Para ministro, Anatel devia impedir cobrança do Speedy

O ministro das Comunicações, Hélio Costa, criticou nessa segunda-feira (22) a punição aplicada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) contra a Telefônica pelas panes do seviço Speedy. Para o ministro, a Anatel deveria ter impedido a cobrança pelo serviço, e não a venda de novos planos. Hélio Costa lembrou a este noticiário que em muitas cidades do interior de São Paulo, a única opção de Internet banda larga é o serviço Speedy da Telefônica.

A decisão da Anatel, na opinião do ministro, de alguma maneira prejudica o usuário dessas cidades que ainda não têm banda larga e que não têm outra opção.

Mais tarde em entrevista coletiva o ministro lembrou ainda que existe uma cadeia de profissionais envolvidos na instalação do Speedy e que todo o processo acaba interrompido com a severidade da decisão da Anatel. Ele pondera, entretanto, que as falhas são graves e precisam ser corrigidas.

Hélio Costa recebeu na tarde desta segunda o presidente da Telefônica, Antônio Carlos Valente, e ouviu as justificativas para os seguidos problemas enfrentados no serviço de banda larga. Costa procurará o presidente da Anatel para se inteirar sobre o teor da punição.

Política pública

Perguntado se diante da repercussão dos problemas enfrentados com o Speedy ele consideraria adequado rever o tratamento regulatório que se dá à Internet, Hélio Costa respondeu: "sem dúvida nenhuma". O ministro relembrou que banda larga hoje é um recurso essencial para prestação de diversos serviços públicos e que diante desta realiadade deve ser regulada e fiscalizada com muito mais rigor.

Crianças com tempo excessivo diante da TV tem menos diálogo com os pais, diz estudo

Reproduzido do Portal Imprensa

A televisão diminui de maneira considerável o diálogo entre crianças e os pais. É o que comprova um estudo realizado pelo Dr. Dimitri A. Christakis, da Faculdade de Medicina da Universidade de Washington. No levantamento, realizado com 300 crianças entre 48 meses e dois anos, constatou-se que para cada uma hora de TV, as pessoas ouviam 770 palavras a menos de um adulto, queda de 7% sobre o normal.

"Algumas dessas reduções provavelmente se devem ao fato da criança ser deixada diante da televisão", disse Christakes. O objetivo do estudo, realizado por meio do uso de gravadores durante um dia, era mostrar relação entre exposição à televisão e déficit no aprendizado e no desenvolvimento da linguagem. A informação é da Angola Press.

MinC é contra cortar conexão de quem faz download ilegal

O Ministério da Cultura (MinC) se manifestou contrário ao projeto de lei que pretende punir quem faz download e compartilha conteúdo protegido por direito autoral de forma 'ilegal' na internet. O projeto foi apresentado no início deste mês pelo deputado Geraldo Tenuta Filho (DEM-SP), conhecido como Bispo Gê Tenuta.

Se aprovado, os provedores de acesso serão obrigados a identificar os infratores e, na primeira ocorrência, notificar o usuário por e-mail. Caso aconteça de novo, a mesma atitude deverá ser tomada, dessa vez sinalizando a ocorrência de um crime. A partir daí, o acesso seria suspenso de três a seis meses. Em uma sexta violação, o serviço é cancelado. Ainda de acordo com o documento, o usuário não será isento da cobrança do serviço durante o período em que a conexão estiver interrompida.

O projeto de lei é inspirado em uma decisão da Assembleia Nacional da França com os mesmos objetivos, que aconteceu em maio passado. No entanto, menos de um mês depois, a medida foi suspensa pela corte francesa — justificando que ela violava, entre outros, o direito do livre discurso.

Por fere uma série de outros direitos, principalmente o do consumidor, o projeto de lei também corre o risco de nem sair do papel no Brasil. ''Sabemos que serão apontadas inconstitucionalidades no projeto'', reconhece o deputado conservador. ''Mas acreditamos que será, pelo menos, uma maneira de começarmos a discutir novas maneiras de ver o direito autoral na internet'', completa. Por enquanto, nenhum deputado manifestou interesse em apoiar o projeto de lei.

O que diz o MinC

Para José Vaz, coordenador da Diretoria de Direitos Intelectuais do Ministério da Cultura, o projeto parte de uma perspectiva meramente repressiva, que fere os direitos individuais e a neutralidade da tecnologia. ''Vemos que a sociedade encara o direito autoral de uma maneira que vai totalmente na contramão dessa ideia”, diz Vaz

Segundo ele, “é só observar a eleição do partido pirata [Pirate Bay] para o Parlamento Europeu e o número de pessoas que admitem fazer download ilegal”. Uma pesquisa da Futuresource Consulting apontou que oito em cada dez consumidores de Grã-Bretanha, Alemanha, Estados Unidos e, inclusive, França admitem fazer download ilegal de vídeos na internet.

Para José Vaz, as discussões devem se focar na mudança das práticas sociais, no modelo de negócios e na maneira como as gravadoras encaram a internet. ''Não podemos negar que existe um problema em relação ao direito autoral. No entanto, é nítido também que a indústria musical está pagando o preço pela sua inércia'', completa.

Indústria lucrativa

De acordo com um estudo divulgado por economistas da Harvard Business School, o compartilhamento de arquivos pela internet não atrapalha a produção criativa. Desde 2000, por exemplo, a indústria fonográfica duplicou sua produção — e o lucro dos artistas com shows, por exemplo, cresceu. O que caiu foram as vendas de gravações.

Um ponto interessante da pesquisa é que a indústria fonográfica ainda lucra, mas o dinheiro é mais bem distribuído: enquanto as gravadoras sofrem, outras empresas relacionadas ao mundo musical e reprodutores musicais aumentam os lucros.

Na última sexta-feira (18), uma americana foi condenada a pagar quase US$ 2 milhões pelo download ilegal de 24 músicas, no único caso que terminou em julgamento nos Estados Unidos. Outras 29.999 denúncias já foram apresentadas pela Associação da Indústria de Gravação dos EUA contra pessoas acusadas de baixarem conteúdo ilegal.

Justiça vai ouvir Uniâo e EBC sobre liminar contra contribuição para radiodifusão

Reproduzido do Tele.Síntese

A juíza Maria Celília de Marco Rocha intimou a União e a EBC (Empresa Brasil de Comunicação) para se manifestarem sobre o pedido de liminar das operadoras de telefonia contra o recolhimento de 10% do Fistel (Fundo de Fiscalização das Telecomunicações) para a contribuição da radiodidifusão pública. A ação é contra a Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações), responsável pelo recolhimento e repasse da contribuição.

As operadoras  entreram com pedido de liminar na 6ª Vara da Justiça Federal de Brasília no dia 25 de maio, por meio do SinditeleBrasil ( Sindicato Nacional das Empresas de Telefonia e de Serviço Móvel Celular Pessoal) alegando a ilegalidade da contribuição.  O recolhimento, que teria de ser feito até o dia 31 de maio, foi depositado em juízo.

Na semana passada, a desembargadora Maria do Carmo Cardoso, do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, concedeu uma liminar às empresas Transit, Telecom, Sunbird e RMD, que haviam recorrido contra o pagamento da contribuição para o fomento da radiodifusão pública.

Senador vai protocolar PEC para tornar obrigatória exigência do diploma de Jornalismo

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Nesta terça-feira (23), o senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE) vai protocolar uma Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC) para tornar obrigatória a exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista. No dia 17 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu pelo fim da exigência do diploma.

Segundo o blog do jornalista Paulo Souza, o senador espera recolher as 27 assinaturas necessárias para a aprovação da PEC. "Com todo o respeito que tenho ao Supremo Tribunal Federal, foi uma decisão equivocada. O jornalista é um profissional cujo trabalho é reconhecido. É uma tradição a legitimidade. O Brasil não pode retroceder. Como um senador socialista, e junto com o vereador socialista Elber Filho, defensor dos jornalistas, não poderia deixar de recolher as assinaturas e protocolar a PEC", declarou o senador.

O deputado federal Eduardo Amorim (PSC-SE) prometeu apoio à iniciativa do senador quando ela chegar à Câmara dos Deputados. "Através de uma PEC mudaremos definitivamente este entendimento. O projeto deve existir nas duas Casas (Senado e Câmara) unificado e, não tenho dúvida que esta PEC será aprovada. Sou simpático a idéia da exigência do diploma para o exercício da profissão. É preciso qualificação porque assim torna a categoria muito mais forte e a sociedade sai ganhando com uma imprensa mais forte", afirmou o deputado.