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Anatel abre consulta pública sobre metas de universalização em 2006

A Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) abriu consulta pública para ouvir a sociedade a respeito do cumprimento das metas de universalização por parte das operadoras de telefonia fixa que atuam no regime público. O Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU), previsto no decreto 4.769, de 27 de junho de 2003, estabelece as obrigações de expansão do serviço a partir de 1º de janeiro de 2006.

Entre as metas a serem cumpridas estão a instalação de Telefone de Uso Público (TUP), conhecido como orelhões, em cada localidade com mais de 100 habitantes e o atendimento com linhas individuais em cada localidade com mais de 300 habitantes.

Elas devem ser cumpridas por todas as operadoras de telefonia fixa que atuam no regime público: as concessionárias na modalidade local, nas suas áreas de atuação – Brasil Telecom, Oi/Telemar, CTBC Telecom, Sercomtel e Telefônica – e a concessionária na modalidade longa distância – Embratel -, com atuação em todo o território nacional.

Localidade é todo aglomerado de domicílios permanentes e adjacentes distantes entre si em, no máximo, 50 metros, que formam uma área continuamente construída, com arruamento reconhecível, ou que estejam dispostos ao longo de uma via de comunicação. O contingente populacional é estimado multiplicando-se o número desses domicílios pelo índice de moradores por domicílio do município ao qual pertence a localidade (índice do IBGE, referente à Tabela 156 do Banco de Dados – SIDRA).

Os relatórios com os dados referentes ao cumprimento das metas no ano de 2006, apresentados pelas concessionárias, podem ser acessados na página da Anatel na internet (http//www.anatel.gov.br) em "Principais Serviços/Consulta Pública". Eles estão divididos por estado e subdivididos em localidades, para que a sociedade possa identificar e verificar se a consecução está de acordo com as regras estabelecidas no PGMU.

As manifestações devidamente fundamentadas e identificadas devem ser encaminhadas à Anatel por meio de formulário eletrônico do Sistema Interativo de Acompanhamento de Consulta Pública, até às 24h do dia 26 de novembro de 2007. Todas as manifestações recebidas serão examinadas e permanecerão à disposição do público para consulta na Biblioteca da Anatel. Também serão considerados os comentários enviados por carta, fax ou telefone recebidos até às 18h do dia 21 de novembro de 2007.

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AGÊNCIA NACIONAL DE TELECOMUNICAÇÕES – ANATEL
SUPERINTENDÊNCIA DE UNIVERSALIZAÇÃO
CONSULTA PÚBLICA Nº 831, DE 22 DE OUTUBRO DE 2007
"Divulgação do Cumprimento de Obrigações de Universalização"
Setor de Autarquias Sul – SAUS, quadra 6, bloco F, térreo, Biblioteca, CEP 70070-940, Brasília (DF).
Telefone: 0800 33 2001

Fórum aponta necessidade de acesso ser atrelado à produção de conteúdo

A PPP da Banda Larga – que prevê a realização de licitação pública para equipamentos e serviços até março de 2008 – fará do Rio de Janeiro o primeiro estado brasileiro inteiramente conectado à internet até 2010. Em que pese o pioneirismo do estado fluminense na conexão à Internet em 100% de seu território, especialistas levantam alguns aspectos ainda não transparentes na iniciativa e que devem ser levados em conta na hora de concretizá-la.

A necessidade de produção de conteúdos locais e do correto dimensionamento do que será considerado banda larga foram algumas das ressalvas apontadas no Fórum "Rio Digital", realizado no Rio de Janeiro, para discutir o papel da TIC no desenvolvimento econômico e social do estado.

Com a conexão à internet assegurada nos 92 municípios fluminenses, o Rio tende a ficar atraente para a instalação de novas empresas e para investimentos externos, conforme ressaltou o secretário da Casa Civil, Regis Fichtner. Ele observou que o fator de atratividade do estado não será a guerra fiscal, prática comum nos últimos anos entre estados brasileiros, mas sim, essa rede que está se formando a partir da PPP.

E, neste contexto, segundo Fitchner, é fundamental avançar na formação de mão-de-obra para atender a demanda que novas empresas vão gerar. "Estamos convencidos, aqui no Rio de Janeiro, que um dos principais fatores de atração de investimentos será a mão-de-obra qualificada".

O secretário da Casa Civil acrescentou ainda que o Rio de Janeiro é considerado um dos estados com melhor atratividade neste quesito, mas ainda é preciso avançar na preparação e na qualificação de pessoas. "Como se faz isso? Dando acesso à internet. Não só criando redes digitais como essa, mas também colocando conteúdo nessa rede".

Para isso, Regis Fichtner afirma que a Secretaria da Casa Civil já negocia com a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia para oferecer conteúdo de qualidade na rede e, neste processo, poderão ser usados recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj).

Diversidade

Benito Paret, presidente do Sindicato das Empresas de Informática do Rio de Janeiro (Seprorj),organizador do forum Rio Digital, salientou que é preciso tomar cuidado para que o Rio de Janeiro não se torne apenas um estado de passagem. "Essa estrutura, através de uma parceria público-privada, não deve se transformar num mecanismo apenas de passagem, com os conteúdos sendo gerados fora daqui. É claro que ninguém vai proibir que conteúdos externos sejam veiculados. Porém, é fundamental que as empresas do Rio de Janeiro tenham a oportunidade, na hora de modelar a PPP, de fazer com que elas possam participar de modo mais ativo", argumentou.

Henrique Faulhaber, representante das empresas de bens de informática, de telecomunicações e de software no Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.Br), concordou. "Esse projeto de cidades digitais é muito importante no sentido de incentivar que as cidades sejam fonte de upload, e não só de download. É realmente possível gerar conteúdos, sejam mídias, sejam jornais, seja na ponta, seja nos centros de cultura etc., para que esses municípios não sejam meramente consumidores de conteúdo", defendeu.

Faulhaber destacou ainda que a definição de "banda larga" no âmbito do projeto também deve ser um ponto de atenção. "Que banda larga é essa?", indagou ao defender que um dimensionamento da banda que será necessária em cada cidade, levando em consideração fatores como o número de habitantes.

Complexidade: Provedores x Operadoras

"Para cada cidade dessa, precisamos considerar qual a banda que se espera, quais os patamares de acesso que se pretende atingir nesses locais", diz. Ele aponta que uma banda de 128 kbps certamente é melhor do que conexão discada, mas que já não suporta a maioria de aplicações de banda larga existentes atualmente. "A televisão por IP, que está por vir, funcionará bem de 1Mbps para cima", completou Faulhaber.

Também membro do CGI.Br, Carlos Afonso, diretor de estratégias da ONG de inclusão digital Rits, ressaltou que ainda não está transparente como os usuários de baixa renda, provedores locais e a diversidade de municípios vão estar contemplados na PPP.

"Há uma grande disparidade de escala entre os municípios. Não se pode comparar Rio das Flores com Macaé ou Campos. E a área metropolitana da cidade do Rio precisa de um projeto especial. Como contemplar essa diversidade?", questionou, esperando ver a resposta para alguns desses pontos no texto que estará disponível para consulta pública a partir de dezembro.

Afonso destacou a necessidade de evitar que um monopólio (uma grande operadora de telecomunicações) venha a ganhar a PPP da Banda Larga. Caso uma concessionária vença "pode-se correr o risco de perpetuar a ausência de competição na oferta de banda larga no estado". alertou aos participantes do Fórum.

O diretor da Rits salientou que é fundamental negociar com essas operadoras uma boa relação preço-benefício na oferta de conexão dos municípios digitais às espinhas dorsais, além de garantir participação dos pequenos provedores locais. Posição compartilhada por José Carlos Lourenço Rêgo, diretor da Federação Nacional das Empresas de Informática.

Ele conta que "o histórico não é bom da relação dos pequenos provedores com as teles" e argumenta que é preciso criar um modelo que não reproduza os vícios e a concentração vistos atualmente no setor de telefonia. "Normalmente, as pessoas não estão satisfeitas com a telefonia no país. Se a gente criar um modelo igual para a internet e deixar na mão de quatro ou cinco grupos, nós vamos ter com a internet o que temos hoje com a telefonia", concluiu.

Plano Nacional de Ciência e Tecnologia será lançado em novembro com R$ 41 bilhões

Brasília – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve lançar em novembro o Plano Nacional de Ciência e Tecnologia. A informação é do ministro de Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende. Segundo ele, o plano prevê recursos de R$ 41 bilhões para ações até 2010.

"O plano deverá ser anunciado pelo presidente Lula provavelmente na segunda ou terceira semana de novembro",  afirmou Rezende, em entrevista concedida nesta quinta-feira (25) a emissoras de rádio parceiras da Radiobrás.

"É um plano de quatro anos, de 2007 a 2010. As ações de 2007 já estavam planejadas, então já estão em execução. O plano totaliza em recursos do governo federal R$ 41 bilhões em todos os setores que têm ciência e tecnologia", disse.

"Nunca tivemos antes um plano feito para quatro anos, muito menos recursos dessa monta de R$ 41 bilhões", completou. De acordo com o ministro, o plano tem quatro prioridades básicas: expansão e consolidação do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia; promoção da inovação tecnológica nas empresas; pesquisa e desenvolvimento em áreas estratégicas; e ciência e tecnologia para o desenvolvimento social.

Segundo Rezende, a maior parte dos recursos do plano é do Ministério de Ciência e Tecnologia. Mas há verbas também do Ministério de Minas e Energia, por meio da Petrobras e da Eletrobrás; de entidades de pesquisa ligadas ao Ministério da Defesa; do Ministério da Educação, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes); e da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), ligada ao Ministério da Agricultura.

Em entrevista à Radiobrás, Rezende ressaltou que um dos grandes desafios para o país é fazer com que as empresas brasileiras tenham atividades de pesquisa. "Há muitas iniciativas [no plano] que vão na direção de incentivar, estimular as empresas a fazer pesquisa, desenvolvimento e inovação para elas ficarem mais competitivas", disse.

O ministro afirmou que é preciso incentivar também pesquisas em áreas estratégicas, como biocombustíveis. "O Brasil é hoje um grande produtor de etanol e fazemos álcool com métodos tradicionais, com cana-de-açúcar. É uma forma boa de fazer, o Brasil é o país que produz etanol da maneira mais eficiente do mundo. Mas nós sabemos que a demanda por etanol vai crescer muito e precisamos fazer pesquisas para fazer, por exemplo, cana com maior conteúdo de açúcar, para dar uma produtividade maior".

Rezende destacou ainda que o sistema de ciência e tecnologia no país é recente – começou a ser desenvolvido na década de 60 – e é preciso divulgá-lo entre os brasileiros. "Há um desconhecimento geral na sociedade sobre o que acontece na ciência de maneira geral. E mais especificamente o que acontece na ciência brasileira", ressaltou.  

Lei que limita entrega de jornal na rua será revista

Depois de sancionar um projeto restringindo a distribuição de jornais gratuitos nas ruas da capital, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) decidiu afrouxar as normas para entrega dos periódicos na regulamentação da lei, para evitar atritos com vereadores. Os jornais de bairro, com distribuição gratuita pela cidade, são considerados pelos parlamentares aliados na divulgação de suas atividades em seus redutos eleitorais.

O projeto, aprovado por um acordo de líderes na Câmara, proibiu taxativamente a distribuição de folhetos, panfletos ou qualquer tipo de material impresso com mensagens publicitárias nas ruas. Incentivada pelo prefeito, a idéia era atacar a distribuição de material promocional ou publicitário nos cruzamentos, que aumentaram depois da criação da Lei Cidade Limpa.

Na formulação da proposta, os vereadores acabaram exagerando na dose, segundo parlamentares consultados pelo Estado, aprovando um parágrafo que determina que jornal gratuito só pode ser distribuído nas ruas com, no mínimo, 80% de textos jornalísticos. A lei sancionada ainda cria uma multa de R$ 5 mil para quem desrespeitar a medida.

O limite de conteúdo jornalístico surpreendeu a Associação dos Jornais e Revistas de Bairro de São Paulo (Ajorb).

'Apoiamos a idéia do projeto ao proibir a distribuição de panfletos publicitários nas ruas, mas houve um exagero', disse o presidente, Egydio Coelho da Silva. A Ajorb tem 60 jornais de bairros associados no Município, mas estima que existam cerca de 200 periódicos semanais e mensais, que distribuem cerca de 600 mil exemplares só na capital. Os representantes de Destak e Metro, os maiores jornais gratuitos paulistanos, não quiseram comentar a lei.

Permissão, com regras

Segundo Kassab, 'está havendo uma interpretação equivocada', do texto. 'Até a sanção desta lei, era totalmente proibida (a distribuição de jornais). Agora passa a ser permitida, com regras.'

O Estado apurou que, na regulamentação, o prefeito permitirá a distribuição nos cruzamentos dos jornais registrados na Associação Nacional dos Jornais (ANJ), como é o caso do Destak edo Metro. 'Vamos solucionar o problema na regulamentação', destacou o presidente da Câmara, Antonio Carlos Rodrigues (PR).

De acordo com o advogado Alexandre Fidalgo, especialista em Lei de Imprensa, a Prefeitura entrou numa área que foge de sua competência ao legislar sobre jornalismo. 'Estãocriando obstáculo para a livre difusão da informação.'

1,5 mi de britânicos já viram abuso sexual de crianças na web

Uma instituição de caridade britânica especializada em segurança na internet, a Internet Watch Foundation (IWF), informou que mais de 1,5 milhão de adultos na Grã-Bretanha já viram páginas na internet com conteúdo de abuso sexual de menores.

O órgão regulador de comunicações da Grã-Bretanha, Ofcom, divulgou informações de 2007, mostrando que 65% da população de 46 milhões de adultos britânicos têm acesso à internet em suas casas e estes dados da IWF sugerem que 4% destes 30 milhões foram expostos a abuso sexual de crianças pela internet.

'Nossos analistas testemunharam os resultados de situações terríveis de abuso sexual infligido em crianças pequenas no mundo todo e divulgadas on-line', disse o diretor-executivo da instituição Peter Robbins. A IWF afirmou que estas imagens mostram situações cada vez mais graves, que incluíam estupro, sadismo e bestialidade.

Segundo a IWF, cerca de uma em cada três crianças que aparecem nestes sites estão abaixo dos seis anos de idade. Uma em cada 20 está abaixo dos dois anos de idade. A polícia britânica recebe mais de sete denúncias de páginas na internetpor dia mostrando abuso sexual de menores, segundo a instituição.

Ajuda

Gigantes do setor de internet como Yahoo, MSN e Tiscali, estão ajudando a divulgar o número de denúncias da IWF, que permite que os internautas britânicos denunciem estes sites. As companhias de internet vão colocar propagandas em suas páginas e para os internautas que usam seus e-mails como parte de um dia de conscientização.

'Com a ajuda da indústria da internet, os 28 canais de denúncia com os quais trabalhamos em todo o mundo e com nossos colegas da polícia, o público poderá nos ajudar a tirar do ar estas páginas e colocar um fim ao abuso que é perpetuado cada vez que as imagens são vistas', acrescentou Robbins.

A instituição de caridade britânica afirma que entre todos os sites denunciados à sua página em 2007, apenas 1% podiam ser encontrados em um servidor britânico, comparado com os 18% que pertenciam a servidores britânicos há dez anos.

A IWF disse que até o momento, em 2007, a instituição conseguiu passar os detalhes de 2092 páginas contendo abuso sexual de menores à polícia e agências de proteção à criança.