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Doctv Ibero-América: tecnologia cultural brasileira

“Criatividade é um dos nossos ativos, afirmou o ministro da Cultura Gilberto Gil, no lançamento da série DocTV Ibero-américa, que reproduz modelo brasileiro de incentivo à produção local e ao intercâmbio cultural por meio de documentários regionais. Um modelo inovador de co-produção baseado no conceito de operação em rede que vai aproximar um pouco mais quinze culturas diferentes.

O programa DocTV Ibero-américa, lançado simultaneamente durante a última semana nos países participantes, traz quinze documentários que mostram diferentes realidades de países próximos – porém, distantes. Argentina, Chile, Uruguai, Brasil, Bolívia, Peru, Colômbia, Venezuela, Panamá, Costa Rica, Porto Rico, Cuba, México, Portugal e Espanha.

Pouco antes da solenidade realizada em São Paulo, na Cinemateca Brasileira, o Ministro da Cultura, Gilberto Gil, falou à reportagem do 100canais sobre a importância do evento. Segundo ele, uma valiosa oportunidade de troca de conhecimento: “Há entre os envolvidos a compreensão da necessidade do diálogo entre os países, e os instrumentos do cinema e da televisão são valiosíssimos para esse compartilhamento cultural, principalmente pela agilidade deles”.

Outros desdobramentos do programa, como o desenvolvimento tecnológico do setor audiovisual e a otimização dos modos de usos desses meios, podem representar ainda impactos relevantes para a economia, afirmou o ministro.

No mundo, todo a força produtiva da cultura chama a atenção, lembra Gil. “A economia proveniente da produção cultural representa hoje 10% do PIB [Produto Interno Bruto] internacional, não é qualquer segmento que exibe essa pujança, é também o principal setor de exportação da maior economia mundial, a americana”.

Ele ressalta que o atual cenário é propício para o investimento em bens e serviços culturais. O DocTV é umas das apostas bem sucedidas, cujo modelo começa a ser reproduzido em outros países. “Estamos exportando tecnologia cultural”. De acordo com o ministro, seis países anunciaram interesse de reproduzir o formato.

Secretário do Audiovisual do MinC, Orlando Senna concorda com o ministro da Cultura. Para ele, a engenharia do “DocTV Brasil” foi a base para o modelo ibero-americano. “Trata-se de uma arquitetura pensada não apenas como fomento para a teledifusão de documentários, mas de incentivo direto a produções locais”. Ação que só foi possível pela união do poder público com emissoras de televisão e produtoras independentes, explica o secretário.

Todos os documentários realizados no programa foram financiados com recursos públicos e contam com exibição garantida nas redes públicas de televisão dos quinze países. O programa é resultado da iniciativa do Programa da Conferencia de Autoridades Audiovisuales y Cinematográficas de Iberoamérica (CAACI), coordenado pela Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (SAV/MinC), Secretaría Ejecutiva de la Cinematografía Iberoamericana (SECI) e Fundación del Nuevo Cine Latinoamericano.

A estréia da série DocTV Ibero-américa na televisão brasileira será no dia 7 de setembro, nas emissoras que compõem a rede pública de televisão. Os documentários serão veiculados às sextas-feiras, sempre às 22h40. Na programação de setembro tem Inal Mama, de Eduardo Lopez (Bolívia); Argentina e sua Fábrica de Futebol, de Sérgio Iglesias (Argentina); Jesus no Mundo Maravilha, de Newton Cannito (Brasil); e Héctor Garcia, Fotógrafo, de Carlos Rodrigo Montes de Oca (México).

Estradas eletrônicas

Por onde passou durante sua recente turnê mundial Banda Larga, Gil defendeu que a cultura deve ser livre e compartilhável. Questionado durante a entrevista que concedeu ao 100Canais se esse posicionamento seria levado para a nova TV pública que o Governo deve lançar até o final do ano, bem humorado respondeu: “Gostaria que fosse”. Depois de algumas risadas, prosseguiu. “Em minha participação nas discussões conceituais sobre o assunto tenho insistido na urgência da interface com as novas tecnologias”.

Outra demanda tecnológica defendida pelo ministro é a de uma banda larga pública. Para ele o governo deveria dedicar mais ênfase a essa questão. “Precisamos de um programa amplo de infovias disponibilizadas de forma livre, com acesso a todos. O fenômeno de Piraí [município do interior do Rio de Janeiro com banda larga pública] que eu relato em uma de minhas canções recentes é um modelo de cidade digital que precisa ser estendido a outras regiões do país, como já ocorre em outras partes do mundo, por exemplo, em Paris”.

Gil salienta que o acesso público à internet e suas inúmeras interações são fundamentais ao desenvolvimento brasileiro. “Como vamos fazer educação no presente e no futuro sem interconexão, sem rede, sem compartilhamento?”, questiona. “Não vai!”, responde antes que este repórter pense em esboçar alguma resposta. “É urgente que a banda larga se torne uma política pública e privada neste país”, completa.

Active Image 100canais / Cultura e Mercado

Rádio Nacional da Amazônia completa 30 anos

Brasília – Há trinta anos, no dia 1º de setembro de 1977, entrava no ar a Rádio Nacional da Amazônia, “como uma ferramenta de segurança nacional, na época da ditadura militar”, segundo a gerente da emissora, Sofia Hammoe. Hoje, a emissora é muito mais que isso: é um meio de promover a cidadania e a comunicação entre os ouvintes. “É um meio de comunicação, quase que um grande orelhão, para as pessoas se comunicarem”, brinca a gerente.

A apresentadora do programa Ponto de Encontro, Sula Sevillis, lembra que, além de prestar serviços à sociedade, divulgando os programas sociais e de cidadania, uma das principais características da rádio é o contato direto com o ouvinte. “Nós fazemos um rádio para o cidadão, para as necessidades que ele tem. Então é o ouvinte que nos manda as pautas, é o ouvinte que nos manda as suas perguntas, as suas dúvidas sobre determinados assuntos”.

O programa de Sula atende uma média de 600 ouvintes por mês, que participam ao vivo. "Recebemos também uma média de 500 cartas e, só até este momento, já foram mais de 50 famílias que se reencontraram através do Ponto de Encontro. Só neste ano!”, destaca Sula.
Aliás, proporcionar reencontro de parentes e amigos é uma marca registrada não só do programa de Sula, mas de toda a emissora. “Esse é um serviço fundamental que a rádio presta e que é muito emocionante, muito gratificante e a gente tem muito orgulho disso. Muitas, mas muitas famílias têm se encontrado por meio da Rádio Nacional da Amazônia”, diz Sofia Hammoe.

A apresentado Sula se lembra de muitas histórias emocionantes de reencontro. "Um desses foi de uma moça que não conhecia a sua mãe biológica. Aos 21 anos de idade ela procurou a mãe [através do programa], a mãe respondeu e elas acabaram se reencontrando”.
E não são só histórias de reencontro. Ao longo desses 30 anos, a  Nacional da Amazônia também ajudou a mudar a vida de muitas pessoas. a emissora registra muitas histórias, como a de Alzira Soares, da Vicinal 46 em Tucumã (PA). Depois de 40 anos ela voltou a estudar, incentivada pelos programas Ponto de Encontro, com Sula Sevillis, e Amazônia Brasileira, com Beth Begonha. Aos 53 anos de idade, ela pedala 3 quilômetros todas as tardes para estudar.


“O estímulo que eu recebo dos ouvintes é algo que supera qualquer expectativa.Cada resposta que eu tenho de que um ouvinte meu melhorou a sua vida por causa da informação que teve dentro do meu programa me estimula. Eu me sinto completamente gratificada por poder participar da vida das pessoas dessa forma,” diz Sula Sevillis.

A Rádio Nacional da Amazônia transmite para mais da metade do território brasileiro em ondas curtas, na faixa de 11.780 Khz até 6.180 Khz. O telefone da Central do Ouvinte, pelo qual é possível deixar recados, é o (61) 33271981.

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Laptop diminui faltas de alunos e motiva professores

Iniciado há cinco meses, o Programa Um Computador por Aluno (UCA) conseguiu aumentar a freqüência dos estudantes às aulas e animar os educadores da Escola Estadual Luciana de Abreu, em Porto Alegre. “O computador envolve o aluno com o aprendizado, algo que o sistema tradicional não conseguia mais”, diz a vice-diretora Ruth Elaine Umgelter.

A escola é uma das cinco escolhidas pelo Ministério da Educação (MEC) para receber os laptops do programa piloto lançado pelo governo federal no início do ano. O projeto foi apresentado ao governo brasileiro em 2005 pelo pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, Nicholas Negroponte, e despertou o interesse do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em março, a escola começou a receber as 400 unidades do modelo XO doados pela ONG One Laptop per Child (OLPC), fundada pelo próprio pesquisador. O potencial de aprendizagem com as máquinas está sendo testado para que o governo possa decidir se a iniciativa deve ser ou não ampliada para todos os alunos do País.

Muitos dos alunos da escola de Porto Alegre não conheciam o mundo digital ou só haviam tido contato com computadores na casa de amigos ou em lan-houses. Segundo Ruth, os professores da escola estão mais estimulados por ver as crianças cada vez mais interessadas em participar das atividades escolares do que em ceder às tentações da rua, comos drogas e a marginalização.

Na nova metodologia educacional, o aluno propõe o tema a ser estudado e expõe numa página pessoal, acessível aos professores e colegas, o que sabe, o que quer saber e o que descobre em suas pesquisas. “O estudante estabelece o tema e nós corremos para adequar o conteúdo”, conta Ruth, referindo-se ao trabalho dos professores, que costumavam expor as lições e agora são obrigados a adaptá-las ao assunto estabelecido pelo aluno.

Como exemplo, a educadora cita o tema “borboletas”, a partir do qual os professores terão de passar noções de matemática, ciências, geografia, história e português, entre outras disciplinas da 4ª série. A avaliação é feita tanto pela leitura da página do aluno quanto por provas.

“Descobri que o laptop não serve só para brincar”, revela Tassiane Maciel da Rosa, de 10 anos, enquanto procura informações sobre a dengue e prevenção da doença na internet para abastecer um de seus projetos escolares.

O garoto Cristian Dias da Silva, de 10 anos, optou por pesquisar o corpo humano e tornou sua página uma das mais visitadas da escola. “Ficou mais interessante vir para a aula”, diz, ao lado de Nathália de Oliveira Casilene, da mesma idade, preocupada em salvar fotos de civilizações antigas.

O programa entregou a cada um dos 375 alunos da Luciana de Abreu um laptop do tamanho de um livro, peso de 1,5 quilo e memória de 512 MB. O equipamento pode ser levado para casa, mas é na sala de aula, onde há acesso sem fio à internet, que é mais usado e provocou uma revolução.

Iolanda Dias Perachi, de 11 anos, buscou informações sobre as estrelas. Avançou na astronomia, mas também na matemática, para comparar tamanhos, e na história, para saber que os navegadores de antigamente se orientavam pelo Cruzeiro do Sul.

Luiz Felipe Teixeira, de 10 anos, fez do tema “pedras” o caminho para a descoberta do valor econômico dos minerais, das atividades dos garimpeiros, de guerras e invasões ao longo da História, do uso de adornos por diferentes culturas. “Na internet ficou mais interessante. Na biblioteca era mais difícil, às vezes não tinha o livro.”

‘PROFESSORA DELETADA’

A professora Ivone Teresinha Luciano de Antoni brinca que se sentiu “deletada” quanto teve de mudar o método de ensino. Passado o susto, ela descobriu-se incluída numa rede de solidariedade, na qual, às vezes, assume o papel de buscar uma informação que não existe na hora, para trazê-la na aula seguinte e não deixar o aluno sem resposta. “Percebo que todos são autônomos para procurar soluções, mas também fraternos para compartilhar resultados.”

Ao analisar as mudanças, o coordenador de tecnologia do piloto de Porto Alegre do UCA, Juliano Bittencourt, diz que a perspectiva mudou. “Os professores dizem que antes o foco era mostrar o que o aluno não sabe, agora é partir do que ele sabe para conhecer mais”, afirma.

Além da Luciana de Abreu, a Escola Municipal de Ensino Fundamental Ernani Silva Bruno, de São Paulo, também foi pioneira do UCA. Desde março, está equipada com o mesmo modelo XO. A implantação causou polêmica na escola paulistana, principalmente porque começou sem a autorização oficial da Prefeitura da capital. Até junho, os computadores estavam na escola, mas as crianças não podiam usá-los. Recentemente, o problema foi resolvido e o projeto está sendo tocado com os cerca de 200 computadores.

Outras escolas que participam do programa piloto no País são o Ciep Professora Rosa Conceição Guedes, de Piraí (RJ), o Colégio Estadual Dom Alano Marie Du Noday, de Palmas (TO), que ganharam o modelo Classmate, da Intel. O Centro de Ensino Fundamental Número Um do Planalto, em Brasília, recebeu equipamentos Mobilis, da Encore.

Os fabricantes prometem entregar os computadores a custos próximos de US$ 100 cada se as encomendas forem volumosas. Esse era o preço inicial estimado pelo MIT quando apresentou o projeto dos laptops.

O diretor de políticas de educação a distância do Ministério da Educação, Hélio Chaves Filho, diz que o UCA prevê a compra e distribuição, pelo governo, de 150 mil laptops a estudantes e professores de 300 escolas públicas entre 2008 e 2010, depois da avaliação do desempenho do equipamento e dos resultados educacionais dos pilotos. Ele adverte, no entanto, que ainda é cedo para falar em vantagens e desvantagens do sistema. Cada escola de ensino fundamental é assistida por uma universidade da região, encarregada de produzir o relatório que servirá de subsídio para o governo federal definir o formato do programa, no fim do ano.

Até lá os pesquisadores do Laboratório de Estudos Cognitivos da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) vão avaliar o aprendizado, quantificar a freqüência às aulas e observar os cuidados com o equipamento, entre outros itens que vão compor o relatório. “Se pudesse, eu recomendaria que todas as escolas adotassem”, diz a vice-diretora.

Active Image O Estado de São Paulo.

Sindicato e Associação de jornalistas chegam a acordo histórico na Suécia

O Sindicato de Jornalistas Suecos (SJF) e a Associação Sueca de Editores de Jornais (TU) chegaram, na última quinta-feira (30), a acordo sobre questões relacionadas a direitos autorais e contratação coletiva.

O entendimento levou à suspensão da greve que mais de cinco mil jornalistas suecos preparavam, em defesa dos seus direitos. O novo acordo prevê a manutenção dos direitos autorais de todos os jornalistas que trabalhem em grupos de mídia e estabelece, pela primeira vez, um contrato coletivo para os meios Online e de radiodifusão, além de prometer um aumento médio de dez por cento nas tabelas de pagamentos das redações e acabar com os salários baixos nos órgãos regionais, estabelecendo um salário mínimo mensal de 25 mil coroas suecas (2.625 euros) para os jornalistas veteranos.

A Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) saudou a assinatura desse 'acordo histórico' que 'acaba como escândalo dos salários baixos e protege os direitos de autoria de todos os jornalistas', frisando que o acordo só foi possível devido à 'unidade e solidariedade demonstrada' pela classe e esperando que o exemplo sirva de inspiração a profissionais de outros pontos da Europa.

Active Image Portal Imprensa.

“Pirataria” tem queda pela primeira vez em dez anos no Brasil

O Brasil teve uma redução de quatro pontos percentuais na taxa de pirataria de software em 2006 – caiu de 64% para os atuais 60%. Os dados são da quarta edição do Estudo Anual de Pirataria de Software Global em computadores pessoais, elaborado pelo IDC Global, e divulgado pela Business Software Alliance (BSA).

Esta é a primeira vez, nos últimos dez anos, que o índice apresenta uma redução no Brasil. Segundo o estudo, a maior queda na taxa de pirataria na América Latina e do mundo, só empatado com a China.

O levantamento abrange todos os pacotes de software para computadores pessoais: sistemas operacionais, bancos de dados, pacotes de segurança, aplicativos empresariais e para o consumidor, como games e finanças pessoais. Os programas funcionavam em máquinas de mesa, laptops e, ainda, em ultraportáteis.

De acordo com o estudo, a redução na taxa de pirataria é resultado de esforços do governo brasileiro para aumentar a utilização de software legítimo dentro de seus próprios departamentos. Resultado também de acordos de fornecedores de software com os PC para utilização do produto legítimo, além de programas crescentes de educação e aplicação da lei pelo governo e indústria.

O IDC Global estima que o uso de software ilegal em PC causa prejuízos de US$ 40 bilhões para a indústria mundial. O Brasil foi o décimo país com o maior índice de perdas em 2006, totalizando US$ 1,14 bilhão. Já os danos à indústria latino-americana foram superiores a US$ 3 bilhões.

A taxa média da pirataria mundial de softwares, pelo terceiro ano consecutivo, manteve-se em 35%. Dos 102 países avaliados pelo IDC Global, a taxa de pirataria caiu em 62 países, entre 2005 a 2006, e aumentou em treze. Contudo, a pirataria continua com índices elevados: em mais da metade dos países, os softwares ilegítimos chegam a 62% ou mais. E em menos de um terço dos países, a pirataria no setor é maior do que 75%.

A taxa de pirataria de software brasileira (60%), por exemplo, ficou abaixo da média latino-americana, que alcançou 66%. O índice da região foi significativamente superior à média mundial (35%). A América Latina ficou atrás somente da Europa Central e Oriental (68%).

O IDC Global prevê que entre o fim do ano passado e 2010, mais de 250 milhões de novos usuários da internet virão somente do Brasil, Rússia, Índia e China, considerados mercados emergentes. Em todo o mundo, empresas e consumidores gastarão US$ 350 milhões em software para PC, nos próximos quatro anos, de acordo com expectativas da IDC Global. Se as tendências se mantiverem, o estudo prevê que serão pirateados mais de US$ 180 milhões em software durante o mesmo período.