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Fenaj pede apoio de Chinaglia para reativação do CCS e nova Lei de Imprensa

Representantes da Federação Nacional dos Jornalistas reuniram-se nesta segunda-feira (19/05) com o presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia. Na audiência, solicitaram o apoio do parlamentar na solução do impasse com vistas à reativação do Conselho de Comunicação Social e para a aprovação de uma nova Lei de Imprensa no país.

A FENAJ foi representada por seu presidente, Sérgio Murillo de Andrade, e pelos diretores José Carlos Torves e Antônio Paulo da Silva. Os sindicalistas manifestaram preocupação com a inércia do Conselho de Comunicação Social, órgão auxiliar ao Congresso Nacional que está inativo há mais de um ano. O órgão voltou a debate no início do ano, quando o presidente do Senado, Garibaldi Alves solicitou indicações de órgãos da sociedade civil. Existe disposição de parlamentares em rediscutir seu caráter e atribuições e há preocupação quanto à indicação dos membros titulares do Conselho.

O presidente da Câmara mostrou-se sensível à reivindicação da FENAJ de fazer com que este debate evolua. Chinaglia dispôs-se a entrar em contato com o presidente do Senado e ajudar a solucionar os impasses. Também se dispôs a ouvir a opinião de entidades representativas da sociedade civil quanto às indicações para a composição do Conselho.

Já quanto à Lei de Imprensa, os representantes da FENAJ defenderam a aprovação de uma nova legislação, de caráter democrático, que regule as relações entre os jornalistas, os veículos e a sociedade. Defenderam a revogação da Lei 5.250/67, instituída pela ditadura militar, e a aprovação do Projeto de Lei 3.232/1992, conhecido como substitutivo Vilmar Rocha, que desde 1997 aguarda votação no Congresso.

O presidente da Câmara reafirmou sua posição contrária à tese "lei nenhuma". Ele considerou tal proposta, que vem sendo defendida pela maioria dos grandes empresários de comunicação, irreal. Chinaglia acha, no entanto, que dificilmente o debate conclusivo sobre a Lei de Imprensa ocorra na Câmara dos Deputados neste primeiro semestre de 2008. Segundo ele, é mais provável que isto ocorra no segundo semestre deste ano. E solicitou que a FENAJ lhe encaminhe documentos relativos a este debate para uma análise mais detalhada.

Arrecadação de direitos autorais nas áreas de cinema e música é tema de audiência

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE), em conjunto com a Subcomissão Permanente de Cinema, Teatro, Música e Comunicação Social, fará uma audiência pública, na terça-feira (20), para discutir questões relativas aos direitos autorais nas áreas de cinema e de música. A reunião, que está marcada para as 10h, também irá tratar do desempenho do Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad).

Foram convidados a participar da audiência o presidente executivo da Associação Brasileira de TV (Abta), Alexandre Annenberg; o diretor tesoureiro da Associação Brasileira de Músicas e Artes (Abramus), José de Araújo Novaes Neto; o presidente da Associação Paulista de Cineastas (Apaci), Ícaro Martins; o coordenador-geral de direito autoral da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura, Marcos Alves Souza; o professor da PUC/SP e especialista nas áreas de propriedade intelectual, audiovisual e comunicação social, Marcos Alberto Sant'anna Bitelli; e o vice-presidente da Associação Brasileira de Música Independente (Abmi), Francisco João Moreirão de Magalhães.

No requerimento que solicita a audiência, os autores Raimundo Colombo (DEM-SC), Flávio Arns (PT-PR) e Flexa Ribeiro (PSDB-PA) afirmam que a cobrança dos direitos autorais tem sido objeto de polêmica por parte dos usuários desse serviço, particularmente nas áreas de audiovisual, cinema e música. Os parlamentares dizem que tem havido questionamentos, dentre outros assuntos, quanto a cobranças de direitos autorais por músicas incluídas em filme e da cobrança de direitos autorais de hotéis, motéis, restaurantes, cabeleireiros, repartições públicas e pequenos estabelecimentos que sintonizam emissoras de rádio.

O Ecad é uma sociedade civil administrada por dez associações de música, que tem como função realizar a arrecadação e a distribuição de direitos autorais decorrentes da execução pública de músicas nacionais e estrangeiras. Sediada no Rio de Janeiro, a entidade conta com 23 unidades arrecadadoras e 240 agências autônomas instaladas em todos os estados. De acordo com informações do site do escritório central, o controle de informações é realizado por um sistema de dados totalmente informatizado e que possui cadastrados 262 mil titulares diferentes. Atualmente, o Ecad tem catalogados 1,15 milhão de obras e 581 mil fonogramas, que contabilizam todas as versões registradas de cada música, e envia por mês entre 40 a 50 mil boletos bancários de cobrança de direitos autorais.

Índice para reajuste da telefonia fixa já é 10% maior que em 2007

Faltando considerar as variações de abril e maio para se obter o índice que vai reajustar a telefonia fixa local e de longa distância em 1º de julho, bem como as ligações de fixo para móvel, o IST (índice de Serviços de Telecomunicações) já acumula um aumento de 3,19% nos últimos dez meses, considerados entre maio de 2007 e março de 2008. O cálculo se baseia na série histórica do IST disponível no site da Anatel.

O índice cheio do IST, que orientou o reajuste do ano passado, de 2,91%, já foi superado em quase 10% e, diante das pressões inflacionárias que vêm puxando todos os índices de preços para cima há cerca de dois meses, a tendência é que fique bem maior que o anterior. Isso poderia sinalizar um reajuste nas tarifas maior que o de 2007, quando a agência autorizou 1,83% de aumento para a Oi/Telemar; 2,13% para a Brasil Telecom; e 2,2% para a Telefônica. 

Segundo apurou o Telecom Online, as negociações técnicas e análises de dados que compõem a fórmula do reajuste já estão em andamento com as concessionárias. É quando fatores determinantes para aplicação do reajuste começam a ser acompanhados diuturnamente pelo setor de preços do órgão regulador.

Entre eles estão o número médio de telefones fixos no plano básico e a quantidade de minutos de conversação trafegada pela rede da concessionária, bem como os dados e indicadores que vão regar o fator de produtividade, ou fator X, que teve grande variação no ano passado: o da Telefônica e da Sercomtel (Londrina/PR) foi o menor (0,8842%), seguido da Brasil Telecom (0,7492%), da CTBC (0,8774%), Oi (1,0469%) e Embratel (4,2665%). Os dados mostram que a Oi registra desempenho melhor que sua futura controlada, a Brasil Telecom. 

Quanto maior o fator X, menor o reajuste, como mostra o exemplo da Embratel, a qual a produtividade mais elevada resultou numa redução média de 1,4811% no valor das tarifas de longa distância em 2007. O reajuste foi negativo. Neste ano, a inflação em alta pode ser compensada com a nova fórmula do fator de produtividade, que será repassado à proporção de 75% ao usuário, contra os 50% do ano passado.

A fórmula também considera o valor médio das assinaturas residencial, não-residencial e tronco e o peso que cada um desses itens tem no reajuste. Com quase 70% do total, os terminais residenciais tem maior peso, enquanto, os não-residenciais têm peso menor que 20% e, terminais tronco, pouco mais de 10%. Tudo isso é multiplicado pelo valor atual do minuto, para se obter o novo preço a ser pago pelo usuário.

A atual queda no número de telefones residenciais acaba, segundo a fonte, engessando o sistema de excursão, por causa do peso preponderante desse item na composição da fórmula. A excursão permite compensações entre a tarifa de assinatura e a do preço do minuto. Pode-se carregar mais no reajuste de um item, como foi feito durante anos com a assinatura, e compensar com redução correspondente em outro. Mas, dessa vez, a expectativa é que não haja – ou muito pouco – excursão na tarifa local, a exemplo de 2007.

Testes do Idec revelam problemas em serviços de banda larga

A banda larga, internet rápida, pode não ser tão veloz e estável quanto o esperado e prometido ao consumidor, segundo teste feito pelo Idec (Instituto de Defesa do Consumidor). Velocidade abaixo da contratada, instabilidade na conexão e instalação fora do prazo foram os principais problemas dos serviços da Net (Vírtua), Telefônica (Speedy) e TVA (Ajato).

A banda larga das três foi analisada pelo Idec com a ajuda do Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet no Brasil (NIC.br/CGI.br) por meio da contratação dos serviços de cada empresa em duas residências para avaliar o tempo de atendimento na contratação e no cancelamento, instalação na data programada, velocidade e estabilidade de conexão.

Apesar de não ter valor estatístico -foram seis locais-, o teste mostra desrespeito aos direitos do consumidor, diz o advogado-consultor do Idec, Luiz Fernando Moncau. "É mais indício do que fato, mas não foi preciso testar nem dez para encontrar problemas."

As dificuldades começaram na instalação: uma das conexões da Telefônica nem entrou no teste porque os equipamentos chegaram dois meses após a solicitação em um dos locais. Instalar o serviço no dia marcado também foi uma dificuldade para as outras duas empresas.

A contratação do serviço demorou até 36 minutos (Telefônica) e foram pedidas informações que o Idec considerou invasão à privacidade do consumidor, como dados eleitorais.

Outro problema em relação ao atendimento foi a ausência de telefones gratuitos ao consumidor para contatar a TVA, o que é obrigatório, segundo resolução da Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações).

Para empresas, velocidade não é garantida

As empresas disseram que a velocidade da banda larga não depende apenas de suas redes. Por isso, a garantia é inferior à comprada.

A TVA diz que garante o mínimo de 40% da velocidade contratada dentro da rede e que os problemas verificados no teste não são a regra. A empresa disse que orientou atendentes que passaram informações erradas.

A Telefônica disse estar analisando os resultados do teste para esclarecer as questões, mas que a conexão depende de outros pontos técnicos que fogem ao controle da empresa. A operadora indicou o site www.speedy.com.br para contato e respostas aos clientes.

A Net contestou as conclusões do teste, em carta ao Idec. Segundo a empresa, "devido a fatores externos à Net e a características intrínsecas à rede mundial de computadores […], pode haver influência no tráfego".

A empresa diz ter respondido os questionamentos por meio do setor jurídico, mas não poder encaminhar as respostas à reportagem.

A conexão também apresentou problemas. O principal na Net foi a velocidade abaixo de 40% da contratada "principalmente entre meio-dia e meia-noite". No contrato, a empresa avisa ao consumidor que garante a entrega de 10%, no mínimo.

As três empresas têm cláusulas restritivas de velocidade, mas o Código de Defesa do Consumidor (artigo 51) diz que elas não têm validade. Além disso, diz Moncau, a velocidade garantida é muito abaixo da prometida pela operadora.

A Anatel, por meio da assessoria de imprensa, defendeu a redução: "A empresa está vendendo a garantia mínima, não há possibilidade de entrega do máximo em tempo integral".

O teste também verificou instabilidade na conexão (a do Speedy funcionou em 60,5% dos testes) e venda casada, proibida pelo direito do consumidor. Telefônica e Net obrigaram o cliente a comprar outros serviços com a banda larga (linha telefônica e TV a cabo, respectivamente). Também não houve entrega dos contratos.

Regulamento de proteção ao assinante de TV paga ainda gera dúvidas

A menos de duas semanas para a entrada em vigor, o Regulamento de Proteção e Defesa dos Direitos dos Assinantes dos Serviços de Televisão por Assinatura ainda gera interpretações conflitantes. O ponto de maior polêmica – o não pagamento pelo ponto extra – está no cerne dos questionamentos. Debatido por mais de dois anos, o regulamento entra em vigor no dia 2 de junho, seis meses depois de sua publicação, mas as operadoras de TV paga ainda conversam com a Anatel para esclarecer as diferentes interpretações sobre a gratuidade do ponto.

O regulamento estabelece que o usuário que solicitar ponto extra à prestadora não vai pagar pela programação – desde que seja exatamente a mesma contratada no ponto principal. No entanto, ele pagará pela instalação, manutenção e ativação de ponto extra. Para as operadoras, está claro que o não pagamento só envolve o que se chama de ponto escravo, aquele que reproduz exatamente a programação do ponto principal. Com ele, o assinante é obrigado a assistir em qualquer ponto da casa ao mesmo canal sintonizado no ponto principal.

Dentro da própria Anatel há divergências quanto a este entendimento, principalmente entre os conselheiros mais engajados na defesa do consumidor. Para eles, ponto extra funcionaria como um segundo ponto de acesso à programação, independente do primeiro.

As operadoras temem que, por falta de esclarecimento, haja uma enxurrada de pedidos de ponto extra a partir de junho. E até os atendentes do call center esclarecerem que o que realmente é grátis, o volume de reclamações tende a explodir. A própria definição do que é manutenção promete gerar polêmica. Se cobrada mensalmente, ela poderia se caracterizar como assinatura, o deve ser evitado pelas prestadoras. Mas elas asseguram que incorrem em custos mensais para assegurar o perfeito funcionamento das redes e garantir a potência de sinal exigido pelo ponto extra.