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Hélio Costa é contra instalação de mecanismos anti-cópia

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, declarou ser contrário à adoção de bloqueadores nos aparelhos conversores de TV digital, porque entende que essa técnica não é eficaz para impedir a reprodução de vídeos. Ele acha que o controle da pirataria deve ser feito com base na legislação de direitos autorais existente no Brasil. 

O assunto, entre outros temas, está na pauta de discussão do Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, que está reunido no Palácio do Planalto.

"Quem fizer pirataria e reprodução tem que responder perante a Justiça", afirmou Hélio Costa, ao sair do ministério para a reunião. Ele explicou que, com a tecnologia digital, a cópia é idêntica ao original e que, por isso, é necessário ter um controle mais rigoroso.

O ministro observou que o Japão optou por ter um dispositivo nos conversores que impede a reprodução.

A mesma medida, de acordo com Costa, chegou a ser estudada nos Estados Unidos, mas foi vetada pela Justiça americana. Segundo ele, tanto nos Estados Unidos quanto na Europa, não há o bloqueador, e o controle é feito pela legislação de direito autoral, como defende o ministro. "Se instalar o bloqueador, vai durar dois meses até que um 'racker' quebre esse protocolo", previu.

O ministro disse que o Fórum da TV Digital, órgão técnico que assessora o Comitê, é favorável ao bloqueio, mas não tem poder deliberativo. Cabe ao Fórum, formado por representantes da indústria, dos radiodifusores e do próprio governo, apresentar sugestões sobre as normas técnicas que devem constar do Sistema Brasileiro de TV Digital e ser aprovadas pelo Comitê.

Costa disse que está mantida para dezembro a primeira transmissão comercial da TV digital no Brasil, começando pela cidade de São Paulo. As principais emissoras de televisão em São Paulo – entre elas, Globo, Record, SBT e Bandeirantes – receberam no mês passado os primeiros canais digitais. A previsão é de que no próximo mês elas comecem a operar a TV digital em caráter experimental. A transição entre o sistema analógico e o digital deverá durar até 2016.

Ministério prorroga prazo para habilitação de emissoras

O Ministério das Comunicações prorrogou, por 45 dias, o prazo para habilitação de rádios comunitárias por comunidades indígenas, quilombolas e assentamentos rurais de 194 localidades, situadas em 20 estados brasileiros. A prorrogação foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta sexta-feira (25/05).

O prazo para atendimento ao Aviso nº 01/2007, publicado no DOU de 10 de abril, se esgotaria no dia 24 de maio. Com a prorrogação, os interessados terão mais tempo para apresentar os documentos necessários para participar do processo seletivo. A decisão do ministro Hélio Costa considerou as dificuldades enfrentadas nessa etapa pelas comunidades em questão, além das solicitações apresentadas por várias entidades da sociedade civil.

As regras para a programação de uma rádio comunitária e os procedimentos obrigatórios para a habilitação estão disponíveis no site www.mc.gov.br.

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Comissão vota prazo para instalação de bloqueador em TVs

A Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio pode votar, nesta quarta-feira (30), o Projeto de Lei 4430/04, do Senado, que define o prazo legal para a instalação obrigatória, nos novos aparelhos de televisão, de dispositivo para bloquear temporariamente a recepção de programas considerados inadequados.

O relator, deputado Dr. Ubiali (PSB-SP), recomenda a aprovação da matéria na forma do substitutivo da Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, que proíbe a comercialização de televisores sem o bloqueador em data que ainda deve ser regulamentada, e não ultrapasse 31 de dezembro de 2007. Pelo projeto original, a data limite para a entrada em vigor das TVs com bloqueadores era 31 de outubro de 2006.

O substitutivo também obriga o Poder Executivo a estabelecer um cronograma de transição, com metas sobre o número de televisores comercializados com o dispositivo bloqueador a ser atingida nos 12 meses anteriores a 31 de dezembro. O texto estabelece multa equivalente a 30% do valor de cada aparelho de televisão comercializado em desacordo com as disposições da proposta.

Radioamador
Também está na pauta o PL 158/07, do deputado Pompeo de Mattos (PDT-RS), que concede a radioamadores e prestadores de serviços na faixa de rádio-cidadão isenção do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) na compra de equipamentos de radiocomunicação. O relator, deputado Fernando de Fabinho (DEM-BA), recomenda a aprovação da matéria.

Ainda poderá ser analisado o PL 302/07, do deputado Paulo Piau (PMDB-MG), que estabelece a inexistência de relação de consumo nas operações internas das sociedades cooperativistas, quando realizadas entre seus associados e a própria cooperativa. Portanto, pela proposta, não se aplicam, na relação cooperativa-cooperado, as normas do Código de Defesa do Consumidor (Lei 8078/90).

Segundo o relator da matéria, deputado Dr. Ubiali, o objetivo do projeto é eliminar dúvidas que têm levado o Judiciário a decidir de formas variadas sobre às relações entre cooperados e as cooperativas. "Em essência, a questão é que, em suas relações com a cooperativa, o cooperado se reveste de natureza dupla: ao mesmo tempo em que ele é instituidor da organização, co-responsável e participante do processo de sua administração, ele é também consumidor dos produtos ali comercializados", explica o relator, que recomenda a aprovação da matéria.

A comissão reúne-se às 10 horas, no plenário 5.

Modelos de gestão e financiamento são apresentados a Lula

Foi realizada na última sexta, 25, a primeira reunião entre ministros e o presidente Lula para apresentação dos primeiros estudos referentes ao projeto de criação da TV pública. Ainda não foi uma reunião de deliberação. Segundo o assessor especial da presidência, Delcimar Pires, atualmente um dos responsáveis pela condução do projeto da TV pública na Secretaria de Comunicação (Secom), foram apresentadas a Lula as realidades de diferentes mercados no que se refere a um sistema público de radiodifusão, os primeiros passos que estão sendo dados no Brasil e os modelos de financiamento e gestão que poderiam ser mais adequados ao País.

Em relação aos passos concretos já dados, eles ainda estão relacionados à fusão entre Radiobrás e TVE. Estudos jurídicos, técnicos e operacionais estão em andamento e até agora tudo indica que há consenso político sobre a necessidade de se criar essa rede única embrionária, chamada provisoriamente de "TV Brasil".

No que diz respeito aos modelos de gestão, ainda há várias hipóteses em discussão, mas há uma tendência de que seja um modelo baseado em um conselho, em que o governo seria minoritário. A questão do financiamento, que é das mais complexas, passa certamente pela possibilidade de se trabalhar com dotação orçamentária e com fundos públicos, que ainda estão sendo definidos. "Esse é o momento de avaliar possibilidades e encontrar caminhos", diz Pires. O governo também estuda a estrutura legal que será seguida pela TV pública. Participaram da reunião com Lula a ministra chefe da Casa Civil, Dilma Roussef; e os ministros Franklin Martins (Secom); Juca Ferreira (interino na Cultura); Fernando Haddad (Educação) e um representante do Ministério das Comunicações.

Active Image publicação autorizada

Anatel pode perder atribuição de apreender bens

Tramita na Câmara o Projeto de Lei 170/07, da deputada licenciada Professora Raquel Teixeira (PSDB-GO), que retira da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a prerrogativa de apreender bens no âmbito de sua competência. A proposta revoga dispositivo da Lei Geral das Telecomunicações (9472/97).

A atribuição dessa competência à Anatel, diz a deputada, viola o dispositivo constitucional de que 'ninguém será privado da liberdade ou de seus bens sem o devido processo legal'. 'Não é aceitável que um simples fiscal possa confiscar a propriedade de bens legalmente adquiridos só porque estão sendo usados em desacordo com as normas', afirma Raquel Teixeira.

Segundo ela, a obediência à Constituição exige a instalação de processo judicial para que, mediante a autorização da autoridade competente, seja possível apreender os bens. Tramitação O projeto tem caráter conclusivo eserá analisado pelas comissões de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.