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Cultura vai cobrar por retransmissão de sua programação

A TV Cultura passará a cobrar de emissoras públicas e privadas que retransmitem seus programas. Atualmente, cerca de 180 TVs do país fazem isso, incluindo a TV Brasil (federal), TVs públicas estaduais e TVs educativas privadas.

Essas emissoras retransmitem de graça programas como o "Roda Viva", o "Viola Minha Viola" e "Castelo Rá-Tim-Bum". A cobrança pela cessão de programação, anunciada às parceiras na semana passada, já começa a gerar insatisfação. Confronta com o projeto da associação das TVs públicas de uma rede pública nacional.

Das TVs públicas, a Cultura vai pedir participação no orçamento anual, até o limite de 3%. Das privadas, quer participação na publicidade veiculada nos intervalos de seus programas.

A cobrança pelo conteúdo faz parte do projeto Cultura Canais, lançado anteontem na feira da ABTA. "A TV Cultura deixa de ser uma rede pública e passa a ser uma programadora de conteúdo", afirma Cícero Feltrin, diretor de marketing e captação da Cultura. O executivo acha a cobrança justa. "Tem emissora pública com orçamento de R$ 15 milhões por ano que não produz nada, apenas reproduz a Cultura", diz.

Feltrin ainda não tem estimativa de quanto a medida gerará em receitas. A TV Cultura deve contar com R$ 200 milhões neste ano. Menos da metade (40%) sairá dos cofres do governo do Estado.

Testes sobre portabilidade numérica são considerados insatisfatórios pela Anatel

As operadoras de telefonia fixa e móvel têm mais 20 dias para fazer os últimos ajustes no sistema que vai permitir que os consumidores mudem de prestadora sem ter que trocar o número do telefone, a chamada portabilidade numérica. Os testes operacionais estão sendo realizados desde o dia 15 de julho, mas, segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), os resultados apresentados até agora são insatisfatórios.

Na semana passada, a agência convocou uma reunião com todas as empresas envolvidas no processo de implementação da portabilidade numérica para avaliar o andamento dos testes e anunciou que vai acompanhar sistematicamente o trabalho das operadoras, para que não haja atrasos no cronograma. A entrada em vigor para a primeira fase do calendário de implantação da portabilidade está prevista para o dia 1º de setembro.

A Anatel garante que o prazo não será revisto, mas representantes das empresas de telefonia já alertaram para a necessidade de ter mais tempo para a conclusão dos testes. No mês passado, a Associação Brasileira de Concessionárias de Serviço Telefônico Fixo Comutável (Abrafix) e a Associação Nacional das Operadoras Celulares (Acel) enviaram correspondências à Anatel informando sobre os problemas das empresas.

As operadoras preferem não comentar sobre a fase de implementação da portabilidade e a Anatel também não explicou porque considerou os testes insatisfatórios. Para o diretor de negócios e assuntos regulatórios da Clear Tech, Marcos Bellotti, a complexidade do processo e os gastos que ele envolve podem ser as principais dificuldades encontradas pelas operadoras. A Clear Tech é a empresa responsável pela implementação e operação da plataforma que permite a troca de mensagens entre as operadoras em relação à portabilidade numérica.

Segundo ele, se a Anatel não alterar o prazo para entrada em vigor da portabilidade, é possível que o sistema comece a funcionar mesmo sem estar completamente pronto. “Os primeiros dias serão um período piloto, para a realização dos ajustes necessários, e cada operadora deve determinar suas estratégias de contingência”, diz.

A ativação da portabilidade será feita em etapas, de acordo com o código de área (DDD) de cada região. A previsão é que até março de 2009 o sistema já esteja disponível em todo o país. No dia 1º de setembro, entra em vigor a portabilidade para as regiões com código 14 (SP), 17 (SP), 27 (ES), 37 (MG), 43 (PR), 62 (GO), 67 (MS) e 86 (PI).

Na telefonia fixa, a portabilidade só poderá ser feita dentro da mesma área local – município ou conjunto de localidades com continuidade urbana. Para os celulares, a manutenção do número será possível dentro da mesma área de registro – que corresponde ao DDD.

O preço da portabilidade ainda será definido pelo Conselho Diretor da Anatel e será cobrado do usuário apenas uma vez pela prestadora para a qual ele deseja mudar. A operadora poderá isentar o consumidor da tarifa, mas terá que repassar o valor para uma entidade administradora, que irá gerenciar o processo de portabilidade. Bellotti acredita que o valor cobrado deve ficar em torno de R$ 10,00. “Esse é um valor mundialmente competitivo”, afirma.

O Regulamento Geral de Portabilidade foi aprovado pela Anatel em março de 2007, depois de ter sido levado a consulta pública.

Concentração cria polêmicas em consulta pública

Apesar do prazo curto, de 16 de junho à 1o de agosto, a Agência Nacional de Telecomunicações recebeu 433 contribuições à Consulta Pública sobre a revisão do Plano Geral de Outorgas (PGO). Na variada gama de opiniões, críticas e sugestões, destacam-se as divergências em relação a dois grandes temas presentes na proposta da agência: a concentração do mercado, especialmente por conta da possibilidade de uma concessionária poder adquirir outra, e a separação entre a prestação de telefonia fixa (STFC) e a de serviços de comunicação multimídia (SCM), licença utilizada na oferta de banda larga.

A possibilidade de compra de uma outra concesssionária que atue em região distinta, dispositivo que legalizaria a fusão BrT-Oi, não foi criticada pelos agentes de mercado, mas apenas por pessoas físicas e entidades da sociedade civil. O Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social indagou por qual razão a proposta tolera a atuação em duas regiões e não em três, sugerindo que tal regra responde apenas a necessidade de viabilizar a compra da Brasil Telecom pela Oi. "Quais os critérios que embasaram esta decisão do órgão regulador, além da mera necessidade de legalizar a operação de compra da Brasil Telecom pela Oi?", pergunta o texto da contribuição da entidade, que propõe condicionar qualquer mudança a estudos que atestem os benefícios resultantes para o conjunto da população.

Com motivação diferente, a Telefónica também questionou o por quê da permissão de aquisição limitar-se a apenas duas áreas como limite a uma terceira. O grupo é o principal atingido pela proposta, uma vez que a nova regra autorizaria a fusão BrT-Oi, mas impediria que a nova empresa pudesse ser comprada por qualquer outra concessionária. "É necessário fomentar um ciclo virtuoso que viabilize movimentos de consolidação, e fortalecimento das empresas, criando companhias atuantes com escala, grande solidez financeira e maior capacidade de investimento", afirma a Telefónica. A empresa recomenda que aquisições sejam discutidas caso a caso pelos órgãos de direito econômico.

Já as operadoras de telecomunicações que não atuam com telefonia fixa, e que em muitos casos dependem das redes das concessionárias de STFC, pediram garantias de contrapartidas que assegurem condições de competição no novo cenário. A operadora de TV a cabo Net, a Associação Brasileira de Operadoras de Telecomunicações Competitivas (Telcomp) e a Associação Brasileira de Televisão por Assinatura (ABTA) defenderam que, para promover maior competição, equilíbrio entre as prestadoras de telecomunicações e o uso discriminatório pelos detentores de redes, são necessárias medidas como: "(i) a prévia implementação da portabilidade numérica; (ii) a aplicação de assimetrias tarifárias adequadas; (iii) a implementação do uso comercial efetivo do 'unbundling'; e (iv) a proibição do subsídio cruzado entre empresas do mesmo Grupo, por meio do qual as concessionárias venham a financiar a prestação de serviços privados com recursos provenientes de serviço público."

A Net defende ainda que, antes de qualquer transferência de concessão, a Anatel deva realizar uma análise concorrencial. A posição da empresa de TV a cabo reforça críticas de diversas entidades sobre a inexistência de estudos consistentes acerca dos impactos da compra da Brasil Telecom pela Oi.

A principal medida pró-competição sugerida na consulta pública foi a desagregação de redes. A defesa de um "efetivo unbundling" é justificada pelo fato deste instrumento constar na legislação mas não existir "de fato" como prática comercial. "Atualmente, o unbundling, em suas diversas modalidades (line sharing, full unbundling e revenda), não é praticado no Brasil. As tarifas de uso de rede, atualmente estabelecidas, inviabilizam, economicamente, a comercialização de banda larga, telefonia e vídeo àqueles que querem ter acesso a rede."

Separação funcional e por regime

Se há algum consenso sobre a desagregação de rede (com exceção da Telefónica), a concordância não se repete em relação à forma como a separação se daria. A proposta de PGO da Anatel prevê como medida pró-competição apenas a separação por regime, ou seja, a exigência de que a concessionária separe em duas empresas diferentes as prestadoras de STFC e as de outros serviços, como banda larga. Enquanto a Net considerou o mecanismo adequado para dar maior transparência aos custos de uso da rede e condição para viabilização do unbundling, a Telcomp propôs que haja uma separação funcional. Esta se distinguiria da redação dada pela Anatel por diferenciar a prestadora de STFC de uma segunda prestadora apenas do serviço da rede e infra-estrutura.

A Telcomp, no entanto, restinge sua proposta apenas para as concessionárias de telefonia fixa local. Enquanto isso, as autorizatárias (empresas que ofertam serviços em regime privado) e as concessionárias de telefonia fixa de longa distância poderiam efetuar uma separação de caráter contábil, na qual não há empresas diferentes, mas apenas a identificação na contabilidade da operadora das transações entre a venda do uso da rede para as prestadoras de serviço. Fica evidente aí a posição do grupo mexicano Telmex, controlador da Embratel e da Net Serviços, de buscar condições favoráveis de uso da rede das concessionárias de STFC local, mas evitar mecanismo semelhante para suas redes.

Já a Telefónica elenca uma lista extensa de argumentos contra a proposta. Em primeiro lugar, ela seria ilegal pelo fato de a Lei Geral de Telecomunicações ter permitido às concessionárias a exploração de outros serviços como o SRTT ( Serviço de Rede de Transporte de Telecomunicações). Em segundo lugar, ela seria frágil pela inexistência de estudos fundamentados sustentar seus impactos positivos no setor. Em terceiro lugar, ela iria contra a convergência ao separar a oferta de serviços quando a tendência seria unificá-la cada vez mais. Em quanto lugar, ela teria efeito contrário ao desejado, uma vez que a expansão da banda larga depende não da entrada de novos agentes, mas do fortalecimento dos atuais para um ganho de escala que permita disponibilizar o serviço de maneira ampla. Por último, o grupo espanhol alega que o mecanismo irá gerar prejuízo financeiro para as três principais concessionárias. O cálculo feito pela Telefónica indica cifras em torno de R$ 1,6 bilhão nos próximos três anos.

A posição da Telefónica, bem como das operadoras associadas à Telcomp, expressa claramente a esperada busca de cada uma das empresas do setor por garantir na revisão do plano as condições adequadas para ganhos comerciais próprios. No entanto, os benefícios ao conjunto dos cidadãos ainda não estão claros em meio à disputa concorrencial que marca o debate sobre o PGO.

O ponto de vista das pessoas que utilizam os serviços de telecomunicações certamente foi minoritário na consulta, estando limitado a contribuições de pessoas físicas e do Intervozes. Resta a esta disputa entre interesse público e privado o espaço do Conselho Consultivo da Anatel, que têm apresentado constantes críticas à inexistência de projeção de benefícios aos usuários e denunciado a postura de agência de atender apenas os interesses de alguns grupos comerciais.

Conselheiro da Anatel afirma que universalização ocorreu pela ampliação da telefonia fixa

Apesar de ter registrado um surpreendente crescimento, a telefonia móvel no Brasil não pode ser considerada a principal responsável pelo processo de universalização, de acordo com o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Pedro Jaime Ziller de Araújo. A universalização da telefonia era um o principal argumento para justificar a privatização do serviço, ocorrida há 10 anos. Para Pedro Jaime, a telefonia fixa, apesar de ter crescido em ritmo bem menor, tem contribuído mais para que todos tenham acesso ao serviço telefônico.

“Universalização não quer dizer só ter muito telefone. Significa ter muito telefone em todo lugar. Sob esse aspecto a telefonia fixa universaliza muito mais que a móvel. Mesmo as classes mais desfavorecidas das grandes cidades têm acesso a um telefone público. Ninguém hoje, em uma cidade grande, se desloca mais de 300 metros para ter acesso a um telefone público. É a norma”, considerou o conselheiro.

A telefonia fixa cresceu dentro da expectativa que o governo tinha em 1997. As previsões feitas no ano da privatização – quando existiam no Brasil 17 milhões de telefones fixos instalados – eram de que, em 2003, haveria 40 milhões de telefones fixos. “Isso foi cumprido”, destacou Pedro Jaime.

“Houve um crescimento muito grande da telefonia fixa nas camadas mais populares. Pagar US$ 2 mil por um telefone é uma coisa, pagar R$ 40 por mês é outra. As cidades estão cobertas, mas isso não significa que todos os cidadãos têm telefone em casa, muitos não têm condições de pagar R$ 40. Tem gente que ainda prefere comer a telefonar”, completou.

O país tinha cerca de 4,5 milhões de celulares no ano da privatização e em 2003, ultrapassando qualquer expectativa, o número de aparelhos móveis em funcionamento passou para 130 milhões.

Hoje, segundo dados da Anatel, aproximadamente 14% das residências brasileiras só têm telefone móvel. “É um índice muito alto”, comenta Pedro Jaime. Esse percentual localiza-se , preferencialmente, nas grandes cidades e com telefone pré-pago. No entanto, o conselheiro alega que existem municípios onde o serviço ainda não está disponível. “Não é possível se falar em universalização da telefonia por meio do pré-pago, o popular ‘celular pai-de-santo’ [telefone que só recebe ligações]. Existem ainda dois mil municípios no Brasil que ainda não têm telefonia móvel e só vão ter em 2010”.

Para Pedro Ziller, o valor cobrado pelo serviço pré-pago, no Brasil, acaba financiando as tarifas do telefone de conta (pós-pago). “A tarifa pré-paga é muito alta. Trata-se de um Hobin Hood às avessas. Vê-se propaganda de pós-pago na qual se paga dentro da rede, sete a oito centavos. Na mesma empresa, se paga R$ 1 pela tarifa pré-paga. É claro que a tarifa mais alta acaba dando condições à empresa de concorrer com o preço menor no telefone de conta”, explicou.

Mas, por que a opção de pagar mais? De acordo com Pedro Jaime, o fenômeno do pré-pago é tipicamente brasileiro, pois o sistema contou com um grande impulso: a existência da ligação a cobrar, que começou no Brasil e hoje existe em poucos países. “A lógica não é pagar menos e sim, não usar telefone”.

“Essa característica é só brasileira, porque o Brasil tem uma característica que os outros países não têm. Nós temos o ‘a cobrar’. Um dos grandes responsáveis pelo crescimento brasileiro do telefone pré-pago é o fato de termos essa opção. Logo após as privatizações já se implantaram as ligações a cobrar na telefonia móvel. Isso ocorreu em 1998 e 1999. Virou mesmo o ‘pai-de-santo’, só recebe”, destacou.

Delegado confirma que fusão faz parte da investigação da PF sobre Daniel Dantas

O delegado Protógenes Queiroz, que conduziu as investigações que resultaram na Operação Satiagraha, deflagrada pela Polícia Federal em 8 de julho, depôs na condição de testemunha à CPI das Interceptações Clandestinas (também conhecida como CPI do Grampo). A operação apurou prática de crimes financeiros e corrupção por parte do Grupo Opportunity, de Daniel Dantas.

Queiroz conseguiu, ao longo de quase sete horas de sessão, evitar todas as inúmeras perguntas que tentaram extrair dele resultados das investigações conduzidas e informações sob sigilo. Nem mesmo as sugestões dos parlamentares, para que a sessão fosse secreta, sensibilizaram o delegado a abrir estes dados.

Sempre alegando o sigilo de Justiça e o sigilo profissional quanto às investigações, o delegado não fez nenhuma afirmação direta em relação ao que está nos autos da Satiagraha. Mas, nas entrelinhas, mostrou que a fusão entre Oi e Brasil Telecom está no alvo das investigações. Uma das perguntas, feita pelo deputado Gustavo Fruet (PSDB/PR), foi específica sobre as investigações sobre a operação de compra da Brasil Telecom pela Oi: "foi detectado crime ou irregularidade da Brasil Telecom ou da Oi (na questão da fusão)?", perguntou o deputado. Protógenes Queiroz respondeu: "Em relação à Brasil Telecom e Oi, tudo isso é alvo de investigação e o conteúdo está sendo analisado e será apurado em ambiente próprio", disse, sem dar detalhes.

Fruet também foi o único a questionar Protógenes Queiroz sobre a lista de cotistas do Opportunity Fund, que aparece no inquérito da Operação Satiagraha. "Tentamos, na CPI dos Correios, obter cópia desta lista e não conseguimos", disse o deputado, em seguida questionando a presença de fundos da Caixa Econômica Federal entro os cotistas. Queiroz não comentou o assunto.

Permanência

Fruet também trouxe a questão das investigações sobre supostas práticas de espionagem supostamente patrocinadas pela Telecom Italia. Este assunto também apareceu nos questionamentos de Raul Jungman (PPS/PE). Trata-se de uma investigação conduzida pelo Ministério Público italiano e que, segundo o Ministério Público brasileiro, a defesa de Daniel Dantas tenta irregularmente utilizar na defesa do banqueiro no inquérito da Operação Chacal, que investigou justamente as supostas práticas de espionagem patrocinadas por Dantas no Brasil. De qualquer maneira, Protógenes Queiroz não comentou o assunto.

Mas ao ser questionado pelo deputado Marcelo Itagiba (PMDB/RJ) especificamente se a Operação Satiagraha teria detectado a existência de grampos ilegais realizados por Daniel Dantas, Protógenes disse: "Não posso falar sobre isso porque há dois inquéritos em curso e em segredo de justiça. Há uma investigação na 5a Vara Criminal de São Paulo e há a investigação em curso da Operação Satiagraha", disse. A investigação da 5a Vara é a da Operação Chacal, de 2004.

Protógenes também deu a entender que, se dependesse dele, ele teria continuado à frente da Operação Satiagraha. "Eu havia avaliado a possibilidade de fazer o curso e permanecer (no inquérito). Mas fui instado a concluir rapidamente a investigação".

Os deputados se irritaram com o fato de que tanto a Operação Satiagraha quanto a Operação Chacal terem resultado em processos que correm em segredo de justiça. O deputado Nelson Pelegrino (PT/BA) chegou a falar em pedir a quebra de sigilo destas investigações. Ao longo da sessão, as posições dos deputados foram se reacomodando e no final decidiu-se que seria melhor pedir para à Justiça a transferência do sigilo para a CPI. "Se isso acontecer, poderei colaborar mais", disse Queiroz. O deputado Gustavo Fruet mostrou-se especialmente irritado pois contava que Protógenes Queiroz pudesse dar informações que embasassem os questionamentos a Daniel Dantas, que deverá ser ouvido pela CPI na próxima semana.