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Carteira da Ordem dos Músicos do Brasil é dispensada em SP


O Governador José Serra aprovou nesta quinta-feira, dia 1º de fevereiro, o projeto de lei do Deputado Alberto Turco Loco Hiar (PSDB/SP), que dispensa a apresentação da Carteira da Ordem dos Músicos do Brasil na participação de músicos em shows, e espetáculos afins que se realizem no Estado de São Paulo.
 

Como a medida é decretada pela Assembléia Legislativa e promulgada pelo governador, a lei será regulamentada no prazo de 60, a contar de sua publicação, estabelecendo os critérios e as penalidades a serem impostas aos infratores. Segundo o autor do projeto, deputado Turco Loco, "essa foi uma vitória dos músicos brasileiros, que a partir de São Paulo, vão fazer uma revolução na música, e ajudar na evolução artística do nosso país."

Brasil ratifica Convenção da UNESCO

O Brasil acaba de ratificar a Convenção para a Proteção e Promoção da Diversidade das Expressões Culturais, conhecida por Convenção da Diversidade, que havia sido aprovada pela Conferência Geral da UNESCO em outubro do ano passado. 

Outros 43 países já o fizeram, o que permitirá que a Convenção entre em vigor a partir de 18 de março de 2007. Segundo o Diretor Geral da UNESCO, Koichiro Matsuura, “a rapidez do processo de ratificação é sem precedentes na história da UNESCO. Nenhuma das demais convenções da área cultural foi adotada por tantos países em tão pouco tempo”. 

"O Brasil apresenta uma trajetória histórica de alinhamento com as diretrizes da UNESCO no campo das políticas culturais e a Convenção da Diversidade Cultural pode ser considerada como uma síntese dessa trajetória", comenta a coordenadora de Cultura da UNESCO no Brasil, Jurema Machado.  

A Convenção é o instrumento normativo máximo de que dispõe a UNESCO. Tem caráter vinculante, ou seja, cria compromissos para os estados-membros. "Não é uma mera carta de princípios, mas refere-se a âmbitos culturais concretos para os quais se estabelece um marco de referência e regras aceitáveis pelo maior número possível de países", completou ela.  

O objeto desta Convenção – a Diversidade Cultural – é multifacetado e, por essa razão, faz vínculo com um grande número de instrumentos normativos já adotados pela UNESCO, não só na área da Cultura, mas na área da Educação, das Ciências Sociais, da Comunicação e, mais recentemente, do Meio Ambiente. 

A atual Convenção resulta de um longo processo de maturação de dois anos de intensas negociações. Seu texto reafirma a relações entre cultura, desenvolvimento e diálogo a procura criar uma nova plataforma para a cooperação internacional. Um dos seus aspectos mais notáveis é a reafirmação da soberania dos países para elaborar suas políticas culturais, tendo em vista proteger e promover da diversidade das expressões culturais a criar condições para que as culturas floresçam e interajam com liberdade de uma forma que beneficie mutuamente as partes envolvidas.

Norte-americanos debatem novo contrato com a mídia

Michael J. Copps, comissário do Federal Communications Commission, órgão norte-americano regulador da comunicação, propôs um novo “Contrato Norte-Americano com a Mídia”, pelo qual as emissoras teriam que cumprir mais obrigações para obter aprovação ou renovação de suas licenças. Ele participou da Conferência Nacional pela Reforma da Mídia. O evento foi organizado pela Free Press, nos Estados Unidos, em janeiro. Celso Schröder, Coordenador Geral do FNDC e Murilo Ramos, da UnB, comentaram as declarações de Copps.

“Meio trilhão de dólares. Essa é uma avaliação conservadora do espectro que nosso país deixa para o uso das emissoras de rádio e televisão – de graça. Na verdade, é a maior parcela de dinheiro que nosso governo dá para qualquer indústria privada”, afirmou Copps no discurso que proferiu. O comissário questiona o que a população norte-americana, dona do espectro público, recebe em troca. “Pouquíssimas notícias, pouco entretenimento de qualidade, muitas pessoas comendo insetos em reality shows. Isso é o que recebemos por meio trilhão de dólares. É um péssimo negócio, vocês não acham?”

Ele sugere a adoção de rigorosos compromissos públicos das emissoras para atender o interesse público. “Essa é uma maneira de partirmos da defesa para o ataque”, declarou. Um novo “Contrato Norte-Americano com a Mídia” substituiria as regras atuais que favorecem os magnatas da mídia. A legislação de comunicação foi criada em 1936 nos Estados Unidos, através do Communications Act. No mesmo ano surgiu o FCC, a agência reguladora à qual pertence Copps. A partir dos anos 70, principalmente na gestão do presidente Ronald Reagan, houve um retrocesso nas leis que restringiam a propriedade privada e monopólios.

Avanços norte-americanos

Mesmo com uma postura neoliberal em relação à legislação, a luta pela democratização nos Estados Unidos está muito mais avançada que a brasileira, aponta o jornalista Celso Schröder, Coordenador-Geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. “O Estado Norte-Americano é muito mais democrático, e tem os conceitos republicanos consolidados há muito mais tempo”, constata.

Schröder participou desse mesmo evento, a National Conference for Media Reform, na edição de 2005, realizada em St. Louis, no Missouri. Para ele, os movimentos são muito pulverizados nos Estados Unidos, e o encontro organizado pela Free Press é um dos poucos momentos de unificação de diversas entidades. O FCC tem um papel importantíssimo em termos de regulação, considera o coordenador. “Durante o governo Reagan houve um esvaziamento da agência e uma crescente desregulamentação neoliberal, que a sociedade já estava derrubando em 2005”, comentou.

Legislação ultrapassada Na opinião do professsor Murilo César Ramos, coordenador do Laboratório de Políticas de Comunicação da Universidade de Brasília, a principal diferença entre os dois países é a ausência no Brasil de uma lei que regulamente o setor de rádio e televisão. “A Lei de Imprensa, mesmo sendo de 1962, está mais ultrapassada que o Communications Act e não contempla a possibilidade de ter mecanismos em prol da desconcentração de mercado”, ressalta. Ele lembra que essa lei norte-americana foi revista em 1997 e já se tornou menos rígida.  

O embate fundamental no Brasil, para Ramos, é criar uma legislação que regulamente e regule o setor, para que possamos chegar ao nível das discussões norte-americanas, contemplando questões de espectro e controle de propriedade. “Há anos é necessário rever nosso modelo. Essa discussão é o principal ponto a ser contemplado na Conferência da Comunicação”, afirma.

 

A Free Press foi criada em 2002, pelo professor e escritor Robert McChesney, pelo jornalista John Nichols e pelo advogado Josh Silver, para defender a reforma da mídia. A atuação da ONG se dá junto aos congressistas americanos, propondo regulamentações, e apresentando políticas públicas ao FCC.

Frank Aguiar quer Frente Parlamentar da Cultura Popular

O cantor de forró Frank Aguiar, que já produziu 13 discos e vendeu mais de cinco milhões de cópias, chegou à Câmara como um objeto de curiosidade, assim como o estilista Clodovil Hernandes. Mas revela disposição para desempenhar mais do que esse papel. E parece que seu partido, o PTB, tem alimentado os sonhos do cantor-deputado.

“Na reunião para dividir comissões, eu me coloquei à disposição do partido. Com humildade, manifestei minha vontade de fazer um trabalho relacionado à Educação e Cultura, conforme defendi em minha campanha. Os colegas foram generosos e vou ser vice-presidente da Comissão de Educação e Cultura, uma comissão altamente concorrida, de grande responsabilidade”, afirmou Frank Aguiar.

O novo deputado não parou por aí. Segundo ele, o PTB o incentivou a criar uma frente parlamentar, espécie de órgão informal da Câmara que, apesar de não possuir estruturas, podem render espaço na mídia se bem articuladas – como é o caso da Frente Parlamentar da Saúde, um dos movimentos mais fortes no Legislativo.

“Meu partido irá me apoiar na Frente Parlamentar da Cultura Popular Brasileira, que não é só destinada a debater meios de incentivar a música popular. Mesmo que eu seja um músico popular, quero que a Frente esteja relacionada a todas as manifestações artísticas e culturais, incluindo teatro, cinema e tantas outras formas de cultura popular que o País tem. Sabemos da falta de incentivos à nossa cultura, principalmente em comparação com países desenvolvidos”, justificou o cantor, para depois concluir com um tom de satisfação: “Comecei bem”.

Prazo para registrar rádios comunitárias em SP é dia 5 de março

É hora das últimas providências no processo de registro – ou legalização – das rádios comunitárias na cidade de São Paulo. O prazo final determinado pelo Aviso de Habilitação 03/2006 do Ministério das Comunicações se encerra no próximo dia 5 de março. Quem estiver finalizando sua documentação terá uma última chance de receber assessoria na preparação da documentação exigida pelo ministério (ver aqui) e não deve demorar para pedir o apoio técnico da equipe reunida pelo escritório paulista da AMARC na determinação das coordenadas geográficas (GPS) da entidade interessada no registro.

As entidades que estão dando apoio jurídico e fazendo a verificação de documentos irão realizar um último mutirão de assistência às entidades que necessitarem dessa orientação. O mutirão, preparado pelo Escritório Modêlo, Defensoria Pública e a Anoreg (veja aqui os telefones e endereços para solicitar seu atendimento e maiores informações), será realizado em dois dias, logo após o Carnaval, em data e local a serem anunciados em breve, com divulgação neste site — volte sempre nos próximos dias para confirmação.

Na próxima quarta-feira, dia 14, a equipe de Assessoria Técnica formada pelos engenheiros reunidos pelo Escritório Paulista da AMARC irá se reunir para coordenar a tomada de coordenadas geográficas das entidades que solicitaram este serviço. A reunião será às 10 horas na OBORÉ – Rua Rego Freitas, 484 – 8o. andar. Confirme sua presença pelo telefone 3214-3766, ramal 214.

Ainda há tempo, mas é preciso apressar providências – Uma das questões apresentadas pelos presentes à 7a. Mesa de Trabalho desta sexta-feira foi sobre o prazo final para a apresentação dos documentos. Ainda dá tempo de entrar no processo? Sim, respondeu Ana Claudia Vazzoler, do Escritório Modêlo. "Mas não é muito tempo", ela diz. "Quem estiver começando agora a reunir a documentação precisa trabalhar rápido e talvez continuar trabalhando durante o Carnaval". Conforme detalhado no Aviso de Habilitação (veja aqui), a lista de documentos é extensa e alguns são tecnicamente complicados.

A 7a. Mesa de Trabalho com o Ministério de Trabalho para a Habilitação das Rádios Comunitárias em São Paulo reunida neste dia 9 na Assembléia Legislativa de Sâo Paulo foi a última antes do prazo final determinado pelo ministério. A mesa foi coordenada por Mauricio Dantas – do Gabinete do deputado estadual Carlos Neder/PT, também presente à reunião – e integrada pelo deputado federal Arnaldo Faria de Sá (PTB/SP); Sergio Gomes da OBORÉ/AMARC; Camila Silva, do gabinete da vereadora Soninha Francine/PT; Ana Claudia Vazzoler, do Escritório Modêlo; Graciano Pinheiro de Siqueira, da ANOREG.

"São Paulo está finalmente sendo incluída no contexto das rádio comunitárias e este movimento tem o meu apoio no Congresso Nacional", disse o deputado federal Arnaldo Faria de Sá (foto acima, à direita). "Se dez anos atrás tentaram culpar as rádios de baixa potência até por acidentes aéreos, hoje elas enfrentam uma nova realidade".

É importante notar que, mesmo com prazo curto, é mais importante tomar todo cuidado na preparação da documentação do que apressar a inscrição no ministério. Explicação: o ministério das Comunicações não irá dar preferência aos candidatos de acordo com a ordem de entrada da inscrição — mas irá irá analizar todas após o dia 5 de março de acordo com a correção das informações e o número de assinaturas nas manifestações de apoio que acompanham a inscrição.

A sessão de mesas de trabalho terá continuidade com uma 8a. Mesa de Trabalho, que será reunida na segunda quinzena de março. Data e local serão divulgadas assim que disponíveis neste site. Clique aqui para solicitar informação da data por email.

Os interessados em participar do aviso poderão terão suporte jurídico das entidades envolvidas no Mutirão de apoio às Rádios Comunitárias:

Escritório Modelo Dom Paulo Evaristo Arns: O Escritório funciona de 2ª a 6ªfeira, das 9h às 18h. O horário para atendimento ao público vai das 13h30 às 17h. Os interessados podem falar com Mara, Cláudia, Júlia ou Renata. É necessário agendar um horário de atendimento por telefone. Endereço: Rua João Ramalho, 295. Telefones: (11) 3872-6992 ou 3873-3200.

Defensoria Pública: Horário de funcionamento: de 2ª a 6ªfeira, das 10h às 18h. É necessário ligar para agendar um horário de atendimento. Os interessados podem falar com Renata Flores Tibyriçá ou Bruno Lupion. Telefone: (11) 3104-7152. Endereço: Av. Liberdade, 32 – 1º andar (Próximo à Estação Sé do Metrô)