Jader Barbalho pode ter sido afiliado da Globo no Pará sem o conhecimento da emissora

Redação – TeleTime News

 

Ao que tudo indica, não é só o Ministério das Comunicações que não consegue ter informações atualizadas sobre quem são os efetivos proprietários das empresas de radiodifusão. Confusão semelhante acontece no Pará, onde um complicado caso de inventário está revelando que o ex-senador Jader Barbalho era, aparentemente, afiliado oculto da TV Globo no estado desde 2001.

 

O problema é que, até onde se sabia (e até onde a própria Globo sabia) os afiliados da emissora em todo o Estado eram as Organizações Rômulo Maiorana (na maior parte das cidades) e o Sistema Tapajós de Comunicação, proprietária da TV Tapajós, em Santarém.

 

A confusão está sendo revelada por blogs locais com base na documentação do espólio de Joaquim da Costa Pereira, antigo proprietários da TV Tapajós morto em junho de 2010. Segundo os relatos da imprensa local, o ex-senador teria registrado na junta comercial em 4 de março deste ano um contrato firmado em 2001 pelo qual adquiriu 50% da rádio e da TV Tapajós.

 

Ainda segundo a imprensa local, a inventariante Vânia Maia deu conhecimento aos herdeiros da alteração contratual, passando a ter a TV como sócios, oficialmente, Jader Barbalho com 50% e os outros 50% divididos entre os parentes de Joaquim da Costa Pereira.

Mais prazo para a consulta pública da qualidade do STFC

Redação – Telesíntese

A Anatel decidiu prorrogar para até o dia 6 de maio a consulta pública nº 16, que propõe um novo regulamento de gestão da qualidade da telefonia fixa. O prazo para a entrega das sugestões terminaria no dia 11 de abril, mas a Telcomp (que representa as empresas competitivas) e o SindiTelebrasil (que representa as grandes operadoras) pediram mais prazo para apresentarem as suas contribuições. A proposta da agência quer mudar os atuais indicadores de qualidade  para incluir a qualidade percebida também pelo usuário.

Anatel começa a votar adiamento do PGMU para fim de junho

Já está em pauta no Conselho Diretor da Anatel, pelo sistema de circuito deliberativo, o novo adiamento da assinatura dos contratos de concessão da telefonia fixa – assim como do Plano Geral de Metas de Universalização – com data agora prevista para 30 de junho.

O sistema permite que os conselheiros apresentem seus votos por e-mail – medida necessária uma vez que tanto o presidente da agência, Ronaldo Sardenberg, como Jarbas Valente estão em Portugal, para participarem de eventos sobre telecomunicações. A próxima reunião presencial está prevista para 19/4.

O adiamento se tornou inevitável depois da última reunião do Conselho, na qual foi apresentado o voto da relatora do PGMU, Emília Ribeiro, mas que terminou sem votação por conta do pedido de vistas de Sardenberg.

O texto ainda precisa passar pelo Conselho Consultivo – que tem 15 dias para analisá-lo – antes de seguir para o Ministério das Comunicações e para a Casa Civil, para a transformação em Decreto Presidencial.

Até aqui sobram especulações sobre esse novo adiamento. Uma delas sustenta que a presidenta Dilma Rousseff insistiu que a oferta das concessionárias relativa à banda larga contemple velocidades de, no mínimo, 1 Mbps.

Quem acompanha a negociação entre governo e empresas sobre o PGMU, no entanto, revela que essa posição da presidenta não é nova – o que não impediu que parte do Conselho Diretor da Anatel mantivesse o apoio ao texto acertado com as teles.

Nele, a Oi prometeu oferecer pacotes 600 kbps, com franquia de 200 MB mensais, enquanto os da Telefônica seriam de 200 kbps. Ambas sinalizaram ofertas melhores – sem franquia e com velocidades mais altas – no caso de vendas casadas com telefonia.

Esses termos estiveram muito próximos de serem aprovados pela Anatel. Embora tenha pedido vistas, o presidente Ronaldo Sardenberg chegou a preparar voto no qual rejeita as alterações da conselheira Emília Ribeiro e mantém os termos negociados.

Diferentemente da relatora, que considerou as ofertas das teles insuficientes, Sardenberg entendia, no voto que não chegou a apresentar, que as metas acertadas representavam “significativo progresso da expansão da infraestrutura e acesso à banda larga”.

Na mesma linha, Sardenberg defendia a manutenção da doação da faixa de 450 MHz às concessionárias – item também excluído do parecer da relatora pelo entendimento de que não se caracterizaram motivos para sustentar a inexigibilidade de licitação.

A discussão sobre a inexigibilidade de licitação é outro fator que pode muito bem ter levado ao adiamento da decisão. Vale lembrar que a Controladoria-Geral da União acaba de determinar à Anatel que anule as decisões relativas ao caso da Unicel.

Ainda que em circunstâncias distintas, a Unicel também foi agraciada com faixa de frequência – 411 MHz – em processo que sustentou a inexigibilidade de licitação. O episódio levou à queda da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra.

Finalmente, a proposta das teles tem outro componente que pode ter levado a Anatel a reavaliar. A Oi condicionou a oferta de banda larga a um aumento na margem da VC – com reflexos, portanto, na política da agência sobre a tarifa de interconexão. E essa briga parece estar longe de terminar, uma vez que foi para a esfera judicial.

Teles querem contrapartida do governo

As operadoras de telefonia querem contrapartidas financeiras para atender ao pedido da presidente Dilma Rousseff e oferecer banda larga com velocidade de 1 megabit por segundo (Mbps) a R$ 35.

Apesar de Dilma ter sinalizado que cabe às teles bancar o aumento da velocidade, interlocutores ouvidos pelo Valor defendem o uso de fundos setoriais para financiar o projeto.

A ideia está em discussão em Brasília. O repasse de recursos do Fundo de Universalização da Telefonia (Fust) – até hoje contingenciados – é uma possibilidade, diz uma fonte do governo.

Segundo uma pessoa que acompanha as negociações, as teles argumentam que a nova proposta exige mais investimentos e vai forçar uma queda mais rápida dos preços da banda larga. "Oferecer 1 mega, no curto prazo, é difícil", diz um interlocutor do mercado.

A velocidade das conexões a ser oferecidas no Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) não estava decidida, mas se debatia um modelo que previa acessos de 600 quilobits por segundo (kbps) a R$ 35 por mês. O preço cairia para R$ 29,80 nos Estados que oferecem isenção de ICMS. A proposta partiu da Oi, que já tem planos com essas características. Porém, Dilma propôs que se chegue a 1 Mbps pelo mesmo valor.

A avaliação das operadoras é de que já existe uma tendência natural de queda dos preços e aumento nas velocidades de banda larga. Segundo fonte do setor, um programa que acentue essa curva requer que se estabeleça um novo equilíbrio entre custos e receitas. "Precisa ter uma fonte de financiamento", diz. "Chegar a esse preço não depende só das teles."

Na semana passada, o conselho diretor da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) adiou a votação sobre o Plano Geral de Metas de Universalização (PGMU). Com isso, jogou para 30 de junho a assinatura dos novos contratos de concessão, que já deveriam estar em vigor. Nesse jogo de xadrez, Dilma evitou novo embate entre as teles e a conselheira da agência Emilia Ribeiro, que pretendia impor metas relacionadas à banda larga. Ao mesmo tempo, manteve em mãos uma moeda para negociar a internet de 1 Mbps.

Procuradas, Telefônica e Oi não comentaram o assunto.

A queda de braço do governo também promete ser dura com os Estados. Para baratear o acesso à rede e garantir a oferta do serviço por menos de R$ 30, o Planalto vai ter de convencer os governos estaduais a abrir mão da coleta do ICMS. Não é tarefa fácil. Hoje, as teles são as principais contribuintes do imposto em vários Estados.

Para mostrar engajamento, o Ministério das Comunicações planeja estender ao PNBL o benefício concedido a fabricantes de computadores e modens: isenção de PIS e Cofins. "O governo sabe que as metas do PNBL só são possíveis se houver renúncia fiscal", diz fonte ligada ao Executivo.

 

Telefônica terá que investir em pesquisa no Brasil como condição para ficar com a Vivo

Redação – Telesítese

A Anatel publicou hoje no Diário Oficial da União a anuência prévia para a reestruturação da Vivo pela Telesp.  Mas estabeleceu algumas condições para que a operadora espanhola consolide a sua operação de celular. Entre elas, as duas empresas terão que ampliar suas redes de banda larga seja por ADSL, FTTH ou 3G. Além disso, a Telefônica terá que, até dezembro deste ano, estar com seu centro de inovação consolidado, desenvolvendo projetos de pesquisas com cientistas brasileiros.

A Telefônica adquiriu 50% do capital da Vivo no ano passado, quando comprou a participação da Portugal Telecom, que,por sua vez, adquiriu 25% do capital da Oi.

Entre as condicionantes estabelecidas pela Anatel para aprovar a operação estão presentes:

– A Telefônica fixa terá que instalar 400 mil acessos ADSL (banda larg) até dezembro de 2012
– Terá que levar a fibra óptica (FTTH) para novas 70 mil residências até o final de 2012. Esses números terão como referência a base instalada de dezembro de 2010.
– A Vivo, por sua vez, terá que levar a tecnologia 3G (banda larga móvel) para outros 150 novos municípios, além daqueles com os quais se comprometeu durante o leilão da terceira geração;
– Levar a 3G para 100 escolas rurais (além de doar dois computadores) até dezembro de 2012.