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Ministério da Cultura lança sete editais em outubro

A Secretaria do Audiovisual do Ministério da Cultura (MinC) lança, no dia 26 de outubro, sete editais de fomento e o segundo lote da Programadora Brasil totalizando cerca de R$ 11,6 milhões em recursos do Fundo Nacional da Cultura. Além destes, o MinC lança também o terceiro ano do projeto Revelando os Brasis, com recursos de R$ 2.008.760,00 de mecenato da Lei Rouanet. O lançamento do segundo lote de DVDs da Programadora Brasil terá o valor de R$ 1,860 milhão.

Serão abertos os seguintes concursos:

*Baixo Orçamento: seleção de no mínimo cinco projetos de longa-metragem do gênero ficção, destinando valor total de R$ 5 milhões;

*Curta-metragem, do gênero ficção: seleção de 20 projetos, destinando apoio individual de R$ 80 mil, com montante total de R$ 1,6 milhão;

*Curta-metragem, do gênero ficção, com temática infanto-juvenil: seleção de 20 projetos, destinando apoio individual de R$ 60 mil, com montante total de R$ 1,2 milhão;

*Curta-metragem, do gênero animação: seleção de dez projetos, destinando apoio individual de R$ 60 mil, com montante total de R$ 600 mil;

*Desenvolvimento de roteiros cinematográficos inéditos, de longa-metragem: seleção de dez projetos, destinando apoio individual de R$ 50 mil, com montante total de R$ 500 mil;

*Curta-metragem, dos gêneros ficção, documentário ou experimental: destinado à integrantes ou egressos de projetos sociais. Seleção de 20 projetos, destinando apoio individual no valor de R$ 30 mil, com montante total de R$ 600 mil;

*Desenvolvimento de projeto de série de animação para televisão: seleção de dez projetos, destinando apoio individual de R$ 30 mil, com montante total de R$ 300 mil.

Emissoras agora querem mudar fuso horário do país

Ainda inconformados com a necessária adaptação da programação aos diferentes fusos horários, medida complementar à Classificação Indicativa de programas de TV, empresários do setor agora apostam na revogação da geografia do país. Representantes das emissoras têm procurado parlamentares das duas casas no Congresso para propor a sincronização dos relógios de todo o país ao horário de Brasília. Desta forma, pretendem contornar o dispositivo da Portaria 1.220/07 que determina que a vinculação entre as diferentes categorias de classificação e hora de exibição respeite os diferentes horários vigentes no país.

Desde 1913, o Brasil é oficialmente dividido em quatro fusos horários. Além da hora de Brasília, há um horário diferenciado para as ilhas oceânicas (+1 hora em relação à Brasília), um para a maior parte da região Norte e Centro-Oeste (- 1 hora) e outro para o Acre e a parte mais à oeste do Amazonas (- 2 horas). A divisão, que também acontece nos EUA, existe conta da extensão territorial do país, adaptando a divisão política interna do país ao horário estabelecido pelos padrões internacionais.

Já a vinculação de horário à classificação indicativa passa a valer a partir de 9 de janeiro. Nesta data, vencem os seis meses de prazo de adequação concedido pela Portaria 1.220 do Ministério da Justiça para que as emissoras de TV das regiões Norte e Centro-Oeste passem a considerar o horário local para transmitir programas classificados (filmes, novelas e outros programas gravados). Hoje, na maior parte das duas regiões, uma novela classificada como própria para maiores de 14 anos, que só deve ir ao ar a partir das 21h, é transmitida às 20h. No Acre e na porção mais oeste do Amazonas, às 19h. Com o horário de verão, a diferença de horário aumenta ainda mais.

O empresariado da radiodifusão afirma, no entanto, que esta adaptação é impossível porque acarretaria perdas muito grandes no faturamento das emissoras regionais. Como a tese por trás da portaria – evitar que crianças e adolescentes destas regiões fossem prejudicados em seus direitos – dificilmente será contestada publicamente, os radiodifusores viram na unificação dos fusos horários a chance de burlar o dispositivo legal.

Para isso, os empresários, nas palavras do próprio presidente do Sindicato das Emissoras de Rádio e TV do Amazonas (Sinderpam), Rui Alencar, tentaram “pegar uma carona” em projeto do senador Tião Viana (PT-AC) que já tramitava no Congresso.

Projeto inicial

A proposta original do senador, apresentada em novembro de 2006, era extinguir o fuso horário do Acre e de parte do estado do Amazonas, acertando os ponteiros do estado com o restante da região Norte.

Como o projeto já havia sido aprovado em primeira votação no Senado, as atenções do empresariado voltaram-se para a Câmara, onde o projeto está para ser apreciado pelas comissões competentes. “O senador nos disse que não se oporia a mudanças propostas na Câmara”, contou Alencar, que é diretor-executivo da TV A Crítica, afiliada da Rede Record no Amazonas.

Tião Viana, que assumiu interinamente a Presidência do Senado, não respondeu à solicitação de entrevista sobre o tema, mas sua assessoria confirma que Viana foi procurado por empresários do setor de comunicação para conversar sobre o assunto.

Em seu blog, o senador comenta a sugestão dos empresários. Já admitindo que estaria “acertado que a própria Câmara dos Deputados fará um substitutivo ao seu projeto de lei, propondo a unificação dos quatro fusos horários do Brasil”, Viana afirma que “o horário é que deve se adaptar às pessoas e não as pessoas ao horário”. O texto ainda registra que o senador mostrou-se “totalmente favorável à proposta”.

Sem substitutivo

Na Câmara, porém, o substitutivo ainda não apareceu. A relatora do parecer sobre o projeto na Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informação (CCTCI), Rebecca Garcia (PP-AM), entregou seu relatório no fim da última semana apenas com voto favorável à proposta original do senador Tião Viana.

Questionada sobre as razões para não apresentar a proposta de unificação total do horário brasileiro, a deputada federal do Amazonas afirmou que fez a opção baseada nas informações de ordem técnica recebidas do Observatório Nacional e do Ministério de Minas e Energia. “A adaptação do fuso do Acre ao do resto da Amazônia, segundo nos informou o Observatório Nacional, significaria para o organismo um impacto equivalente a 17 minutos. Mas 1 hora e 17 minutos já é muita coisa”, justificou a deputada, referindo-se ao que poderia ser o novo horário do Acre.

Membro da família que controla a TV Rio Negro, afiliada à Rede Bandeirantes, e o jornal Estado do Amazonas, Rebecca é também pré-candidata à Prefeitura de Manaus.

Sua decisão surpreendeu o presidente do Sinderpam, Rui Alencar. Informado por este Observatório do voto da deputada, Alencar disse que a deputada “estava disposta e propensa” a apresentar o substitutivo. “O próprio presidente da Câmara (Arlindo Chinaglia, do PT-SP) já tinha conhecimento disso e tinha dito que iria conversar com as lideranças para acelerar a tramitação”, comentou.

Outras vias

Porém, a deputada Rebecca, não exclui a possibilidade de outro colega apresentar a proposta. A própria parlamentar e radiodifusora lembra que a Comissão de Amazônia, Integração Nacional e de Desenvolvimento Regional já realizou audiência sobre o tema da Classificação Indicativa e seus impactos para a região.

“Qual a preocupação verdadeira da região: o atraso da informação. Se eu só vou assistir o jornal uma hora depois, tenho uma hora de atraso na informação”, disse Rebecca, fazendo referência ao que teria sido o resultado da audiência.

O comentário reforça a tese defendida por Rui Alencar, do Sinderpam: “Num mundo em que se vive em tempo real, nós teríamos de voltar ao tempo da gravação em fita para transmissão uma hora mais tarde.” Segundo Alencar, o custo desta gravação seria alto demais para boa parte das emissoras da região amazônica.

O arrazoado do diretor-executivo da TV A Crítica e da deputada, entretanto, desconsidera que programas ao vivo, esportivos e de cunho jornalístico não estão sujeitos à classificação indicativa e, portanto, não precisam ter sua veiculação adaptada ao horário local.

Ainda assim, argumentos semelhantes multiplicam-se entre parlamentares das duas Casas do Congresso. O senador Expedito Júnior (PR-RO) acredita que a TV aberta sairá perdendo em seu estado com a entrada em vigor da totalidade da Portaria 1.220/07. “Considero injusta esta portaria, porque ela beneficia a TV a cabo. A publicidade vai se transferir para a TV por assinatura junto com a audiência no caso dos eventos transmitidos ao vivo, como os jogos de futebol”, disse o senador.

Expedito Júnior é autor de requerimento de realização de audiência pública na CCTCI do Senado para rediscutir a vinculação da classificação à faixa de horário local. O pedido foi aprovado, mas não há data prevista para realização da audiência.

A assessoria do senador explicou que o requerimento se baseava apenas na possibilidade de revisão do teor da portaria, ou seja, na revogação do parágrafo único do artigo 19 da portaria, que cita a necessidade de respeito ao fuso. No entanto, por solicitação de outros senadores, o tema da unificação do horário nacional deverá ser incluído na pauta da reunião.

IDEC recorre à Anatel contra práticas de operadoras de TV paga

O IDEC (Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor) enviou uma carta à Anatel, no dia 16, pedindo esclarecimentos sobre as constantes alterações contratuais na área de TV por assinatura. O órgão defende que a agência fiscalize as práticas "abusivas das empresas de TV por assinatura, que freqüentemente promovem a alteração de contratos sem a permissão do consumidor, restringindo ou modificando a grade de canais". Segundo o instituto, esse tipo conduta ocorre, principalmente, quando há a alteração de tecnologia em decorrência da mudança do sinal analógico para digital ou quando há fusão ou aquisição de operadoras no setor. "As alterações no serviço contratado acontecem, na maioria das vezes, sem aviso prévio aos consumidores e sem a oportunidade de que seja realizado abatimento no preço do serviço ou rescisão de contrato por justa causa", diz o órgão.

Para o advogado do Idec, Luiz Fernando Moncau, "mesmo com as novas regras de TV por assinatura aprovadas no dia 11, a Anatel ainda precisa atuar de maneira mais firme na fiscalização e sanção das empresas que cometem abusos". Além de solicitar informações sobre as providências que a agência tem tomado, o Instituto encaminhou os problemas encontrados para o Departamento de Proteção ao Consumidor (DPDC) e à Fundação Procon-SP. Também foram enviadas correspondências às companhias Net e Sky solicitando esclarecimentos e exigindo providências.

O novo Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura uniformiza as regras para as operadoras do serviço, independentemente da tecnologia utilizada (cabo, rádio ou satélite). A agência ainda não divulgou a íntegra da norma. O regulamento prevê, por exemplo, que qualquer alteração no plano de serviço contratado pelo consumidor deve ser informada, no mínimo, 30 dias antes de sua implementação. Caso o assinante não se interesse pela manutenção do serviço em função da alteração, poderá rescindir seu contrato sem qualquer ônus (sem pagamento de multa).

A nova norma também determina que o acesso telefônico à central de atendimento das empresas deverá ser gratuito ao consumidor sempre que o objetivo for realizar uma reclamação. Para outros casos, o valor máximo da chamada deverá ser o de uma ligação local. O serviço deverá estar disponível diariamente das 9h às 21h.

Outro ponto interessante apontado na nova regra diz respeito ao prazo para tratamento das queixas e reclamações ou pedidos de informação dos assinantes. As empresas devem apresentar suas respostas no prazo máximo de 5 dias úteis (via telefone) ou 10 dias úteis para correspondências, contados a partir da data de contato. A norma ainda determina que as últimas cinco reclamações dos consumidores devem constar no documento de cobrança (conta) enviado ao consumidor com o respectivo número de protocolo.

Mesmo sem Google, gigantes da comunicação fecham acordo sobre direitos autorais

Os gigantes da comunicação americanos, inclusive Viacom, Disney, CBS, Fox e Microsoft, fecharam um acordo nesta quinta-feira para aplicar uma série de medidas para proteger os direitos autorais na internet. As empresas se comprometeram a aplicar a tecnologia necessária para eliminar os conteúdos que atentam contra os direitos autorais na rede.

As companhias destacaram a importância da internet como lugar de criação e de troca de obras audiovisuais, setor que concentra boa parte das iniciativas. Entre as empresas signatárias do acordo não está a Google, proprietária do portal de vídeos YouTube.

Segundo um comunicado da Viacom, as corporações pretendem "continuar inovando" nos conteúdos online que oferecem, inclusive os desenvolvidos pelos próprios usuários, mas "sempre respeitando a propriedade intelectual dos proprietários desse conteúdo".

— A colaboração entre todos nós e a ajuda das novas tecnologias podem abrir o caminho em direção a um maior crescimento na disponibilidade de vídeos na rede de modo que seja bom para os consumidores e os proprietários dos direitos autorais — disse na nota o presidente da Walt Disney, Bob Iger.

As medidas têm o objetivo de destruir o material ilegítimo que os usuários possam introduzir na rede e bloquear qualquer material desse tipo antes que o público tenha acesso. As empresas asseguraram que lutarão contra a pirataria eliminando de suas páginas qualquer link que leve a portais de troca de material pirateado. Os executivos reconhecem a importância da rede como espaço de troca de criações audiovisuais, mas, ao mesmo tempo, asseguram que o número de crimes contra os direitos autorais multiplicou.

— Esses princípios são um passo muito importante para estabelecer a internet como uma grande plataforma para o conteúdo audiovisual, que permita inovar e preservar iniciativas para todos os criadores, grandes e pequenos, respeitando os direitos autorais — avaliou o executivo-chefe da Microsoft, Steve Ballmer.

Parlamentares apresentam 132 emendas à Medida Provisória

O Congresso Nacional começou a dar sinais de que não irá fazer um amplo debate sobre a Medida Provisória 398, que criou a Empresa Brasil e Comunicação e a TV Brasil.

A comissão mista que iria discutir a proposta encaminhada pelo Executivo deveria ter sido instalada na tarde desta quinta-feira, 18, no Senado Federal. Mas, por falta absoluta de quórum, a comissão não foi criada. Agora, a tendência, segundo a própria secretaria de comissões mistas do Congresso Nacional, é de que a MP aguarde o fim do período regimentar para a implantação da comissão e siga sua tramitação normal. Na prática, isso significa que os debates ocorrerão apenas nos plenários da Câmara e do Senado, reduzindo drasticamente o espaço de mudança no texto para a oposição.

Tramitação

De acordo com o regimento em vigor, as MPs aguardam sete dias a partir de sua publicação para receber emendas. A instalação da comissão mista deve ser realizada em até 15 dias contados da data de divulgação no Diário Oficial da União. No caso da MP 398, o prazo para a implantação da comissão vencerá no dia 24 de outubro, ou seja, na próxima quarta-feira. Se até lá nenhum senador ou deputado solicitar uma segunda tentativa de instalação à secretaria, o documento é automaticamente encaminhado à Câmara dos Deputados, entrando na pauta do plenário da Casa.

132 emendas

A estratégia de mandar a MP direto à Câmara, sem debate em uma comissão mista, pode ser bastante favorável ao governo. Isso porque a quantidade de emendas apresentadas excede a casa da centena, demonstrando que muitos pontos da proposta serão motivos de discussão parlamentar. O prazo de emendas terminou às 18h30 dessa quarta-feira, 17, e, ao final, a secretaria contabilizou exatas 132 propostas de alteração no texto encaminhado pelo Executivo feitas por 33 parlamentares.

O conteúdo das emendas não foi divulgado pela secretaria porque ainda é necessária a publicação em ata para que as sugestões dos deputados e senadores sejam oficializadas. Este noticiário apurou que algumas emendas feitas pela oposição mexem especificamente no sistema de direção e gestão da nova TV pública, defendendo um modelo de implantação mais alinhado com o sistema usado pelas autarquias.

Questões como a exigência de sabatina dos dirigentes da empresa e mudanças no sistema de contratação geral dos funcionários estão na lista de críticas dos parlamentares à proposta desenhada pela Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República. Como a MP foi encaminhada em regime de urgência, o documento começa a trancar a pauta legislativa no dia 25 de novembro.