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Emissoras de SP recebem autorização para transmissão

Brasília – Dez emissoras de TV de São Paulo recebem nesta segunda-feira (9) autorização do Ministério das Comunicações para digitalizarem seu sinal de transmissão. A partir da assinatura do termo de consignação dos canais do Sistema Brasileiro de Televisão Digital (SBTVD), as emissoras poderão instalar os equipamentos necessários à transmissão digital comercial. Embora os dez canais devam estar aptos a transmitir pelo novo sistema até o final deste ano, a migração do atual modelo (analógico) para o digital vai levar dez anos.

Durante este período, as emissoras terão de operar com ambos os sistemas, simultaneamente. Após esse prazo, a digitalização será obrigatória. Até lá, os consumidores terão de trocar de aparelho ou comprar um adaptador. Segundo o ministério, a partir de janeiro de 2008, a digitalização deve ser estendida para Brasília, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.

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MinC e MDA farão edital para Pontos de Cultura

Os Ministérios da Cultura (MinC) e do Desenvolvimento Agrário (MDA) pretendem lançar um edital conjunto, ainda no primeiro semestre deste ano, para fomento de mais 30 Pontos de Cultura nos Territórios Rurais.  

A medida tem como objetivo ampliar o acesso da população do campo à cultura e vem ao encontro das reivindicações feitas ao ministério, por jovens representantes do setor, reunidos em Brasília durante o 1º Festival Nacional da Juventude Rural. A informação foi divulgada pelo gerente da Secretaria da Identidade e Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SID/MinC), Américo Córdula, durante uma audiência pública realizada na na Câmara dos Deputados, com a participação de representantes do Governo Federal e de parlamentares.  

Ainda dentro da estratégia de levar a arte ao campo e de fortalecer as expressões culturais da população, o representante da SID/MinC comunicou a decisão do ministério de destinar aos cineclubes dos Pontos de Cultura Rurais, por meio da Programadora Brasil – projeto de difusão do cinema brasileiro que promove a exibição de filmes em circuitos não-comerciais –, um catálogo com 126 filmes nacionais. Durante o encontro, o gerente da SID apresentou um detalhado relato sobre as ações do MinC destinadas a atender a juventude brasileira.

Entre elas, citou a Rede Cultural dos Estudantes, uma parceria com a União Nacional dos Estudantes (UNE); a Caravana Universitária de Cultura e Arte Paschoal Carlos Magno; a criação de 13 Centros Universitários de Cultura e Arte (Cucas), em parceria com Pontos de Cultura; e os Seminários de Cultura Popular, que desde a última edição (em 2006), contam com a participação de representantes de vários países latino-americanos.

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Fórum de TVs Públicas lança 2º caderno de debates

Os grupos temáticos de trabalho do I Fórum Nacional de TVs Públicas concluíram a etapa de mapeamento do diagnóstico do segmento do campo público de televisão e de elaboração das pautas a serem levadas para a plenária do encontro, que ocorrerá em maio deste ano. As conclusões e os relatórios estão reunidos no Caderno de Debates Volume 2, que foi apresentado nesta segunda, 9 de abril, durante uma cerimônia no Palácio Gustavo Capanema, Sede do Ministério da Cultura (Minc) no Rio de Janeiro.   

O primeiro caderno de debates está disponível aqui.
O segundo caderno de debates está disponível aqui.

No mesmo evento, o Intervozes apresentou aos membros do governo federal, das associações das emissoras do campo público e das organizações sociais que participam do fórum um documento com reflexões e propostas para a constituição de um Sistema Público de Radiodifusão (confira o documento clicando aqui). 

Caderno de Debates   
O segundo volume da publicação Caderno de Debates: Relatórios dos Grupos Temáticos de Trabalho foi desenvolvido e produzido a partir de uma série de reuniões realizadas, no mês de dezembro, pelos oito grupos temáticos. Cada grupo contou com a participação de representantes do Governo Federal, entidades do campo público de televisão e da sociedade civil. Os grupos temáticos são: Missão e Finalidade das TVs Públicas, Configuração Jurídica Institucional, Legislação e Marcos Regulatórios, Programação e Marcos de Negócios, Tecnologia e Infra-Estrutura, Migração Digital, Financiamento e Relações Internacionais.  

Fórum de TVs Públicas  
As plenárias finais para a realização do Fórum Nacional de TVs Públicas terão lugar em Brasília, entre os dias 8 e 11 de maio, com a participação de representantes de emissoras de TV e radiodifusoras públicas e educativas, TVs universitárias, TVs comunitárias, TVs legislativas, expositores internacionais, instituições participantes dos grupos temáticos de trabalho, autoridades do Governo Federal, secretários estaduais de Cultura, organizações da sociedade civil e parlamentares. 

Durante o evento, o ministro da Cultura, Gilberto Gil, disse que a televisão pública foi desprezada no país. Por isso, acrescentou, é preciso modernizar e atualizar esse tipo de emissora. Ele lembrou que a TV pública recebeu um certo investimento durante o regime militar, mas, nos anos seguintes, foi perdendo espaço no país.  

Gil afirmou ainda que a discussão sobre TV pública recebe 'amplo apoio' do governo federal, e está sendo consolidada,nos diversos setores da sociedade. 'Nunca houve tantos artigos, opiniões, reportagens, críticas e manifestações sobre a questão da comunicação social e da televisão pública brasileira', disse Gil. 'Quero sublinhar essa visão da nossa sociedade, ao estabelecer a importância da TV pública e ao firmá-la como instituição chave da vida sociocultural brasileira e da vivência contemporânea'.  

Membro do grupo executivo do evento, Mário Borgneth está confiante no resultado do processo de discussão sobre as tevês públicas do país. “Estamos tendo condições, nunca antes produzidas, de conhecimento da nossa realidade [das TVs públicas] e, sobretudo, daquilo que desejamos. O fórum vai permitir ao governo pautar com mais segurança os projetos e as políticas para o novo cenário da comunicação social brasileira, com a chegada da tevê e do rádio digitais. Isso obriga um rearranjo institucional, marcos regulatórios dos modelos de gestão e de produção”, sublinha Borgneth.

 

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Fraudes se mantêm estáveis no primeiro trimestre de 2007

Estatísticas divulgadas a cada três meses mostraram, ainda, que os ataques a servidores Web aumentaram em 46%, se comparados ao período anterior

O Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br), um dos serviços coordenados pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto br (NIC.br), divulga as estatísticas de incidentes envolvendo redes brasileiras reportados ao grupo, referentes ao primeiro trimestre de 2007. Vale ressaltar que as estatísticas são mensuradas com base nos dados relatados espontaneamente por administradores de rede e usuários.

De acordo com as notificações recebidas de janeiro a março deste ano, as tentativas de fraude permaneceram estáveis se comparadas ao trimestre anterior, representando 13% do total. Contudo, em relação ao mesmo período do ano passado, este tipo de incidente apresentou uma queda de 36%.

Já as notificações referentes aos ataques aos servidores Web obtiveram um aumento de 46% em relação ao último trimestre, com 165 relatos desse tipo de atividade, e de 43% se comparados ao mesmo período do ano anterior. “Esses ataques estão explorando vulnerabilidades em aplicações e, em alguns casos, visam a hospedagem de programas maliciosos utilizados em fraudes ou de páginas falsas de instituições financeiras. Instalar um código malicioso em uma página Web de grande visibilidade pode afetar um grande número de usuários de internet”, afirma Cristine Hoepers, analista de Segurança do CERT.br.

De acordo com os dados do grupo, cresceram também os ataques ao FTP (21/TCP) e ao TELNET (23/TCP). Apesar das recomendações internacionais para que o TELNET seja substituído pelo SSH, um protocolo criptografado, algumas aplicações ainda o utilizam. Os aumentos estão relacionados à descoberta de vulnerabilidades em algumas aplicações relacionadas a estes dois serviços e aos ataques de força bruta, que continuam freqüentes. Ainda sobre o SSH, o CERT.br verificou estabilidade no número de notificações de varreduras ao serviço (22/TCP), a mais destacada nessa categoria.

Os casos que envolvem a inserção, em um texto HTML, de trechos maliciosos em linguagem de script, como o JavaScript e VBScript, também tiveram aumento no período. De acordo com a analista, estes códigos tentam explorar vulnerabilidades no browser e/ou sistema operacional e podem resultar no download e execução de código malicioso no computador da vítima sem a necessidade de nenhuma ação adicional. “Isto ocorre quando o usuário não mantém seus softwares atualizados e habilita a execução de scripts em seu browser ou leitor de e-mail, por exemplo”, ressalta Cristine.

O CERT.br é o único grupo que mantém estatísticas atualizadas de incidentes que são reportados voluntariamente no Brasil, desde 1999. Os dados completos estão publicados no site http://www.cert.br/stats/. Os próximos números serão divulgados no início de julho.

Sobre o Núcleo de Informação e Coordenação (NIC.br)

O Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR – NIC.br (www.nic.br ) é uma entidade civil, sem fins lucrativos, criada para implementar as decisões e projetos do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br (www.cgi.br), que é o responsável por coordenar e integrar as iniciativas de serviços da Internet no País. O NIC.br é o braço executivo do CGI.br e responde pelo registro de nomes de domínio (Registro.br – www.registro.br), pelo Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br – www.cert.br) e pela implantação e operação dos Pontos de Troca de Tráfego (PTT.br – www.ptt.br). O NIC.br também executa diversos projetos, entre os quais o de Indicadores (www.nic.br/indicadores), cujo objetivo é coletar, organizar e disseminar informações sobre os serviços de Internet no país.

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Reforma política deve democratizar a comunicação, diz Frente

Coordenada pela deputa Luiza Erundina (PSB/SP), a Frente Parlamentar pela Reforma Política com Participação Popular apresentou a plataforma dos movimentos sociais para as mudanças nos sistemas político, partidário e eleitoral brasileiro. As reivindicações incluem a democratização da comunicacção. O evento aconteceu no último dia 27, na Câmara dos Deputados.

A Frente pretende reunir parlamentares de todos os partidos políticos, além de representantes da sociedade civil e dos movimentos movimentos sociais. Segundo Erundina, 257 parlamentares já aderiram à Frente. Entre os integrantes estão os deputados Laurez Moreira (PSB-TO), Chico Alencar (P-SOL-RJ), Rubens Otoni (PT-GO) e Raul Jungmann (PPS-PE). Também já integram a Frente o jurista Fábio Konder Comparato (OAB); o filósofo José Antônio Moroni ("Mobilização por uma Reforma Política Ampla, Democrática e Participativa"); Carlos Moura (CNBB); Natália Cruz (Articulação das Mulheres Brasileiras); e Célio Nori ("Mobilização Pró-Reforma Política com Mobilização Popular"), entre outros 

A plataforma foi pensada em cinco eixos: fortalecimento da democracia direta; fortalecimento da democracia participativa; aperfeiçoamento da democracia representativa; democratização da comunicação e da informação; transparência e democratização do Poder Judiciário. Bráulio Costa Ribeiro, membro do Coletivo Intervozes, um dos movimentos que participaram da construção da plataforma, ressalta que ela é ampla, democrática e participativa. “Nosso propósito é que a reforma não fique restrita apenas ao sistema eleitoral, mas que seja um processo mais amplo; que vá ao cerne da questão que é o uso do poder.”

Democratização da comunicação e da informação

Durante o processo de desenvolvimento da plataforma, as propostas relativas à democratização da comunicação foram consideradas fundamentais para o  processo de democratização do país. Segundo Ribeiro, “o poder da democracia brasileira nas mãos da sociedade, o acesso à informação, à cultura, a possibilidade de aumentar a diversidade de opiniões e de idéias no cenário da comunicação foram proposições muito bem aceitas e constituíram um eixo”.

A criação de um sistema público de comunicação é tida como proposta central do referido eixo. “Não é um sistema estatal e nem comercial, para deixar bem claro o que entendemos por público”, afirma Ribeiro. Destacam-se também a instituição de mecanismos de controle público, transparentes e democráticos, especialmente nos atos de outorga e renovação de concessões das emissoras de rádio e televisão; o fim da repressão às rádios e televisões comunitárias, bem como incentivos às mesmas; a instituição dos direitos de antena para organizações da sociedade civil; e a adesão ao software livre como uma ferramenta pública de políticas de compartilhamento do conhecimento e da cultura.