Arquivo da categoria: Notícias

É tiro no pé ir à Justiça contra 3G, afirma Bittar

Ao participar da Rio Info 2007, evento que reúne executivos do setor de Tecnologia da Informação, nesta terça-feira, 21/08, o deputado federal Jorge Bittar, do PT/RJ, assumiu que preocupa a postura adotada pelas teles móveis com relação ao edital de 3G. Segundo ele, qualquer ação fora dos trâmites do setor trará um prejuízo significativo ao mercado.

'É um tiro no pé das próprias operadoras se elas levarem suas argumentações contra o edital à Justiça. Posso entender que é um direito argumentar e ponderar, mas precisamos evitar que se repita a história do leilão do WiMAX', ponderou Jorge Bittar, do PT/RJ. O leilão do WiMAX está suspenso há praticamente 12 meses em função da reação das concessionárias de telefonia fixa ao edital também desenhado pela Anatel.

Segundo Bittar, o Brasil, mais do que nunca precisa da realização desse leilão para atrair novos investimentos e fomentar também a venda de software – que é o grande carro-chefe na indústria de TI – no mercado interno e externo. As operadoras Claro, Vivo e TIM contestaram algumas regras estabelecidas no edital, especialmente, o fato de o leilão das sobras do SMP estar condicionado ao das vendas da Terceira Geração, onde há uma meta de universalização por parte do governo.

'Espero, sinceramente, que não venha a ocorrer ações na Justiça. Isso só nos causaria problema e colocaria o Brasil num ponto muito ruim em relação a outros países, inclusive, na própria America Latina', destacou Bittar.

A consulta pública sobre o edital de 3G terminou a meia noite desta segunda-feira, 20/08. Agora, a Anatel irá compilar as contribuições e definir o edital final. Previsão é realizar o leilão até o final de novembro.

Active Image Convergência Digital.

Comunicação na Sociedade Digital é tema do Intercom 2007

As universidades Santa Cecília, Católica e Unimonte, de Santos/SP, serão palco, a partir do próximo dia 29, de um dos mais importantes eventos científicos da área de Comunicação, o 30º Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação (Intercom 2007), que vai até 2 de setembro. Neste ano, o tema é ‘Mercado e Comunicação na Sociedade Digital’. O objetivo é reunir pesquisadores brasileiros e do exterior em um fórum científico interdisciplinar para refletir o assunto, bem como todas as questões relevantes e emergentes da Comunicação, além de proporcionar encontros e debates entre estudantes, profissionais e professores.

Para o presidente da Intercom, José Marques de Melo, “falar em mercado e comunicação na sociedade contemporânea, marcada pela digitalização, pela aceleração, pelas mutações, é se referir não apenas às plataformas e meios existentes, mas a novos e desconhecidos cenários”. Melo complementa: “O mercado, diante disso, tem que se reconfigurar, para abranger mídias, plataformas, performances desconhecidas das tradicionais disciplinas e profissões existentes”.

A programação tem início com o pré-congresso, com debates sobre novas tecnologias de informação e a comunicação. Serão apresentados 19 trabalhos no Colóquio Bi-Nacional Brasil-Argentina, que acontece nos dias 29 e 30 de agosto. O evento é resultado da parceria entre Intercom e Federación Argentina de Carreras de Comunicación Social. A partir do dia 30, serãodebatidos os temas Inovações Jornalísticas, Infância e Mídia, Capitalismo e comunicação, Rumos da TV Digital, Futuro das Rádios e Rádios Digitais, Blogs e Relacionamentos Digitais, Jornalismo Digital, Produção de Conteúdos e Mídias Digitais, Imagens e Imaginações Digitais e Comunicação e Bibliotecas Digitais, entre outros.

Também estão marcados dois grandes eventos: Cecom (Ciclo de Estudos Interdisciplinares da Comunicação) e Intercom 30 – ‘Desafios da Imprensa na Sociedade Digital’. Eles tratarão da visão profissional na comunicação, onde teremos a participação dos jornalistas Sinval Itacarambi Leão, Pedro Venceslau e Rodrigo Manzano, da revista Imprensa, Eduardo Ribeiro, do informativo Jornalistas&Cia, e Ethevaldo Siqueira, da CBN, entre outros, e pesquisadores como Manuel Carlos Chaparro (USP), José Marques de Melo e Tyciane Viana Vaz(Umesp), César Bolaño (UFS), Roseane Pinheiro (Rede Alcar), Nelia Del Bianco (UnB), Ida Stumpf (Ufrgs), Rosa Maria Dalla Costa (UFPR).

 

Especialistas falam sobre acessibilidade na nova tecnologia

A digitalização da TV aberta promete uma série de novas funcionalidades aos seus usuários. Para os telespectadores com necessidades especiais, há esperança de equipamentos e serviços desenhados sob medida para as suas carências. Atentos a esse público, a equipe de quase dois mil profissionais e estudantes por trás das recomendações do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD) não descansou.

Sobre o assunto, a repórter Manuela Allain Davidson conversou com dois dos pesquisadores envolvidos no trabalho do SBTVD. Álvaro Costa é engenheiro eletricista e trabalhou na especificação de um controle remoto para TVD interativa. Lara Piccolo é engenheira de computação e atuou no desenvolvimento de serviços e aplicações para esta nova televisão e trabalha na diretoria do CPqD. Ambos dedicaram boa parte de seus esforços a modelos que facilitassem a vida do deficiente. Leia a íntegra da entrevista nas linhas que seguem.

JC Online – De que forma você acha que a tecnologia pode promover a inclusão de cidadãos com necessidades especiais?

LARA – Primeiramente, a tecnologia possibilita o acesso à informação por pessoas com deficiência. Um exemplo é a utilização de programas leitores de tela por cegos, que possibilitam a navegação na internet. No caso da TV, ter acesso à mesma informação que a maior parte da sociedade é um grande passo para inclusão do cidadão. Com a TV digital, essa inclusão pode ir além. Podem ser oferecidos serviços acessíveis a toda população que tragam alguma melhora na qualidade de vida, como serviços de t-gov, que significa o oferecimento de governo eletrônico pela TV.

ÁLVARO – Sem dúvida, nada melhor do que tecnologia para promover a inclusão de cidadãos com necessidades especiais. Mesmo a nossa conhecida TV analógica já possui recursos tecnológicos como SAP e closed caption que permitem a dublagem, a áudio descrição e o envio de legendas. Com a entrada da TV Digital no Brasil, as possibilidades serão infinitas. A capacidade da TVD de envio de múltiplas aplicações ao usuário, essas podendo ser desenvolvidas especificamente para cada tipo de necessidade especial em conjunto com o canal de interatividade, abrem as portas do mundo da informação ao cidadão com necessidades especiais. O limite será a capacidade de investimento e a criatividade para a geração de conteúdo.

JC Online – Há leis no Brasil que estimulem essa inclusão via radiodifusão?

LARA – Há um conjunto de leis e normas que regulamentam o oferecimento de programação acessível na TV. Dentre elas estão a Lei 10.098, de 19 de dezembro de 2000; o Decreto Lei 5.296 de 2 de dezembro de 2004; a Norma Complementar 01/2006 do Ministério das Comunicações; e a Norma Técnica ABNT NBR 15290:2005. Esse conjunto define regras e diretrizes para oferecimento de áudio descrição, legenda oculta (closed-caption) e janela de Libras, tanto na TV analógica quanto na TV digital, via radiodifusão. Esses recursos visam basicamente à acessibilidade do conteúdo audiovisual, com exceção da Norma Complementar que menciona a existência de menus interativos na TV. Com o oferecimento de interatividade na TV digital, esse conceito de acessibilidade tem que ser expandido, pois pode haver novas formas de utilização da TV, como maior apresentação de textos ou navegação por páginas, similar ao que ocorre na internet.

JC Online – Na sua opinião, por que não se vê programas com legendas ou traduções simultâneas em libras na TV aberta?

LARA – Pelo que tenho acompanhado, são poucos os programas que oferecem esses recursos e em muitos casos, a qualidade fica aquém do esperado. É importante que esses programas sejam ofertados porque podem ser as únicas fontes de informação de cidadãos com deficiência. E eles não são os únicos beneficiados. A legenda, por exemplo, pode ser um recurso importante também para imigrantes e estudantes. A TV digital trará novas possibilidades para oferecimento desses recursos de acessibilidade. A janela de Libras, por exemplo, ocupa boa parte da tela e pode ser vista como um incômodo pela maioria dos telespectadores. Com a TV digital, essa janela pode ser opcional (como definido pela Norma Complementar 01/2006).

ÁLVARO – A representação das minorias sempre vai depender do poder que as apóie. Sem a participação e comprometimento dos governantes, estabelecendo uma regulamentação voltada a inclusão dos cidadãos com necessidades especiais, e exercendo a efetiva fiscalização do cumprimento desta regulamentação pelas emissoras de TV, será sempre mais difícil disponibilizar esses recursos. A norma complementar nº 01/2006 já é um começo, mas os prazos impostos por ela para a implementação dos recursos para a inclusão de cidadãos com necessidades especiais são muito longos para um país como o Brasil, tão carente nos setores de Educação e acesso a informação.

JC Online – O que você acha que falta no País para que as leis que promovem essa inclusão saiam do papel?

LARA – Talvez um pouco mais de fiscalização efetiva da programação e um posicionamento mais forte da sociedade em relação à oferta de conteúdos acessíveis. É preciso que haja comprometimento articulado entre todos os atores envolvidos para que a programação possa ser desfrutada por uma parcela da população cada vez mais ativa na nossa sociedade. E quanto maior a inclusão dos cidadãos com deficiência, mais eles poderão se organizar para reinvindicar a qualidade dos serviços.

ÁLVARO – Vontade política para a representação dos cidadãos com necessidades especiais.

Active Image JC Online

Estudo analisa comportamento on-line de crianças européias

As crianças européias estão seguras e conhecem os riscos oferecidos pela internet e por aparelhos celulares, segundo um estudo realizado pela Comissão Européia. Chamada Eurobarômetro, a pesquisa foi conduzida como parte do Programa para uma Internet mais Segura (Safer Internet Programme), da União Européia.

O levantamento ouviu crianças com idade entre nove e dez anos e 12 e 14 anos, nos 27 estados membros da União Européia, além de Noruega e Islândia.

Segundo os pesquisadores, ambos os grupos, incluindo meninos e meninas, utilizam a internet para ajudar em suas tarefas escolares. A maioria das crianças, no entanto, utiliza a web para jogos online e recreação. Além disso, elas utilizam a internet e seus telefones celulares para se comunicar com amigos e raramente o fazem com estranhos.

Os jogos online representam a atividade mais popular entre as crianças de nove a dez anos, de ambos os sexos, bem como para os meninos entre 12 e 14 anos de idade. Entre as meninas incluídas nesta segunda faixa etária, as atividades sociais, como blogs, redes sociais e mensagens instantâneas, ocupam o lugar dos games.

De maneira geral, as meninas nas duas faixas etárias utilizam a rede de forma mais diversificada do que os meninos.

As crianças entre nove e dez anos de idade se conectam à internet, em média, de três a quatro horas por semana – elas passam pelo menos entre 60 e 90 minutos por sessão. Já as crianças mais velhas estão online todos os dias por, em média, duas ou três horas – quando se trata dos gamemaníacos, o tempo online sobe para entre três e cinco horas.

Quase todas elas aprendem a utilizar a tecnologia sozinhas. Em menor quantidade, elas aprendem com amigos e, menos ainda, com seus pais.

Os entrevistados estão cientes dos perigos por trás de vírus, hackers, pedofilia e outros esquemas online. Além disso, para a maioria deles, ameaças feitas através de mensagens de texto no celular são exatamente iguais a qualquer outro tipo de ameaça.

As crianças entre 12 e 14 anos têm suas atividades online menos supervisionadas pelos pais, embora reconheçam que eles estão certos em cuidar daquilo que seus filhos fazem na internet. Apenas as meninas mais velhas ficam bravas quando suas mães resolvem ler aquilo que elas escreveram em um e-mail.

Elas sabem que não devem passar informações pessoais a estranhos e que nunca devem marcar encontros com pessoas desconhecidas.

Active Image Convergência Digital

Minicom e parlamentares divergem sobre o poder de outorga

O Ministério das Comunicações gostaria de definir no projeto de lei das agências que tipo de outorgas desejaria manter, e quais poderia delegar para a Anatel. Essa questão do poder concedente foi o ponto mais divergente do encontro de hoje, 21, envolvendo os deputados membros da Comissão de Ciênciae Tecnologia da Câmara, Walter Pinheiro (PT-BA), Júlio Semeghini (PSDB-SP) e Paulo Bornhausen (DEM-SC), com o ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Os parlamentares querem convencer o ministro que as preocupações apontadas no projeto, com relação ao poder concedente, devem ser debatidas especificamente na lei das agências, e os problemas setoriais na nova Lei Geral de Telecomunicações. “ Vamos tratar as agências na lei das agências e a política de telecomunicações na legislação de telecomunicações”, defendeu Pinheiro.

Para Bornhausen o contrabando de propostas de um projeto para o outro acaba prejudicando a lei das agências e, conseqüentemente, contaminando todos os outros setores. Pinheiro disse que o assunto merece mais atenção e por isso marcou nova reunião com o Minicom para a próxima semana. O parlamentar também conversou com o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP) sobre o tema, e acredita que ainda é cedo para pautar o projeto.

Active Image TeleSíntese