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Minc, TV Brasil e Ponto de Cultura de SP lançam “Vídeo de Bolso”

O Ponto de Cultura Vila Buarque, de São Paulo (SP), a TV Brasil – Canal Integración e o Ministério da Cultura (MinC) realizam, com a presença do secretário de Programas e Projetos Culturais do MinC, Célio Turino e o Secretário de Políticas Culturais do MinC, Alfredo Manevy, o lançamento do primeiro pacote de “vídeos de bolso”. O evento será realizado em Brasília (DF), no dia 3 de maio, às 19h, no Espaço Cultural Renato Russo (W3 Sul, quadra 508), e em São Paulo (SP), no dia 4 de maio, às 19h, no auditório da Ação Educativa (Rua General Jardim, Nº 660, Vila Buarque). 

Nas oficinas do projeto "Vídeo de bolso" são produzidos filmes feitos a partir de máquinas fotográficas digitais, celulares e afins. Promovido pelo Ponto de Cultura Vila Buarque, os trabalhos produzidos nessa ação serão veiculados pela TV Brasil – Canal Integración, nos intervalos da programação da emissora. Durante o evento de lançamento serão exibidas algumas dessas produções.  

A iniciativa tem o objetivo de estimular e disseminar as técnicas de produção de conteúdo audiovisual de baixo custo. "A partir dessas oficinas buscamos aumentar a produção desses vídeos. O objetivo do lançamento do primeiro pacote de trabalhos é dar visibilidade e integrar quem está fazendo esse tipo de filme", explica Carlos Seabra, coordenador do Ponto de Cultura Vila Buarque e diretor de projetos do Instituto de Pesquisas e Projetos Sociais e Tecnológicos (IPSO). 

Durante as oficinas realizadas pelo Ponto de Cultura Vila Buarque foram produzidas cerca de 40 vídeos de bolso, por meio das parcerias com a TV Brasil – Canal Integración, viabilizados e estimulados pelo Programa Cultura Viva. De acordo com Seabra, é importante divulgar e incentivar esse novo formato de vídeo. "É muito importante levar esse trabalho também para fora do Ponto. Esse novo conceito dos "vídeos de bolso" favorece o debate sobre a TV pública. É importante estimular a produção de vídeos e, principalmente, veicular esses trabalhos na TV pública", destaca Seabra.  

Vídeo de bolso 

O projeto "Vídeo de bolso" nasceu das oficinas realizadas no Ponto de Cultura Vila Buarque. De lá, elas também passaram pelo Memorial da América Latina, em São Paulo, na Prefeitura de Santo André (SP) e uma ação de capacitação de monitores de telecentros junto ao Governo do Acre também foi realizada com iniciativa do Ponto. 

As oficinas de "Vídeo de bolso" foram idealizadas a partir da constatação de que existe uma tecnologia de captação de imagens de baixo custo, como filmadoras caseiras, máquinas fotográficas digitais, celulares, scaneamento de imagens e download e mixagem de material na internet. Essas ferramentas favorecem a democratização da produção e disseminação de conteúdos audiovisuais. As oficinas de “Vídeo de bolso” estimulam a produção de conteúdos em um formato pequeno, que não deve exceder 5Mb, e ter, no máximo, 60 segundos de duração. 

O material é editado no computador e publicado em vídeologs, You Tube e sites semelhantes, além de terem formato para envio por e-mail e por mensagens MMS de celular ou, ainda, bluetooth ou infravermelho entre celulares ou PDAs (compartilhamento por softwares peer-to-peer). Esses vídeos podem ter o formato de microdocumentários, microficções, vídeoarte, animações, remixagens de trechos de filmes e outros materiais, abordando diversos conteúdos. "A nossa idéia é trabalhar com várias temáticas, explorar todas as possibilidades", diz Seabra. 

Os interessados em participar da oficina "Vídeo de bolso" deverão ter algum dispositivo móvel, como: celulares, smartphones ou PDAs (equipados com câmera fotográfica e/ou captação de áudio/vídeo) ou câmera fotográfica digital. Para todos aqueles que residem, trabalham ou estudam em Vila Buarque são concedidas bolsas integrais. Para as ONGs e entidades que queiram enviar representantes, também há bolsas. Para os demais, será cobrada uma taxa de R$350,00. Mais informações no site ou pelo telefone (11) 3231-2972. 

Ponto de Cultura Vila Buarque
 

O Ponto de Cultura Vila Buarque, localizado em um dos bairros mais representativos de São Paulo, o Vila Buarque, desenvolve projetos com atividades culturais e sociais nas áreas de rádio, vídeo, cinema e internet. Atualmente, o Ponto desenvolve três propostas: Cineclube, Webrádio e Software Cultural Digital. O Ponto promove cursos, oficinas e debates. Trata-se de um projeto de cultura digital que tem como proposta promover atividades culturais e sociais, com o objetivo de integrar os moradores e freqüentadores da Vila Buarque, região central da cidade de São Paulo.

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PF fecha rádio e prende radialista, enquanto pedido de outorga aguarda cinco anos

Como acontece diariamente, em todo o país, rádios comunitárias sem licença para transmitir foram fechadas durante a última semana, e tiveram seus equipamentos apreendidos. As notícias sobre fechamento e prisão relacionadas a emissoras de baixa potência que atuam sem autorização são freqüentes. Nelas, são divulgadas a situação dessas emissoras – geralmente batizadas como "piratas" – a ação policial, as razões da Anatel e o despacho do juiz, mas nada sobre as dificuldades acerca da regularização que essas rádios enfrentam, apesar da Lei 9.612/97 (que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária).

Embora inscrita há cinco anos no Ministério das Comunicações com pedido de outorga, a rádio comunitária Líder FM, de Pelotas (RS), que possui todos os documentos exigidos por lei encaminhados, ainda não conseguiu autorização para funcionar, e por isso opera apoiada no protocolo de entrada dos documentos no Minicom.

Na última quinta-feira, 26, por volta das 9 horas, agentes da Polícia Federal em Pelotas fecharam a rádio comunitária Líder FM e prenderam – algemado – o presidente da emissora, Elton Garcia. Os agentes da PF portavam um mandado de busca destinado a uma outra emissora (Associação Comunitária Fragatense) que funcionava antes no local. A rádio estava operando quando a PF chegou. “Eles não me deixaram chamar o advogado”.

Segundo Elton, apesar de mostrar aos policiais a documentação da rádio – que desde 2002 está protocolada no Ministério das Comunicações – não lhe foi dado o direito de sequer de defesa naquele momento. “Foi uma arbitrariedade eles me algemarem. Eu nem mesmo resisti à prisão”, conta Elton, que precisou pagar 100 reais de fiança para ser liberado, na delegacia, após prestar depoimento. O equipamento da rádio ficou retido e o radialista responderá a processo por operar radiodifusão sem homologação. O caso que aconteceu em Pelotas não é diferente dos episódios noticiados semanalmente, mas serve para reforçar a emergência de solucionar a questão da radiodifusão comunitária no Brasil, cuja Lei Federal é considerada ineficiente, pelo setor, e os processos extremamente demorados.

O que diz a PF

Na Delegacia da Polícia Federal, em Pelotas, o delegado responsável pelo inquérito não foi localizado para dar informações sobre a ação. Outro delegado da PF local, Eduardo Tavares, informou, porém, que na posse de um mandado de busca para determinado endereço por funcionamento clandestino de rádio, como foi o caso, ele é cumprido. “Até porque ali estava funcionando uma rádio ilegal. Às vezes, troca o nome, mas seguem os equipamentos, a freqüência. Então, isso não é suficiente para se questionar a validade do cumprimento”, argumenta o delegado, tomando por base outros casos que acompanhou. O delegado Tavares observa que neste caso da Líder houve a situação de flagrante, porque a rádio estava operando ilegalmente quando foi feita a diligência.

Ilegalidade é questionada

A Associação Cultural e Assistencial Rádio Comunitária Líder FM, conforme declara Elton, cumpre todos os requisitos solicitados pelo Minicom e tem encaminhado um pedido de proteção judicial que não foi julgado ainda. “Nossa orientação é de que com o pedido de proteção judicial, mesmo enquanto ele não fosse julgado – ou negado – nenhum juiz iria dar um pedido de busca e apreensão para nós”. Elton Garcia foi indiciado criminalmente e diz que pretende mover uma ação judicial contra o ato da PF.

Segundo o advogado Paulo Fernando da Silveira, juiz federal aposentado da 1ª Região (Brasília), conforme matéria publicada neste boletim, em 6/4 (leia aqui), quem já requereu autorização no Ministério das Comunicações há mais de 60 dias e não obteve ainda a solução, pode entrar com mandado de segurança para não ter os bens apreendidos até a decisão final sobre o procedimento administrativo (isso já foi decidido pelo Superior Tribunal de Justiça).

Silveira aconselha juntar as decisões do STJ sobre estas ações para montar a defesa. “A falta de conhecimento sobre os procedimentos dificulta ainda mais o que já é frágil. O problema é que a maioria das rádios comunitárias não possuem assessoria jurídica instruída nesta área e a defesa é fraca”, explica. O próprio delegado Tavares, da DPF de Pelotas, afirma que a demora excessiva dos processos tramitando no governo é um problema que prejudica muitas associações comunitárias que querem ter suas rádios no ar legalmente. Ele reconhece que as associações esperam tempo demais para conseguir suas licenças e a morosidade dos processos induz à ilegalidade, mas destaca que este é um problema burocrático que precisa ser resolvido no âmbito da Anatel e do Ministério. “A Polícia está fazendo seu papel, cumprindo a lei penal. Disso não podemos nos abster”, justificou, concluindo que a radiodifusão é uma atividade séria e não pode ser praticada à revelia.

Sobre a comunitária Líder FM

A Associação Cultural e Assistencial Rádio Comunitária Líder FM é ligada a movimentos sociais, associações de idosos, escolas de samba, associações de moradores. “São 17, no total, as associações que fazem parte da comunitária, que utiliza os 25watts de potência para operar no bairro Fragata, para uma população de cerca de 100 mil habitantes”, destaca Elton. No episódio ocorrido na última quinta-feira, o radiodifusor conta que recebeu o apoio de pessoas da própria PF, do vereador Paulo Oppa e da comunidade. “A idéia é resistir e voltar a atuar. A comunidade se reunirá nos próximos dias para discutir procedimentos”.

Outras duas rádios comunitárias (Navegantes e JRKD) foram fechadas em Pelotas pela PF. Estas, portanto, segundo Elton, não tinham o protocolo legal do Minicom para apresentar.

 

Costa volta a se dizer favorável a uma empresa nacional

Para o ministro Hélio Costa, a recente entrada da Telefónica no capital da Telecom Italia é a prova concreta da necessidade de se criar no Brasil uma grande empresa de capital nacional para competir com as estrangeiras, com presença global. O ministro defende a criação desta “grande empresa brasileira”, e diz ser essa uma bandeira do Ministério das Comunicações no momento: “Não posso dizer que seja uma bandeira do governo Lula, mas espero que se torne”, afirmou.

Mudanças no PGO

Para viabilizar a criação desta empresa nacional, possivelmente oriunda da fusão entre Oi/Telemar e Brasil Telecom, será necessário alterar o Plano Geral de Outorgas. Até o momento, não existe nada de concreto para que isso aconteça. Nem o governo decidiu-se formalmente pela alteração do PGO, nem a Anatel foi instada a propor a mudança. Observe-se que, ao contrário do que vem dizendo o ministro das Comunicações, não cabe ao conselho consultivo da Anatel propor estas alterações. Cabe ao conselho, ai sim, de acordo com o artigo 35 da Lei Geral de Telecomunicações, manifestar-se formalmente sobre alterações quando forem propostas.

Na prática, o ministro tem usado este argumento para forçar a nomeação dos novos conselheiros para completar o conselho consultivo, já na suposição que a alteração no PGO será uma decisão do presidente Lula. Até o momento, o ministro das relações institucionais, Walfrido dos Mares Guia, vem segurando a nomeação dos conselheiros sob o argumento de que é necessário atender pleitos políticos dos aliados na escolha dos nomes.

 

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Consulta pública sobre PLC deve acontecer este ano

A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) deve submeter a consulta pública, ainda neste ano, seu parecer sobre o PLC (Power Line Communications), ou seja, transmissão de dados em alta velocidade pela rede elétrica. O documento norteará a regulamentação definitiva, a ser anunciada possivelmente no primeiro trimestre de 2008.

Em agosto próximo termina o prazo para a consultoria Fadepe (ligada à Universidade Federal de Juiz de Fora e contratada pela Aneel por licitação, em dezembro de 2006) entregar à agência uma minuta de resolução que será avaliada e revisada pelas áreas técnica e de regulação, visando a elaboração de um documento final, a ser apreciado pela diretoria da agência de energia. Depois, deve acontecer a consulta pública, ainda em 2007. Segundo Carlos Alberto Mattar, assessor da Superintendência de Regulação dos Serviços de Distribuição da Aneel, a agência tende a trabalhar em conjunto com a Anatel ao longo do processo.

“Não queremos ser pegos de surpresa, com o mercado saindo na frente da regulação. Hoje, a PLC está mais madura, há efetivamente maior interesse das concessionárias pela tecnologia e estamos mais próximos de uma homologação pela Anatel. Tais fatores, conjugados, nos deixam mais otimistas”, disse Mattar.

Maximiliano Salvadori Martinhão, gerente geral de certificação da Anatel, revelou que a agência já programou a realização de uma nova bateria de testes, mais detalhados, para medir a interferência do PLC em relação aos outros serviços de telecomunicação, em conjunto com a Aptel (Associação das Empresas Proprietárias de Infra-estrutura e Sistemas Privados de Telecomunicações). “Alguns equipamentos já foram certificados pela Anatel, mas nossa maior preocupação continua sendo essa possibilidade de interferência. Precisamos considerar que o uso de radiofreqüência no Brasil é diferente da Europa”, observa.

 

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Baixo quorum marca lançamento de Frente dos radiodifusores

O deputado Paulo Bornhausen (DEM/SC), quem diria, abriu uma nova frente para preencher seu mandato de deputado federal. Ele é o presidente da Frente Parlamentar da Radiodifusão, criada há dois anos, quando foi presidida pelo ex-deputado Ivan Ranzolin (DEM/SC).
Vale lembrar que Bornhausen é o autor do projeto que busca estabelecer regras para a produção de conteúdo, o PL 29/2007. Trata-se de projeto que não agrada, de maneira nenhuma, os radiodifusores, pois é considerado excessivamente favorável a empresas de telecomunicações.

A novidade é que agora a frente é mista, ou seja, será composta por deputados e senadores. Para a cerimônia de instalação foram convidados Hélio Costa, ministro das Comunicações e presidente de honra da frente, os presidentes das entidades de radiodifusores (compareceram a Abert e a Abratel) e ainda entidades da área de telecomunicações. Nesse caso, apenas a Telcomp compareceu.
Na verdade, da lista dos convidados, menos de um quarto compareceu. Isso sem falar nos deputados e senadores, que eram pouquíssimos.

Para Paulo Bornhausen, uma vez que os fundamentos do setor de radiodifusão estão sendo "revistos pela sua própria dinâmica", caberá à Frente Parlamentar discutir os aspectos que estão levando a radiodifusão a esta quebra de paradigmas. Bornhausen considerou ainda que diante a inevitabilidade da convergência tecnológica, será "imprescindível o apoio aos pequenos e médios radiodifusores de todo o País".

Em seu discurso, o presidente da Frente pediu ao ministro Hélio Costa que traga para o Congresso, especialmente para a Frente, a discussão sobre a uma Lei de Comunicação Eletrônica, evitando que o debate se concentre no Executivo.

Bornhausen foi o presidente da Comissão Especial da Câmara dos Deputados que analisou a Lei Geral de Telecomunicações, em 1997, proposta que foi apresentada já pronta pelo governo do presidente Fernando Henrique Cardoso, apoiado pelo PFL, partido do deputado catarinense.

Conferência Nacional de Comunicações

Em resposta a Bornhausen, o ministro Hélio Costa sugeriu que a Frente traga para o Congresso Nacional a idéia de convocar uma Conferência Nacional de Comunicações para discutir de forma ampla todos os temas que possam afetar o setor. Observe-se que a Conferência Nacional de Comunicações vem sendo proposta pelo grupo de entidades ligadas à democratização das comunicações e foi apresentada ao ministro em reunião realizada recentemente com um grupo destas entidades. O assunto também está em discussão na Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados como uma forma de valorizar o direito humano à comunicação.

Pouco efeito

Entre os objetivos propostos para a Frente está a articulação e a cooperação com as comissões técnicas da Câmara e do Senado, bem como com as entidades do setor e o poder executivo representado pelo Ministério das Comunicações e pela Anatel. Bornhausen anunciou ainda um trabalho "descentralizado" com coordenadores regionais em cada Estado para implementar as discussões. Se emplacar, esta será certamente a primeira frente com esta amplitude de interesses a funcionar no Congresso Nacional. Na prática existem dezenas de frentes parlamentares com objetivos estranhos e muito particulares. Como disse a este noticiário um assessor da Câmara que prefere não ser identificado: "Tem alguém aí que pode ser contra a radiodifusão? Jamais. É uma coisa importantíssima para qualquer país. O problema é saber como é que se está à favor. Não vai funcionar. Para este tipo de discussão existem as estruturas formais do Congresso", vaticinou.

 Active Image publicação autorizada pela Tela Viva News.