Mercado de telecom cresce puxado por celulares e TV paga, diz Telebrasil

A Telebrasil divulgou nesta segunda-feira, 5, seu tradicional balanço do setor e os números mostram que o segmento mantém altos níveis de crescimento no primeiro trimestre de 2010. O documento "Desempenho do Setor de Telecomunicações no Brasil" dos primeiros três meses deste ano mostra que o Brasil fechou o mês de março com 240,2 milhões de assinantes de serviços de telecomunicações como um todo. O número representa um crescimento de 13,1% em relação ao mesmo período de 2009, o que demonstra que o setor mantém a forte trajetória de crescimento apresentada nos balanços anteriores.

Em números absolutos, o segmento de mercado que mais contribuiu com esse crescimento foi a telefonia móvel, como sempre. A telefonia móvel concluiu o primeiro trimestre de 2010 com 179,1 milhões de consumidores, com um acréscimo de 5,2 milhões na comparação ano a ano (16,6% de crescimento). Mas o destaque com relação ao crescimento relativo foi a TV por assinatura. Este mercado teve um aumento de 20,8% no número de clientes entre o 1º trimestre de 2009 e o 1º trimestre de 2010, chegando a um total de 7,89 milhões de assinantes em março.

Os serviços de banda larga também continuam em alta, com um crescimento de 13,8% na comparação entre trimestres, atingindo um total de 11,8 milhões de clientes. Esse número não inclui equipamentos celulares 3G e modems de banda larga móvel. Considerando essas duas modalidades de oferta, o total sobre para 23 milhões.

A telefonia fixa continua estável na casa dos 41,4 milhões de clientes ao fim de março de 2010, o que significa um crescimento marginal de 0,2% em comparação ao mesmo período no ano anterior. Ainda assim, é o setor que apresenta a maior receita entre todos: R$ 19,1 bilhões apenas no primeiro trimestre de 2010. A telefonia móvel segue em segundo lugar na rentabilidade do serviço, tendo obtido uma receita de R$ 17,9 bilhões nos primeiros meses do ano.

Apesar da receita modesta em comparação com outros segmentos de telecomunicações, os serviços de trunking (Serviço Móvel Especializado) merecem destaque pelo crescimento expressivo de sua receita. Na comparação ano a ano, a receita do SME (onde a Nextel é a principal operadora) subiu 37,5%, com um faturamento bruto de R$ 1,4 bilhão. As TVs por assinatura também tiveram um bom crescimento de receita, de 8,9%, fechando o trimestre com um faturamento de R$ 2,8 bilhões, segundo a Telebrasil.

Considerando toda a indústria de telecomunicações, o setor teve uma receita operacional bruta de R$ 45,6 bilhões no 1º trimestre, valor 4,8% superior à receita obtida no mesmo período do ano passado. Este montante inclui a performance da indústria de equipamentos, que faturou R$ 4,6 bilhões no período.

Impostos

O balanço divulgado pela entidade serve também para reforçar a atual bandeira do setor de redução da carga tributária. De acordo com o documento, as prestadoras de telefonia fixa e móvel arrecadaram aos cofres públicos R$ 10,5 bilhões em impostos, o que representa 43% da receita operacional dos dois segmentos somados. "Esta é a maior carga tributária do mundo (mais que o dobro do segundo colocado) incidente sobre o valor pago pelo usuário de serviços de telecomunicações", destaca o relatório.

A equipe da Telebrasil, em parceria com a Teleco (responsável pelo levantamento), responsabilizou o ICMS, estadual, pelo forte impacto tributário nas contas telefônicas. "Cumpre assinalar que a maior parcela desta carga tributária é imposta pelos Governos Estaduais (ICMS sobre Serviços de Comunicações) que, deste modo, trabalham contra a Política de Universalização dos Serviços de Telecomunicações adotada pelo Governo Federal pois, onerando o valor pago pelo usuário, inibem o acesso dos usuários de menor renda aos serviços, inclusive os celulares pré-pagos e nos terminais de uso público (orelhões)", afirmam o estudo.

Sudeste consome mais de 60% do conteúdo online

De todo o conteúdo online consumido no Brasil, 66% vêm da região Sudeste, que inclui os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. A região é responsável, ainda, por 67% do total de usuários da internet brasileira – são 73 milhões de internautas, de acordo com os dados da ComScore -, e pelo consumo de 65% dos minutos totais gastos online pelo brasileiro.

A ComScore é uma consultoria norte-americana especializada no meio digital e agora dispõe de capacidade de segmentar o uso da internet no Brasil com base nas cinco regiões geográficas do País – Sul, Sudeste, Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

No mesmo levantamento, a consultoria concluiu que os usuários entre 6 a 14 anos (que representam 12% do total de internautas brasileiros) gastam 60% do tempo conectados em sites de entretenimento e comunicação como mensageiros instantâneos (Messenger) e redes sociais (Twitter, Facebook e Orkut, por exemplo).

Em maio, 40,7 milhões de usuários acessavam a internet de casa ou do trabalho. Os 73 milhões de usuários computados pela comScore incluem os usuários que acessam a internet em locais públicos como cafés, universidades e outros, como as LAN houses.

Ainda na faixa dos 6 aos 14 anos, os sites de entretenimento são responsáveis por 25% do tempo de acesso, os mensageiros instantâneos ocupam 22% dos acessos e as redes sociais, 15% do tempo total.

Telefónica tentará nova oferta pela Vivo, segundo imprensa espanhola

Reproduzido do TeleTime News

A Telefónica planeja lançar uma nova oferta pela Vivo, desta vez com a esperança que seja aceita pela conselho de administração, sem passar, portanto, pela deliberação em assembleia geral. A informação foi divulgada pelo noticiário espanhol El Confidencial, citando fontes da operadora.

A expectativa da Telefónica é que a nova oferta seja aprovada, uma vez que os acionistas concordaram com a venda por 7,15 bilhões de euros, vetada pelo governo português. A Telefónia deve negociar diretamente com os acionistas portugueses para garantir a aprovação da oferta. Mesmo que no próximo dia 8 de julho caiam os direitos especiais que o estado português tem na PT, estima-se que o governo teria pelo menos um ano para se desfazer dessas ações especiais.

Na semana passada o presidente da Telefónica, César Alierta, se reuniu com 150 principais executivos da empresa para avaliar o desempenho da operadroa nos primeiros seis meses do ano. Embora o encontro já estivesse agendado antes da decisão que vetou a compra da Vivo, as fontes do El Confidencial, mencionam que o assunto também foi tratado na reunião. (Redação)

Senado estende por mais anos incentivos ao audiovisual

Reproduzido de O Estado de S. Paulo

A Comissão de Assuntos Econômicos do Senado (CAE) aprovou hoje o projeto de lei 102/2010, do senador Francisco Dornelles (PP-RJ), que amplia até 2016 a possibilidade de dedução do imposto de renda dos investimentos na produção de obras audiovisuais brasileiras. A proposta seguirá agora diretamente para análise da Câmara dos Deputados.

Durante a votação, o autor do projeto ressaltou que não se trata de concessão ou ampliação da renúncia fiscal, mas, sim, da "prorrogação no tempo de um benefício já existente". Por isso, "não há perda de receita", disse Dornelles.

O benefício consta na Lei 8.685, de 1993, de fomento à indústria cinematográfica nacional. Pela redação em vigor, a dedução fiscal vigorava só até o fim deste ano. Segundo Dornelles, foram injetados aproximadamente R$ 40 milhões por ano na atividade audiovisual do País a partir da edição dessa lei, o que contribuiu para a retomada da presença do cinema brasileiro no mercado interno e no exterior. (Andrea Jubé Vianna)

Vai à Câmara projeto que dá ao Senado poder de aprovar presidente da EBC

As indicações feitas pelo presidente da República dos futuros diretores-presidentes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), gestora da TV Brasil, podem passar a ser submetidas ao Senado Federal. A medida consta do Projeto de Lei do Senado (PLS) 529/09, de autoria do senador Renato Casagrande (PSB-ES).

Aprovada no dia 16 de junho em decisão terminativa, pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT), a matéria não recebeu recurso para análise em Plenário e seguiu nesta segunda-feira (05) para a Câmara dos Deputados.

O projeto modifica a Lei 11.652/08, que criou a EBC, para incluir um parágrafo ao artigo 19, que trata da composição da diretoria da empresa. Segundo o parágrafo, o diretor-presidente será nomeado pelo presidente da República, após aprovação do Senado, nos termos da alínea f do inciso III do artigo 52 da Constituição. Ou seja, a nomeação do diretor-presidente da EBC passa a necessitar do aval do Senado, da mesma forma que as nomeações do presidente e de diretores do Banco Central e do procurador-geral da República, entre outros cargos.

A inclusão do cargo de diretor-presidente da EBC entre os que precisam de aprovação do Senado permitirá que as futuras nomeações "não sejam resultantes unicamente da vontade soberana do governante ou baseadas em critérios de conveniência política", na opinião do relator do projeto, senador Antonio Carlos Júnior (DEM-BA).

– Pretende-se garantir, portanto, que tais cargos sejam ocupados apenas por pessoas com comprovada idoneidade e capacidade para o exercício das funções a eles afetas – disse o relator.

Atualmente a EBC é presidida pela jornalista Tereza Cruvinel. Formada em Jornalismo pela Universidade de Brasília (UnB), é mestre em Comunicação Social, com orientação para Mídia e Política, pela mesma universidade. Trabalhou na TV Brasília, Jornal de Brasília, Correio Braziliense, Jornal do Brasil e O Globo.