Pro Teste pede, na Justiça, suspensão da assinatura básica da Telefônica

Reproduzido do Tele.Síntese

A Pro Teste Associação de Consumidores ajuizou ação civil pública, na 6ª Vara Cível da Justiça de São Paulo, na última sexta- feria (19), para que a Telefônica seja obrigada a deixar de cobrar por um mês a assinatura básica de toda a sua base de assinantes, devido as falhas na prestação do serviço da telefonia fixa e da banda larga Speedy.  A entidade também pediu a antecipação de tutela (decisão liminar), para que o desconto possa ser feito já na próxima conta.
 
No entender da entidade, a ação complementa a decisão da Anatel que após um ano de apuração de falhas ocorridas em 2008, publicou decisão nessa segunda-feira (22) no Diário Oficial da União proibindo a Telefônica de comercializar temporariamente o serviço de banda larga Speedy, até que a empresa adote procedimentos para melhorar a qualidade do serviço. Caso a decisão da Anatel não seja cumprida, a Telefônica estará sujeita a multa de R$ 15 milhões e de R$ 1.000 para cada unidade comercializada.

Segundo a Pro Teste, a Telefonica comete várias práticas abusivas, levando-se em conta a Lei Geral das Telecomunicações e o Código de Defesa do Consumidor. A Associação alerta na ação que “ não há como os consumidores ficarem reféns da impunidade da qual tem sido beneficiada a Telefônica, e precisam ter desconto de forma coletiva, com o objetivo de recomposição pela má prestação do serviço, sem prejuízo do pedido de indenizações por perdas e danos apurados individualmente, nos termos do artigo 20 do Código de Defesa do Consumidor.”

Fenaj realiza atos contra fim da obrigatoriedade do diploma

Em reação à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) pela derrubada da obrigatoriedade do diploma para o exercício do jornalismo, a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) realiza nesta semana mobilizações em várias cidades do país, começando nesta segunda-feira (22).

Em São Paulo, a mobilização ocorre em frente ao metrô Consolação, na Avenida Paulista e se encaminhará até o Hotel Reinascence. No Rio de Janeiro, a organização acontece na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), no centro, e se dirigirá até o Palácio Tiradentes.  Já em Brasília, a manifestação terá saída na Catedral da Esplanada e seguirá até a sede do Supremo Tribunal Federal (STF).

As cidades de Porto Alegre, Caixas do Sul (RS) e Teresina (PI) também terão ações iniciadas às 10 desta manhã. A organização pede ainda aos manifestantes que se vistam de preto e utilizem nariz de palhaço para protestar contra a decisão do Supremo.

Com informações do Portal Imprensa.

Jornalismo: a quem interessa a inutilidade do diploma?

O fim da exigência do diploma para o exercício profissional do jornalismo foi justificado pelo STF  como um ato “em defesa da liberdade de expressão”. Todavia, essa sentença atende, na verdade, aos interesses dos monopólios. Liberdade total para as empresas. Poder absoluto ao patronato.

O presidente do STF ministro Gilmar Mendes, relator da matéria, alicerçou seu voto no argumento de que a exigência de formação específica em curso deve ser dispensada para a garantia “do exercício pleno das liberdades de expressão e informação”. Já o ministro Ayres Brito baseado no lema “wojosdireitoacotckiano” de que “é proibido proibir,” proclamou: “Nesse campo, a salvaguarda das salvaguardas da sociedade é não restringir nada.

Quem quiser se profissionalizar como jornalista é livre para fazê-lo, porém esses profissionais não exaurem a atividade jornalística. Ela se disponibiliza para os vocacionados, para os que têm intimidade com a palavra”.  Que bonito!“ Todo aquele que tiver intimidade com a palavra” tem o direito de exercer o jornalismo. Veremos o que acarreta esta inspirada benevolência do ministro.

Vejamos o argumento-mor do relator. Fim do diploma com o objetivo de assegurar  “o exercício pleno das liberdades de expressão e informação”.  De fato, no Brasil, embora a Constituição assegure esse direito, a sociedade não usufrui plenamente dele. Esse direito é mitigado, é bloqueado pelo monópolio que controla a indústria da comunicação.

O jornalista não tem soberania sobre seus textos. Obviamente, as empresas selecionam meticulosoamente as pautas, os enfoques, segundo interesses políticos e econômicos que as regem e as financiam. Portanto, a liberdade de expressão e informação no país não será ampliada com o aumento indiscriminado de profissionais. Não é alargando o direito de exercício da profissão a qualquer um que tenha o dom da palavra que a sociedade terá mais e melhor informação.

Sempre foi assim, mas sobretudo na contemporaneidade: para a democracia o direito à comunicação é tão importante quanto o sufrágio universal. É um equívoco minimizar a importância desse setor em relação a outros. E, infelizmente, foi isto que fez o STF.

Basta ter “o dom da palavra” para uma pessoa exercer a advocacia? Basta ter sapiência em História para ser professor desta matéria? Não, desde há muito a sociedade inventou uma tal de escola, depois uma tal universidade, para formar e capacitar cidadãos e cidadãs neste e naqueles serviços, nestas e naquelas atividades que a sociedade precisa para existir. É fundamental exercê-las com capacitação específica e, também, com uma dimensão crítica, ética, humanística.

Circula também o juízo de que os prejudicados com o fim da obrigatoriedade serão “tão somente” as corporações sindicais e as empresas de ensino que formam jornalistas. “Corporações sindicais”, leia-se, os sindicatos que têm como filiados os profissionais que trabalham no setor. Sim, exatamente. Por isso, a Associação Nacional dos Jornais (ANJ, do patronato) festejou a decisão do STF. Qualquer um pode ser jornalista.

Logo, o exercício da profissão será precarizado, os salários serão ainda mais rebaixados. Como disse Sérgio Murillo, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), a categoria se torna um coletivo disforme, debilitado frente ao patronato. Quanto às deficiências dos cursos de jornalismo, não se trata de um problema exclusivo da área. A solução não é negá-los e sim a luta permanente para que tenham uma qualidade melhor.

Em suma, o fim da obrigatoriedade do diploma é um lance a mais na onipotência do monopólio midiático. Mas “ a luta continua”…

Adalberto Monteiro, jornalista e poeta, é secretário nacional de Formação e Propaganda do PCdoB e presidente do Instituto Maurício Grabois.

Anatel suspende venda do Speedy por tempo indeterminado

A Anatel concluiu nessa sexta-feira (19) a análise sobre as panes do Speedy, registradas entre 2008 e 2009, e decidiu punir duramente a Telefônica. A partir da próxima semana, a empresa não poderá mais comercializar o Speedy por tempo indeterminado. A intenção da agência é que a Telefônica implemente medidas que assegurem a regularidade na oferta do serviço. E, a venda só será liberada depois de a concessionária comprovar que essas medidas foram tomadas.

A multa por descumprimento da determinação também é pesada. O Conselho Diretor fixou em R$ 15 milhões a pena em caso de a concessionária não cumprir qualquer um dos itens do despacho, que deve ser publicado na próxima semana. Inspirada na recente ação do Procon/GO – que suspendeu as vendas da Brasil Telecom no estado -, a Anatel fixou também uma multa para cada habilitação feita no período de restrição. Cada venda comprovada do Speedy a partir de agora custará pena de R$ 1 mil.

Mensagem

Como medida de esclarecimento da população, a Anatel determinou que a Telefônica informe todos os interessados na compra do Speedy com uma mensagem padrão: "Em razão da instabilidade da rede de suporte ao serviço Speedy, a Anatel determinou a suspensão, temporariamente, da sua comercialização".As reclamações apresentadas pelos consumidores relacionadas com os problemas do Speedy e que ainda estiverem pendentes devem ser respondidas em cinco dias úteis.

Plano

Além dos esclarecimentos, a Telefônica terá que fazer um plano garantindo a "fruição e a disponibilidade do Serviço de Comunicação Multimídia comercializado como ‘serviço Speedy’" em 30 dias. No plano, a empresa terá que apresentar um planejamento de contingência, gerenciamento de mudanças, implantação de redundância de redes e sistemas críticos, planejamento operacional e cronograma para implantação de todas essas medidas.

WACC prepara monitoramento da mídia

A Associação Mundial para a Comunicação Cristã (WACC, a sigla em inglês) está recrutando voluntários para se engajarem no Projeto Global de Monitoramento da Mídia 2009-2010, que registrará os dados no dia 16 de novembro, de jornais, rádio e televisão de todo o mundo.

O Projeto, agora na sua quarta edição, estuda a representação de mulheres e de homens nas notícias. O monitoramento levantará dados quantitativos e qualitativos, que serão registrados em formulário próprio e que, próximo passo, será remetido ao Media Monitoring África, de Johannesburgo, que fará a tabulação final para a elaboração dos relatórios.

A análise quantitativa buscará dados sobre número de mulheres e de homens nas notícias e reportagens, os tipos de matérias que são divulgados nos jornais, rádio e televisão, os papéis que homens e mulheres jogam nessas matérias. A análise qualitativa pretende verificar a qualidade da cobertura jornalística, para ilustrar padrões básicos no material divulgado. A WACC disponibiliza aos voluntários guias de monitoramento padrão para a mídia impressa, radiofônica e televisiva.

A WACC também busca coordenadores regionais para auxiliar no projeto e pede que aqueles que pretendem participar do monitoramento do dia 16 de novembro procurem se familiarizar com bastante antecedência da metodologia que será aplicada [veja aqui].

O resultado do Monitoramento de 2009-2010 será comparado com as três primeiras edições, a primeira de 1995, a segunda de 2000 e a terceira de 2005.

A edição deste ano adquire maior importância tendo em vista a contribuição que o Projeto de Monitoramento poderá proporcionar com dados, análises e estatísticas à revisão da Plataforma de Ação de Beijing, que acontecerá em março de 2010, e à Cúpula para a Revisão dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio, agendada para setembro do próximo ano.