos de sinergia, no menor tempo possível. A intenção foi reforçada por conta da crise.

O objetivo da operadora, anunciado durante o fechamento do negócio, é ter ganhos de sinergia da ordem de R$ 1 bilhão e reduzir custos em 4%, até 2012.

Para isso, alguns contratos feitos em duplicidade têm sido cancelados. A escolha é feita, alegadamente, por critérios técnicos e os cortes têm atingido tanto acordos feitos pela antiga Oi como outros da BrT.

A diminuição de fornecedores e contratos é uma das principais frentes para corte de custos da empresa, já que a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) determinou que a nova Oi não faça demissões até abril de 2010.

Procurada, a Oi preferiu não comentar o assunto.

Escolhido presidente da comissão que vai rever diretrizes de curso de jornalismo

Já está publicada no Diário Oficial da União a nomeação dos membros que vão compor comissão do Ministério da Educação que irá rever as diretrizes do curso de jornalismo. Como já havia sido adiantando pelo MEC, o grupo será presidido pelo professor José Marques de Melo, fundador da Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo (USP) e um dos mais renomados estudiosos do jornalismo no país.

De acordo com o ministério, a comissão começa a funcionar no próximo dia 19 e os trabalhos durarão 180 dias. O objetivo do grupo seria revisar as diretrizes curriculares que orientam as instituições de educação superior no processo de formulação do projeto pedagógico de um curso de graduação em jornalismo.

O ministro Fernando Haddad chegou a comentar a possibilidade de criar cursos de especialização em jornalismo para que formados em outras áreas também possam exercer a profissão.

CTBC recorre contra liminar da Pro Teste na questão do backhaul

Por um bom tempo, a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) esperou pelo apoio das concessionárias na disputa jurídica travada com a Pro Teste sobre a troca de metas de universalização. A ajuda na argumentação, mesmo que tardia, surgiu na última segunda-feira (9), pelos advogados da CTBC Telecom. Nesse dia, a concessionária protocolou um Agravo de Instrumento no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região contestando a liminar concedida pela Justiça Federal de Brasília suspendendo a efetividade da troca das metas.

O agravo ainda não foi analisado pelo desembargador Souza Prudente, que recebeu o processo por dependência (já que julgou os casos anteriores, mantendo a liminar). Prudente teria pedido mais informações sobre o trâmite do processo em primeira instância antes de deliberar, o que pode fazer com que a resposta ao recurso ainda demore algum tempo para ser emitida. Também pesa contra o agravo o fato de o desembargador já ter negado dois pedidos de suspensão da liminar feitos pela Anatel e pela Advocacia Geral da União (AGU).

A argumentação apresentada pela CTBC Telecom não foi liberada pelo TRF1. Mas advogados que tiveram acesso à documentação afirmam que a concessionária de fato aderiu à corrente defendida pelo governo de que não há dúvidas quanto à natureza reversível do backhaul. A base do argumento é a definição desta rede contida no decreto nº 6.424/2008, que trocou a meta de implantação de Postos de Serviço de Telecomunicações (PSTs) pela implantação do backhaul. Pelo decreto, esta nova rede é uma infraestrutura de suporte de STFC para o provimento de banda larga.

No passado, a CTBC Telecom tinha convicções diferentes com relação à natureza do backhaul. Em sua contribuição à consulta pública que alterou os contratos para incluir a nova meta, a concessionária alegou que esta rede não servia à prestação do STFC e, portanto, não era reversível. Seguindo este entendimento, a concessionária, ao lado de Oi e Telefônica, defenderam a exclusão da cláusula que expressava claramente o retorno desta rede à União. "Propõe-se, aqui, a exclusão do item (cláusula de reversibilidade), pois, apesar da infraestrutura de suporte ao STFC contemplada no texto da Consulta em comento, tal estará dedicada a prover meios para conexão à internet em banda larga, serviço este de natureza diversa do prestado em regime público, e, portanto, não deve ser afetado pelo instituto da reversibilidade", disse a CTBC.

O fato de as concessionárias terem se posicionado contra o entendimento de que o backhaul é suporte do STFC reforçou as decisões judiciais tomadas até agora contra a manutenção da troca das metas. Na última decisão, o TRF1 chegou a sugerir que a Anatel reincluísse a cláusula como forma de sanar o impasse sobre a natureza da rede. A agência tentou seguir a recomendação, mas Telefônica e Oi recusam-se a assinar um novo aditivo até que a Anatel esclareça o assunto. Apenas a CTBC e a Sercomtel estariam dispostas a aceitar a reinserção da cláusula.

Sem unanimidade, Conselho Consultivo apóia cobrança do ponto extra

O Conselho Consultivo da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) aprovou hoje posição a favor da cobrança do ponto extra de TV por assinatura, debate que vem sendo travado na agência há oito meses e ainda sem definição. A proposta, apresentada pelo conselheiro Ricardo Sanchez,defende que o ponto extra somente é instalado mediante solicitação e que representa custos para a operadora.

A proposição, porém, não teve o apoio de todos os conselheiros. O presidente Vilson Vedana; Flávia Lefèvre e Walter Faiad, que representam os consumidores no conselhos, foram contra. Para eles, a existência de custo que justifique uma cobrança mensal ainda não está clara. Faiad contestou o argumento de que a Anatel não pode regular preço, mas serviço, alegando que a agência apenas reconheceu que o serviço não é oneroso.

Reversibilidade de bens

Outra decisão do conselho foi a de promover debate sobre a reversibilidade dos bens. A proposta foi apresentada pelo conselheiro José Zunga, que defende a abertura das discussões devido à grande polêmica instalada sobre a reversibilidade do backhaul, que as operadoras fixas estão implantando em todo o país, resultante da troca de metas de universalização. "O conceito de reversibilidade não está claro e permite uma série de interpretações", disse.

Os debates foram marcados para os dias 20 e 27 de março, sob a presidência de Luiz Perrone, que assume a presidência do conselho a partir desta segunda-feira (16), quando termina o mandato de Vilson Vedana.