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Amarc reage às acusções do presidente do Paraguai contra rádios comunitárias

La representación de Asociación Mundial de Radios Comunitarias en Paraguay (AMARC-Paraguay) y la Asociación Paraguaya de Comunicación Comunitaria (COMUNICA) han expresado su rechazo a las declaraciones del Presidente paraguayo Nicanor Duarte, que acusa a "radios comunitarias" del departamento de San Pedro de guardar explosivos como parte de una supuesta preparación de hechos de violencia a producirse en el marco de las elecciones nacionales del domingo 20 de abril.

En declaraciones a la prensa, Duarte afirmó que habría grupos "que están organizándose para desatar una ola de violencia inmediatamente después de consagrarse la victoria contundente del Partido Colorado el próximo domingo. (…) Tenemos la información de que estos grupos planean atacar estaciones de servicios y lugares públicos. También sabemos que en algunas radios comunitarias de San Pedro están ocultando elementos explosivos. Entonces los fiscales tienen que intervenir y realizar allanamientos”.

Hasta el día de ayer, el Fiscal General de la Nación no había recibido ninguna denuncia del presidente para iniciar investigaciones.

AMARC-ALC observa con preocupación esta situación, por el temor a que estas acusaciones irresponsables puedan ser un pretexto para reprimir a radios comunitarias del Paraguay que son independientes del gobierno. Nicanor Duarte no ha señalado qué radios estarían involucradas ni ha mostrado pruebas de sus afirmaciones.

El gobierno también ha anunciado enviar efectivos militares al departamento de San Pedro para evitar hechos violentos. AMARC-ALC espera que estas declaraciones no sean una justificación para una intervención violenta en contra del movimiento campesino y radios comunitarias que expresan los reclamos de estas comunidades.

Las expresiones de Nicanor Duarte fueron realizadas en el marco de una campaña electoral muy tensa, con muchas posibilidades que el Partido Colorado pierda las elecciones después de 60 años en el poder.

En un comunicado de prensa firmado por COMUNICA y AMARC-Paraguay, ambas organizaciones responsabilizan al gobierno de Paraguay por cualquier pérdida humana y material que puedan ocurrir, y anuncia que las comunidades están en estado de alerta y dispuestas a defender sus emisoras.

Debate analisa a importância da TV pública e as formas de financiamento

São Paulo – A importância da TV pública e suas formas de financiamento foram os temas que permearam o debate promovido hoje (17), em São Paulo, pelo jornal Folha de S. Paulo. Para os debatedores, o governo deve continuar investindo nas TVs públicas, mas esse financiamento precisa ser transparente e não pode ser único.

"Quanto mais plural for o financiamento, melhor. Tem que ter participação do governo, do Executivo, de entes governamentais para as quais a instituição possa prestar serviço, do mercado, na medida dos apoios institucionais e patrocínios, e também apoio do telespectador", disse o diretor-presidente da TV Cultura, o jornalista Paulo Markun.

Durante o debate, Markun chegou a defender que a forma ideal de financiamento seria a contribuição voluntária da sociedade, tal como funciona na TV pública nos Estados Unidos.

Também presente à mesa de debates, o ex-presidente da Radiobrás e atual conselheiro da TV Cultura Eugênio Bucci aposta na perspectiva de se trabalhar com as doações e contribuições voluntárias. Em sua opinião, isso teria como resultado uma boa programação e uma boa gestão. "Mas, fundamentalmente, as regras públicas devem assegurar o financiamento. Sou a favor do dinheiro público na comunicação pública, mas com fiscalização intensa e prestação de contas."

A presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a jornalista Tereza Cruvinel, acredita que o financiamento voluntário não funcionaria no atual momento do país. "Cobrar diretamente do cidadão seria ótimo, mas a nossa realidade não permite hoje imaginar que possamos cobrar dos brasileiros, com a nossa desigualdade e com a nossa carga tributária elevada, uma taxa de financiamento para a TV pública". Para ela, os canais públicos devem buscar receitas próprias de financiamento.

Os debatedores também discutiram sobre a importância da TV pública. "A TV pública é uma necessidade estrutural em qualquer democracia de qualquer país", disse Bucci.

"A TV pública não é para fazer um contraponto à TV comercial. Ela não é para fazer nada a não ser aprofundar a experiência democrática", destacou Tereza Cruvinel.

Para Markun, a TV Pública tem que fazer aquilo que as TVs comerciais não fazem. "Buscar inovação, experimentalismo, oferecer espaço para diversidade e para áreas específicas que não têm como se expressar por razão de mercado. E tem que ter, acima de tudo, o compromisso da pluralidade".

O presidente da TV Cultura também acredita que a busca pela audiência não deve ser prioridade na TV pública. "A busca da audiência não deve ser algo fundamental, essencial e neurótico, como é na TV comercial. Mas não se pode fazer TV para ninguém", afirmou Markun.

Na opinião de Bucci, a grande preocupação no debate sobre a TV pública deve ser a questão da autonomia. "A independência se garante com marcos legais que precisam ser muito claros, porque a TV pública não deve apenas ser independente. Ela deve transmitir independência, deve cuidar das aparências no sentido de mostrar todos os dias, reiteradamente, que ela não é subserviente e dependente do ponto de vista das suas decisões".

Segundo Bucci, para assegurar essa independência seria necessário que a direção da emissora pública não fosse nomeada pelo governo e que o conselho tivesse poderes para representar, de fato, a sociedade, e não o governo.

Tele System lança TV digital portátil com padrão ISDB-T

A Tele System está lançando no mercado brasileiro a Pocket TV, uma TV digital portátil com padrão ISDB-T. A TV, que pesa 130 gramas e tem tela de LCD de 3,5 polegadas, recebe os canais abertos com transmissão digital na freqüência de UHF. Hoje é possível captar os canais abertos Cultura, SBT, Globo, Record, Rede TV!, Gazeta, Band, Mix e MTV em São Paulo. Os sinais experimentais do Rio e Belo Horizonte também são captados. "Até o final do ano outras cidades vão contar com a transmissão digital, assim como o Rio e Belo Horizonte oferecerão todos os canais", afirma o diretor geral da Tele System, Marco Szili. Segundo o executivo, a Pocket TV não vai concorrer com os telefones celulares que também recebem TV aberta porque é voltada para telespectadores que fazem grandes trajetos de carro ou ônibus. "Essas pessoas não querem interromper seus programas na hora de atender o telefone", diz Szili.

O produto integra receptor de sinais de TV digital no sistema 1-Seg, com um DVR que grava até cinco horas de vídeo em cartão SD de 1 GB, funciona como MP3 , MP4 e álbum de fotos.

A Pocket TV chega às lojas de eletrônicos neste mês por R$ 899. O produto é importado da Coréia e Szili prevê a montagem em Manaus, quando houver escala.

Conselho Curador evidencia limites do modelo de gestão da EBC

Passados seis meses da criação da Empresa Brasil de Comunicação, a dinâmica do trabalho do Conselho Curador indica com clareza as limitações do modelo escolhido pelo governo federal para a representação da sociedade dentro da estatal responsável por criar o embrião de um sistema público de comunicação. Segundo organizações da área da comunicação, a indicação dos conselheiros foi feita pelo governo e as funções estabelecidas para o colegiado dentro da EBC – restritas ao acompanhamento e fiscalização – resultaram na criação de uma instância que é pouco capaz de intervir dentro da estrutura da empresa e dos seus veículos.

Ao mesmo tempo, as decisões tomadas até agora pelos conselheiros sobre o funcionamento da instância não ajudam a superar estas insuficiências.

Quatro meses após a posse dos 15 conselheiros indicados pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva, foram realizadas duas reuniões ordinárias, além da sessão inaugural. As atas destes encontros não foram tornadas públicas. Isso significa que a sociedade não pode saber, por exemplo, que posições cada conselheiro – que, em tese, a representa – assumiu em cada debate.

Segundo o presidente do Conselho, o economista Luiz Gonzaga Beluzzo, não é intenção do colegiado que a publicação das atas seja uma prática corrente. Para Beluzzo, as funções da instância são internas. Ele acredita, ainda, que as decisões mais importantes ganharão visibilidade pela cobertura da imprensa, como vem acontecendo até agora.

Outro detalhe que elucida a relação estabelecida entre conselho e sociedade é a não divulgação dos registros de presença dos conselheiros. Este registro é organizado por um funcionário da EBC, responsável por secretariar as reuniões. Não é, segundo Beluzzo, uma informação sigilosa, mas tampouco será divulgada amplamente.

O problema, aqui, é que a participação nas reuniões é um critério para a permanência de uma personalidade no conselho. Com três faltas injustificadas em 12 meses, o conselheiro pode ser afastado do colegiado. Nesse sentido, o presidente do colegiado é enfático ao dizer que “serão seguidas as exigências do estatuto”.

Audiências públicas

A única medida aprovada até agora pelo Conselho Curador da EBC que permitirá a interação da sociedade com o colegiado é a realização de audiências públicas, pelo menos uma por semestre. O formato definido pelos conselheiros, no entanto, é o da participação por convite. “Não será um 'vai quem quer'. A idéia é que as audiências sejam temáticas e que os conselheiros possam ouvir e falar com representantes de organizações que já tenham história nos debates sobre comunicação ou o que quer que esteja em pauta”, explica Beluzzo.

“A ritualística atual não corresponde ao que esperávamos do Conselho Curador, mas isso é decorrência do modelo de gestão adotado. Este formato ‘Academia Brasileira de Letras’ do conselho não ajuda a instaurar um caráter de fato público à EBC”, avalia o coordenador do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), Celso Schroeder.

Para o conselheiro Luiz Edson Fachin, professor da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná, a decisão sobre as audiência públicas é positiva, mas insuficiente. “Se o conselho não possuir mecanismos de diálogo efetivo com a sociedade, nós corremos o risco de ter um conselho fechado em si mesmo. E isso contradiz a sua natureza, que é justamente ser a ponta com o cidadão”, avalia Fachin, referindo-se especialmente à ausência de canais diretos e permanentes de contato entre os cidadãos e o colegiado. No site da EBC, por exemplo, não há um local para o envio de mensagens ao Conselho Curador, nem mesmo a indicação de um endereço para envio de correspondência.

“Para avançar neste sentido, seria fundamental iniciar tornando suas reuniões abertas e suas atas públicas. Outra contribuição seria ter papel ativo, promovendo audiências públicas em locais e junto a diversos segmentos sociais”, avalia Jonas Valente, do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social. A realização das reuniões do Conselho Curador em localidades diferentes, segundo Fachin, já é uma proposta em discussão entre os conselheiros.

Ouvidor e secretário

A instalação da Ouvidoria da Empresa Brasil de Comunicação, medida prevista na lei 11.652, deve resolver em parte a questão da comunicação entre os usuários das mídias gerenciadas pela estatal e a própria empresa. A previsão da figura do ouvidor e a  abertura de um espaço de pelo menos 15 minutos na TV Brasil para que este apresente suas avaliações ao público foram incluídas na lei durante a tramitação no Congresso da Medida Provisória editada pelo Executivo. Ambas as medidas são consideradas grandes avanços.

Segundo a direção da EBC, a instalação da Ouvidoria é uma prioridade e a indicação do primeiro ouvidor já está sendo encaminhada. Além disso, a direção estaria comprometida com a criação de ouvidorias por mídia. Assim, a TV teria um ouvidor próprio, assim como o conjunto das rádios exploradas pela empresa e a Agência Brasil (que funciona na internet). Estes ouvidores-adjuntos se reportarão à Ouvidoria da EBC.

A ponte entre o ouvidor e o Conselho Curador está garantida também na lei 11.652. O ouvidor tem assento no colegiado, assim como os membros da direção da EBC, todos sem direito a voto.

O presidente do Conselho, Luiz Gonzaga Beluzzo, no entanto, acredita que o acompanhamento que o colegiado precisa fazer do trabalho da EBC é diferente do que se espera da Ouvidoria. “O ouvidor serve à diretoria-executiva. Não quero este tipo de mistura. Não podemos ter nossa relação com a empresa baseada num órgão que está ligado à direção”, comentou.

A idéia de Beluzzo é que o secretário-executivo do Conselho Curador desempenhe a função de acompanhar o cotidiano da EBC e municie o colegiado tanto para que este defina a sua pauta e a desenvolva. Segundo o presidente do Conselho, a diferença fundamental entre o secretário-executivo e o ouvidor é que o primeiro tem uma função estritamente interna à EBC. O secretário poderá, claro, manter contato com a Ouvidoria, mas não terá responsabilidade de dialogar com o público.

A criação da Secretaria-executiva do Conselho já foi aprovada pelos conselheiros. De acordo com Beluzzo, já há a indicação de um nome para ocupar este posto. A indicação foi feita pela presidente da EBC, Tereza Cruvinel, e está sendo avaliada.

Capacidade de intervenção

Schroeder, do FNDC, diz ser necessário ainda dar tempo ao tempo para que a EBC e o próprio Conselho Curador organizem sua rotina. Avalia que é muito positivo que se tenha estabelecido uma estrutura de fiscalização da EBC e dos veículos ligados a ela. “Fiscalização é desejável e melhor que a não-fiscalização”, salienta. O problema, entretanto, é que o Conselho Curador não tem o status de “primeira instância de decisão”.

“O fato do Conselho Curador ser apenas uma estrutura subjacente à gestão de fato, que é feita pelo Conselho de Gestão ainda muito ligado à estrutura de governo, faz com o modelo seja uma mistura entre o estatal e o privado, mas não público”, diz Schroeder, do FNDC. Uma das questões que poderia estar sendo definida dentro do conselho, aponta Schroeder, é a forma de estruturação da rede da TV Brasil, como será a relação entre ela e as emissoras educativas que venham a fazer parte da rede.

Jonas Valente, do Intervozes, ressalta que há espaços possíveis de intervenção junto à EBC para que esta assuma modelos mais democráticos e participativos na gestão. Uma destas oportunidades é o estabelecimento das regras para a consulta pública que terá de ser realizada na renovação da composição do Conselho Curador. A consulta está prevista na Lei 11.652, que criou a EBC em definitivo, mas não foram estabelecidos os parâmetros para a indicação de candidatos ou a forma de escolha, por exemplo a votação direta, dos futuros conselheiros.

Governo envia ao Congresso projeto sobre grampos telefônicos

Brasília – O Ministério da Justiça anunciou que o governo encaminhou nesta quarta-feira ao Congresso Nacional um projeto de lei sobre interceptação telefônica, com o objetivo de contribuir para trabalhos da CPI dos Grampos. A idéia é atualizar a legislação atual, que é de 1996 e estaria ultrapassada. Segundo o ministério, a lei hoje em vigor não pressupõe aplicação para novas tecnologias, não diz a quem cabe realizar a operação, além de não prever tempo máximo para a duração das operações técnicas.

O projeto de lei classifica como comunicação telefônica de qualquer natureza o fluxo de transmissão em sistemas de tecnologia da informação e telemática. Também autoriza o Executivo a instituir banco de dados para fins estatísticos, sem revelar o conteúdo ou qualquer identificação dos contatos ou dos envolvidos.

Além disso, o documento determina que a execução das operações técnicas de interceptação será feita pela empresa de telecomunicação, sob a supervisão da autoridade policial e fiscalização do Ministério Público. O prazo de duração da quebra de sigilo não poderá exceder 60 dias, em princípio.

O secretário de Assuntos Legislativos do Ministério da Justiça, Pedro Abramovay, afirma que "a proposta de lei admite que as polícias possam realizar as escutas telefônicas, mas que é preciso ter um controle maior sobre os trabalhos, uma fundamentação mais precisa da necessidade da interceptação por parte do juiz e um procedimento padronizado entre as polícias e as operadoras de telefonia, para que haja um controle que não permita abusos".