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Orçamento do MiniCom sobe para R$ 5,49 bilhões em 2012

A edição desta sexta-feira (20) do Diário Oficial da União publica o Orçamento para 2012. A lei aprovada pelo Congresso Nacional no final de dezembro do ano passado foi sancionada na quinta-feira, 19, sem vetos, pela presidente Dilma Rousseff.A lei estima em R$ 2,257 trilhões a receita da União para o exercício financeiro deste ano. Excluindo-se os gastos com o refinanciamento da dívida – no valor de R$ 655 bilhões – o total cai para aproximadamente R$ 1,6 trilhão.

O Ministério das Comunicações, incluindo a Anatel e Telebrás, ficou com R$ 5,49 bilhões valor de R$ 1,1 bilhão a mais do que os recursos previstos em 2011, de R$ 4,37 bilhões. A previsão de investimentos é de R$ 1,24 bilhão, ante R$ 739 milhões previstos no orçamento do ano anterior.

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação ficou com um total de R$ 8,48 bilhões ante os R$ 8,16 bilhões previstos em 2011. Os investimentos previstos são de R$ 28,6 milhões, maior que os R$ 17 milhões do ano passado. O orçamento do Ministério da Cultura para este ano é de R$ 2,13 bilhões.

A publicação da lei orçamentária vai permitir que os ministérios do Planejamento e Fazenda discriminem receitas e despesas para cada ente da União, e trabalhe no decreto de execução orçamentária e financeira para o ano, devendo anunciar quanto o governo vai cortar e contingenciar nos gastos aprovados pelo Congresso Nacional.

Ontem, a presidente Dilma Rousseff sancionou o Plano Plurianual (PPA) de 2012 a 2015 com corte de R$ 35,7 bilhões de emendas apresentadas pelo Congresso, como a implantação da rede de fibra ótica no trecho que vai de Macapá a Oiapoque (AP).

‘Conselho de Comunicação da Bahia vai desmontar tese de censura’

Integrantes de movimentos que debatem a democratização da comunicação acreditam que o conselho criado na Bahia será importante para desfazer a acusação de que este tipo de mecanismo visa a censurar os veículos de informação.

“Vai ficar mais difícil os empresários continuarem se colocando contra o debate com o subterfúgio de que é para controlar os meios de comunicação”, apontou Renata Mielli, da coordenação do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), que esteve presente à posse do colegiado, no último dia 10. “A Bahia pode acabar com o fetiche de controle, de censura, de autoritarismo, e pode mostrar que é um exercício saudável de debate, de diálogo.”

Composto por 27 integrantes, 20 da sociedade civil e sete do poder público, o Conselho Estadual de Comunicação da Bahia é o primeiro do gênero no Brasil. Em 2010, a Assembleia Legislativa do Ceará chegou a aprovar projeto semelhante, mas o governador Cid Gomes (PSB) vetou o texto por considerar que se trata de atribuição da União.

O colegiado terá a função de debater uma política pública de comunicação para a Bahia, apresentando propostas para que as emissoras públicas possam fortalecer uma rede e apresentar uma programação local e independente. Além disso, os conselheiros terão a possibilidade de apontar regiões nas quais haja falta de fornecimento de informações e sugerir a adoção de medidas para combater o problema.

Julieta Palmeira, que vai representar o Centro de Estudos Barão de Itararé no órgão, lembra que se trata de uma antiga reivindicação dos movimentos sociais, reforçada durante a realização da Conferência Estadual de Comunicação, em 2008, e que só foi adiante devido à postura do governo Jaques Wagner (PT). “O fato de a Bahia viver um momento político de novo contexto contribuiu decisivamente para concretizar uma reivindicação antiga.”

Ela considera fundamental também a postura dos empresários de comunicação que aceitaram debater o assunto, em contraposição a outros que preferiram ficar de fora da iniciativa e acusar haver tentativa de controle do conteúdo dos veículos de comunicação. Os representantes das empresas participaram da elaboração do projeto encaminhado pelo Executivo à avaliação dos deputados estaduais, o que deu legitimidade ao trabalho e ajudou a desmitificar a acusação de censura.

Após a sanção do projeto, a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert). que se recusou a integrar a discussão, emitiu comunicado acusando ser inconstitucional o conselho, que seria atribuição exclusiva da esfera federal. “A proposta de criação dos conselhos nos Estados e municípios, sob o pretexto ideológico de garantir o 'controle social da mídia', pretende apenas impor à imprensa limites incompatíveis com a democracia que conquistamos no Brasil”, pontuou.

Uma das atribuições do colegiado será discutir a distribuição das verbas públicas de comunicação no estado. Para os movimentos que debatem o tema, esse repasse deve levar em conta não apenas a audiência, mas a diversidade garantida pelos veículos. João Brant, do Coletivo Intervozes, acredita que reside aí um dos reais motivos para a resistência da Abert em debater o assunto. “Quem tem preocupação com censura somos nós. Eles são hoje os censores. Claramente o conselho está muito protegido de qualquer ímpeto censor. Quem fala isso está mal intencionado”, diz. Ele acrescenta que é uma iniciativa importante para concretizar grupos semelhantes em outros estados e fomentar o debate nacional sobre a regulação da comunicação, que esbarra na falta de atitudes claras por parte do governo Dilma. "A regulação das comunicações foi um não tema no primeiro ano do governo, não houve nenhuma ação pública do governo em relação ao marco regulatório."

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, herdou do ministro da Comunicação Social da gestão Lula, Franklin Martins, um anteprojeto a respeito. A ideia é estabelecer critérios claros e livres de influência para a concessão de emissoras, desconcentrar a distribuição dos canais de rádio e TV e limitar a propriedade de veículos por um mesmo grupo, fatores que dificultam a representação de todos os grupos da sociedade no quadro atual.

Quando questionado a respeito, Bernardo sempre evitou colocar o debate como central para sua gestão. Inicialmente, indicou que um grupo de trabalho dentro do ministério iria analisar o anteprojeto deixado por Martins e apresentá-lo a Dilma Rousseff. Pressionado em abril de 2011 por movimentos sociais, comprometeu-se a colocar um texto em consulta pública no segundo semestre. Depois, afirmou que seriam apresentadas perguntas para saber o que a sociedade pensa a respeito, o que tampouco se concretizou.

A assessoria do Ministério das Comunicações informou que o grupo ainda debate o tema e que não há consenso dentro do governo a respeito. A Rede Brasil Atual fez uma solicitação para saber qual a frequência dos debates a respeito e quais são os integrantes deste grupo, e se algum deles poderia conceder uma entrevista. Todos os pedidos foram negados. Nos bastidores, afirma-se que o trabalho já foi concluído pela área técnica da Pasta, mas Bernardo não aprovou o resultado.

Ancine recebe até março contribuições para melhoramento dos serviços de TV por assinatura

A Agência Nacional do Cinema (Ancine) manterá aberta até o dia 3 de março próximo a consulta pública sobre o texto da instrução normativa que regulamentará a Lei 12.485/2011, referente aos serviços da televisão paga.

O presidente da Ancine, Manoel Rangel, informou à Agência Brasil, que a instrução definirá, entre outros tópicos, o horário nobre da TV por assinatura, os conteúdos audiovisuais válidos para cumprir as cotas estabelecidas pelo governo e a mecânica de obrigação do carregamento do conteúdo brasileiro.

A instrução “fixará o conceito de que a obra de produção independente é aquela cujo poder econômico sobre a obra está nas mãos do produtor independente”. Definirá, ainda, o limite máximo de publicidade nos canais de TV por assinatura em 25% diários e, também, em 25% do horário nobre, no máximo”, segundo Rangel.

Também serão definidos os princípios e objetivos a serem alcançados no exercício do cumprimento da nova lei, nas atividades de programação, empacotamento e produção de conteúdos brasileiros.

O presidente da Ancine não tem dúvidas de que a instrução vai permitir maior competitividade à produção nacional. “Ela vai induzir maior competitividade, vai estimular maior presença de conteúdo brasileiro, sobretudo de produções independentes. Na prática, esses regulamentos viabilizam a entrada em funcionamento da lei”, disse.

Qualquer pessoa ou entidade que se cadastrar na Ancine poderá participar da consulta pública e dar sua contribuição. “Os agentes econômicos estão lá credenciados e qualquer cidadão que queira se registrar na Ancine para participar da consulta pública poderá fazê-lo”.

Na avaliação de Rangel, a TV paga, tal como está organizada hoje, precisava dessa lei, para melhorar o segmento. “Ela precisava dessa lei. E essa lei promete uma transformação no mercado de televisão paga que vai ser muito importante para a sociedade brasileira e, também, para os próprios agentes econômicos que se dedicam a esse negócio”.

Ele acredita que as transformações serão benéficas para a sociedade e a economia brasileiras, “viabilizando, portanto uma forte indústria de conteúdos brasileiros no país, o que é relevante para qualquer país que tenha aspiração de produzir a sua própria imagem e ter um espaço significativo na cena internacional”.

Senado dos EUA adia votação de lei antipirataria na internet

O Senado americano adiou uma votação prevista para terça-feira sobre a lei antipirataria na internet, em estudo no Congresso, devido às recentes medidas de protesto contra este projeto, informou nesta sexta-feira o chefe da maioria democrata do Senado, Harry Reid.

"Diante dos acontecimentos recentes, foi decidido adiar a votação de terça-feira" sobre o projeto de lei da proteção de direitos autorais, afirmou Reid em um comunicado, após os movimentos de protestos inéditos na internet realizados nesta semana por Wikipedia e Google, entre outros.

"Não há razão para que as questões legitimamente levantadas por muitos neste projeto de lei não possam ser resolvidos", disse Reid.

"Fizemos bons avanços através de debates que realizamos nos últimos dias, e sou otimista de que podemos assumir um compromisso nas próximas semanas", acrescentou.

O apoio do Congresso americano à legislação – o Protect IP Act (Lei de Proteção do IP) no Senado e a Stop Online Piracy Act (Lei de Combate à Pirataria On-line, SOPA, em inglês) na Câmara de Representantes – foi se enfraquecendo devido aos protestos on-line, que apontaram os projetos de lei como um perigo para a liberdade na internet.

O presidente da Câmara de Representantes, o republicano John Boehner, disse na quarta-feira que havia uma "falta de consenso neste ponto" e que seria necessário continuar trabalhando na comissão.

A versão em inglês da enciclopédia on-line gratuita Wikipedia permaneceu inacessível por 24 horas na quarta-feira, e o Google utilizou uma tarja preta sob seu logo na versão de sua página nos Estados Unidos como medida de protesto contra a legislação.

Em seu comunicado, Reid sustentou que "a falsificação e a pirataria custam à economia americana bilhões de dólares e milhões de postos de trabalho todos os anos, apenas na indústria cinematográfica comprometeram mais de 2,2 milhões de empregos".

"Devemos tomar medidas para pôr fim a estas práticas ilegais", disse Boehner. "Vivemos em um país onde as pessoas esperam legitimamente que sejam remuneradas de maneira justa por um dia de trabalho".

Reid convocou um dos incentivadores do projeto de lei, o senador Patrick Leahy, a "seguir comprometido com todas as partes para conquistar um equilíbrio entre proteger a propriedade intelectual dos americanos e manter a abertura e inovação na internet".

Outro dos senadores que apoiavam a lei de Proteção do IP, o senador Marco Rubio, retirou seu apoio na quarta-feira dizendo que o Congresso deveria "evitar a pressa em relação a um projeto de lei que pode ter muitas consequências indesejadas" na rede.

Anonymous seguem em guerra e EUA recuam no apoio a SOPA e PIPA

O grupo Anonymous, coletivo mundial de ciberguerrilheiros, manteve os ataques a alvos preferenciais, nas últimas 24 horas e, além do sítio do governo da França (www.elysee.fr), que amanheceu com a tela branca e nela escrito, em letras garrafais: We Are Legion (Somos uma legião), principal slogam dos insurgentes, foram atingidos outros 14 nos EUA e Europa. Saíram do ar as páginas da Casa Branca, sede do governo dos EUA (Whitehouse.gov), do departamento de Copyright (DOJ, na sigla em inglês), da Universal Music norte-americana e francesa, da associação da indústria fonográfica (RIAA, também na sigla em inglês), da associação da indústria cinematográfica (MPAA) , do Departamento de Justiça (Justice.gov), da federação belga de antipirataria e seu equivalente francês (anti-piracy.be/nl/ e HADOPI.fr), da polícia federal norte-americana (FBI.gov), do senador Christopher Dodd (ChrisDodd.com), que permanecia fora do ar na tarde deste sábado, da Vivendi France (Vivendi.fr), da BMI (BMI.com) e da Warner Music Group (WMG.com).

Segundo nota do grupo, distribuída também pela internet, no início desta tarde, os ativistas seguem com estas instituições na lista de novas ações que irão transcorrer nos próximos dias. A estratégia de protesto do Anonymous parece ter surtido efeito. Em menos de 24 horas, um número consistente de congressistas norte-americanos deixou de apoiar as controversas leis antipirataria, com votações em curso no Senado. Segundo analistas, a ação eficaz contra o Megaupload, maior site de armazenamento e distribuição de dados da internet, provou serem desnecessários o Stop Online Piracy Act, (SOPA), ou o Protect IP Act (PIPA), para se regular a questão dos direitos autorais na web. Ao todo, 19 senadores mudaram seus votos e cinco deputados se posicionaram contra os novos projetos de lei.

Protesto em Portugal

Ao redor do mundo, o Anonymous prossegue na busca do apoio popular e em Lisboa, neste sábado, o grupo realizará uma rara manifestação de rua. Manifestantes distribuíram flyers na noite passada e nesta manhã, com a convocação para uma passeata até a Praça Marquês de Pombal, no Centro da capital portuguesa. Além do controle da internet, a crise econômica e o desemprego também integram a pauta do encontro.

Leia o manifesto, na íntegra:

“Iniciamos 2012 mergulhados numa das maiores crises já vividas na história portuguesa e europeia. São mais de 700 mil desempregados no nosso país, e esse número não pára de aumentar. A precariedade laboral devora os nossos sonhos, condenando-nos à miséria e a uma vida sem futuro.

“O orçamento aprovado para este ano reproduz de modo ainda mais perverso as exigências da Troika, com cortes na Saúde, na Educação, eliminação do 13º e 14º salários na Função Pública, aumento do valor das taxas moderadoras, dos preços dos transportes, da eletricidade e das rendas das casas. Apesar do grande número de desempregados o governo amplia em meia hora por dia o horário de trabalho, aumentando a exploração e tornando mais difíceis novas contratações.

“Não somos nós que estamos a “viver acima das nossas possibilidades”, mas sim os banqueiros, patrões e multimilionários, bem como os políticos que os apoiam. Estes é que são os verdadeiros responsáveis pela crise da dívida pública!

“É preciso sair à rua e dizer basta!

“Apelamos a todas e a todos, desempregados, trabalhadores, imigrantes, precários, reformados, estudantes, todos aqueles e aquelas cujas vidas e sonhos estão a ser destruídos em nome de uma crise pela qual não têm qualquer responsabilidade, a que se juntem e, a 21 de Janeiro, mostremos na rua que exigimos viver em Democracia e que em Democracia o poder é do povo e de mais ninguém!

“Pelo direito ao trabalho com direitos!
“Contra as privatizações dos setores estratégicos!
“Suspensão do pagamento da dívida e auditoria popular!

“A Democracia sai à rua
“Traz a tua voz!”