Serviços de TIC foram a alavanca do PIB no Brasil

O crescimento de 0,8% do setor de serviços foi a principal alavanca para o aumento de 0,8% do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, no segundo trimestre deste ano, em relação ao trimestre anterior. Os principais destaques no setor foram os serviços de informação (1,9%) e intermediação financeira e seguros (1,6%). O comércio teve crescimento de 1,1% no período.

De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira, 02/08, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os serviços também foram o destaque na comparação com o segundo trimestre de 2010, já que apresentaram um crescimento de 3,4%. Os serviços de informação, com aumento de 5,5%, e o comércio, com alta de 4,9%, foram as principais atividades nessa base de comparação.

"A gente vem observando há algum tempo o crescimento grande desse setor, que não sofre tanto com a turbulência", frisou a gerente da coordenação de contas nacionais do IBGE, Rebeca Palis, lembrando que no segundo trimestre o crescimento dos serviços de informação foi puxado pela telefonia móvel, embora outros segmentos, como software, também tenham apresentado avanço.

A indústria teve um crescimento mais moderado, de 0,2%, no segundo trimestre. O crescimento desse segmento foi puxado principalmente pela indústria extrativa, que teve alta de 2,2% no período. A produção e a distribuição de eletricidade, gás e água também teve aumento (1,5%).Já a construção civil teve um crescimento menor, de 0,5%, e a indústria de transformação ficou estável em relação ao primeiro trimestre. Na comparação com o segundo trimestre de 2010, a indústria teve um aumento mais expressivo (1,7%), com destaque para a produção e a distribuição de eletricidade, gás e água (3,4%).

O destaque negativo do PIB do trimestre foi o setor de agropecuária, que registrou uma queda de 0,1% na comparação com primeiro trimestre deste ano e ficou estável em relação ao segundo trimestre de 2010. O PIB teve crescimento de 3,1% na comparação do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, de 3,6% no acumulado do ano e de 4,7% no acumulado de 12 meses.

O IBGE também divulgou a revisão dos valores do PIB do segundo (de 1,6% para 1,8%) e do quarto trimestres de 2010 (de 0,8% para 0,7%) e do primeiro trimestre deste ano (de 1,3% para 1,2%).

Minicom muda atendimento sobre processos em andamento

Redação – Tela Viva News

A prestação de informações e serviços relativos aos processos de outorga de radiodifusão ficará concentrada no Serviço de Atendimento Unificado, localizado no edifício-anexo do Ministério das Comunicações. A mudança, segundo nota da Secretaria de Comunicação Eletrônica (SCE) do Minicom, vai unificar o atendimento ao público externo a partir desta quinta-feira, dia 1º de setembro.

Uma das mudanças é a forma de pedir vistas dos processos. Por enquanto, os processos que já se encontram na Comissão Permanente de Licitação de Serviços de Radiodifusão não dependerão de agendamento e o atendimento será feito por ordem de chegada, das 9h às 11h e das 15h às 17h.

Já as vistas aos processos referentes a radiodifusão comunitária, educativa e outros poderão ser agendadas pessoalmente ou por telefone. Em breve, esse atendimento poderá ser agendado também pela internet, através de formulário próprio, que será disponibilizado no site do Ministério das Comunicações. O horário para vistas permanece das 14h às 17h. Da

Anatel prorroga consultas públicas do SCM e PGMC

Redação – Tele Time News

A Anatel prorrogou em 8 dias o fim da consulta pública às propostas de Regulamento de Gestão de Qualidade de SCM (RGQ-SCM) e de alteração do Regulamento de SCM e do Regulamento de Cobrança de Preço Público pelo Direito de Exploração de Serviços de Telecomunicações e pelo Direito de Exploração de Satélite. As consultas, número 46 e 45, respectivamente, seriam encerradas dia 8 de setembro e foram prorrogadas para 16 de setembro.

Assim, a Anatel atende em parte pedido de diversas empresas e do SindiTelebrasil, que queria mais 90 dias de prazo. O problema é que, conforme estabelece o decreto do PGMU III, os parâmetros de qualidade para a banda larga devem sair até 31 de outubro.

As metas de qualidade são exigidas para as prestadoras com mais de 50 mil usuários. Elas devem cumprir uma série de parâmetros técnicos mínimos, entre eles de velocidade instantânea e velocidade média. Em relação à proposta de novo regulamento para o SCM, as principais inovações são a criação de licenças regionais e municipais e a criação da figura do credenciado de SCM.

Anatel prorroga consulta pública do PGMC

Por meio de circuito deliberativo, a Anatel prorrogou por mais 30 dias a consulta pública número 41 do Plano Geral de Metas de Competição (PGMC), que agora se encerram em 8 de outubro. Na próxima segunda-feria, 5, a Anatel realiza audiência pública sobre o assunto em Brasília.

No lugar de metas para banda larga, teles querem autorregulação

No intuito de consolidar uma argumentação em contraponto à proposta da Anatel de medição da qualidade dos serviços de internet, as empresas de telecomunicações organizaram um seminário que, em essência, buscou afirmar dois pontos: a definição de metas específicas – ou seja, garantia de percentuais mínimos de velocidade – não encontra paralelo no mundo e um eventual sistema de medição deve ser fruto do consenso e evitar “interferências” alheias às redes das operadoras.

Em outras palavras, a proposta de regulamento de qualidade do Serviço de Comunicação Multimídia, que se encontra em consulta pública, deve ser alterada. Para demonstrar o primeiro ponto, o Sinditelebrasil contratou um estudo da PriceWaterhouse Coopers que avaliou qual o tipo de regulação sobre internet existente em 10 países selecionados – EUA, Inglaterra, Alemanha, Itália, Espanha, Coreia, Austrália, Nova Zelândia, Chile e Índia.

As conclusões são de que em nenhum desses mercados foram implantadas metas de padrões de qualidade, preferindo-se a adoção de medidas de fomento à transparência que, como consequência, conduziram a um sistema de autorregulação movida pela concorrência.

O segundo ponto contou com a apresentação da consultoria britânica SamKnows, responsável por testes de qualidade da internet promovido pelas agências reguladoras OfCom e FCC, na Inglaterra e nos Estados Unidos.

Nessa questão, há duas principais distinções entre a metodologia utilizada naqueles países e a sugerida pela Anatel. De um lado, a defesa de que os testes precisam eliminar as interferências potenciais do uso doméstico, ao concentrar a medição “do modem para fora” e até determinado trecho da rede sob relativo controle dos provedores.

De outro, a defesa de que isso deve ser feito com a conexão de um equipamento e não com apenas um programa instalado no computador dos usuários, como propôs a agência brasileira, exatamente na lógica de minimizar os efeitos das diferentes máquinas, eventuais vírus, tipo de uso, etc.

Competição

Mas embora as apresentações tenham garantido ingredientes que ajudam a tese das operadoras brasileiras, também ficou evidenciado que outros órgãos reguladores dispensaram a adoção de metas por entenderem que existe competição suficiente nesses mercados para que medidas de transparência alcancem os resultados almejados.

No Brasil, apesar do aparente grande número de provedores – há cerca de 1,5 mil licenças de SCM emitidas pela Anatel – a infraestrutura para a disponibilização do acesso está nas mãos de poucos grupos econômicos: Oi, Net/Embratel, Telefônica e GVT concentram, juntas, 90% das ofertas disponíveis.

Além disso, mesmo em um mercado um pouco mais assemelhado ao brasileiro, como é o caso dos Estados Unidos, a qualidade do acesso a internet é superior, como indicou o estudo organizado pela FCC. Nessa avaliação dos serviços de 13 provedores de acesso fixo, mesmo durante os horários de pico as conexões DSL entregaram, em média, 82% da velocidade prometida.

 

Mercado de cinema bate recordes no Brasil em julho

Confirmando o bom momento vivido pelo cinema no Brasil, levantamento realizado pelo Observatório Brasileiro do Cinema e do Audiovisual revela que vários recordes foram quebrados em julho, considerando-se as três últimas décadas. Além disso, o ano de 2011 tem mostrado mais freqüência do público brasileiro ao cinema que os anos anteriores.

Com cinco finais de semana, o mês de julho teve uma venda total de 19,749 milhões de ingressos, 900 mil a mais que o recorde mensal anterior, de julho de 2010.

Para agosto, a previsão é que se estabeleça novo recorde, com a ampliação do número de ingressos vendidos para filmes nacionais em 12 meses e com a quantidade total de bilhetes vendidos.

A seguir, outros dados extraídos do OCA:

– Junho marcou um novo recorde para o número de ingressos vendidos em 12 meses: cerca de 144 milhões de espectadores; no ano de 2011, até julho foram vendidos aproximadamente 89 milhões de ingressos.
– Em 12 meses, os filmes brasileiros venderam 30 milhões de ingressos – 1,4 milhão a mais do que o recorde anterior para o período, de março de 2011.
– Nos sete primeiros meses deste ano, o cinema nacional vendeu cerca de 12 milhões de ingressos, superando em 600 mil ingressos o recorde anterior, dos sete primeiros meses de 2009.
– No primeiro semestre de 2011, o desempenho dos filmes brasileiros foi 28% superior ao de 2010, o que projeta um desempenho no ano superior ao recorde anterior, de 2009.

 

Fonte: Boletim da Ancine