Portais noticiosos e Google controlam 75% do tráfego de internet no Brasil

A navegação de grande parte dos internautas brasileiros começa pelos portais de notícias, segundo apresentação da agência JWT durante o evento Social Media Week, realizado em São Paulo. Sites como Globo.com, Terra, iG e UOL são responsáveis – ao lado do serviços de busca Google, Orkut e Youtube – por 75% de pageviews no Brasil.*

Sem as ferramentas do Google, metade do tráfego de usuários brasileiros na web está centralizada em veículos de imprensa. “Eles (portais) ensinaram o brasileiro a navegar e souberam manter o tráfego”, diz Ken Fujioka, vice-presidente de planejamento da JWT.

O resultado desta ampla aceitação do público, como avalia a agência, enfraquece o espaço dos blogs nas mídias digitais. Os blogueiros que conquistam a audiência são incorporados aos grandes portais. “Quanto mais fragmentada a audiência, mais propício é o ambiente para que os blogs sejam influentes. E no Brasil a internet é muito concentrada", entende Fujioka

A velocidade do Twitter

A respeito do recente assalto a uma joalheria no Shopping Morumbi, Patrice Lamiral, diretor de estratégias da JWT, comentou como a informação repercutiu nas redes sociais até chegar aos portais de notícias.

“A primeira informação sobre o que havia ocorrido no shopping foi publicada no Twitter às 13h54, e o assalto foi às 13h53.”, e completa dizendo “às 14h53 a primeira notícia sobre o assalto saiu no Terra. Até ela ser publicada, já existiam mil tweets sobre o evento, alguns até corrigindo a reportagem.”

Chamadas DDD virarão locais em 39 regiões

A partir de 27 de maio, 68 milhões de pessoas que hoje se obrigam a pagar interurbano para falar entre cidades de regiões metropolitanas passarão a pagar tarifa local nessas ligações.Serão beneficiados cerca de 590 municípios de 39 regiões metropolitanas e 3 regiões economicamente integradas.

A PROTESTE Associação de Consumidores avalia que a medida é importante porque se em várias regiões os municípios já são considerados uma mesma área para as chamadas, por que nos demais os consumidores são penalizados com ligações mais caras, tendo que pagar ligação de discagem direta a distância (DDD)? Nas regiões de Foz do Rio Itajaí (SC), Grande São Luís (MA) e São Paulo, todos os municípios já são considerados uma mesma área e as ligações são tarifadas como locais.

A mudança determinada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) foi publicada no Diário Oficial de 27 de janeiro. As operadoras de telefonia fixa terão 120 dias, a conta de 27 de janeiro, para se adequar ao novo regulamento que trata do serviço de telefonia fixa em áreas locais. A portaria amplia o conceito de áreas metropolitanas e de regiões integradas de desenvolvimento.

As regiões metropolitanas e regiões integradas de desenvolvimento contempladas no Regulamento são: Porto Alegre (RS), Curitiba (PR), Londrina (PR), Maringá (PR), Baixada Santista (SP), Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Vale do Aço (MG), Rio de Janeiro (RJ), Grande Vitória (ES), Distrito Federal e Entorno (DF/GO/MG), Goiânia (GO), Vale do Rio Cuiabá (MT), Salvador (BA), Pólo Petrolina e Juazeiro (PE/BA), Aracaju (SE), Maceió (AL), Agreste (AL), Campina Grande (PB), João Pessoa (PB), Recife (PE), Natal (RN), Cariri (CE), Fortaleza (CE), Sudoeste Maranhense (MA), Grande Teresina (PI/MA), Belém (PA), Macapá (AP), Manaus (AM), Capital (RR), Central (RR), Sul do Estado (RR), Florianópolis (SC), Chapecó (SC), Vale do Itajaí (SC), Norte/Nordeste Catarinense (SC), Lages (SC), Carbonífera (SC) e Tubarão (SC).

O novo regulamento também estabelece que serão revistas anualmente as novas situações que se enquadrem na definição de Áreas com Continuidade Urbana, ou em decorrência de solicitação fundamentada por parte da concessionária de telefonia fixa na modalidade do serviço local. As revisões de configuração da área local resultante da criação ou da alteração de regiões metropolitanas ocorrerão junto com as revisões quinquenais dos Contratos de Concessão.

Regulação da mídia é uma “prioridade”, diz líder do PT

O líder do PT na Câmara, deputado federal Paulo Teixeira (SP), afirma que o marco regulatório para a mídia é uma prioridade do partido.

O tema não consta da lista de prioridades da presidente Dilma Rousseff para 2011, na mensagem entregue ao Congresso na semana passada.

No artigo "O Congresso e os desafios para 2011", no site do PT, Teixeira diz que o projeto -ainda não enviado à Câmara- tem de ser aprovado apesar da "chiadeira".

"A regulamentação do capítulo da Constituição Federal referente à comunicação é tarefa estratégica. Há uma chiadeira dos proprietários dos conglomerados de comunicação, mas a matéria não pode ser mais adiada."

Para ele, a definição de um marco regulatório "que garanta mais liberdade de expressão, democratize e impeça a monopolização do setor" é um dos pontos centrais da "agenda do Congresso".

O artigo do líder do PT foi publicado na sexta, dois dias depois de Dilma levar pessoalmente a mensagem do Executivo ao presidente do Senado, José Sarney. Não há referência ao projeto no discurso de Dilma nem na mensagem entregue ao senador.

Durante o governo Lula, um grupo de trabalho coordenado pelo ex-ministro Franklin Martins (Comunicação Social) fez um esboço de uma Lei Geral de Comunicação Social e a deixou como sugestão ao novo governo.

O esboço prevê a criação de uma Agência Nacional de Comunicação com o papel de regular o conteúdo de rádio e TV. O governo diz que isso não representa censura.

Na primeira semana do governo Dilma, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) adotou discurso mais cauteloso e disse que, antes de ser enviado, o projeto deverá passar por consulta pública.

Banda larga a menos de R$ 30 só depende dos Estados

Redação – AD News

O Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) deve colocar no mercado o serviço de internet rápida ao custo final de R$ 35. Mas, de acordo com o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, o valor pode cair para menos de R$ 30. Basta vontade dos Estados.

Para que os cidadãos tenham acesso à banda larga mais barata, os governos precisam abrir mão do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), informou o G1. As declarações de Bernardo foram feitas na manhã desta sexta-feira (4) durante o Programa Bom Dia Ministro, produzido pela Secretaria de Imprensa da Presidência da República e transmitido pela NBR TV.

Além de tentar baratear o PNBL, o ministro disse que o governo pretende trabalhar na infraestrutura da banda: "Nós precisamos discutir o grande avanço que é fazer linhas de cabos de fibra ótica por todo o Brasil, além dos que já existem, para termos condições de nos equiparar com grandes países avançados em internet. É nisso que estamos trabalhando."

O preço de outro produto foi destacado no programa, o do tablet. "O governo está fazendo uma revisão de sua política industrial, inclusive das condições tributárias. Quer dizer, se você pode dar isenção para equipamentos, está na hora de fazer isso", afirmou Bernardo. Ele se reunirá ainda hoje com a Associação Brasileira da Industrial Eletroeletrônica (Abinee) para falar sobre uma possível redução no preço dos aparelhos, assim como aconteceu no governo Lula com desktops e notebooks.

Defesa do consumidor ganha espaço no Comitê Gestor da Internet

O Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) concluiu na sexta-feira (4) a eleição de seus novos 22 integrantes, entre titulares e suplentes, sendo oito representantes do setor empresarial, oito do terceiro setor (instituições com preocupações e práticas sociais, sem fins lucrativos) e seis da comunidade científica e tecnológica. A novidade é que um dos integrantes eleitos pela sociedade civil é representante de órgão de defesa do consumidor, que é a advogada Veridiana Alimonti, do Idec.

As outras cadeiras do terceiro setor serão ocupadas por Sérgio Amadeu da Silveira (Coletivo Digital), Carlos Alberto Afonso (Cadesc e Instituto de Estudos Socioeconômicos) e Percival Henriques de Souza Neto (Anid). Como suplentes foram eleitos José Ricardo Negrão (CUT), Vitor Hugo Das Dores Freitas (OAB), Marcus Aurélio Ribeiro Manhães (FNDC e Fittel) e Flávia Lefèvre Guimarães (Proteste).

Para o Idec, como a internet é totalmente permeada por relações de consumo, desde a conexão até a utilização dos serviços, redes sociais, comércio eletrônico e compartilhamento de conteúdos, os direitos dos consumidores e usuários da rede devem ser assegurados.

"Poderemos, em conjunto, trabalhar por avanços na garantia da liberdade e da privacidade na rede, na proteção contra a violação dos direitos humanos e na ampliação da participação dos grupos hoje mais distantes das iniciativas relativas à governança da internet, como as mulheres", defendeu Veridiana.

Da comunidade científica e tecnológica foram eleitos como titulares José Luiz Ribeiro Filho, Flávio Rech Wagner e Lisandro Zambenedetti Granville. Como suplente foi eleito Omar Kaminski.

Como representantes dos provedores de acesso e conteúdo da internet foram eleitos Eduardo Parajo (Abranet), como titular, e Ricardo Sanchez (Abrapit), como suplente. Eduardo Levy (Telebrasil) e Alexandre Annenberg (ABTA) foram os escolhidos para representar os provedores de infraestrutura de telecomunicações, como titular e suplente, respectivamente.

Para representar a indústria de bens de informática, elecomunicações e software foram eleitos Henrique Faulhaber (titular) e Norberto Dias (suplente). E como representantes do setor empresarial usuário, foram escolhidos Cássio Jordão Motta Vecchiatti (titular) e Nivaldo Cleto (suplente).

Os candidatos eleitos terão mandato de 3 anos, sendo permitida a reeleição.