Brasil e Argentina firmam acordo de cooperação na área de comunicação

O ministro das Comunicações Paulo Bernardo, aproveitando a comitiva presidencial brasileira à Argentina, celebrou com as autoridades daquele país um acordo de cooperação internacional na área de banda larga e no intercâmbio de informações regulatórias. Trata-se do Plano de Ações Conjuntas com o governo argentino que visa a aproximação entre o Plano Nacional de Banda Larga brasileiro e o Plano Nacional de Telecomunicações Argentina Conectada. Recentemente, a Argentina passou também por experiências importantes para desenvolver um marco regulatório para as comunicações. Ainda que o convênio não trate desse tema, o acordo trata dos seguintes tópicos:

Interconexão – trocar experiências com planos de fibra ótica a cargo dos operadores nacionais de ambos os países com incumbência de desenvolver redes estatais; incorporar aos projetos regionais de integração física entre os dois países a implantação de dutos para a passagem de cabos e fibra ótica; coordenar esforços no projeto de transposição de cabo óptico do Oceano Atlântico; implementar Ponto de Troca de Tráfego na região da fronteira até 2013.

Regulação – trocar informações em matéria de legislação, normas jurídicas e técnicas sobre espectro e padronização das comunicações nos dois países.

Política Industrial – estabelecer associação estratégica na produção de equipamentos e trocar informações sobre programas e políticas na área industrial que visem tornar acessíveis aos cidadãos brasileiros e argentinos equipamentos de acesso à internet. Envidar esforços no sentido de interconectar a ARSAT e a TELEBRÁS, as duas estatais argentina e brasileira.

Inclusão Digital – intercambio de experiências exitosas na área de inclusão digital nos dois países.

Conteúdos Digitais Interativos – trocar experiências de plataformas e ferramentas na área de tecnologia da informação, além de, entre outros, desenvolver a produção conjunta de conteúdos digitais e interativos; instalar centros de armazenamento e processamento de dados como forma de internalizar o tráfego de dados em seus territórios.

Concertação Política – Participar de forma coordenada nos fóruns internacionais sobre sociedade da informação, em especial nos temas relativos à governança na internet.

Pesquisa – buscar coordenação entre as instituições de capacitação na área de telecomunicações e interconectar as redes de pesquisa e desenvolvimento.

Financiamento – trabalhar coordenadamente na definição de mecanismos de financiamento e acesso a crédito para projetos estratégicos na área, sejam públicos ou privados.

Mais de 10 mil sanções contra emissoras de rádio e TV estavam paradas no Ministério das Comunicações

A Anatel receberá de volta, depois da decisão do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, de resgatar o papel fiscalizador e sancionatório da agência, mais de 10 mil processos de sanção contra emissoras de rádio e TV que estavam parados no Minicom desde 2006.

Segundo o superintendente de Fiscalização da agência, Edilson Ribeiro dos Santos, entre os anos de 97 a 2006 a agência tinha o papel de fiscalizar tecnicamente as emissoras de radiodifusão e também tinha o papel de aplicar as penas caso encontrasse irregularidades técnicas, iniciativa que foi questionada pelo ex-ministro das Comunicações, Hélio Costa.

Assim, a partir de 2006, a fiscalização da agência continuava a abrir os processos sancionatórios (conhecidos como Pados) mas enviava a documentação para o Ministério das Comunicações aplicar as multas ou demais penalidades previstas na legislação.

Esta interpretação do papel do Minicom foi questionada pela procuradoria técnica da agência e, em 2009, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) deu ganho de causa à Anatel. O Minicom ainda tentou recorrer à AGU (Advocacia Geral da União), recurso que foi anulado pelo atual ministro, que mandou de volta para a Anatel todos os processos que estavam lá parados. Segundo Santos, são mais de 10 mil processos de todos os tipos – desde multas de pequeno valor – até sanções mais duras. O superintendente ressaltou que a agência começa a aplicar as penalidades, mas que os radiodifusores terão todo o direito de ampla defesa e contraditório.

 

Minicom admite, em parecer jurídico, possibilidade de órgão regulador para radiodifusão

A decisão do Ministério das Comunicações de devolver à Anatel a competência para fiscalizar mais de 12 mil processos de radiodifusão tem implicações jurídicas importantes em um momento em que se começa a discutir as futuras competências de uma agência reguladora sobre o setor de rádio e TV. Na semana passada, vale lembrar, o ministro Paulo Bernardo homologou um novo parecer de sua consultoria jurídica. A íntegra do texto está disponível na homepage do site TELETIME. E nesse parecer, assinado em 25 de janeiro e homologado pelo ministro Paulo Bernardo, existem teses que poderão ser importantes no futuro debate inclusive de uma lei de comunicação eletrônica.

O novo parecer tem o intuito de reconhecer as competências da Anatel para tratar das questões de fiscalização da radiodifusão em relação a aspectos técnicos (uso do espectro), competência para outorga de autorização de uso de radiofrequência, homologação de equipamentos e; por convênio, fiscalizar questões não-técnicas (por exemplo, conteúdos).

Em relação aos aspectos punitivos, o parecer aprovado reconhece poderes da agência para aplicar sanções a irregularidades relacionadas ao uso do espectro e homologação de equipamentos, o que significa, inclusive, instaurar e conduzir processos administrativos, mesmo que seja contra um radiodifusor. Além disso, o parecer reconhece que a Anatel pode lacrar estações sempre que a agência estiver “legitimamente fiscalizando a conduta dos administrados”.

Constitucionalidades

Mas novo parecer do Ministério das Comunicações traz uma interpretação nova sobre a questão Constitucional acerca de quem tem o poder de regular o setor de radiodifusão. Ao contrário da leitura que vinha sendo dada pelo próprio Minicom, a interpretação do novo consultor jurídico que assina o documento, Rodrigo Zerbone Loureiro, é que a Constituição não atribui apenas ao ministério esta função. Segundo o parecer, “se é clara a determinação constitucional (…) para a criação de um órgão regulador para os serviços de telecomunicações, não há (…) em qualquer outra parte da Constituição vedação para a criação de uma entidade reguladora para serviços de radiodifusão. Tampouco há a vedação de que haja somente uma entidade reguladora com competência sobre os serviços telecomunicações e radiodifusão”. Segundo o consultor jurídico, a expressão “Poder Executivo” utilizada na Constituição é diferente da utilizada na Lei Geral de Telecomunicações, em que Poder executivo é a administração direta (ministério), em contraposição à administração indireta (agência). Poder Executivo, na Constituição, incluiria qualquer órgão da administração, razão pela qual a Anatel teria, sim, competência constitucional para regular a radiodifusão. Segundo o consultor jurídico, os limites são aqueles dados pela Lei Geral de Telecomunicações apenas.

 

Revisão de decisões

 

O parecer da consultoria jurídica do Ministério das Comunicações foi enviado ao conselho diretor da Anatel. O conselho terá que decidir, em breve, sobre um questionamento da superintendência de radiofrequência e fiscalização da Anatel (SRF), que quer saber o que fazer com as multas aplicadas até hoje sobre radiodifusores, que totalizam mais de R$ 7 milhões. O questionamento da SRF baseia-se no fato de o conselho ter decidido, em setembro de 2006, que não cabia à agência punir empresas de radiodifusão. Com isso, segundo a SRF, algumas empresas teriam questionado multas aplicadas, abrindo um grave passivo judicial para a Anatel. O novo parecer da consultoria jurídica dá a entender que se a Anatel não revir essa posição ao se manifestar sobre o questionamento da SRF, o assunto terá que ser tratado pela Câmara de Conciliação e Arbitragem da Administração Federal.

 

Pareceres conflitantes

 

O que esse episódio revela é que, ao longo dos anos, surgiram pareceres conflitantes inclusive dentro da procuradoria jurídica da Anatel sobre o tema. Existem posições divergentes manifestadas em diferentes momentos. Agora, a consultoria jurídica do Ministério adotou um dos pareceres da procuradoria da Anatel para alinhar posições sobre o tema. A AGU foi informada sobre a “inexistência de divergências jurídicas” sobre a atribuição de competências da Anatel. Com isso, a agência ganha poder político frente aos radiodifusores.

Bernardo inclui nova meta ao PGMU III

Concessionárias e governo vão cotejar, na próxima terça-feira (1/2), as listas com as expectativas sobre as obrigações contidas no Plano Nacional de Metas de Universalização (PGMU) III, para dar prosseguimento às negociações. Além do remanejamento dos orelhões, expansão do backhaul, reformulação do Aice (Acesso Individual de Classe Especial) e telefonia rural, o governo incluiu mais um tema para discussão: banda larga no atacado e no varejo.

Esses foram os principais pontos decididos nesta sexta-feira (28), durante a primeira reunião sobre PGMU III coordenada pelo ministro das Comunicações, Paulo Bernardo. Segundo o novo superintendente de Universalização da Anatel, José Gonçalves Neto, a reunião foi positiva porque houve uma disposição de ambas as partes em resolver as pendências, que acabaram por adiar a conclusão do plano para 2 de maio.

Os representantes das teles tiveram a mesma percepção do encontro. Um deles, inclusive, disse que o governo já está admitindo usar fontes de financiamento públicas para suportar as metas. “O governo já tem uma visão bem clara sobre o que quer”, afirmou Neto. Para ele, falta agora a apresentação de alternativas para que os impasses sejam superados rapidamente, a tempo de cumprir com o prazo estabelecido.

Para concluir o Plano até 2 de maio – que ainda terá que ser aprovado no Conselho Diretor e apreciado pelo Conselho Consultivo da agência, passar pelo crivo do Minicom até chegar à Presidência da República – as negociações terão mesmo que ser apressadas.

O ministro Paulo Bernardo já disse que espera estar com tudo acertado até a primeira semana de abril, para dar tempo que o PGMU siga a sua tramitação normal. O ministro abriu o encontro, que depois foi tocado pelo secretário executivo, Cezar Alvarez.

Chega ao mercado receptor HDTV por R$ 199

Redação – PAY-TV

Os preços dos conversores de TV digital se aproximam do valor pretendido pelo governo para popularizar a tecnologia de recepção, embora ainda em equipamentos sem capacidade de rodar aplicações interativas. A LBSat está lançando o receptor digital/conversor LBDTV20T, que chega ao mercado com preço sugerido de R$ 199,00. O equipamento conta com saídas analógicas e HDMI e trabalha com vídeo em alta definição. Além disso, também possibilita a gravação da programação por em um pendrive ou HD externo, através de uma porta USB. Segundo o fabricante, a porta USB também poderá ser usada para atualizar o software do equipamento.

Mais compacto que a maioria dos receptores, o LBDTV20T conta com memória RAM de 256MB, trabalha com os formatos 480i, 480p, 720p e 1080i, em proporção 16:9 ou 4:3.